Win Gudang Toto Bets Without Drama with Low Deposit Capital
-
pulpitocristao.com – Welcome to the world of Gudang Toto, where excitement
meets opportunity. If you’ve ever dreamed of striking it rich with low
deposit...
Mostrando postagens com marcador controle. Mostrar todas as postagens
Igreja ou igreja? (i minúsculo ou I maiúsculo?) Qual a verdadeira?
By : KaduOntem estive mais uma vez num serviço público de uma igreja (com i minúsculo) e constatei, mais uma vez, uma série de coisas estranhas ao que tenho lido naquele livro antigo, cheio de outros livros, conhecido como bíblia sagrada. Também recebi um informativo de outra igreja (também com i minúsculo), da mesma denominação, falando praticamente as mesmas coisas, em tons mais ameaçadores...
Muitas palavras que soam, ao menos pra mim, manipulativas. Creio firmemente que não deva ser essa a intenção real do dirigente, porém, ele mesmo deve estar impregnado dessas coisas que são faladas por todos os lados. "Qual manipulação?", você deve estar perguntando! Pois aí vai, e julgue você mesmo:
"Aqui é a casa de Deus! Aqui Deus se manifesta, de fato! Dizer que não precisamos da igreja (no texto que recebi estava com i maiúsculo, porém claramente se referindo à instituição e não ao Corpo de Cristo) é diabólico e antibíblico (citando Hebreus 10:25 e a velha aliança de Salmos 122:1). Ausentar-se da igreja é dizer que a Casa do Senhor não é tão importante assim pra mim! Ausentar-se da mesma pode ser desastroso e doloroso no futuro!"
Essas e outras bobagens mais..., só não consigo entender onde é possível ter embasamento (correto!) bíblico pra isso!! A falta de conhecimento e de pensamento crítico das coisas ao nosso redor continua nos fazendo vítimas inconscientes de pessoas e instituições que nos dominam e escravizam pra se manterem vivas
Um pastor presbiteriano certa vez disse que deveríamos manter lealdade e compromisso em primeiro lugar é com Cristo, mesmo existindo a filiação e lealdade à projetos institucionais. Parece não ser tão assim a realidade de hoje...
Coloco abaixo um texto de um livro que muitos deveriam lê-lo, com cuidado, é claro! É resposta a uma pergunta feita com frequência por diversas pessoas que questionam essas coisas acima...
"Pergunta: NÓS NÃO DEVERÍAMOS ESTABELECER UM COMPROMISSO COM DETERMINADA INSTITUIÇÃO?
Resposta: A idéia de compromisso com determinada instituição é repetida com tamanha frequência que a maioria de nós chega a acreditar que ela se encontra em algum trecho da bíblia. Mas eu nunca a encontrei. Muitos de nós fomos levados a crer que se não tivéssemos a "cobertura do grupo" cairíamos no erro ou em pecado. Mas será que isso não acontece também no interior da nossa igreja particular?
Sei de muita gente que, apesar de não pertencer a qualquer instituição, não só desenvolve um relacionamento em grande profundidade com Deus como estabelece com outros crentes ligações mais intensas do que as manteria dentro da instituição. Eu (o autor) não perdi nem um pouco da minha paixão por Jesus ou do meu apreço por sua Igreja (essa com i maiúsculo). Pelo contrário, ambos aumentaram muito, e com grande rapidez, nos últimos anos.
As Escrituras nos encorajam, isso sim, a sermos devotados uns aos outros, independentemente de qualquer instituição. Jesus deu a entender que sempre que duas ou três pessoas se reunirem em Seu nome Ele estará entre elas.
Claro que pode ser útil participar regularmente de determinada instituição. Mas nos enganamos totalmente quando acreditamos que a comunhão só se dá por frequentarmos o mesmo evento juntos regularmente ou por pertencermos à mesma organização. A comunhão se dá quando as pessoas partilham suas jornadas rumo ao conhecimento de Jesus e consiste numa partilha livre e honesta, numa preocupação genuína com o bem dos outros e o estímulo mútuo para seguir Jesus, não importando o caminho pelo qual Ele nos conduza."
Extraído do livro: Porque você não quer mais ir à igreja?, de Wayne Jacobsen e Dave Coleman, editora Sextante. Um livro de fácil aquisição e leitura agradável, mas extremamente profundo e crítico!
Será que alguém poderia se levantar e dizer o sentido correto de igreja pra esse povo??? Será que não fazemos confusão com o original da palavra igreja com o que dizemos ser igreja? Será que também não fazemos confusão com Igreja de Cristo, Corpo de Cristo, Casa de Deus, com instituição tal, denominação X, congregação Y??
