Win Gudang Toto Bets Without Drama with Low Deposit Capital
-
pulpitocristao.com – Welcome to the world of Gudang Toto, where excitement
meets opportunity. If you’ve ever dreamed of striking it rich with low
deposit...
Mostrando postagens com marcador novo. Mostrar todas as postagens
Devo/02 - O Vinho Novo é Melhor
By : Kadu
Segundo vídeo do projeto de meditações e devocionais em vídeo intitulado "Não se trata de nós, mas se trata de Deus", do blog Um por todos.
Novo ano, novidades!
By : Kadu
Bom, decidi escrever
um informativo um pouco diferente. Tenho sempre escrito baseado em realizações
e projetos, mais em quantidade do que em qualidade. Muitas vezes baseio meus
"relatórios" naquilo que creio que as pessoas esperam ouvir.
Perdoem-me...
Dessa vez vou
escrever como tenho vivido a vida com o Papai do céu, como família e como
indivíduo. As coisas que temos aprendido nesse tempo tem sido valiosas demais
pra que eu sequer pense de outra maneira, e isso deve refletir na maneira como
dou informações sobre nossa vida como missionários.
Antes de tudo
gostaria de agradecer porque apesar de conhecer pouco sobre nós (a grande
maioria) e o que conhecem ser fruto desses fracos informativos (não que não
sejam necessários!), ainda assim nos apóiam e se mantém conosco. Obrigado de
todo coração!
O que tem passado por
minha mente ultimamente é uma vontade enorme de jogar fora aquele projeto que
fiz e repassei pra todo mundo. O problema não é o projeto em si, aliás, ele é
muito bom, se comparado com a maioria dos projetos que já fizemos ou vemos por
aí. O problema é que o projeto está definindo nossa vida, quem nós somos. Ele
está projetando não só nossas ações, mas quem nós temos que ser. Quando
mandamos relatórios informativos por exemplo, o que temos que dizer, o que
cremos que as pessoas querem ouvir, o que nos dizem que devemos mostrar? Nosso
projeto...
Tenho aprendido que
antes de projetos, que nada mais são que simples ações, Deus quer trabalhar em
quem somos, nossa identidade. Isso é que vai motivar as ações, e da maneira
correta. E o que vejo Deus fazendo conosco é ensinar, não só limitando a nós
mesmos mas a nossos familiares, amigos e apoiadores, que nosso investimento não
é por conta do bom projeto de vida que temos, mas por quem nós somos. Deus está
nos mostrando que projetos morrem, acabam, não são eternos..., quem nós
realmente somos não! Se eu ou você deseja continuar investindo em missões e em
missionários deve ser por quem Deus fez as pessoas pra serem e não por quais
ações ou quais projetos tem se concretizado, entende?
Um dia desses, pela
madrugada, Deus me ensinou com uma parábola. Vinha a minha mente em todo o
tempo uma faca. Isso mesmo, uma faca! Também vinha um cozinheiro. Sim, Deus é
simples assim! E Deus me mostrava: "Qual o fim, o alvo, da vida de um
cozinheiro? A comida preparada! Qual a ferramenta (uma delas pelo menos) que
ele usa? A faca! Agora, quem merece maior investimento? "
Pensa comigo: quem
merece atenção na hora de investirmos nosso tempo, nossa amizade, nossas
orações, nosso sustento? Se colocarmos tudo isso na faca, teremos uma linda e
poderosa, afiadíssima faca. Porém, qual o fim? Precisamos de alguém pra
manusear a faca! Se não tivermos o cozinheiro, quem usará a faca? Faca sozinha
faz comida?
É exatamente isso que
quero mostrar em nosso informativo dessa vez: nós, os cozinheiros! E lamento
que muitas vezes nós mesmos temos valorizado mais a faca do que o cozinheiro,
pelas informações que passamos...
Nós temos passado
maus bocados. Nós temos sofrido com dúvidas e temores. Temos visto todas nossas
debilidades, fraquezas, expostas, totalmente a mostra. Estamos vendo quem
realmente somos, e em que pé estamos. Muitos duvidaram de nós por conta desse
"primeiro tempo" na Espanha, pois seriam apenas 3 meses, seria muito
dinheiro, não dá pra desenvolver nada, e muitas outras coisas bem ruins que
escutamos. Em nosso coração, apesar de muitas vezes termos sido tomado das mesmas
dúvidas, uma certeza tínhamos: Ele queria esses 3 meses lá! Ele moveu céus e
terra em nossa vida pra que isso acontecesse..., e aconteceu. E agradeço
imensamente por Deus não se mover baseado nisso.
