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Cruz, sofrimento e espiritualidade

By : Kadu
“...Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios.” (1Co 1.23).

Vivemos numa sociedade que abomina a realidade do sofrimento. Por todos os meios tenta negar a sua existência. Muitos são os meios empregados, desde a alienação das drogas lícitas e ilícitas, às técnicas psicológicas e às indústrias do cosmético e entretenimento. Também religiões tradicionais falam do absurdo do sofrimento como uma contradição da existência humana em face de seu propósito em ser feliz. 

A cultura contemporânea acusa o Cristianismo de ter glorificado o sofrimento, dizem que não faz bem para a alma ser confrontada, por meio da cruz, com os lados desagradáveis da vida. Por isso, infelizmente, no contexto cristão, ou pelo menos, que se faz passar por cristão, não poucas expressões eclesiásticas também anatematizam o sofrimento e a imagem da cruz. Reputam o sofrimento sempre como uma ação demoníaca, ou na maioria das vezes, oprimem os fieis reputando à falta de fé e de obediência à Deus o sofrimento experimentado. Claro, os demônios tem poder limitado e limitada liberdade para impingir certos tipos de sofrimentos. A incredulidade e a desobediência também trazem consigo os sofrimentos que lhes são próprios. Mas, o fato é que, o sofrimento faz parte da contingência humana. 

Todos seremos acometidos pelo “absurdo” do sofrimento, da contradição unilateral dos elementos desta existência que escapam à nossa vontade ou controle. Se o sofrimento fosse apenas uma simples questão de falta de fé ou desobediência, o que teríamos a dizer de Paulo, Estêvão, Pedro e todos os mártires que regaram o chão da Igreja com o seu sangue? 

Precisamos redescobrir a espiritualidade da cruz como linguagem para entender e integrar o sofrimento como parte essencial na formação de nosso caráter, mas também como marca de genuinidade de nossa fé vivida na contramão dos valores e das medidas deste mundo. Os cristãos antigos perguntavam menos pela razão do sofrimento. Para eles, fazia parte de sua existência no mundo. Mas eles viam na cruz uma ajuda para passar pelo sofrimento sem perecer. A cruz os fortalecia e lhes dava a esperança de que não haveria sofrimento definitivo. 

Ainda que a cruz termine na morte, ela aponta para a ressurreição, para a transformação do pior sofrimento possível em nova vida, em vida indestrutível. Assim entendemos que o sofrimento entendido na perspectiva da cruz de Cristo é a realidade que cruza e contraria diariamente nosso caminho e nossa vida para quebrar as ideias erradas que construímos em relação a nós mesmos, corroborando assim para a nossa maior identificação com Cristo. É aquela nova criação para a qual valem outras medidas, que não as de uma existência puramente mundana, que precisa se orientar pelas leis desumanas deste mundo caído. 

O mundo, com suas medidas e seus parâmetros de desempenho, reconhecimento e felicidade, já não tem poder sobre nós. O sofrimento recebido na sabedoria da cruz é um sinal da graça de Deus e um protesto contra as nossas tentativas de redimir-nos a nós mesmos e de comprar a nossa salvação com o desempenho próprio. O sofrimento nos coloca em nosso lugar: criaturas incapazes que dependem da Graça de Deus. Se não fossem as contradições da vida e se tudo fosse só sucesso, facilmente nos idolatraríamos a nós mesmos, como tantos fazem por aí, como “Narcisos” incensando a própria vaidade. 

Por mais absurdo que possa soar aos nossos ouvidos aburguesados, a espiritualidade da cruz é a chave para a verdadeira vida. Longe de nós desejarmos o sofrimento, ou atraí-lo, ou produzi-lo gratuitamente (isto seria uma blasfêmia e negaria a própria verdade e utilidade da cruz no gracioso plano redentor do Pai). Mas longe de nós também negar ou não acolher a realidade do sofrimento, categorizando-o como absurdo. 

Aprendamos dos antigos cristãos: 

“Teu Senhor não foi pregado no poste da cruz? Tu deves imitar o teu Senhor! Se amas teu Senhor, então morre a mesma morte que ele e faze o caminho do apóstolo: ‘O mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo.’ (Gl 6.4). Por mundo entenda: elogio humano, poder e sucesso exterior, fama, riqueza, luxúria, bebedices e glutonerias, fofocas e maledicências...Crucifica-te para estas coisas” (João Crisóstomo). 

“E, assim, quando sofrer, que seja por fazer o bem, ou, para te fazer bem” (Tertuliano). 

Não existe Cristo sem crucificação. Não existe cristão sem Cruz!

Nos laços da cruz gloriosa,

_______
Rev. Luiz Fernando dos Santos é pastor-mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP). 
Texto originalmente publicado no site da Ultimato (http://www.ultimato.com.br/conteudo/cruz-sofrimento-e-espiritualidade?__akacao=1540896&__akcnt=67e99683&__akvkey=8e4d&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter+%DAltimas+164+-+13%2F08%2F2013)

Informativo Tour of Hope Japão

By : Kadu
Olá povo!
Segue aí o primeiro vídeo informativo de nossa viagem.

Vou escrever rápido porque teremos mais vídeos informativos e temos muitas fotos e informações no facebook através da página Conexão Voluntários em Campo.
A viagem realmente foi cansativa porém chegamos bem, com segurança. Aliado ao fuso horário, nosso corpo e nossa mente pareciam não funcionar direito nos 2 primeiros dias, mas já estamos melhor, graças a Deus.
Temos trabalhado bastante utilizando o futebol como ferramenta, já que essa é realmente a proposta principal desse projeto. Além disso temos sido apoiados e temos apoiado uma equipe de 20 americanos aqui.
Estamos agora em Yamamoto e já fizemos algumas clínicas de futebol e alguns amistosos, e outra parte de nosso grupo está em outra cidade fazendo outros trabalhos com crianças e adolescentes e servindo a igreja local.
No final da viagem terei tempo de passar informações mais detalhadas e falar sobre tudo o que Deus está fazendo não apenas na vida dos japoneses e americanos, mas na nossa, sobretudo na minha..., tem sido impactante demais!
Continuem orando por mim, por nosso grupo e por nossa viagem. Se quiser receber o boletim de oração oficial me deixe uma mensagem aqui nos comentários com seu email.
Grande abraço!!
神の祝福がありますように!

Assuma sua responsabilidade pelo Brasil!!

By : Kadu
 

"Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou e dizia: Ah! Se conheceras por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos. Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco; e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação.
Depois, entrando no templo, expulsou os que ali vendiam, dizendo-lhes: Está escrito:
A minha casa será casa de oração.
Mas vós a transformastes em covil de salteadores.
Diariamente, Jesus ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas e os maiorais do povo procuravam eliminá-lo; contudo, não atinavam em como fazê-lo, porque todo o povo, ao ouvi-lo, ficava dominado por ele." Lucas 19:41-48