Qual é a verdadeira?
Será que não faltam perguntas pra esse povo pensar?
Me ajudem...Comenta aí, ok? CLIQUE AQUI PRA ISSO!
Tag :
bíblia,
controle,
cristianismo,
crítica,
idolatria,
igreja,
interpretação bíblica,
pastor,
verdade,
A humildade
By : KaduAe povo querido..., só posto artigos de outros quando estão ligados com meus pensamentos e meditações atuais, sejam discordando ou concordando, ok? Não é simplesmente falta de criatividade, mas é que tem gente que escreve e expressa idéias muito melhor que eu..., quem acompanha o blog há mais tempo sabe do que estou falando!
Então segue abaixo mais um ótimo artigo que não fui eu quem escreveu:
----------------------------------------------------------------------------------------------------
Sobre a humildade, concordo com André Comte-Sponville: "Não é a ignorância do que somos, mas, ao contrário, conhecimento, ou reconhecimento de tudo o que não somos". É a admissão de que cheguei onde estou sem gabar-me: "sou o que sou pela graça".
Quando penso em humildade, acompanho Dwight Moody: "O homem pode demonstrar um falso amor, uma falsa fé, uma falsa esperança e outras graças, mas jamais poderá simular humildade". Também concordo com Stanley Jones: "A essência do divino é a humildade. O primeiro passo para encontrar a Deus é destruir nosso orgulho".
A humildade não sobrevive sem que se aniquilem as falsas onipotências. O petulante não admite fragilidades, não reconhece limites, não aceita inadequações. O soberbo se embrutece porque é insaciável. Apropria-se da pergunta do poeta: "Por que não é infinito o poder humano, como o desejo?" Dionisíaco, atropela quem estiver na frente. Odeia ser frustrado.
Spinoza dizia que "a humildade é uma tristeza nascida do fato de o homem considerar sua impotência ou sua fraqueza". Nietzsche bateu o martelo: "Conheço-me demais para me glorificar do que quer que seja". E Comte-Sponville conclui: "O que é mais ridículo do que bancar o super-homem?... A humildade é o ateísmo na primeira pessoa: o homem humilde é ateu de si, como o não-crente o é de Deus".
A humildade e a gratidão necessitam uma da outra. O humilde sabe que não se fez; não é o self-made man, que se recusa a reconhecer os que lhe ajudaram nos primeiros degraus. Sente-se devedor dos pais que se sacrificaram para que estudasse, dos professores que lhe incutiram valores, dos amigos que nunca censuraram na vergonha, dos poetas que traduziram beleza, dos profetas que lhe falaram em nome de Deus. Nos solilóquios, repete: "Não sou a causa de mim mesmo; vejo nos outros a raiz da minha alegria; celebro o meu presente como um dom".
A humildade é esvaziamento. O prepotente não consegue amar. Só quem abre mão dos controles sabe deixar-se invadir pela compaixão.
Simone Weil afirmou que "o amor consente tudo e só comanda os que consentem em ser comandados". Amor é renúncia. Não existe a possibilidade de coerção e amor se misturarem. O pretensioso é inflexível, impaciente e estúpido. O humilde recua, na recusa de exercer força, poder, violência.
A humildade é demasiadamente discreta. Se pretendo, um dia, ser humilde ninguém pode perceber. Mas, espero aprender a não cobiçar a divindade.
Soli Deo Gloria
by Ricardo Gondim, para o site Guia-me.
Click (mais um processo!!)
By : KaduMuita coisa boa dá pra tirar dessa história.
Tem um momento que acho que é especial. O (ou a) personagem vivida pelo Adam vai conversar com o tal Morty (aquele que arruma o controle remoto universal pra ele!) sobre passar direto alguns "capítulos" de sua vida, pra não ter que passar pelo processo longo da espera e do trabalho cansativo pra conseguir o tal cliente que vai lhe proporcionar ser sócio da empresa que ele trabalha. Ele pergunta ainda o que Morty acha e a resposta dele é que ele é quem tinha o controle nas suas mãos..., agora ele é quem decide!!
Ele já havia usado o controle remoto e tinha visto os "benefícios" de passar direto por alguns momentos que ele julgava serem ruins ou chatos. Sempre com seu próprio senso de julgamento, é claro! Aí ele vê que vai demorar mais do que ele imaginava sua promoção à sócio da empresa..., pronto!!! Tá aí a oportunidade de usar o controle remoto de novo, talvez no momento mais especial e marcante de sua vida (de novo, segundo seu próprio julgamento!). Afinal, são só alguns meses e, como ele mesmo diz, ele vai perder somente algumas irritaçõezinhas da esposa, etc...