Essas dúvidas que as
pessoas tinham a nosso respeito, e muitas vezes nós mesmos tivemos, estavam e estão
puramente baseadas na faca, ou seja, no projeto, na ação, no cumprimento do
projeto. Mas Deus queria algo bem diferente pra esse tempo. Creio que seja algo
que molda e muda toda nossa perspectiva futura pra nós como missionários. Muito
obrigado povo de Cáceres, muito obrigado Junião, por nos dar oportunidade de
enxergarmos tudo isso nesse tempo.
Sem projetos, sem
olhar para o cumprimento de metas, pudemos ver que estamos aflitos, como
ovelhas que não tem pastor. Vimos tudo aquilo que escrevi pouco acima. Pudemos
ver que perdemos as vezes até a esperança da vida de tamanha confusão que
vivemos. Vimos que as dúvidas estavam, e ainda podem estar, superando as
certezas. Vimos que tínhamos muita coisa pra resolver como família e estamos
buscando resolver. Vimos a mão de Deus em nossa vida, e não como as canções
gospel de hoje dizem, nem os pseudo-profetas televisivos ensinam..., a mão dEle
estava no nosso peito, nos resistindo, parando nossas ações. E tudo pra nos
ensinar o que vem antes das ações. Esses 3 meses foram de tratamento de choque
intensivo pra nós. As realizações que se concretizaram foram totalmente por
Ele, nos momentos de maior tensão de nossas vidas. Aprendemos, por exemplo, a
importância do discipulado por influência, por causa do Espírito Santo em nós,
pois o que as pessoas aprendiam de nós, era no tempo em que não forçávamos a
barra pra ensinar qualquer coisa que fosse..., eles simplesmente viam isso. Enfim,
Deus nos fez ver que esse não era o foco desse tempo, que nosso projeto escrito
se cumprir ou não pouco importava pra Ele. E isso trouxe ainda mais tensão, já
que nos preocupávamos com nossa "reputação" a esse respeito:
"mas o que nossos apoiadores, intercessores, amigos e familiares pensarão
se não focarmos em nosso projeto, afinal foi assim que "vendemos nosso
peixe" pra virmos pra cá!?"
Em meio a tantas
lutas e batalhas com Deus, entendemos o tal de Jacó quando lutou com Deus. Nós
lutamos com Ele durante esses 3 meses, e apesar de cantarmos vitória(ah, sim,
creio que vencemos!), quem saiu manco, marcado para o resto da vida, somos nós.
Talvez, diante de nós, ficará pra sempre esse espinho na carne, porque o fim de
tudo o que Deus tem nos ensinado é: "minha Graça te basta!" Essa é a
grande marca que ficou e mudou toda nossa perspectiva pra esse novo ano.
Essa graça nada tem a
ver com ações e realizações, com a beleza do nosso projeto, com o cumprimento
de metas. E se, a partir de agora, não basearmos nossa vida missionária na
Graça de Deus, estamos "fritos"!!
Essa Graça suplanta
nossos medos, temores, fracassos, dúvidas, brigas, desentendimentos,
frustrações..., o amor venceu!! É exatamente no meio de tudo isso, da fornalha
ardendo em chamas, com a porta completamente fechada, sem ninguém conosco
sequer pra nos ouvir quando gritamos, que aparece o Anjo da Graça de Deus,
Jesus, junto de nós e nos livra lá dentro, pra que Ele seja ainda mais
glorificado e coloque diante de nós e de todo mundo quem realmente somos, e não
o que realizamos, afinal, a realização na fornalha foi só dEle..., o AMOR
venceu!
Debaixo dessa Graça é
que tenho a condição "corajosa" (e ao mesmo tempo vacilante) de dizer
que estamos jogando nosso projeto fora, até que conheçamos plenamente quem nós
somos e o que Deus conhece de nós, o que Ele vai nos mostrar a respeito de nós
mesmos. Por causa dessa Graça e desse amor, não tememos as críticas que virão,
o perder apoio, perder sustento..., cremos firmemente que muitos compreenderão
que o cozinheiro é mais importante que a faca. Quando o cozinheiro estiver
pronto, você poderá trocar a faca, investir pra que a faca seja melhor, mais
bonita e afiada, afinal o problema também não é a faca em si...