Creio que nosso país tem vivido a algum tempo cercado de trincheiras inimigas, com o cerco completamente apertado de todos os lados, arrasando conosco e com nossos filhos. Realmente, se pensarmos em termos de divisão de áreas (saúde, governo, economia, família,etc...) não tem ficado pedra sobre pedra em nossa nação. Estamos arrasados em quase todos os índices indicativos, mas estes são maquiados com uma linda máscara de belos estádios, belos eventos e espetáculos, belas paisagens em nossas praias passando nas novelas da Globo...
Como Jesus olhando para Jerusalém, quando olhamos para nosso Brasil dá vontade de chorar..., e devemos chorar mesmo! Creio que esse choro é o que estamos vendo acontecer Brasil afora! O choro, o grito, o lamento..., o protesto! Protestamos porque choramos quando olhamos para os tais índices..., choramos enquanto a saúde agoniza na maior parte do Brasil. Choramos enquanto nosso governo, que se diz "dos trabalhadores", do "povo", que anos atrás também chorou ao ver o Brasil e saiu a protestar, agora enche o bolso de dinheiro e celebra, com direito a champanhe e caviar, o fato de o "povo", os "companheiros trabalhadores", "os revolucionários", terem assumido o poder! Ah, que bom, o poder! Agora o poder é do "povo"! Ah...
Mas pra que é que queriam o poder mesmo? Pra tê-lo! E só! Agora é que se põe a prova o que se reivindicou nas ruas, de cara pintada, tomando borrachada. E qual o resultado da prova? "Ih, dá zero pra eles!!! "
Meus queridos, não adianta só chorar e lamentar sobre Jerusalém. Nem adianta somente expulsar os vendilhões do templo, o covil de salteadores em que o Brasil se transformou. Brasilzão, não adianta só fazer passeata, levantar bandeiras, pintar a cara, ter gritos de ordem, cantar no teto de Brasília, fechar a Paulista, interromper a grande Copa..., se depois de tudo isso apenas, como resultado, sobrar um monte de lixo nas ruas, fogo nos pneus, vidraças quebradas, ficha suja pelas detenções, olhos cegos pelas balas de borracha, marcas de cacetete nas pernas.
Temos que, depois de expulsar os vendilhões, assumir o templo, ensinando o povo como se deve fazer direito o que estamos vendo ser feito errado! Jesus viu Jerusalém e lamentou porque não quiseram  reconhecer a visitação dEle. Chorou porque não entenderam o que significava a Vida vindo até eles. E chorou..., mas Ele viu o que estava sendo feito de errado e batalhou na prática pra que isso fosse denunciado e essa galera fosse extirpada dali. Mas, muito além disso, Ele arregaçou as mangas e sofreu no seu próprio corpo as consequências de se trabalhar pela melhora. Ele ensinou o povo como é que deveria ser feito. Ele saiu depois pelas ruas e não deixou apenas um monte de lixo nas ruas, fogo nos pneus, vidraças quebradas, ficha suja pelas detenções, olhos cegos pelas balas de borracha, marcas de cacetete nas pernas, mas sim uma marca relevante de como é que deve ser feito pra que as coisas mudem.
E me preocupo, não com o que está sendo feito, mas com a responsabilidade que o povo tá ousando reivindicar sobre si. Temos realmente noção do que estamos reivindicando? Será que depois que a poeira baixar vamos arregaçar as mangas e fazer diferente? Será que essa geração que hoje se levanta, e que estava "adormecida" mas, como "gigantes pela própria natureza" acordaram, vai fazer alguma coisa na prática pra mudar tudo o que está errado? Ou vai expulsar todo mundo do templo e deixar o templo vazio?
Já mencionei isso no facebook, mas escrevo de novo: Ir pra rua, gritar, pegar bandeira na mão, pintar o rosto, colocar máscara e até enfrentar bala, bomba e cacetete é até fácil..., quero ver é doar seu dinheiro, seu tempo, seu trabalho pra que alguém realmente à margem da sociedade tenha alguma dignidade!! Quer protestar, faz direito..., vai pra rua sim, pra ajudar um mendigo, um viciado em crack, uma prostituta, um menino de rua..., aí é que quero ver!! Não se iludam, quem hoje tá no poder te explorando ontem tava na mesma rua que você, gritando mais que você, apanhando ainda mais que você..., agora que tem o poder de fazer alguma mudança só curte com nossa cara! Mudar as realidades não é questão de gritar mais alto ou estar aqui ou ali reivindicando alguma coisa..., se trata muito mais de ser a mudança! Ser resposta a esse protesto quem quer? Vai estudar, ralar, trabalhar, ser político, ser empresário e faz diferente!!!
Sou contra os protestos? Não! Sou contra ir pras ruas? Não! Sou contra o vandalismo? Claro que sim! Sou contra o partidarismo político por trás dos protestos? Totalmente sim! Sou contra parar tudo pra que todo mundo dê atenção ao que se está sendo reivindicado? Não!
Entendo que tem muita gente realmente despertando e que esses tempos vão marcar o restante da vida destes, que depois de tudo vão ralar pra fazer diferença, mas temo que sejam a grande minoria e que daqui algum tempo a poeira realmente baixe e a maioria esmague essa minoria de novo e tudo volta ao "(a)normal", apenas com líderes diferentes, partidos diferentes no poder.
Pense comigo: não podemos transferir os problemas e a culpa aos partidos políticos, ou aos líderes, como se nós fôssemos os coitadinhos sofredores da exploração. Quando você joga seu chiclete ou sua bituca de cigarro no chão (deve ter um monte disso no final dos protestos), quando você depreda ou picha estabelecimentos públicos ou privados, quando você estaciona em fila dupla ou na vaga de deficientes e idosos, quando você fura fila no banco, quando você se "beneficia" pelo troco errado na padaria ou no mercado, quando você não recicla seu lixo, quando você dá um "cafezinho" pro policial não te multar (ou quando aceita o "cafezinho"), quando você manipula informações pra vender mais, quando você mente pra conseguir seu emprego, quando você sonega seu imposto comprando ou vendendo sem nota fiscal, quando aceita uma "ajudinha" em troca de voto, quando não doa seu dinheiro pra quem tem necessidade, quando passa a perna no seu amigo pra conseguir a vaga dele, quando dirige embriagado depois de "celebrar" o melhor protesto que já foi na vida, sua desonestidade e desconfiança, sua inveja com o seu colega ou vizinho, enfim( poderia ficar o dia todo descrevendo ações simples que você e eu temos o costume de fazer) quando é conivente ou realiza qualquer uma dessas ações você está sendo exatamente o alvo do seu próprio protesto. Assuma suas culpas, mude suas próprias atitudes e sim, proteste nas ruas, tire quem tá no poder!!
Mas depois, assuma você o poder, com atitudes diferentes! Como já escrevi acima, expulsar os vendilhões pra deixar o templo vazio não adianta nada! Porque, como bem "profetizou" o filme tropa de elite, quando cai um corrupto, logo tem outro pra assumir o lugar. Saturemos pois o Brasil de não-corruptos pra que quando o último corrupto cair não haja mais nenhum pra assumir o poder..., e isso começa de mim e de você!
Por fim, uma história real contada por uma pessoa que com certeza estaria aí nas ruas protestando (se fosse daqui!) mas que trabalhou e ainda trabalha não só pra conscientizar e ensinar as pessoas que é possível ter uma nação melhor, transformada, mas pra que ele mesmo seja essa transformação, o indiano Vishal Mangalwadi, reformador social, colunista político, escritor e palestrante. Ele nos faz pensar em nosso Brasil atual e nossas reivindicações, nossas responsabilidades perante elas.
Ele conta essa história depois de ouvir de um indiano, que mal falava inglês, que era possível ser empresário de sucesso na Inglaterra. Quando Vishal pergunta como isso é possível, este indiano, sr. Singh, lhe responde: "Porque lá todos confiam em você." E segue-se a história:
"Poucos meses depois, Ruth e eu estávamos na Holanda falando em uma conferência anual de uma das maiores instituições de caridade daquele país. Em uma das tardes, nosso anfitrião, o Dr. Jan van Barneveld, disse-me: "Venha, vamos buscar leite." Nós dois fomos até a fazenda de gado leiteiro cruzando a bela paisagem holandesa, com lindas árvores. Eu nunca tinha visto tanto leite! Havia uma centena de vacas, porém não havia funcionários no local, e tudo parecia incrivelmente limpo e organizado. Na Índia nós tínhamos uma pequena fábrica de laticínios, mas contávamos com dois funcionários e o local era sujo e malcheiroso.
O contraste chamou minha atenção, porque na região onde eu morava, pelo menos 75% das mulheres gastavam por volta de uma a duas horas recolhendo esterco com suas próprias mãos, depois colocavam tudo em cestos, que então carregavam sobre suas cabeças até seus quintais onde, mais tarde, transformariam o esterco em combustível para cozinhar.
A fábrica de laticínios holandesa, que visitei, me surpreendeu porque ninguém estava lá para ordenhar as vacas. Eu nunca tinha ouvido falar de máquina que ordenhassem vacas e despejassem o leite em um enorme tanque. Entramos na sala do leite e ninguém estava lá para vender o leite. Eu esperava que Jan tocasse um sino, mas ele apenas entrou, abriu a torneira, colocou sua jarra e a encheu. Então ele foi até um peitoril, baixou um pote cheio de dinheiro, tirou sua carteira, colocou vinte moedas de florim holandês, pegou o troco, guardou em seu bolso, devolveu o pote ao seu lugar, pegou a jarra e começou a andar. Eu estava atordoado!
"Cara", eu lhe disse: "se você fosse um indiano, você pegaria o leite e o dinheiro." Jan riu.
(...)
De volta à Holanda, naquele momento de riso, eu então compreendi o que o sr. Singh estava tentando me explicar no avião para Londres. Se eu saísse com o leite e o dinheiro, o proprietário do leite teria que contratar uma vendedora. Quem pagaria por ela? Eu, o consumidor!
No entanto, se os consumidores são desonestos, porque o fornecedor seria honesto? Ele provavelmente acrescentaria água ao leite para aumentar o volume. Sendo um ativista, eu protestaria que o leite foi adulterado, e o governo teria de contratar inspetores de leite. Mas quem pagaria pelos inspetores? Eu, o contribuinte!
Se o consumidor e o fornecedor são desonestos, porque é que os inspetores seriam honestos? Eles seria subornados pelos fornecedores. Se não recebessem suborno, eles usariam uma lei ou outra para se certificar de que a venda ficaria atrasada o suficiente para fazer coalhar o leite não refrigerado. Quem pagaria pelo suborno? Inicialmente, o fornecedor, mas eventualmente o consumidor.
Até então, eu teria pagado o leite, a vendedora, a água, o inspetor e o suborno, e não teria dinheiro suficiente para comprar chocolate para adicionar ao leite. E sem chocolate, meus filhos não gostam de leite. Consequentemente eles não seriam tão fortes como as crianças holandesas!
Depois de pagar por todas essas coisas, a chance de sobrar algum dinheiro para levar meus filhos ao cinema sábado à noite e comprar sorvete pra eles, se resumiria a zero. A pessoa que faz e vende sorvete aumenta muito o valor do leite, enquanto a vendedora, a água, os fiscais e o suborno não aumentam em nada seu valor. Ao pagar por tudo isso simplesmente contribuo com o meu pecado: a minha propensão em cobiçar e roubar o dinheiro e o leite do meu vizinho. O alto preço do pecado impede que sobre dinheiro para o sorvete. Minha cultura de desconfiança e desonestidade rouba-me o dinheiro que poderia ser usado para proporcionar uma vida melhor para os meus filhos e emprego produtivo para os meus vizinhos.
A visita àquela fazenda me ajudou a entender porque um pequeno país como a Holanda é capaz de doar dinheiro a uma nação muito maior, como a Índia. Também me ajudou a entender o que meu colega passageiro, um empresário semi analfabeto, estava me explicando. Ele poderia dizer o que os especialistas econômicos evitam discutir: que a integridade moral é um grande fator por trás do sucesso sócio-econômico/sócio-político do Ocidente." (Verdade e Transformação, Publicações Transforma, Vishal Mangalwadi, págs. 25-27) Compre o livro!!



