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Querida Igreja, estes são os motivos pelos quais as pessoas realmente estão te deixando

By : Kadu

Um olhar duro e honesto nos motivos que as pessoas realmente estão se afastando da igreja.

Estar do outro lado do Exodo é ruim, não é? Eu vejo o pânico na sua face Igreja. Eu sei do terror dentro de você quando você olha as estatísticas e escuta as histórias e verifica as pesquisas sobre as saídas. Eu te vejo desesperadamente lutando pra fazer o controle de danos sobre os indecisos, e pra fabricar paixão nos que estão saindo, e eu quero te ajudar. Você deve pensar que sabe porque as pessoas estão te deixando, mas eu não tenho tanta certeza que você sabe. Você pensa que é por que a “cultura” está tão perdida, tão perversa, tão além de qualquer ajuda que assim eles estão todos indo embora. Você acredita que eles se tornaram surdos pra ouvir a voz de Deus; correndo atrás de dinheiro, e sexo, e coisas materiais. Você pensa que os gays, e os muçulmanos, e os ateístas, e os pop stars fizeram tanto estrago na moralidade do mundo que todo mundo está abandonando a fé em massa.
Mas estas não são as razões pelas quais as pessoas estão deixando você. Eles não são o problema, Igreja. Você é o problema. Deixe-me elaborar isso em 5 pontos...

1. Suas produções de domingo tem sido bem desgastantes

O palco, e as luzes, e as bandas, e as telas de vídeo, tem todas se tornado barulhos brancos pra aqueles que realmente querem encontrar a Deus. Isso tudo é como doce para os olhos e ouvidos por uma hora, porém tem tão pouca relevância na vida diária das pessoas que mais e mais delas estão deixando de gostar disso. Sim, as músicas são legais e o show é ótimo, mas ultimamente os domingos de manhã não estão realmente fazendo a diferença nas terças de tarde ou nas quintas de noite, quando as pessoas estão lutando com as confusões, as bagunças, as coisas dolorosas nas trincheiras da vida; aqueles lugares onde os shows de rock não ajudam. Podemos ter entretenimento em qualquer lugar. Até que você possa nos dar algo além de uma peça de performance com temática Cristã – alguma coisa que nos permita ter espaço, e respirar, e ter conversas e relacionamentos – muitos de nós estarão indo dormir e ficarão distantes.

2. Você fala numa língua estrangeira

Igreja, você fala e fala e fala, mas você isso usando uma linguagem morta. Você está mantendo pra si palavras empoeiradas que não ressoam nos ouvidos das pessoas, não percebendo que só dizer essas palavras mais alto não é a resposta. Todos os chavões religiosos que costumavam funcionar 20 anos atrás não funcionam mais. Essa linguagem interna espiritualizada pode te trazer algum consolo num mundo exterior que está em transformação, mas essas coisas são só uma abreviação religiosa preguiçosa, e mantém as pessoas normais distantes. Eles precisam que vocês falem numa língua que eles podem entender. Há uma mensagem que vale a pena compartilhar, mas é complicado escutá-la acima de suas verbalizações pirotécnicas. As pessoas não precisam se deslumbrar com palavras grandes e igrejeiras, e com quadros escatológicos e sistemas teológicos. Fale com eles diretamente sobre amor, e alegria, e perdão, e morte, e paz, e Deus, e eles serão todo ouvidos. Continue com o discurso igrejeiro (gospel) e logo você vai estar falando pra um quarto vazio.

3. Sua visão não vai além do seu prédio.

O cafézinho, os bancos aconchegantes, as luzes “high-tech”, a badalada ala das crianças, e o centro de jovens super legal são todos de primeira linha... e caros. De fato, a maior parte do seu tempo, dinheiro e energia parecem ser pra atrair as pessoas pra onde você está ao invés de alcançá-las onde elas já estão. Ao invés de simplesmente pisar lá fora pela vizinhança ao seu redor e fazer parcerias com as coisas incríveis que já estão acontecendo, e as bonitas coisas que Deus já está fazendo, você parece se contentar em criar uma franquia da sua marca particular das coisas-de-Jesus, e esperar pelo mundo pecador bater na sua porta. Seu maior campo missionário está a apenas alguns quilometros, (ou alguns metros) do seu campus e você ainda sequer percebeu isso. Você deseja alcançar as pessoas que está perdendo? Saia do prédio.