Por enquanto, estamos
como auxiliares de cozinha, aprendendo o processo de se tornar um chef, e pra
isso pedimos sua ajuda, suas orações, suas palavras, seu apoio, seu sustento.
Na prática, o que
quer dizer não é que não somos mais missionários, que não trabalharemos mais,
ou coisa parecida. O que quer dizer é que nosso foco pra missões não está mais
em projetos ou lugares, situações, mas sim em quem nós somos. Aquilo que somos,
somos na Espanha, aqui de férias em Campinas, na China ou na Lua. Somos
realizando projetos ou apenas pensando neles. Somos descansando de férias,
pregando, orando, comendo um churrasco, arrumando nossa filha pra sair, jogando
futebol, assistindo TV.
Se você entende isso,
quer permanecer conosco e deseja de todo coração nos ajudar, ore conosco nessa
jornada de descoberta. E é pelo caminho, no caminho, que Deus vai nos guiando e
motivando-nos ÀS ações. Vez ou outra escreveremos sobre ações e realizações,
afinal, creia-nos, temos muitas e muitas grandes experiências pra contar.
Porém, por conta de tudo isso que Deus tem nos ensinado, o foco não vai mais
ser esse.
Se você se frustrou
com todas essas palavras e está bravo conosco por todo o apoio que você nos deu
e o retorno não é o esperado, não tem problema..., "tá tudo bem"! Da
maneira como estamos hoje, totalmente abertos, expostos, você pode vir até nós
e abrir o coração. Vai encontrar sinceridade e
honestidade de nossa parte, isso eu asseguro pra ti. Também vai
encontrar um estado de humildade que nos impede de olhar grandiosamente pra nós
mesmos, então se precisar de reparação de danos, também estamos dispostos a te
ajudar nisso.
Agora, se você se
identifica conosco nessa história de vida, vem chorar conosco, vem brigar com
Deus junto com a gente, vem e embarca nessa jornada de descoberta de quem você
realmente é, que pode não ter qualquer ligação com qualquer projeto ou ação que
esteja fazendo atualmente, qualquer realização que esteja cumprindo, qualquer
meta que esteja batendo. Vai ser doloroso, você vai se sentir perdido, vai
chorar bastante, talvez chegar em momentos de perder a esperança...,
provavelmente vai ganhar também uma marca permanente, um espinho na carne, para
então..., e aí então..., descobrir que a GRAÇA do Papai te basta! Não há nada
melhor que isso, te garanto.
Ah, você quer saber
se as circunstâncias mudaram, se as coisas externas mudaram, se as ações vão
ser diferentes daqui pra frente..., não..., não estamos preocupados com isso
agora! Se você ainda está preocupado com: quando vamos, pra onde vamos, o que
vamos fazer..., nos convida pra um café e falamos mais sobre esses pequenos
detalhes pessoalmente.
No mais, Graças a
Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!
Continua na próxima semana...
Continua na próxima semana...
Info Mensal e "a novidade"!!
By : KaduOlá povos e povas!!
Como estão todos?
Como estão todos?
Nós estamos muito bem, super felizes! Deus tem feito grandes coisas e por isso nos alegramos demais!
Segue aí o nosso informativo desse mês. Demoramos um pouco mais nesse mês porque tivemos 2 acampamentos e também por esperar "a novidade". Clica no informativo que ele abre maior e você lê mais sobre esse tempo e sobre "a novidade".
Aqui no blog tem muitos artigos novos, chegamos a mais de 3 mil visitas já!
E também continua a produção do livro. Tá amadurecendo ainda mais e creio que fica pronto para o começo do ano. Vai faltar levantar os recursos para diagramação e impressão, mas Deus está na frente desse projeto e cremos nEle!
Obrigado a todos pelo apoio, pelas palavras, pelas orações e por toda ajuda!!
Continuem orando por nós, principalmente em relação "a novidade".
Enorme abraço!!
Kadu e Lily......