Uma palavrinha para servos e conservos

By : Kadu

"Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Verdadeiramente, vos digo que lhe confiará todos os seus bens."
Lucas 12:42-44


Quem é, pois, esse tal mordomo fiel?? Quem? Onde ele está, ou onde eles estão?
Não é que não existam, mas onde estão?
É óbvio que muitos estão por aí, sem serem vistos e/ou reconhecidos, sempre fiéis, sempre mordomos de todos os bens que Deus tem confiado a eles. Esses movimentam diversas frentes que tem feito a diferença mundo afora. Muitos desses tem alimentado o faminto, que busca mais do que um "Deus te abençoe, Jesus te ama", mais que línguas estranhas, profecias, mais do que literaturas e panfletos ou coisas parecidas. Outros tem servido de calor praqueles que estão com frio nesse começo de inverno..., e como tem feito frio! Outros mantém diversos projetos sociais que alimentam, abençoam, educam, tratam, dão carinho, direcionam profissionalmente tantas e tantas pessoas que talvez não teriam tanta opção se dependessem do governo, por exemplo. Projetos sociais que estão cheios de outros mordomos fiéis, estes do seu precioso tempo, se doando de maneira voluntária pra que outros possam, sorrir..., ou como diria a canção: "pra que outros possam viver, vale a pena morrer" - muitos tem "morrido" para seus próprios sonhos individuais, vendo o orgulho e o egoísmo sendo enterrados, pra que um sorriso apareça no rosto de um outro alguém. Alguns desses mordomos fiéis tem feito isso e recebido em troca xingamentos, processos, dúvidas, tapas na cara, desencorajamento..., mas sustento financeiro não!
E é nesse ponto que o texto de Lucas mais me faz pensar. Alguns mordomos, servos de Deus, talvez não sejam encontrados fiéis diante de Deus, e isso faz com que outros mordomos, os conservos ali do texto, não consigam trabalhar com 100% do que podem. Esses conservos estão (ou deveriam estar!) debaixo do cuidado dos servos bons e fiéis, mordomos prudentes..., será?
Muitos bons e grandes projetos e trabalhos sociais e de missões tem sido enterrados, porque não se consegue mais achar servos bons, fiéis e prudentes, mordomos de tudo o que Deus tem dado pra eles. Continuam se enchendo de riquezas, crendo que a vida de um homem consiste na abundância de bens que possui..., mas de tão enganados que estão, já se tornaram cegos e insensíveis! (conf. Lucas 12:15) E os conservos, lutam e lutam pra se manterem vivos, e além de tudo, manter outros também vivos através de sua atuação, seus projetos de vida, seus trabalhos sociais e/ou atuação missionária. E fazem isso quase sempre com a pergunta:" onde estarão os servos de Deus que, como mordomos, nos darão sustento no tempo certo? Onde???"
Aqueles que foram encontrados fiéis podem testemunhar aqui o quanto Deus tem confiado ainda mais em suas mãos. Mas, é claro, não vão fazer isso! Porque preferem o anonimato, já que sabem que não se trata deles, mas do Deus que os confiou Seus bens e Seus conservos.
Ainda continuo com a pergunta: onde estão os mordomos fiéis e prudentes?
Fato é que existem muitos projetos e sonhos que ainda nem saíram do papel por conta da falta de entendimento de muitos que são chamados para serem estes mordomos. Fato é que muitos projetos e sonhos que já saíram do papel estão quase voltando para esse mesmo papel, porque até acharam mordomos, mas que não se mantiveram fiéis, porque não foram prudentes e se deixaram enganar pelas vaidades da vida, pela ansiedade do que comer e beber e vestir amanhã. E assim, enchemos nossos potes de ouro, que sutilmente eu vou passar a chamar as igrejas a partir de hoje, e mantemos nosso ouro ali, nossa fidelidade ali, dentro das nossas denominações, liturgias, doutrinas, placas, quatro paredes, etc., enriquecendo "pastores", "bispos", "apóstolos", "missionários televisivos" e "ungidos do senhor", enquanto os conservos se viram lá fora, ou morrem junto com seus projetos de vida.
Pior, hoje se acumulam as funções de mordomos e conservos na mesma pessoa. Excesso? Claro que sim! Mas estes tem se mantido fiéis e se desdobrado nesse excesso pra manter a "coisa" toda funcionando. Glória a Deus por esses!! Sem nome, sem rosto, sem status, sem ouro..., mas sendo encontrados assim, tem ao menos tido a honra de permanecerem felizes, bem aventurados que são! A estes digo que, quando o Senhor voltar e os encontrar fazendo assim, "verdadeiramente, vos digo que lhe confiará todos os seus bens". (Lucas 12:44)
Ainda continua a questão: quem são estes mordomos fiéis, os quais Deus quer confiar conservos, que serão sustentados no tempo certo por estes mordomos daquilo que Deus tem dado? Você sequer pensou alguma vez que Deus pode ter te chamado exclusivamente pra isso? Será que não é por isso que você prospera onde está, recebe acima da média, está em alta em sua profissão e as coisas parecem dar muito certo pra você? Ao invés de pensar que é por seu próprio esforço, sua inteligência, seu charme e beleza, que tem conseguido o que conseguiu, você não deveria pensar como mordomo, como alguém que tem recebido isso das mãos do Senhor pra ser sustentador, repartidor, mordomo mesmo, de outros, dos conservos?
Outra coisa que tenho pra dizer, se você se encaixa nisso: "...àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido, e àquele a que muito se confia, muito mais lhe pedirão." (Lucas 12:48b)

Pense nisso mordomo: Deus confia em você, por isso você tem em abundância. Procure agora saber quem são os conservos que Deus confiou a você pra dar o sustento necessário, no tempo devido. Seja assim participante do que Deus tem feito no mundo pra transformar, resgatar e reconciliar consigo mesmo todas as coisas! (conf. Colossenses 1:20)

Loucuras da vida real...