4. Você escolhe as piores batalhas.

Nós sabemos que você gosta de lutar, Igreja. Isso é óbvio. Quando você quer, você pode ir à guerra com o melhor que tem. O problema é, suas batalhas são muito pequenas. Protestos fast-food, indignação com lojas de passatempo, e campanhas conta programas de reality shows na TV podem produzir alguma coisa urgente e atividades no Twitter dos de dentro para os já-convencidos, mas são nada para as pessoas aqui fora com os benditos sapatos no chão. Todos os dias nós vemos um mundo sufocado pela pobreza, e racismo, e violência, e intolerância/fanatismo, e fome; e em face dessas coisas, você fica muito, assustadoramente tranquilo. Nós adoraríamos que você fosse tão corajosa quanto nessas batalhas, porque aí sim nos sentiremos como caminhando com você; aí sim nos sentiremos indo pra guerra junto com você. Igreja, nós precisamos que você pare de ser fomentadora de guerra com aquilo que é trivial e pacifista em face do que é terrível.

5.Seu amor não se parece com amor

Amor parece ser algo importante pra você mas não estamos vendo isso na vida real. De fato, mais e mais, seu tipo de amor parece ser incrivelmente seletivo e decididamente restrito; filtrando toda a ralé espiritual, o que infelizmente incluí muitíssimo de nós. Parece uma grande propaganda “pega-otário”; fazendo o comercial de uma festa do “venha como você está”, mas nos fazendo saber, quando já estivermos dentro, que na real não podemos vir como estamos. Nós vemos um Jesus na Bíblia que saía com vagabundos imorais e prostitutas, e com os párias, e os amava ali mesmo, mas isso não parece ser sua especialidade na recepção. Igreja, você consegue nos amar se não assinalarmos todos os campos doutrinários e ainda não tivermos descoberto nossa teologia? Não parece que sim. Você pode nos amar se xingarmos, bebermos e fizermos tatuagens e, Deus me livre, votar na Dilma? Nós temos dúvidas sobre isso. Você pode nos amar se não tivermos certeza de como definimos o amor, e o casamento, e Céu, e Inferno? Com certeza não nos sentimos assim. Do que sabemos sobre Jesus, achamos que ele se parece com o amor. Infelizmente, não achamos que você se parece muito com Ele.
Isso é parte do porque as pessoas estão te deixando, Igreja.
Essas palavras podem te deixar muito, muito nervosos, e você estar querendo pular num movimento instintivo pra se defender ou atacar essas posições linha por linha, mas esperamos que você não faça isso. Esperamos que você se sente em quietude com essas palavras por um momento, porque quer você acredite que isso está certo ou errado, isso é real pra nós, e esse é o ponto.
Nós somos os que estão indo embora.
Queremos ter importância pra você.
Queremos que você nos ouça antes de debater conosco.
Nos mostre que seu amor e que seu Deus é real.
Igreja, nos dê um motivo pra ficar.
Não é você, sou eu.
Isso é o que parece que você está falando, Igreja.
Eu tentei compartilhar meu coração com você; o meu coração e o de milhares e milhares de outros como eu que estão indo pra longe, pra que você saiba o dano que você está fazendo e o legado de dor que você está deixando, e aparentemente, você não é o problema.
(O que, é claro, continua sendo um problema).
Eu te transmiti minha frustração com sua privilegiada retórica religiosa, e você me respondeu copiando e colando textos bíblicos aleatórios e recortados, sobre a “Noiva de Cristo” e o “sangue do Cordeiro”, insistindo que o problema real é minha “ignorância bíblica”, e sugerindo que eu apenas preciso me arrepender e ter uma boa Concordância (seja lá o que for isso). Eu te fiz saber o quão julgado e ridículo eu me sinto quando estou com você, muito mais como um sem-teto, um pecador de fora, me sinto na periferia de suas comunidades interiores de julgamentos frequentes, e você continuou me dizendo o quão “perdido” estou, o quão desesperadamente “apaixonado pelo meu pecado” eu devo estar pra deixar você, me lembrando que eu nunca na verdade pertenci realmente a você. Em face a todas essas denúncias e reclamações, você deixou claro que o problema real é que ou eu sou pecador, ou herético, imoral, tolo, sem luz, egoísta, consumista ou ignorante.