(19)8169-8733
Skype: ka_du2
Twitter: @ka_du2
Caixa Econômica Federal
Ag: 2861
Conta Poup.: 3189-4
Op: 013.
...mais sobre o meu hoje...
By : KaduHoje pela manhã tivemos culto aqui na base e ouvi nosso camarada falando sobre Exodo 13, quando Deus mostra um caminho mais longo, pelo deserto, pra que o povo saia do Egito.
O povo estava preparado pra guerra, como diz o verso 18, porém, um verso antes o próprio Deus diz que é melhor eles não irem pela rota mais curta, porque era terra dos filisteus e: "Se eles se defrontarem com a guerra, talvez se arrependam e voltem para o Egito".
É engraçado como muitas vezes me acho preparado e ornamentado para a guerra. Com armas que até o próprio Deus pode ter me dado (conf. 12:36). E mesmo assim me vejo andando no deserto..., sem saber qual caminho ao certo tomar. Sem saber o próximo passo..., caminhando no escuro!!
Mais uma vez tenho me visto assim. Caiu como uma luva a palavra de hoje de manhã!
Deus tendo que me levar para um caminho diferente do mais curto, mais fácil, só pra me preservar constante e duradouramente(?) no caminho. Mais uma vez vejo que Deus continua mais interessado no processo, na caminhada, ainda que ela tenha que ser a mais longa, a mais difícil, pelo deserto..., e mesmo que essa não seja a rota original..., e ainda mais, mesmo que eu me ache preparado pra enfrentar os filisteus do caminho mais curto. Ele sabe me preservar..., como já ouvi uma vez: é melhor chegar mais longe do que mais rápido!!
O povo estava preparado pra guerra, como diz o verso 18, porém, um verso antes o próprio Deus diz que é melhor eles não irem pela rota mais curta, porque era terra dos filisteus e: "Se eles se defrontarem com a guerra, talvez se arrependam e voltem para o Egito".
É engraçado como muitas vezes me acho preparado e ornamentado para a guerra. Com armas que até o próprio Deus pode ter me dado (conf. 12:36). E mesmo assim me vejo andando no deserto..., sem saber qual caminho ao certo tomar. Sem saber o próximo passo..., caminhando no escuro!!
Mais uma vez tenho me visto assim. Caiu como uma luva a palavra de hoje de manhã!
Deus tendo que me levar para um caminho diferente do mais curto, mais fácil, só pra me preservar constante e duradouramente(?) no caminho. Mais uma vez vejo que Deus continua mais interessado no processo, na caminhada, ainda que ela tenha que ser a mais longa, a mais difícil, pelo deserto..., e mesmo que essa não seja a rota original..., e ainda mais, mesmo que eu me ache preparado pra enfrentar os filisteus do caminho mais curto. Ele sabe me preservar..., como já ouvi uma vez: é melhor chegar mais longe do que mais rápido!!
Tag :
caminhar,
desconfotável,
Deus,
Egito,
escuro,
Exodo,
meditação,
novo,
processo,
relacionamento,
Sobre o Novo (meu quebra-cabeças sendo montado)
By : KaduEsse dias tem um quebra-cabeça meio que sendo montado na minha cabeça..., várias coisas que tenho lido, ouvido, orado, pensado tem se encaixado..., algumas com certa dificuldade. Talvez ainda falte peças, talvez eu esteja querendo encaixar peças que não servem ainda, precisando de outras pra dar certo..., o que sei é que esse texto da Hellen é mais uma peça do quebra-cabeça..., escuro, como no último post. Lê aí e comenta!!
by Hellen Braga – Setembro de 2009
Eu não sei você, mas minha relação com tudo o que se chama Novo não é muito fácil. A assimilação desse vocábulo que envolve tudo que é processo que desencadeia as propriedades de uma novidade envolve sofreres para mim, muitas vezes sonorizados e por outras silenciados. Mas, tudo bem, vejamos o que podemos construir de ponte para eu não começar de fato a acreditar que eu sou a única que lido com o NOVO assim. Certamente existem aqueles para quem eu tiro o chapéu (“tá vendo, até minha expressão que denota reconhecimento irrigado por admiração é antiga”) que se preparam para o Novo, vivem esperando por ele, vivem em função dele, a atualmente construir o Novo se tornou uma atividade altamente rentável. Eita gente boa, de peito aberto, de mente aberta, que sente o cheiro do Novo mesmo quando ele está se insinuando de longe apenas, ou mesmo quando ele nem se insinua essa gente traz o Novo "na marra" à existência. Eu confesso minha fraqueza, sei lidar melhor com o que já conheço. Na verdade, nem sei se é isso de fato que justifica minha complicada relação com o Novo, mas enfim, como a gente às vezes precisa ter algum tipo de explicação ... risos, elaborei a minha.