By : Kadu

"...porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui."

Não, isso não é verdade!
A vida consiste sim naquilo que possuímos, nos bens que guardamos, que por tanto tempo lutamos por conquistar. São tantos anos de estudo, imagina só..., no mínimo uns 15 anos. Tantas coisas que abdicamos nesse tempo, tantas saídas com os amigos que deixamos de fazer, tantos presentes que deixamos de comprar, tantas vezes que negamos a nós mesmos..., pra chegar nesse tempo em que conquistamos e prosseguimos em conquistar tantas boas coisas, pra termos boa vida, necessidades supridas, etc...
Afinal a posição que ocupo hoje foi conquistada com luta, e muito tem a ver com o que possuo. O que possuo me deu condição de lutar, estudar, crescer na vida.
Eu diria que não, isso que está escrito em Lucas não está certo. Tenho certeza que Jesus não tava falando sério nesse momento. Ou então o autor, Lucas, quis incluir alguma coisa de si mesmo e escreveu isso. Ou ainda, o que Jesus falou foi praquele momento específico, praquela época, não se aplicando mais a nós hoje.
Pensa comigo: o que aprendemos nas escolas desde pequeninos? Somos ensinados a sermos o quê? Os estudos estão direcionados pra formarem os melhores trabalhadores em cada área, pra que possam ter mais condições financeiras e assim possam consumir mais e melhor pra si mesmos, fazendo com que a roda da economia gire e todo o país possa crescer. Olha só, contribuímos para que o país cresça dessa maneira..., desenvolvimento integral das nações, isso é missão integral, não é?
O que nossos pais, tios, avôs, pastores e líderes mais nos falam desde pequenos? "Você quer ser alguém na vida? Vai estudar, vai trabalhar!", "Você quer ser pedreiro quando crescer? É isso que você pensa da vida?". Isso e muitas outras coisas semelhantes não é mesmo?
Quando crescemos um pouco mais, o que nossas faculdades ensinam? E o que nossos primeiros trabalhos nos mostram? Será que devemos ficar contentes em sermos apenas estagiários? Naquelas entrevistas de emprego, quando perguntam sobre se é isso que gostamos de fazer o que respondemos?
Nessa fase é onde inventamos uma e outra história, aumentamos um pouquinho, omitimos outro tanto, mas tudo por uma boa causa, pra sermos "alguém na vida". Assim, nosso senso de competitividade nos diz que devemos passar sempre na frente dos outros, afinal, só um ganha a vaga, só um chega lá..., as estatísticas daqueles que se "dão bem" na vida, que "são alguém" (medidos, é óbvio, por aquilo que possuem e demonstram possuir!) são tão contrárias a nós quanto jogar na loteria. Bom, jogar na loteria é pecado, porque afinal, só um ganha e outros tantos perdem. Vixe, mas não é isso que acontece nas disputas por cargos e salários? Bom, falamos disso em outra hora...
O que importa mesmo é lá na igreja, naquele programa que o pastor "benção" fala lá na TV. Poxa, lá eles tem me dito que eu vou crescer, que vou prosperar, que aquele emprego que tanto sonhei eu vou conquistar, que aquela casa e aquele carro vão ser meus. Até mesmo coisas supérfluas como aquela viagem dos meus sonhos eu vou conquistar. E eu tenho feito o mesmo que faço na minha vida toda: batalhado por isso, corrido atrás do meu milagre com afinco. Sou extremamente zeloso, vou em todas os cultos, todos os acampamentos, todas as vigílias que posso (porque tem algumas que atrapalham meu precioso sono que preciso pra produzir melhor na empresa, afinal, tá cheio de gente querendo puxar meu tapete lá!). Eu sou dizimista fiel, participo das campanhas, dou ofertas para a igreja e para os ungidos de Deus, oro e jejuo, leio a bíblia quando dá (apesar de não entender um monte de coisas lá!). E se vejo um irmão que vai no culto mais que eu, logo vou ainda mais, faço mais força, porque ninguém pode ser melhor que eu ali, mais crente que eu. É isso que aprendi desde pequenino, na escolinha. Lembro até das minhas escolas dominicais e das EBF´s (escolas bíblicas de férias) que participei..., tantas gincanas e aquelas estrelinhas que ganhávamos por cada versículo decorado, cada vez que trazia a bíblia, cada resposta certa, cada vez que levantava a mão antes de todo mundo pra orar..., eu era o melhor, graças a Deus! Todo final de ano tava lá, como o cantor principal da cantata de natal, porque sempre me destaquei nas classinhas, orgulho da mamãe e do papai!
Agora, cheguei na idade adulta e possuo bastante coisa, graças a Deus. Minha família vive bem, temos nossa casinha aqui, nossa casinha na praia. Conseguimos um carrinho pra cada um daqui.Por necessidade, é claro, afinal, cada um trabalha em um lugar diferente e não dá pra todo mundo ir num carro só! Ônibus? Isso é para os perdedores, pra quem não tem fé em Deus, praqueles que não lutaram o bastante como eu, porque carro e moto tá tão barato hoje em dia que só quem não se esforça que não consegue um! Todas as nossas contas são pagas em dia, porque não podemos perder nossa reputação como devedores..., isso seria um mau testemunho! Posso me aposentar cedo e curtir a vida..., fazer a tão sonhada viagem que o pastor falava na TV e lá na igreja também. Poxa, meus filhos só puderam conhecer a Disney, mas ainda não viram nada do que é cultura ali na Europa por exemplo! Esse ano, logo que me aposentar vou começar as viagens por lá, pra mostrar um pouco de cultura pra eles, afinal, isso enriquece o currículo e eles saltam na frente dos outros mais uma vez na busca por uma boa posição nos empregos.
Ah, quanto àquele versículo de Lucas, a prova de que ele não foi escrito inspirado por Deus, ou mesmo não é para nossos dias, só serviu praquele tempo, é minha vida: sou crente, tenho cargo na igreja, dizimista fiel, faço o bem, toda minha família frequenta a igreja, e por isso tenho muitos bens, possuo tudo aquilo que é necessário pra viver bem e tranquilo, e assim tenho total condição e também moral pra falar de qualquer coisa, pra dar qualquer testemunho e mostrar o quanto Deus é fiel! Além disso, como já mencionei, contribuí para a missão integral ao fazer a economia crescer e colocar meus filho nesse mesmo bom caminho!

Só não entendo porque essa noite tive um sonho onde um anjo vinha da parte de Deus e falava pra mim: Lucas 12:20 e 21, LUCAS 12:20 e 21..., evangelho de Lucas , capítulo 12, versículos 20 e 21..., devo estar ficando louco ouvindo vozes, hehehehehehe!!!




História baseada em vários fatos e histórias que vi e ouvi nesses últimos anos, de diversas pessoas em culturas diferentes. Infelizmente, é bem real!