Droga, tem muitos dias que eu nem tenho certeza que discordo de você.
Talvez você esteja certa Igreja.
Talvez eu seja o problema.
Talvez seja eu, mas eu é tudo o que sou capaz de ser agora, e é aí que eu realmente esperava que você fosse ao meu encontro.
É aqui, no meu falho, ferrado, ferido, em estado de choque, cheio de dúvidas, desiludido eu, que eu tenho esperado por você pra chegar com toda sua implacável e audaciosa coisa “amor de Jesus” que eu tanto ouvi sobre, e tornar isso real. Igreja, eu sei o quanto você menospreza a palavra Tolerância, mas agora mesmo, eu realmente preciso que você me tolere; que tolere aqueles de nós que, por todo tipo de razões você pode achar que não justificam, estão brigando pra permanecer. Estamos tão cansados de nos sentirmos como nada mais que uma agenda religiosa, um argumento pra vencer, um ponto a fazer, uma causa pra defender, uma alma pra salvar. Queremos ser mais que um enfeite no seu cinto da salvação; outro número pra encher seus posts no Twitter e seus papéis de estatísticas de final de ano. Precisamos ser mais que adereços de apelos nos cultos, que recebem seus aplausos e cumprimentos pelo corredor, e então esquecidos assim que a música acabar. Temos orado por você, pra que pare de nos evangelizar, de pregar pra nós, de nos julgar, de diagnosticar nosso pecado, tempo o suficiente pra simplesmente nos escutar...
...ainda que nós sejamos o problema.
Ainda que nós sejamos a mulher pega em adultério, o seguidor que duvida, ou o rebelde filho pródigo, ou o jovem cheio de demônios, não conseguimos ser nada além disso nesse momento; e nesse momento, nós precisamos um Igreja grande o suficiente, e forte o suficiente, e amável o suficiente; não apenas pra que nós um dia sejamos eles, mas pra nós como somos, agora. Nós continuamos crendo que Deus é grande o bastante, e forte o bastante, e amável o bastante, ainda que você não venha a ser, e é por isso que ainda que nós tenhamos ido pra longe, isso não quer dizer que estamos indo pra longe da fé; é apenas que a fé agora mesmo parece ser mais acessível em outro lugar.
Eu sei que você vai argumentar dizendo que você está fazendo tudo isso e dizendo tudo isso porque você ama e se preocupa conosco, mas daqui de onde estamos, você precisa saber que isso parece muito menos com amor e cuidado, e muito mais com espaço e silêncio:
Se alguém está frustrado, dizer a essa pessoa que ela está errado por estar frustrada é, bem, extremamente frustrante.
Só sopra mais distância.
Se alguém compartilha que seu coração está machucado, esse alguém não quer ouvir que ele não está certo de estar machucado. Isso é de parar a conversa toda.
Se alguém lhe disser que está faminto por compaixão, e relacionamento, e autenticidade, a última coisa que essa pessoa precisa é ser corrigida por essa fome. É como um chute no traseiro no caminho pra fora da porta.
Então sim, Igreja, ainda que você esteja certa, ainda que  nós estejamos totalmente errados – ainda que sejamos todos insignificantes, egocêntricos, e hipócritas, e críticos, e (eu vou dizer isso), “pecadores” – continuamos sendo aqueles que estão em busca de um lugar onde podemos ser conhecidos e podemos pertencer; um lugar onde parece que Deus vive, e vocês são aqueles que podem mostrar isso pra nós.
Ainda que o problema seja eu, é eu que você deveria estar alcançando, Igreja.
Então, pelo amor de Deus; chega logo.

John Pavlovitz é um pastor / blogueiro de Wake Forest, Carolina do Norte. Um veterano do ministério da igreja local com 18 anos de atuação, ele atualmente escreve num blog chamado Stuff That Needs To Be Said (Coisas que precisam ser ditas), e em janeiro está lançando uma comunidade cristã on-line chamado The Table.
Texto extraído do site FaithIt e traduzido livremente. Original pode ser visto clicando aqui!

O que eu posso fazer por missões?