Mas esse negócio de Novo tem me intrigado, me tomado horas do meu sono. Por vezes fico olhando meu marido dormir e penso: “Por que não posso dormir tranquilamente como ele, e pensar nessas coisas no horário comercial?” E desde que ouvi um amigo que afirma “odiar pregar” falar sobre Josué capítulo 3, eu tornei o trecho dos versos 1 ao 6 material de meditação e de perturbação paralelamente e nem sempre nesta ordem. Lembrei do William Wilberforce, ele tem me ajudado em momentos de angústia, não sou a única, quando arguido por seu mordomo se havia encontrado Deus, e o mano William afirma que Deus o havia encontrado e que seu mordomo não fazia idéia do quanto isso era desconfortável. É, estou exatamente desse jeito ... DESCONFORTÁVEL, minha real expectativa é que não esteja nessa condição sem ter sido achada por Deus como o William porque senão estarei realmente em apuros.
O Josué, ou quem resolveu contribuir registrar um pouco da saga desse guerreiro hebreu, permitiu que a história dele e a etapa que estava para começar com o povo de Israel se associasse ao Novo. Ele não iria "pegar carona" no know-how de Moisés, precisou construir seus próprios caminhos para chegar na cara da terra prometida. Ele até conhecia a trajetória mais curta para entrar em Canaã, mas com esse negócio de Novo o que “já nos era conhecido” vai literalmente para o espaço, ou como diria uma expressão antiga: “Vai pra cucuia!!!” Tô rindo aqui enquanto escrevo e pensando, “caraca, como tem coisa antiga dentro de mim, nem as expressões tem encontrado substituição”, na verdade tento casar o meu antigo com o Novo o tempo inteiro. Mas Deus não deu essa moleza para Josué não. O povo já íntimo da Nuvem e da Coluna de Fogo e o próprio Josué tiveram que rasgar seus mapas, quem os lideraria diretamente a partir daquele momento de introdução na tão sonhada terra prometida seria a Arca da Aliança. Se Deus queria promover um movimento de popularização da Arca, de fato Ele conseguiu. Engraçado, podemos tomar nossas experiências como nossa referência de orientação para o futuro, mas é a presença de Deus que nos lidera para frente e para o futuro, as experiências ajudam no processo mas não determinam se vamos de fato chegar nesse futuro. Josué e o povo por quem ele se tornara responsável estavam vivendo um período de transição, e acho que já perdi as contas das vezes que ouvi ou li sobre estarmos vivendo em tempos de transição, chego a pensar que na verdade esse lance de estabilidade é uma parada assim tipo “o santo gral”, um lance muito procurado mas não achado, mas enfim, só estava tentando esticar um pouco mais meus neurônios mas pela hora seria exigir demais que fossem mais longe, então me permita continuar na minha linha de raciocínio e simplesmente te afirmar que a História sempre está em transição, até porque nosso descanso não é aqui, então com isso estabilidade ficará para outra etapa da vida da maioria de nós (eu espero)– a eternidade, de preferência com Deus. Diante do Novo ou nos pautamos em nossas experiências ou seguimos a Arca, não tem jeito. E para piorar a minha situação nessa questão de lidar com o “tal do Novo” a orientação recebida é que o povo, na verdade todo mundo, mantivesse uma determinada distância da Arca porque precisavam conhecer o caminho em que haveriam de ir. E o autor para esmagar de vez toda minha tentativa de construir alguma segurança, resolveu dar uma valorizada no texto afirmando que por tal caminho eles NUNCA haviam passado antes. “Fala sério! Além de entrar numa terra que eles só tinham a promessa, ainda teriam que submeter-se a mais aventuras no tal do caminho Novo”. Será que Deus consideraria o meu parecer de que caminhos já conhecidos são mais seguros? Tudo bem, já sei o que você respondeu, não fico ofendida não.