Importância do ensino nas igrejas

By : Kadu

II Timóteo 3:16-17
16 - Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;
17 - Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

Na minha cabeça sempre ficou a pergunta: "Porque o povo não se envolve?", e essa pergunta sempre relacionada com coisas "pra fora", trabalhos de evangelismo, de ação social, missões, etc. É claro, porque se envolver com ministério de destaque dentro da igreja, que aparecem em todos os cultos, que trazem certo status tem até fila pra participação.
Outra questão também sempre foi o porque de tanta gente querer um "auê", um show, uma música assim, uma dança "assado", mas quando o culto parte para o lado do ensino, da valorização de princípios e valores que levam diretamente a uma prática coerente, aí o povo acha um argumento, uma crítica, uma desvalorização de tudo..., é assim, infelizmente é assim.
Nessa, são poucos os líderes de igreja que buscam focar na questão do ensino. Afinal, o número de seguidores pode diminuir consideravelmente se não houver "alimento" pra quem não gosta de ensino. 
Tenho que aplaudir um culto como esse último que participei, e uma liderança corajosa e compromissada com Deus e com Seu ensino. Isso porque utilizar do momento de culto, ou dos momentos de reunião, formais ou informais, pra ensinar, pra passar e repassar princípios bíblicos, é a única forma de se fazer com que as pessoas "se envolvam", olhem "pra fora". 
Veja só o texto..., diz da inspiração das escrituras e do seu proveito, valorizando-a para ensinar, redarguir(responder com argumentos, replicar), corrigir e instruir. Tá difícil de ver um momento proveitoso dentro dos círculos e reuniões com quem se diz cristão que leva em conta esses princípios através das escrituras. E por isso que falta conhecimento a esse povo, e porque falta conhecimento, como bem diria o livro de Oséias, vemos o cristianismo verdadeiro, prático e coerente sumindo do mapa, decaindo, perecendo. Realmente, minhas perguntas tem fundamento...
Não temos envolvimento prático e coerente, não estamos habilitados, instruídos para fazer boas obras, porque não damos atenção ao ensino. Não temos o costume de olhar para as escrituras com esse foco, não temos costume de fazer de nossos cultos, nossas reuniões, nossas vidas diárias, momentos de reflexão séria naquilo que a bíblia diz, nos instruindo, nos ensinando.
Pensa bem, um culto didático não é atrativo. Propor coerência e continuidade, fluidez durante o culto, com todos os momentos tendo uma ordem, levando ao mesmo ponto, à mesma reflexão, não é bem visto e nem praticado por aí. O importante é "tocar o coração, tocar a alma". Diminuir a luz, tocar músicas melódicas, colocar vídeos e slides, falar num tom tenebroso ao microfone, ou mesclar choro, riso e gritos..., isso sim é importante!!! O povo gosta!!! Esse mesmo povo, que pula, corre, fala "trocentas" línguas distintas, sobe as paredes, chora e ri, cai no chão, na hora de receberem o desafio de trabalharem em prol de alguma atividade social ou evangelística da igreja vai arrumar também "trocentas" desculpas, cair fora, subir as paredes pra ir embora logo, etc...
Quando penso em alguns cultos que já participei, me lembro de ter outra pergunta em minha cabeça: "será que esse povo sabe o que tá cantando? Será que eles estão lendo essa letra?". Isso porque, em função da música ser popular, ter uma boa harmonia, ser tocada em sol maior, joga-se fora a reflexão na letra, no que a música está ensinando. Já vi cultos que conseguem colocar uma música que fala de renúncia, entrega, e logo depois cantam com todo fervor: "restitui, eu quero de volta o que é meu"!!!! Fala sério, né?!?!
Enfim, prefiro permanecer com exemplos como William Carey, o sr. Wilberforce, Calvino, Martin Luther King, John Wesley e tantos outros que preferiram ser coerentes, priorizaram o ensino, a valorização dos prinícipios e valores cristãos em detrimento do "mover" e assim realizaram transformações significativas e permanentes mundo afora. Prefiros isso, ainda que seja mal visto por não pular, correr, chorar e rir, falar mil línguas, escalar as paredes, cair na unção, etc...
Porque pra mim, palavras bonitas sem prática coerente acabam como lindas flores em solo rochoso: morrem tão rápido quanto florecem! E posso dizer o mesmo da beleza estética dos moveres e cultos que não priorizam o ensino bíblico...

Quando morre Moisés...

By : Kadu
Algumas coisas estão morrendo. E não são poucas ou sem importância. O que está morrendo nos tutoreou até hoje, nos guiou, ensinou, discipulou, deu respaldo, coragem e direção. Trouxe suprimento pra nossas necessidades..., mas está morrendo. 
Na verdade, está morto já, porém como todo aquele que fica de luto, relutamos em enterrar, em se despedir de vez.
Mas morreu. E agora?
Quando morre alguém muito importante, que tem todas as características que citei acima, ficamos desnorteados. Primeiro profundamente tristes, depois se perguntando: e agora? O que fazer a partir de agora?
Quando o que morre te lidera, te mentorea, te discipula naquilo que você vive, a pergunta ganha em profundidade: como viver?
Pareço trágico não? Mas o momento é meio "novela mexicana" mesmo..., estamos assim, quase saindo da fase da tristeza para a fase das perguntas: e agora? Como? O que fazer? 
Enfim, assim como foi com Josué, chegou o tempo de nossa vida que Moisés morreu. Agora as respostas que temos é que temos que ser fortes e corajosos pra continuarmos a corrida que começamos com Moisés. Seremos agora tutores de nós mesmos nessa caminhada. Isso não significa falta de cobertura, longe disso, mas sim um assumir de responsabilidades a respeito de nossa missão de vida. Até aqui fomos tutoreados, porém, quem tem que "passar o Jordão" somos nós mesmos, sem nosso tutor.
Se pensarmos como Isaías, um alento nos vem que esse pode ser o momento onde melhor enxergaremos o Senhor...., talvez os primeiros momentos que veremos BEM o Senhor. Porque foi assim que aconteceu no ano que seu rei morreu, ele VIU o Senhor, e aí pôde dizer: envia-me a mim!
O momento do envio derradeiro chegou, e nós estamos nos colocando como Isaías: envia-nos Senhor.
Creio que seja o momento de maior maturidade de nosso ministério até agora. Muitas coisas surgiram em nosso caminho nesses últimos meses que nos fazem perceber isso, mas o ponto chave é: morreu "Moisés", morreu quem reinava até agora!
Bom, pensemos agora pelo lado de que, afinal, Josué e os israelitas finalmente entraram na terra prometida, e Isaías finalmente VIU o Senhor e pôde ser enviado ao seu complicado ministério.
Finalmente Deus nos está levando ao cumprimento de Suas promessas pra nós..., promessas essas que lembramos, Ele nos falou ainda em 2006-2007. 
É claro que nesse momento decisivo precisamos ainda mais de suas orações, apoio, palavras e sustento.
Tem muito mais pra falar, então, se tiver ouvidos e paciência, nos escreva..., entra no nosso SITE e nos escreva...
Abraço!!

Missões transculturais - Janela 10 40

By : Kadu

Apesar de defender o conceito de Missão Integral, isso não me exclui de pensar em missões transculturais que, afinal, são um aspecto de extrema importância dentro da Missão Integral.
Por isso deixo esse vídeo pra pensarmos melhor, sempre pra fora, no que temos feito sendo Igreja, sendo cristãos, estando debaixo da Missio Dei...
Preste atenção principalmente nas estatísticas que o vídeo passa.
Tem muito mais pra nos preocuparmos do que com nossos templos, bancos, acampamentos, encontros de casais, casas, carros, roupas, sapatos, etc...

O Circo Borboleta

By : Kadu

Uma parábola moderna, mostrando que o apresentador deste grande circo da vida vê as pessoas pelo que elas realmente são, enxergando inclusive potencialidades, dons e talentos que muitas vezes as marcas da vida manipulam as pessoas para que não enxerguem.
Assista, reflita, ore!

O bom samaritano

By : Kadu
E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.
Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;
E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira. 
Lucas 10:30-37


De servos a amigos de Cristo!