By : Kadu


Deus formou para si um povo para o adorar e também para ser luz para as nações.  Aqueles que são chamados do mundo são enviados de volta a ele como testemunhas. Proclamar o evangelho é uma tarefa de todos. A evangelização dos povos é uma tarefa imperativa, intransferível e impostergável. A grande questão é: o que eu posso fazer por missões? Como posso participar dessa gloriosa e urgente empreitada? Onde eu me enquadro no projeto de Deus para alcançar aqueles por quem Cristo morreu?
Em primeiro lugar, eu posso orar por missões. A oração toca o mundo inteiro. Ela não tem fronteiras geográficas, barreiras lingüísticas nem preconceitos culturais. Pela oração podemos nos envolver com os povos da terra; pela oração podemos inflamar nosso coração pela obra de Deus; pela oração podemos sustentar espiritualmente os missionários que estão na linha de frente. Não existe obra missionária vitoriosa sem oração. Não existem obreiros fortes e poderosamente usados por Deus sem intercessão. A oração é um dos mais importantes trabalhos que a igreja pode fazer por missões, pois quando a igreja ora, o próprio Deus age com poder na realização da sua obra. Pela oração vem o poder do Espírito Santo à igreja. Pela oração as portas para a evangelização são abertas. Pela oração os missionários são encorajados. As coisas mais importantes que Deus realiza na terra, ele o faz mediante as orações do seu povo.
Em segundo lugar, eu posso contribuir para missões. A devoção do nosso coração é medida pela liberalidade do nosso bolso. Não há coração aberto onde o bolso está fechado. A Bíblia diz que onde está o nosso tesouro, aí estará também o nosso coração. Não há amor por missões onde a contribuição missionária inexiste. O nosso amor por Deus e pela sua obra é proporcional à disposição que temos para investir na evangelização dos povos. O melhor investimento que podemos fazer é contribuir com missões, pois quem ganha almas é sábio. Quem contribui com missões faz uma semeadura com colheita garantida e de resultados eternos. Não podemos separar nossa espiritualidade da contribuição. Quando entregamos o dízimo de Deus e ofertamos com alegria, estamos nos tornando cooperadores de Deus na implantação do seu reino. Quando sustentamos missionários em nossa Pátria e fora dela, estamos segurando a corda para que outros desçam para resgatar vidas, aonde jamais poderíamos chegar. A igreja é um corpo. Um membro não pode fazer todas as atividades. Logo, cada membro deve cooperar com os outros membros para que todo o corpo seja suprido. Deus dá à sua igreja diversos e diferentes dons. Todos são missionários; uns devem ir, outros devem ficar, mas todos devem contribuir.
Em terceiro lugar, eu posso ir fazer missões. Na igreja primitiva Deus separou os melhores obreiros e os enviou a pregar. A igreja enviadora ficou na retarguarda e eles foram desbravando campos, ganhando vidas para Cristo e plantando igrejas. Em menos de cinqüenta anos, o Império Romano foi evangelizado. Hoje, os desafios são enormes. Há portas abertas em todo o mundo e também portas que estão sendo fechadas. Devemos rogar ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara. Nós e nossos filhos podemos ser levantados e enviados por Deus para pregar sua santa Palavra, aqui, ali e além fronteira. Fazer a obra de Deus não é um sacrifício, mas um privilégio. Carlos Studd disse acertadamente: “Se Jesus Cristo é Deus e ele deu sua vida por mim, nenhum sacrifício é grande demais que eu faça por amor a ele”. Nenhuma missão na terra é mais nobre, mais importante, mais urgente e mais compensadora. Ser embaixador de Deus é uma posição mais honrosa do que ocupar os mais altos escalões dos governos terrenos.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Um desabafo de um missionário sobre Amor X Individualismo