Interessante que ele já havia ficado assustado ao perceber que passando direto por alguns "capítulos" de sua vida o faziam perder alguns momentos que eram realmente importantes, principalmente para o desenvolvimento de suas relações familiares. Mas, o que importa mais??? Quem vence sempre na nossa batalha pela justiça??
Mais uma vez olho pra mim mesmo e me procuro nesse meio. Onde é que busco ansiosamente por esse controle remoto universal da minha vida??? Onde é que quero ter o controle de decidir por quais processos passar e quais tenho que pular, ao alcance de um clique!? Porque tenho essa ância de não passar por determinados processos demorados ou chatos, que são determinados pelo meu próprio senso de julgamento?
Creio que a resposta possa ser falta de confiança em quem eu (disse) que entreguei o controle da minha vida! Por não confiar nEle não consigo esperar..., por não esperar pulo capítulos essenciais da minha vida, estando, como Adam, somente de corpo presente, mas não de alma..., no piloto automático, como diz Morty.
Quando pulo capítulos passo direto pelos relacionamentos, sem dar devida importância à eles, me relacionando no piloto automático..., não há profundidade em nenhuma atitude, em nenhuma palavra. Não aproveito os momentos..., não extraio o máximo de cada momento..., não aprendo com as dificuldades..., não aprendo nada!!!! Perco os momentos graciosos da vida..., os simples e marcantes!! Não percebo os olhares e gestos de carinho das pessoas ao meu redor me dando força na caminhada..., nem mesmo da minha esposa, parte mais importante de mim!!! Esqueço que sou um com ela..., faço dela apenas mais uma comigo!!
Deus..., é complicado..., mas não quero pular capítulos por causa do meu senso de justiça!! Quero acordar todas as manhãs e entregar minha vida e caminhar diariamente pra você!! Quero aprender a confiar mais na sua justiça e em suas vontades em mim!! Quero aprender a viver o hoje, todo dia..., o amanhã trará os seus cuidados!! Não quero colocar minha vida no piloto automático quando julgar não ser importante tal momento!! Quero aprender a olhar mais para os relacionamentos ao meu redor..., às pessoas que vão contribuindo pra essa caminhada..., e que também precisam de mim de corpo, e alma, e coração...
Enfim..., quero passar pelo processo!!!!
Tag :
caminhar,
Click,
confiança,
controle,
destino,
entrega,
julgamento,
justiça,
presença de Deus,
relacionamento,
vida,
Pelo que decido: ESTRUTURA ou PROPÓSITO?
By : KaduO povo de Israel viveu por 430 anos no Egito, no meio de uma das civilizações mais antigas da História da Humanidade, segundo Êxodo 12:40. E consideremos um fato: 4 séculos não é pouco tempo, não é verdade?! Em 4 séculos muitas coisas acontecem, descobertas se realizam, avanços são acionados, gerações mudam dando espaço a outras, enfim, é tempo grande, é tempo longo que nossa finita vida humana não consegue acompanhar. Nosso máximo é conseguir viver uns 70 a 80 anos, e isso dependendo da qualidade de vida pela qual optamos.
A civilização egípcia é referência na História como berço de desenvolvimento de tecnologias, como um protótipo de muitas invenções que mudariam o curso da humanidade mais tarde, desde técnicas de irrigação até a descoberta de propriedades medicinais de plantas e ervas, assim como o difundir do uso de essências que provocavam bons odores tanto em corpos vivos como mortos começou nessa época, e muito mais tarde a França veio ocupar a cadeira de melhor fabricante de perfumes. Em pensar que tudo começou tão bem antes dos franceses e do inverno europeu. Mas enfim, muitas descobertas que foram patenteadas séculos mais tarde e se tornaram patrimônio de alguns países chamados desenvolvidos tiveram seu laboratório inicial lá nessa terrinha ao norte do continente africano.