By : Kadu


Me entristece ver cristãos pensando, buscando e discutindo assuntos tão desligados do cristianismo. O tempo que gastam, a força que empregam, as lutas que combatem em nada lembram o bom combate de Paulo, as tomadas de decisão de Moisés, as aflições do próprio Cristo.
Esses dias tenho me questionado até que ponto a amizade de Cristo faz real diferença na vida dos cristãos de hoje. Porque uma coisa bem clara que conquistamos na cruz, na qual todo cristão confia e professa claramente, é a "facilidade" pra se comunicar e relacionar com Deus através de Jesus Cristo. Muito conhecida e cantada é aquela música "Amigo de Deus". Mas nossas atitudes tem demonstrado que ainda não passamos de servos. Isso porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor, simplesmente cumpre possíveis determinações.
Pelo fato de não termos esse amizade, esse relacionamento, bem verdadeiro em nós, acabamos por não ter ideia do que pensa o Cristo que professamos. No que ele gastaria seu tempo? Onde empregaria suas forças? Que tipo de luta lutaria? Qual seriam as discussões que permeariam seus pensamentos? Que causas advogaria?
Não ouvimos Deus!! Não sabemos responder essas perguntas na verdade, porque não o temos escutado. São inúmeras as pessoas que apesar de professarem a fé em Cristo há anos, nunca sequer ouviram um "oi" dEle. E pelo jeito que caminha a humanidade vejo que infelizmente estes são maioria. Assim não temos mesmo respostas para as perguntas acima.
Talvez tenhamos respostas bonitas e teologicamente coerentes pra todas essas perguntas. Mas o fato é que, na verdade, não sabemos! Como costumo dizer por aqui, a prática é bem mais "feinha" do que toda essa bela teoria. Na prática, essa teologia coerente não tem funcionado.
Não sabemos sequer orar! Sério, o que fazemos hoje é rezar e repetir, repetir, repetir, os chavões e clichês que todos dizem nas igrejas por aí. Quando a palavra da moda é chuva, uma inundação (desculpa o trocadilho!) de orações falando pra chover surgem em nosso meio. Quando a palavra da moda é promessa, todo mundo promete tudo, não cumpre nada e ainda exige seus direitos nas promessas de Deus, já que Ele pelo menos é fiel de verdade!
Enfim, a distância de um relacionamento saudável com Cristo tem sido fator determinante no declínio de uma espiritualidade saudável que culmina numa prática coerente daquilo que professamos como cristãos. O fato de não caminharmos como amigos de Deus mas como servos nos faz distanciar do conhecimento de Cristo e daquilo que passa em sua mente e coração. Assim, fatos correntes como pedofilia, abusos de poder político, corrupção, inflação, adoção, aborto, violência contra mulher (e toda violência), terrorismo, etc., são fatos acompanhados e sofridos (se é que são!) somente quando um noticiário tendencioso, manipulador e cheio de segundas intenções passa pelas TV´s. Mas já nem chocam muito, porque também não há muito o que eu posso fazer. O importante é que minha vitória está chegando, porque as promessas se cumprirão e chuvas de bençãos cairão sobre mim.
Já perceberam as preocupações a respeito desses temas (quando aparecem na TV, é claro!)? Elas se limitam a um tempo de oração no culto do domingo, e faço aqui o papel de profeta adivinho: "Deus, abençoa esse povo que sofre com isso. Obrigado pela liberdade que temos em Cristo. Que pessoas se levantem pra ajudar a resolver essas questões. Tu és um Deus de vida e o choro pode durar uma noite mas a alegria vem pela manhã!". Ooo Alelóias!!! Adivinhei ou não o que você orou no fim de semana? Ou o que tem orado? Ou o que o povo lá na sua comunidade tem orado?
Pois é..., mas o que Jesus oraria? Me lembro de Isaías 58 e creio que o que Deus falou ali sobre o jejum que Ele deseja poderia ser dito da oração que Ele deseja, ou o cristianismo que Ele deseja. Mas, deixa pra lá, afinal nem tenho amizade com Ele mesmo, sou apenas um servo! Falamos "servo" de boca cheia!
Minha oração, depois de ouvir do meu Amigo sobre o que orar, tem sido pra que os cristãos possam buscar passar de servos para amigos. O chamado de Cristo pra isso é pra todos, não para uma classe especial de crentes. Você também pode e deve ser amigo de Deus, e assim ouvir o que Ele tem feito, o que Ele tem desejado, o que Ele tem orado.
Intimidade com Deus, amizade com Cristo..., chaves para um envolvimento real, prático e coerente com o evangelho, com o cristianismo, com a causa de Cristo, com a missão de Deus nessa terra, nessa era.
Passemos a ouvir e confiar na palavra que sai da boca do nosso Amigo fiel. Ele fala!! Escuta isso: ELE FALA!!!
E quando Ele fala com seus amigos, seus amigos se envolvem com essas palavras, a ponto de priorizarem aquilo que ouviram acima até da própria vida, servindo a Deus..., mas como amigo!

Loucuras "no espírito" - por David Wilkerson

By : Kadu
Encontrei esse vídeo navegando pelo Osmose Emocional, da minha amiga Carla Berigo, e o deixo aqui em concordância ao choro de David Wilkerson, ainda que me custe alguns seguidores...
Pra quem não o conhece, ele começou sua carreira em meados de 1958 pregando para pessoas marginalizadas nos suburbios de Nova Iorque e teve grande sucesso principalmente após a conversão de Nick Cruz que era um chefe de uma temida gangue local. O seu livro autobiografico A Cruz e o Punhal conta exatamente esse período de sua vida que durou 5 anos. Após esse periodo foi o fundador do "Desafio Jovem", um ministério destinado a resgatar jovens problemáticos, membros de gangues, viciados em drogas e alcoólatras, e de outras organizações destinadas a atividades evangelísticas para jovens. Em 1987 veio a fundar no coração de nova iorque, a igreja que ficou conhecida a igreja da Times Square. Morreu aos 79 anos. O fundador da Igreja de Times Square, em Nova Iorque, sofreu um acidente de carro no Texas na tarde de quarta-feira, 27 de Abril de 2011.
fonte: Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Wilkerson)

Projeto Humanitário no Níger

By : Kadu
Algumas (bem poucas!) vezes me surpreendo positivamente com a TV aberta..., essa foi uma das surpresas!!
Sei que no fundo do coração do Danilo Gentili ainda existe uma fagulha do fogo que Deus um dia fez mover a vida dele..., oremos por ele, até mais do que pelo Xand.

Meu pastor morreu!

By : Kadu

É com muito pesar, e com certo atraso, que venho informar a todos que aquele que melhor pastoreou, aconselhou, advertiu, ensinou, pregou, deu broncas em mim e minha família faleceu. Richard Francis Xavier, o conhecido escritor Brennan Manning, já com a saúde debilitada por conta de um derrame, faleceu na sexta passada, aos 78 anos de idade.
Brennan (ou Richard) trouxe ao meu coração, e consequentemente â minha esposa e filha, o mais sublime entendimento sobre o amor e a graça do Pai. Através de seus complicados, questionadores, explosivos, chocantes escritos, trouxe todo o amor da verdade da vida, da vida de verdade, sem máscaras, totalmente a mercê do Pai e da sua graça e misericórdia. Se hoje você vê nossa família sempre exposta, sempre como carta aberta, sempre demonstrando fraquezas, incertezas, dúvidas e medos ao invés daquele estereótipo "super-herói-gospel-missionário" é tudo "culpa" de Brennan.
Se hoje não temos medo de arriscar, de caminhar na incerteza, de sermos como crianças desorganizadas, de nos esbaldarmos no fato de não termos nada e ainda termos tudo, isso também é "culpa" desse amado pastor, que deixa muita saudades!
Ainda bem que seus "pastoreios" estão eternizados em seus livros, disponíveis a todos quantos quiserem. Aliás, não estará tão disponível aos que se acham mais do que são, os seguros de si mesmos e de seus futuros promissores, os super-espirituais, os gospel, os da vitória, da benção, etc..., descubra porque nas primeiras páginas de "Evangelho Maltrapilho", seu clássico, que mudou completamente a minha história e daqueles que estiveram ou estão aos meus cuidados. Valeu MUITO a pena ler esse livro!
Ele ainda me mostrou com clareza a luta do "Impostor que vive em mim", embora ainda queira saber mais sobre os "Falsos, metidos e impostores" dentro e fora de mim.
Brennan me fez ver a "Assinatura de Jesus" em minha vida e no que me cerca. Me emocionou ao trazer de forma ainda mais brilhante o amor e a graça no relacionamento com o Aba, através de uma "Colcha de Retalhos". Quero muito ainda aprender mais de seus conselhos e palavras sobre o "Obstinado amor de Deus" e o "Anseio Furioso de Deus" por mim e por toda a criatura e colocar de uma vez por todas e minha mente: "Deus o AMA do jeito que você é"!
Tudo isso vivi e compreendi, e ainda quero viver, pois aceitei o "Convite à Loucura" feito por esse meu pastor. Realmente vivo nessa loucura e sou muito questionado por isso, e sei que, por vezes, pra passar por esses momentos, preciso aceitar um outro convite, o "Convite a Solitude". Quando me pego assim, sei que "Acima de Tudo", com a "Sabedoria da Ternura" posso ter "Um vislumbre de Jesus" e me apegar novamente com "Confiança Cega" no Pai.
Fico sempre a me questionar porque demorou tanto pra chegar até minhas mãos o precioso "Evangelho Maltrapilho", já que vivi por tanto tempo sendo oprimido por um falso evangelho "gospeliquês". Na vida tem coisas que não entendemos, mas aceitamos como passos da jornada..., como diria Brennan, talvez o meu pecado foi exatamente o que me levou aos pés da cruz de Cristo, ao conhecimento da sua preciosa graça. Realmente, pensando bem, o momento que esse livro chegou em minhas mãos foi o momento exato, em que precisava compreender o que era estar aos pés da cruz, quem era esse Cristo cheio de graça e amor...
Enfim, sem mais palavras, fica aqui então nosso pesar, como família, e essa singela homenagem àquele que nos últimos anos melhor tem nos pastoreado, influenciado e ajudado nessa caminhada!