By : Kadu


Você gosta de missões??
Tem caminhado junto com algum missionário, investindo nele, o apoiando com orações, palavras de incentivo, visitas pra troca de idéias e palavras, sido ombro amigo pra receber desabafos, investido financeiramente com ofertas pra projetos e como mantenedor mensal?
Se não, porque não??
A bíblia nos diz que o amor de muito esfriaria e nós, missionários, temos percebido muito isso. Talvez por nossas "andanças" por aí, visitando e conhecendo muitos lugares, igrejas, instituições, bases missionárias, etc...
Cada vez mais é o individualismo que é vivido, o egocentrismo exaltado, o narcisismo idealizado e o "você pode" é pregado em nossos púlpitos por aí. Com a tecnologia, a globalização, os celulares, a internet, os "msn's" e "orkut's" da vida achamos que aproximamos as pessoas. E, se tudo isso for bem usado, realmente aproxima. Mas infelizmente não é o que vemos.
Hoje é muito fácil comprar um notebook. Os preços são atraentes e as condições são ótimas!! E essas ótimas máquinas tratam de ser mal usadas e individualizam até o uso de computadores. Estou aqui, na frente do meu melhor amigo e acabamos de trocar umas palavras..., parte de nossa amizade..., foram por msn!!!! A tela do meu computador está esbarrando na dele!!
Esse individualismo é pregado em nossas igrejas e por isso vemos um versículo bíblico sendo alterado, de maneira bem pensada: hoje, os campos continuam brancos, e o trabalho é muito, mas não precisamos mais orar por trabalhadores, já que temos muitos dispostos. Muitos sendo treinados em nossos seminários, bases missionárias, escolas teológicas, etc... Mas falta algo necessário: dinheiro!! É claro que já vão me dizer que se é só dinheiro que precisamos, não precisamos de mais nada. De maneira "romântica" isso é sempre falado mesmo! Até eu mesmo costumo falar isso! Porém, na realidade...
E também não precisamos orar por dinheiro..., creio que se orarmos a resposta de Deus seria: "Mas já tá tudo aí, nas mãos de alguns poucos e nas mãos das instituições que se dizem igreja!".
O mundo que vivemos é capitalista. E nós, estrategicamente sabemos não ser usados pelo sistema, não ser usados pelo dinheiro. Sabemos onde é o seu devido lugar. Mas precisamos dele sim..., ou como pagaremos o avião ou o ônibus pras viagens? Como compraremos a comida e os remédios pra sobrevivermos? Como pagaremos as contas de um lugarzinho pra morar ou pra nos basearmos?
Ah, você também pode dizer que o negócio é dependermos de Deus pra tudo e onde Deus nos enviar Ele sempre vai arrumar um jeito, nem que seja de última hora. Se não conseguimos dinheiro, alguém vem e paga a conta sem nem sabermos ou então somos perdoados das contas e não precisamos pagar. Alguma cesta básica aparece doada por um desconhecido nos deixando sempre alimentados, ou então cai de novo o maná do céu. Nunca mais ficaremos seriamente doentes ou se ficarmos um remédio aparece na nossa porta sem nem pedirmos..., ou então é só orarmos que a doença vai embora!
Vê só!!! Até nisso somos individualistas!!! "Se vira rapaz", é o que na verdade queremos dizer!! Se Deus te mandou Ele vai cuidar..., na verdade quer dizer: "Não quero e nem tenho a obrigação de te ajudar..., ema, ema, cada um com seus problemas! Não fui eu que escolhi viver assim!".
De um lado, se vai aparecer misteriosamente alguma coisa na nossa porta ou se vamos ser perdoados de nossas dívidas, alguém está sendo usado pra isso, certo?? Seres humanos!! Relacionamentos!! De outro lado, o individualismo impera!!! Ninguém é usado..., cada um por si e Deus pra todos!!
Do lado onde alguém é usado..., que não seja eu!! Usam até a famosa historinha de que até o demônio se submete quando Deus manda..., então vou me relacionar com o demo, certo??? Porque se alguém é usado, não tem sido a igreja..., aqueles que se dizem cristãos!! Estou realmente generalizando..., aqueles que não se encaixam aqui me perdoem, pois vocês sabem do que estou dizendo...
Por esse individualismo generalizado, temos que ficar "correndo" atrás de sustento!! Eu e minha esposa, que temos o sonho de mudar a mentalidade das pessoas e transformar situações trazendo o Reino de Deus, temos que também nos preocupar com "correr" atrás de sustento! Nada de mais..., já estamos acostumados e não achamos que merecemos nada além disso!! Mas, imagina comigo a situação..., fazemos o que o evangelho diz para os cristãos fazerem, que a enorme maioria não faz, apesar de se reunirem domingo após domingo, dia após dia nas igrejas-instituições por aí! Lá, eles recolhem dízimos e ofertas regularmente pra manter a casa funcionando, algumas vezes com o falso pretexto de investirem no Reino de Deus. Isso faz com que o levantamento desse dinheiro seja "legítimo" e com que as contas engordem bastante. Porém, quando surge uma necessidade real de investimento de dinheiro no Reino de Deus..., o máximo que acontece é: vamos fazer uma coleta aqui pro irmão fulano de tal. Isso em raras ocasiões. Igrejas-instituições com milhares, milhões, talvez bilhões, guardados nos cofres e nos bancos, fazendo levantamento de ofertas pra missões do irmão fulano de tal. Pode isso???? Tira do cofre "muquirana"!!!
Agora, no mais normal de acontecer, o que fazem é: "vamos orar e cremos que o Deus da provisão é o Deus que te chamou..., fique tranquilo, tudo vai dar certo!".
Como se não soubéssemos!!!!
Desculpa aí, leitores deste blog, mas não era nem pra termos que pedir..., e não era pra ainda ter missionário vocacionado, sério e capacitado saindo do campo porquê não tem investimento ou porquê dizem que o que ele tem mesmo que fazer é "tendas" pra continuar no campo, o que não passa de mais uma palavra carregada de falta de amor e de individualismo!!!
Tem missionário "penando" pra se sustentar e sustentar sua família, só porque querem fazer o que a bíblia diz que Jesus fazia. Porque se fizéssemos o que a igreja-instituição de hoje diz estaríamos é abastados, prosperando, como cabeça e não cauda, sendo empresários e não empregados, com unção financeira especial, emprestando e não pedindo emprestado, sem dívidas porque isso não é coisa de crente cheio de fé!!!!