Tanto desenvolvimento e possibilidades, todavia o povo de Israel passou a maior parte do tempo vivido ali numa condição impossível de se associar a desenvolvimento. Por séculos eles foram escravos, e tinham por função amassar barro com os próprios pés. Talvez a imagem que podemos resgatar para ter uma idéia do que de fato eles faziam é a de um homem que caminha exatamente em cima do próprio passo dado anteriormente. Isso nos provoca a sensação de “nunca sair do lugar”. Milhares de milhares de passos foram dados que nunca levaram os israelitas a lugar nenhum durante séculos de História. Não era um grupo que dava um passo após o outro, mas sim, um passo sobre o outro. A cada dia, passo sobre passo, e muito barro foi amassado no Egito, muitos tijolos que deram forma a templos luxuosos estiveram debaixo dos pés dos israelitas, e provavelmente muitos de seus corpos se misturaram ao material que de maneira tão imponente ganhou a forma das conhecidas pirâmides do Egito.
O Egito oferecia ESTRUTURA, para um tempo tão distante do nosso, essa Nação já era referência em termos de Medicina, Astronomia, Tecnologia, Agricultura, Matemática, etc. E foi nesse tipo de cenário que os nossos conterrâneos de fé viveram tempos longos que chamamos de séculos, e seria consistente pontuar que eles viveram lá como ESCRAVOS. Mas com Moisés isso mudou, o menino salvo das águas agora fora enviado pelo grande EU SOU para libertar seu povo da escravidão do Egito. Que maravilha, depois de séculos de correntes, mesmo quando elas se mostram na forma de trabalho forçado, os pés, as mãos, os corpos poderiam ser livres. É, o corpo poderia ser livre do Egito, mas e a mente?
Desde que atravessaram o Mar Vermelho os israelitas deixaram muito claro que além de escravos por conta do trabalho forçado no Egito eles também haviam desenvolvido um outro tipo de escravidão muito mais nociva. Os israelitas se tornaram escravos da ESTRUTURA, e você pode pensar como estrutura todo sistema desenvolvido que forneça tudo aquilo que acreditamos ser necessário para “sobreviver”, mesmo que isso impossibilite qualquer nuance de desenvolvimento. Ocorreram 2 momentos durante o êxodo que deixam clara a falta de perspectiva do povo, mesmo depois de uma onda de milagres que invadiu a terra do Egito. Em Êxodo 14 temos a narrativa da travessia do Mar Vermelho. Faraó e seu exército atrás com todo equipamento de última geração, na frente um Mar que para uma multidão de milhões de pessoas incluindo crianças e velhos parecia mais um oceano, e no meio um pessoal, que não era nem uma Nação ainda, por consequência não tinha nem exército organizado, e mesmo que tivesse, quem seriam eles diante da potência militar do momento? E por estarem no meio, entre o exército egípcio e o mar, o que havia em seus corações veio à tona. É sempre assim não é verdade?! Episódios de pressão e de tensão são elementos evidenciadores do que está abaixo do subsolo de nossas artérias coronárias, e não foi diferente com Israel. Tanto no capítulo 14:10-12 como no capítulo 16:2 e 3 de Êxodo o povo deixa clara a sua preferência pela escravidão originada pela estrutura (trabalho forçado, panelas de carne, pão) do que pela oportunidade gerada pela liberdade de crescerem e desenvolverem como Nação, empreendendo em seus próprios recursos.
Deus não estava apenas promovendo um translado geográfico para o povo hebreu, estava lhes propondo um PROPÓSITO que daria sentido a existência deles como indivíduos, como povo, como Nação. Um PROPÓSITO que não se encerraria com a libertação deles apenas, ou com a existência deles. Esse PROPÓSITO era maior do que eles, era mais alto que eles, mas, era vivível. Muitas vezes Deus nos propõe caminhos que não conseguimos entender inicialmente, mas que são perfeitamente transitáveis, mesmo quando as placas aparecem de forma escassa na trajetória. Assumir um propósito pelo qual se viver requer quebrar pactos de escravidão que estabelecemos com as estruturas que nos protegem, é verdade, mas nos protegem tanto que nos escravizam. A percepção de caminhos novos só se torna possível se tiramos de debaixo de nossos pés as estruturas que nos asseguram a rotina como o cumprimento de tarefas rotineiras que nos impedem de inovar (trabalho forçado aos egípcios), nos asseguram os recursos básicos já elaborados (a panela de carne e o pão) que muitas vezes nos impede de cultivar o trigo e produzir além do pão e criar o gado que nos fornece muito mais do que a carne apenas. Mas se a estrutura não existir para nos servir, nós passaremos toda nossa vida servindo a ela.