Espiritualismo x Espiritualidade - Enganadores e Enganados

By : Kadu

É impressionante como confundimos espiritualismo com espiritualidade.
O espiritualismo é puro emocionalismo, é gerado de maneira forçosa, manipulado por palavras, choros e músicas calmas..., o final é que não produz efetivamente nada. O centro de todo espiritualismo é o próprio homem, realizar a vontade que se tem desejo.
Já espiritualidade tem a ver com uma transformação real que ocorre a partir de si em direção aos outros. Não é manipulado, mas transmitido pelo relacionamento saudável com Deus. O final da espiritualidade é realizar, por pura obediência, aquilo que se tem do relacionamento com o Pai, tendo sempre Jesus Cristo como centro.
Muitos dos líderes das igrejas-instituições pelo mundo afora se aproveitam disso, levando ao nojento ato de extorquir pessoas com o espiritualismo. Não há nada de espiritualidade nisso, creio que nem mesmo de espiritual...
Continua sendo uma via de duas mãos, porque existem os loucos que também são espiritualistas, tem em si mesmo o centro do mundo, e vão em busca desses falsos-profetas-espiritualistas-enganadores para satisfazer suas necessidades.
Na real, acho pouco o que acontece com esse povo. Sei sim que tenho que orar por eles e pensar com graça e misericórdia, mas meu lado humano me leva a achar muito pouco mesmo. Querem satisfazer a si próprios, seus próprios umbigos, e acabam sendo enganados por esses indivíduos. Tanto um quanto outro deveriam ser presos!!! Um manipula pessoas e todo um sistema religioso em busca de extorquir pra receber fama e dinheiro. O outro manipula pessoas e todo um sistema religioso em busca da satisfação seus próprios desejos e prazeres, achando que podem até manipular Deus com seu espiritualismo.
São todos farinha do mesmo saco!!
Posso, eu mesmo, estar numa igreja-instituição e ouvir essas baboseiras sentimentalistas cheias de promessas de bençãos e vitórias pra minha vida particular e ainda assim não cair nessa, rejeitando todas essas fábulas. Como??? Lendo, meditando e estudando a bíblia..., algo tão antiquado e trabalhoso que é esquecido nesses tempos espiritualistas.
Posso também, como liderança, ver pessoas espiritualistas, com a visão de Deus e de cristianismo embaçada de tanto pensarem em si próprias e em como manipular Deus pra satisfazerem seus egos, dispostas a tudo por isso (inclusive pagar altas quantias a título de dízimo, trízimo, ofertas de sacrifício, semente, etc...), e ainda assim não me aproveitar da "oportunidade" pregando o verdadeiro evangelho, exortando-os por esses erros. Como??? Lendo, meditando e estudando a bíblia..., algo tão antiquado e trabalhoso que é esquecido nesses tempos espiritualistas.
Sou e sempre serei defensor do tempo pessoal de devocional, meditação, estudo e leitura da palavra. Creio que só em contato com ela, num relacionamento sério e sincero, saudável com Deus, é que conseguimos identificar com zelo o que é ser espiritual e o que é ser espiritualista, e assim não viver do engano nem mesmo enganando a outros!

Fidelidade

By : Kadu
texto do meu querido mano Danilo Ladentim




Deus em cada página, em cada verso, em cada letra da sua palavra nos mostra sua fidelidade. Histórias, momentos de tensão se transformando em alívio; momentos de guerra se transformando em momentos de paz.

Em Mateus, capitulo 7 -13, Jesus em sua imensa graça e paciência nos mostra em sua palavra, duas opções de escolha. Ele estava falando sobre as 2 estradas, os 2 caminhos. " Entrai pela porta estreita ( larga é a porta, e espaçoso, o caminho que leva a perdição, e sã muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado o caminho que nos conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela".

Esta palavra diz tudo sobre nós como igreja hoje. Parece simples esse versículo, parece até jargão de escola dominical, mas retrata um estilo de vida de muitos de nós. Quantos de nós preferimos a porta larga, aquilo que é mais espaçoso. Queremos o que é visivel, o que dá prazer, o que nos acomoda, o que nos leva pra mais perto de nós mesmos. Queremos o que é mais fácil. Vivemos num aconchegante lar evangélico, enganando até a pessoa do espelho a nossa frente. Queremos o que é mais folgado, conveniente, rápido. Preferimos um caminho onde tudo é descartável, luxuoso, orgulhoso, onde as coisas tomam o lugar das pessoas, onde a moral não existe, onde o amor não transforma, onde a palavra não vivifica.

Ao longo da história, Deus, o próprio Deus nos mostra sua fidelidade. Mas e a nossa fidelidade? Onde está a nossa fidelidade para com Deus?

Se você ler o capitulo 5 de Josué, você vai perceber um mandamento de Deus. A palavra de Deus diz que naquele tempo...tempo em que o povo de Israel tinham provado o amor e a bondade de Deus. Constantes lutas, provações, tempos de promessas, vitórias sobre numerosos inimigos, de comer do maná, de ver o mar se abrindo, do Jordão de secando, de Deus conduzindo seu povo a terra prometida...foi nesse tempo, que Deus manda Josué circuncidar de novo os filhos de Israel antes da batalha em Jericó. Os que haviam saído do Egito tinham sido circuncidados, mas morreram pelo caminho durante a longa jornada e os que haviam nascido no meio do caminho ainda o haviam sido. Antes de entrar em Gilgal, que significa "terra de descanso", era necessário sacrificio novamente. Deus estava chamando o povo para rever suas alianças, reafirmar e repensar seus atos de fidelidade para com Ele.

Para que desfrutemos do descanso de Deus em sua essência, é preciso sacrifício. Podemos até desfrutar da plenitude do poder de Deus, mas para desfrutar do lugar de descanso do Pai é necessario sacrificio. Por isso Deus nos mostra a opção da porta estreita. O caminho que Deus nos propõe é difícil, é percebido por poucos olhos. Se não procurarmos atentamente, podemos até passar por perto, mas não vamos percebê-la. Assim como no deserto, as marcas da fidelidade de Deus podem ir sendo enterradas pela areia durante o caminho.

O caminho da vida é apertado, é marcado por lutas diárias, é um caminho que nos tira sangue, que marca nossa pele. Nós continuaremos usufruindo da fidelidade de Deus , porque Ele nunca irá nos abandonar, mas se queremos provar de um cristianismo verdadeiro, é preciso sangue, é preciso morte.

A cada luta que passo em minha casa, seja ela qual for, olho para o lado e vejo a fidelidade de Deus. Se olho para trás e analiso minha vida como um todo, vejo a mão fiel de Deus me conduzindo por um caminho bom. E essas lutas me fazem lembrar sempre, que sou eu que preciso, hoje, renovar meu compromisso pessoal com Ele, meus votos e minha aliança de fidelidade.

Jesus marcou a pele e derramou seu sangue em nosso favor...agora é nossa vez de derramarmos sangue e marcarmos nossa pele em amor a ELE.

Onde você deixou Jesus?