Interessante, desde a minha adolescência quando li Josué pela 1ª vez essa "paradinha" de manter distância da Arca me chamou atenção, ficou como uma “pulga atrás da orelha” (olha aí mais uma pérola), uma PD (Passagem Difícil) como chamamos na Escola de Estudos Bíblicos, ou pessoalmente PDPM (Passagem Difícil Pra Mim). Distância nunca teve conotação boa, né? Deus queria guiar o povo, mas ao mesmo tempo queria distância do povo, que “parada sinistra”(xiii saiu, e eu nem sei se o local é adequado para o uso). Desculpe, mas levei anos para capturar uma lição aqui, certamente você já havia “manjado” que por trás dessa distância estabelecida a mensagem que estava sendo acionada não era INACESSIBILIDADE. Deus não proporia o Novo e daria uma de Inacessível, “tipo” se virem porque agora estou ocupado, descubram por si mesmos o Novo caminho, esse tipo de ação não regula com o caráter Dele. É galera, levei anos para só agora entender que a distância comunicava exatamente o ACESSO a todos. Todos mesmo de longe poderiam ver a Arca da Aliança e serem guiados por ela ao Novo caminho pelo qual nunca haviam passado antes. Todos teriam visibilidade e não apenas um grupo privilegiado. VISIBILIDADE, gostei desse termo que expressa a forma como o Deus do Novo caminha comigo. O caminho Novo que Ele me propoe não é só meu ou de um grupo, é de todos, todos tem a oportunidade da visibilidade. O Deus que me guia, guia você. Gosto dessa atitude integradora do Pai.
É, a Arca propõe caminhos inéditos, de fato inusitados, por vezes assustadores pra mim. Normalmente esses caminhos não possuem precedentes para nos garantirmos neles. Tenho sonhado com coisas, momentos e oportunidades que nunca havia ambicionado antes. Isso dá um “frio na barriga” (ah não é possível que tenham aposentado essa expressão que decodifica tão bem a minha reação quando tenho que lidar com o que eu não planejei ter no meu roteiro). O Novo que não tem precedentes não fornece modelos paralelos a fim de serem ativados (só de pensar nisso fico apavorada, você não porque certamente você é uma pessoa resolvida, eu tenho meus enguiços). De fato, naquilo que chamamos Novo o único precedente que temos é o elemento que nos guiou até ele – a Arca, ou para os íntimos, a presença de Deus. Me veio à mente a confusão que aconteceu no mundo quando os navegantes que lideravam as grandes embarcações em alto mar eram guiados pelas “estrelas no céu”, sempre para o Norte, e uns tais de chineses ... risos, inventaram a bússola, mas quem acabou ficando com os louros foram os europeus ... questão antiga essa, mais antiga do que meu enguiço com o Novo. A bússola era um trequinho com 2 agulhas magnéticas, na verdade o nome bússola significa “pequena caixa”, e é exatamente isso o que ela é. Uma caixinha (claro que atualmente é mais sofisticada do que quando foi inventada, mas de qualquer forma continua cumprindo efetivamente sua vocação – indicar direção). Uma das agulhas de metal orientada por magnetismo sempre indica o Norte e a outra agulha também orientada por magnetismo indica a posição real. Não parece não, mas esse “negocinho” deu o que falar. Você acredita que homens treinados e experientes em ler a imensidão dos céus e guiar suas embarcações pela posição das estrelas iriam engolir facilmente que “naquela caixinha” estava a orientação correta que os fariam chegar a seus destinos? É sempre tem os otimistas que aguardam com ansiedade por uma novidade. Não penso que a bússola tenha sido introduzida no mundo das navegações sem nenhum tipo de resistência. Mas aquela caixinha pequena deu início a um Novo tempo no mundo. A humanidade deve à bússola todo o processo de expansionismo marítimo e comercial. Caraca!!!! Houve tempos que Deus guiou homens pelo mar através das estrelas, depois Ele permitiu que um pequeno instrumento os liderasse aos seus destinos – a bússola. Será que Deus tá querendo me liderar através da bússola e eu ainda estou agarrada à leitura das estrelas? Me deixar guiar pelas novas bússolas significa não olhar mais para as estrelas? É como diz a galera “tô bolada aí!”