A liberdade tem um preço, e um alto preço, o AUTO-DESENVOLVIMENTO, o AUTO-CRESCIMENTO. Não mais a estrutura dita até onde posso crescer e desenvolver, mas o entendimento que temos do propósito de Deus para nossa vida associado ao acionar do nosso potencial. A Lei do Deus que FALA e SE RELACIONA precisaria ser internalizada por aquele povo, e não ditada por um Tirano. O texto de Êxodo 19:3-7 clarifica o propósito de Deus em relação ao povo de Israel, o porquê eles estavam sendo dirigidos a uma terra que mana leite e mel, terra trabalhável, mas que precisaria de mãos que arregaçassem as mangas e ordenhariam esse leite e cultivariam esse mel. Eles continuariam trabalhando, e teriam até mais trabalho, mas não seriam escravos de uma estrutura. Esse texto esclarece que eles não seriam escravos, em Deus eles tinham IDENTIDADE e um DESTINO (um propósito para existir).
A 1ª geração que saiu do Egito fez a sua decisão, morreram no deserto, o saudosismo da estrutura escrava os engessou de tal maneira que não conseguiram nem mesmo reconhecer que o livramento recebido viera do grande EU SOU, morreram no pecado, morreram na ingratidão, morreram na estrutura sem dar resposta concreta ao legado de desenvolvimento para o qual estavam sendo convocados. Morreram sem entender que as estruturas servem aos propósitos, mas a estrutura não é capaz de dar identidade e nem um propósito pelo qual viver. Estruturas despendem recursos, propósito implica em coração e mente em concordância sobre os projetos e planos que em Sua soberania Deus desejou que eu fosse e que eu fizesse. Isso basta! O restante, inclusive a estrutura, é conseqüência.
E eu e você, pelo que decidimos: Pela estrutura ou pelo propósito?
por Hellen Santos da Guia - hellen_guia@yahoo.com.br
A civilização egípcia é referência na História como berço de desenvolvimento de tecnologias, como um protótipo de muitas invenções que mudariam o curso da humanidade mais tarde, desde técnicas de irrigação até a descoberta de propriedades medicinais de plantas e ervas, assim como o difundir do uso de essências que provocavam bons odores tanto em corpos vivos como mortos começou nessa época, e muito mais tarde a França veio ocupar a cadeira de melhor fabricante de perfumes. Em pensar que tudo começou tão bem antes dos franceses e do inverno europeu. Mas enfim, muitas descobertas que foram patenteadas séculos mais tarde e se tornaram patrimônio de alguns países chamados desenvolvidos tiveram seu laboratório inicial lá nessa terrinha ao norte do continente africano.
Tanto desenvolvimento e possibilidades, todavia o povo de Israel passou a maior parte do tempo vivido ali numa condição impossível de se associar a desenvolvimento. Por séculos eles foram escravos, e tinham por função amassar barro com os próprios pés. Talvez a imagem que podemos resgatar para ter uma idéia do que de fato eles faziam é a de um homem que caminha exatamente em cima do próprio passo dado anteriormente. Isso nos provoca a sensação de “nunca sair do lugar”. Milhares de milhares de passos foram dados que nunca levaram os israelitas a lugar nenhum durante séculos de História. Não era um grupo que dava um passo após o outro, mas sim, um passo sobre o outro. A cada dia, passo sobre passo, e muito barro foi amassado no Egito, muitos tijolos que deram forma a templos luxuosos estiveram debaixo dos pés dos israelitas, e provavelmente muitos de seus corpos se misturaram ao material que de maneira tão imponente ganhou a forma das conhecidas pirâmides do Egito.
O Egito oferecia ESTRUTURA, para um tempo tão distante do nosso, essa Nação já era referência em termos de Medicina, Astronomia, Tecnologia, Agricultura, Matemática, etc. E foi nesse tipo de cenário que os nossos conterrâneos de fé viveram tempos longos que chamamos de séculos, e seria consistente pontuar que eles viveram lá como ESCRAVOS. Mas com Moisés isso mudou, o menino salvo das águas agora fora enviado pelo grande EU SOU para libertar seu povo da escravidão do Egito. Que maravilha, depois de séculos de correntes, mesmo quando elas se mostram na forma de trabalho forçado, os pés, as mãos, os corpos poderiam ser livres. É, o corpo poderia ser livre do Egito, mas e a mente?