By : Kadu


Leia: Lucas 2:41-52


A grande pergunta desse dia: onde foi que você esqueceu de Jesus? E como foi “deixar” ele lá!?
O texto de hoje fala que era costume dos pais de Jesus ir à festa da Páscoa, em Jerusalém. E, quando ele fez seus 12 anos, lá se vão todos da família pra festa. Como era já um costume, ninguém ficava reparando muito bem, mas todos iam e chegavam juntos.
Ir pra festa com Jesus é costume!
Que tipo de rotina tem te feito acostumar com a ideia de Cristo contigo a ponto de você esquecer dEle, ou esquecer que Ele está junto contigo? Onde é que tem esquecido Jesus, em meio aos afazeres comuns, ordinários dos seus dias?
Quando a festa acaba é hora de voltar pra casa. E os pais de Jesus, pensando que ele estava junto, não ligam para o fato de ele não estar ali, no meio daqueles que estão voltando pra casa.
Ao voltar da festa não há lembrança ou preocupação com Jesus!
Talvez estivessem “amortecidos” com tamanha festa, tamanha alegria. Conversando sobre a festa, lembrando da grandeza de Deus pela libertação através da Páscoa, das vitórias conquistadas pelos povo e seus patriarcas, das bênçãos recebidas. Talvez essa fosse a caminhada rotineira da volta de Jerusalém, todos os anos. E acabam por deixar Jesus por lá, nem o percebem na volta. E não dá pra dizer que eles, os pais, não sabiam quem realmente era Jesus. Os anjos, Isabel e Zacarias, João Batista, os pastores ou magos, Simeão, a tradição profética, enfim, haviam muitas coisas pra que eles soubessem de quem se tratava aquele menino, e o mais importante: Maria fora uma virgem grávida! Mas esqueceram dele! Já estavam acostumados a ter Jesus seguindo eles por onde eles andavam, agora tinham que correr atrás dEle, tinham de procurá-lo.
Creio que você também esteja pensando em sua rotina comum, por que sabe que no tempo de festa, ou em tempos especiais, é muito fácil recorrer a Jesus, lembrar dEle, de sua presença ao seu redor, em você. Assim você lembra dele o dia todo, constantemente. Mas esses períodos não fazem parte do seu dia todo. Existem os momentos de voltar pra casa. De deixar a festa. De acabarem os tempos especiais. E nesse momento, será que você continua lembrando da presença constante de Cristo, ou, amortecido pelo momento, acaba por celebrar ou relembrar em sua mente o momento, colocando o foco nisso, e esquece da presença de Jesus!?
Sua rotina sem acontecimentos especiais pode estar te fazendo esquecer constantemente de Jesus. “Ah, Ele disse que estaria sempre comigo!”, pode ficar inconscientemente em sua cabeça. É claro que Ele está, mas será que você reconhece isso. Será que recorre e celebra a presença dEle, pelo simples fato de Ele estar contigo? Ou precisa sempre de momentos especiais pra lembrar dEle, pois quando volta à rotina o esquece!?
Jesus ter ficado em Jerusalém é um símbolo pra você se lembrar que você pode estar ciente da presença de Jesus somente em tempos especiais. Pra você, somente lá é que ele está!
Os pais de Jesus demoraram tanto tempo pra achar Jesus. Ficaram procurando por 3 dias em todos os lugares, mas não no local onde ele deveria estar: o templo.
Quando você o perde de vista, também tem a tendência a procurá-Lo em suas próprias fontes: suas experiências, sua sabedoria, seus estudos, seus relacionamentos, seus livros, etc. Mas Ele esteve todo o tempo no templo. E o que é o templo? Quem é o templo? Ele esteve o tempo todo em você. Era só parar e buscá-lo no lugar mais próximo possível: dentro de si. É o seu relacionamento de intimidade com Ele que falhou pra não conseguir percebê-lo.
Que você então consiga perceber Jesus o tempo todo contigo, e que a rotina não cegue seus olhos pra realidade da presença dEle. Que você não se acostume a percebê-lo e desejá-lo em tempos especiais, sejam de festa, sejam de dor. E que, se perder a percepção dele, que possa voltar ao lugar onde sempre começa essa perda: em si mesmo, no seu relacionamento com Ele.

Vida coerente

By : Kadu


Desde ontem a noite que Deus tem me falado sobre essa palavra: coerência. Na verdade durante o final de semana todo sinto Ele me levando a entender isso com os papos, as conversas com o pessoal que ficou aqui em casa. Foi um tempo muito bom, de muito proveito pra nossa família! Obrigado Danilo, Deise, Rodrigo e Luciana!
Como já disse, ontem pela noite senti Deus me falando bem claramente sobre viver um estilo de vida de acordo com aquilo que já alcancei e aprendi. E logo me lembrei do texto de Filipenses 3:16: "Tão-somente vivamos de acordo com o que já alcançamos".
Viver um estilo de vida coerente não é tão simples como parece. O texto de 1 João 2:5 e 6 me esclarece um pouco mais sobre isso falando sobre permanecer em Cristo, guardando seus mandamentos, sua palavra..., fala tambem sobre estar sendo aperfeiçoado no amor vivendo dessa maneira.


"Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele:
aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou."


Aquilo que vivi, vi, aprendi, estudei, ouvi no meu relacionamento com Deus faz sentido quando guardo isso comigo, quando faço isso estar vivo dentro de mim. Dessa maneira, alimentando essas coisas em mim, posso perceber Cristo vivo dentro de mim, posso perceber o fato de estar sendo aperfeiçoado no amor. Só assim dá pra permanecer nele. 
Mas, ainda assim, fica faltando a vida coerente, a prática, o andar conforme tudo isso que já alcancei com Ele..., e o texto de João também arremata isso quando mostra que permanecer nEle não pode ficar apenas na teoria, nos sentimentos internos de tê-lo vivendo em mim. Permanecer nEle, de fato, é viver como Ele, como um pequeno Cristo, como manifestação vívida e prática de quem Ele é, e de como seria se Ele realmente estivesse vivendo em meu lugar. Não mais eu, mas Ele em mim.
Preciso me manter nEle, e estar alerta para viver um estilo de vida coerente com tudo isso que, pela Sua graça, já alcancei. Preciso viver dia a dia sendo aperfeiçoado no amor, guardando sua palavra, vivendo-a na prática.
Engraçado como sempre fui ensinado que guardar algo é manter ele em algum local seguro, talvez escondido, fechado, parado, inerte. Mas pra Deus, estou aprendendo que guardá-Lo, guardar suas palavras, é o mesmo que vivê-las, colocá-las em risco, no dia a dia. Assim como na parábola dos talentos, devo entender o guardar como aplicação, como vida, como multiplicar, como ação.

"Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus 
preparou para que andássemos nelas. " Ef. 2:10

Pensa comigo: quantas vezes já ouviu falar sobre perdão, reconciliação, amor ao próximo, liberalidade no dar, carregar sua cruz? Quantas vezes já ouvir sobre verdade e mentira, graça e religiosidade, Reino de Deus e prosperidade financeira?
Portanto, meu querido, viva de acordo com aquilo que já alcançou sobre cada um desses temas. Viva, não se esconda!
Nossas conversas nesse final de semana giraram em torno disso mesmo: quantos se dizem cristãos e não vivem o que o cristianismo prega? Você sabia que muitos não se tornam cristãos não por causa do cristianismo, nem mesmo por causa de Cristo ou da bíblia, mas sim por causa dos que se dizem cristãos!? Pois é..., atribuem uma frase até a Ghandi falando que o problema não é Cristo ou o cristianismo, mas os cristãos mesmo! Porquê? Falta de coerência!
Ah, se tão somente vivêssemos de acordo com o que já alcançamos, com aquilo que ouvimos desde o princípio! Ah, se guardássemos os mandamentos de Cristo! Seríamos aperfeiçoados no amor. E a falta de amor faz com que sejamos mesmo assim, incoerentes. Vê só, é um ciclo sem fim. Esse é o ciclo que faz com que o cristianismo mais caia em descrédito e seja motivo de chacota do que seja atraente por aquilo que prega.
Poderia citar alguns fatos verídicos, que aconteceram ou que podem estar acontecendo agora mesmo, aí na sua casa, do seu lado, na sua igreja mesmo..., porém deixo esse espaço pra que você assuma a sua responsabilidade nessa questão e deixe os outros verem seu exemplo na prática, com coerência de quem se diz ser cristão.
Seja coerente, seja aperfeiçoado no Amor, viva como manifestação de Cristo aqui na terra! 

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