. Embarcações gigantescas sendo guiadas por uma caixinha. Um futuro sem precedentes sendo liderado por uma Presença. Preciso dar outros rumos ao meu entendimento sobre o Novo, ficar olhando para as estrelas nesse momento em que as bússolas já existem e estão disponíveis pode complicar consideravelmente minha rota. Tenho medo, mas o Novo tem uma essência, e a essência do Novo definitivamente não é a novidade por si só. O novo tem origem, tem nascedouro. O caminho Novo pelo qual o povo de Israel nunca havia passado antes tinha gênese – a Presença. O Novo divorciado da Presença é só mais um modelo vazio, “tipo” o sucesso meteórico de uma banda de rock que ninguém viu, ou ouviu mas afirmam ter feito um sucesso danado. Mas o Novo associado com a Presença tem significado, tem uma construção a executar, normalmente tem peso de benefício para a humanidade, tem peso de eternidade para muitos. Tem tempo de duração estipulado, depois se transforma em antigo porque já cumpriu o seu papel, já satisfez ao seu chamado. Mas o Novo quando associado à Presença é legítimo, não é mera cópia, ou informaticamente falando, não é um “download qualquer”de tempos passados, é único. Pode mudar as expressões, as cores, os formatos, mas a essência – Não, essa não. Talvez a melhor maneira que eu tenha no momento para representar o que tenho aprendido sobre o Novo gerado pela Presença e liderado por ela, é que quando olho para a História dos camaradas que rasgaram seus mapas para serem liderados pela Arca, ou para os que já “sacaram”, pela própria presença do Deus que tece a História de forma interativa com os homens, é que o Novo de Deus é legítimo, é igual as “sandálias havaianas”, elas já existem em torno de 40 anos, seu diferencial era ser um calçado feito de borracha, inicialmente circulou no mercado com as cores básicas e a tradicional branquinha. Ao longo dos anos as havaianas já ganharam inúmeras roupagens, virou objeto de grife, caro, deixou de calçar apenas os pés dos pobres e ganhou os pés das celebridades, mas ainda é dito sobre elas: A concorrência bem que tentou, mas não contava com a qualidade das “legítimas”, as únicas que “não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras”.
O caminho Novo que parece que Deus está me propondo é legítimo, pode ganhar cores e formatos diferentes em estações específicas de minha existência, mas continua tendo Gênese Nele, apenas Nele, somente Nele. Certamente isso tem me feito começar a tratar o Novo de forma menos animista e mais relacional. Mas devo confessar, ainda tenho medo.
Um desabafo da madruga por Hellen Braga (hellen_guia@yahoo.com.br)
Tag :
abstrato,
Arca,
bússola,
caminhar,
desconfotável,
destino,
Deus,
Josué,
novo,
obediência,
presença de Deus,
quebra-cabeça,
relacionamento,
velho,
vocação,
Wiliam Wilberforce,
Velhas coisas novas...
By : KaduSempre é bom poder ver e ouvir sobre coisas novas. O problema é quando essas “coisas novas” mexem com nossa famosa “zona de conforto”.
E é isso o que tem acontecido nesse último mês! Muitas pessoas têm passado por aqui e tem nos trazido muita bagagem e muita informação que é nova pra nós. Simplesmente estamos tendo nossos olhos abertos pra realidade do que é missões hoje. E porque isso tem mexido com nossa “zona de conforto”?
Porque estamos percebendo o quanto que temos que estudar mais, trabalhar mais e de maneira diferente, pra sermos mais eficazes.
Até então estava ótimo, mas havia muita coisa cômoda, confortável em certos aspectos. E agora estamos nos vendo tendo que reavaliar muito dessa nossa caminhada e assumir mais responsabilidades.
Ao mesmo tempo que é um pouco difícil também é muito bom porque nos faz estar sempre andando em humildade, cientes de que tudo o que temos e fazemos vem de Deus e não de nós.
Com tudo isso temos visto que não dá pra viver como vivemos só com aquela antiga visão romântica de “quero ganhar o mundo pra Jesus”. Vai muito além disso!!
Nos ajude em oração pra que possamos passar por tudo isso e crescer sempre em nosso relacionamento com Deus.