Desde que atravessaram o Mar Vermelho os israelitas deixaram muito claro que além de escravos por conta do trabalho forçado no Egito eles também haviam desenvolvido um outro tipo de escravidão muito mais nociva. Os israelitas se tornaram escravos da ESTRUTURA, e você pode pensar como estrutura todo sistema desenvolvido que forneça tudo aquilo que acreditamos ser necessário para “sobreviver”, mesmo que isso impossibilite qualquer nuance de desenvolvimento. Ocorreram 2 momentos durante o êxodo que deixam clara a falta de perspectiva do povo, mesmo depois de uma onda de milagres que invadiu a terra do Egito. Em Êxodo 14 temos a narrativa da travessia do Mar Vermelho. Faraó e seu exército atrás com todo equipamento de última geração, na frente um Mar que para uma multidão de milhões de pessoas incluindo crianças e velhos parecia mais um oceano, e no meio um pessoal, que não era nem uma Nação ainda, por consequência não tinha nem exército organizado, e mesmo que tivesse, quem seriam eles diante da potência militar do momento? E por estarem no meio, entre o exército egípcio e o mar, o que havia em seus corações veio à tona. É sempre assim não é verdade?! Episódios de pressão e de tensão são elementos evidenciadores do que está abaixo do subsolo de nossas artérias coronárias, e não foi diferente com Israel. Tanto no capítulo 14:10-12 como no capítulo 16:2 e 3 de Êxodo o povo deixa clara a sua preferência pela escravidão originada pela estrutura (trabalho forçado, panelas de carne, pão) do que pela oportunidade gerada pela liberdade de crescerem e desenvolverem como Nação, empreendendo em seus próprios recursos.
Deus não estava apenas promovendo um translado geográfico para o povo hebreu, estava lhes propondo um PROPÓSITO que daria sentido a existência deles como indivíduos, como povo, como Nação. Um PROPÓSITO que não se encerraria com a libertação deles apenas, ou com a existência deles. Esse PROPÓSITO era maior do que eles, era mais alto que eles, mas, era vivível. Muitas vezes Deus nos propõe caminhos que não conseguimos entender inicialmente, mas que são perfeitamente transitáveis, mesmo quando as placas aparecem de forma escassa na trajetória. Assumir um propósito pelo qual se viver requer quebrar pactos de escravidão que estabelecemos com as estruturas que nos protegem, é verdade, mas nos protegem tanto que nos escravizam. A percepção de caminhos novos só se torna possível se tiramos de debaixo de nossos pés as estruturas que nos asseguram a rotina como o cumprimento de tarefas rotineiras que nos impedem de inovar (trabalho forçado aos egípcios), nos asseguram os recursos básicos já elaborados (a panela de carne e o pão) que muitas vezes nos impede de cultivar o trigo e produzir além do pão e criar o gado que nos fornece muito mais do que a carne apenas. Mas se a estrutura não existir para nos servir, nós passaremos toda nossa vida servindo a ela.
A liberdade tem um preço, e um alto preço, o AUTO-DESENVOLVIMENTO, o AUTO-CRESCIMENTO. Não mais a estrutura dita até onde posso crescer e desenvolver, mas o entendimento que temos do propósito de Deus para nossa vida associado ao acionar do nosso potencial. A Lei do Deus que FALA e SE RELACIONA precisaria ser internalizada por aquele povo, e não ditada por um Tirano. O texto de Êxodo 19:3-7 clarifica o propósito de Deus em relação ao povo de Israel, o porquê eles estavam sendo dirigidos a uma terra que mana leite e mel, terra trabalhável, mas que precisaria de mãos que arregaçassem as mangas e ordenhariam esse leite e cultivariam esse mel. Eles continuariam trabalhando, e teriam até mais trabalho, mas não seriam escravos de uma estrutura. Esse texto esclarece que eles não seriam escravos, em Deus eles tinham IDENTIDADE e um DESTINO (um propósito para existir).
A 1ª geração que saiu do Egito fez a sua decisão, morreram no deserto, o saudosismo da estrutura escrava os engessou de tal maneira que não conseguiram nem mesmo reconhecer que o livramento recebido viera do grande EU SOU, morreram no pecado, morreram na ingratidão, morreram na estrutura sem dar resposta concreta ao legado de desenvolvimento para o qual estavam sendo convocados. Morreram sem entender que as estruturas servem aos propósitos, mas a estrutura não é capaz de dar identidade e nem um propósito pelo qual viver. Estruturas despendem recursos, propósito implica em coração e mente em concordância sobre os projetos e planos que em Sua soberania Deus desejou que eu fosse e que eu fizesse. Isso basta! O restante, inclusive a estrutura, é conseqüência.
E eu e você, pelo que decidimos: Pela estrutura ou pelo propósito?
por Hellen Santos da Guia - hellen_guia@yahoo.com.br