Existe amor ainda?? Porque amor é Deus, Deus é amor..., e o que Ele fez de mais bonito e mais precioso pra que eu e você ainda estivéssemos vivos e com vida em abundância (muita vida!) foi o que Filipenses 2 diz:
"embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a se mesmo, vindo a ser servo (ou, como algumas versões dizem, assumindo a forma de escravo), tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!".
Então suponho que se existe amor, existe a vontade de renúncia própria a ponto de viver como nosso supremo mestre Jesus. Se assumo que amo, assumo que estou propenso, com todas as lutas que meus desejos e minha carne me colocam, a tomar o exemplo altruísta de Cristo e viver como Ele.
Assim, também me coloco a disposição pra trazer o Reino de Deus, nem que minha vocação e meu chamado me coloquem na posição de apenas enviar dinheiro, não indo diretamente. Ou sendo amigo chegado, que escreve, que ora, que torce, se alegra e chora junto..., ou mesmo aquele que vai!!
E isso trazendo união ao corpo, não individualismo egocêntrico..., dando glórias todos juntos - braços, pernas, bocas, olhos, etc... -, ao cabeça que é Cristo!!
Vamos acabar com a individualidade egocêntrica no nosso meio dando passos em direção ao altruísmo, usando nossas escolhas de forma a renunciar coisas pra nós mesmos a fim de sermos iguais..., igualdade e fraternidade são valores do Reino de Deus e podemos transformar realidades através disso!
Invista mais nos outros do que em si mesmo..., entenda que você faz parte de um corpo..., entenda que tudo o que você faz deve ser em prol do crescimento desse corpo, pra glória do cabeça!! Não creia em mentiras..., você não vai vencer sozinho..., você só vai vencer com a vitória de todos, com a vitória do corpo todo!!
Aqui mesmo, pela internet você pode encontrar dezenas de oportunidades pra investir seu tempo, suas palavras, seus estudos e suas finanças. Do seu lado aí, onde você está, você pode perceber oportunidades pra isso! Você pode também ter um pouco mais de trabalho e buscar, correr atrás dessas oportunidades, seja no seu bairro, na favela mais próxima, nos hospitais, nos "Haitis", nas instituições-igrejas, nas bases missionárias...
Invista em missões..., invista até em desconhecidos pra você mas que ao menos você sabe que são sérios no que fazem e realmente tem trazido paz com Deus aos outros, e não falsas promessas de riquezas e benfícios extras!
Entrem em contato conosco..., somos missionários e sabemos de diversas oportunidades e pessoas que você pode investir sua vida!
Entre também no link lá em cima desse blog e conheça um pouco mais sobre nossa viagem à Espanha..., ou nos escreva pra saber mais!!
Que o Deus da Renúncia esteja com todos vocês!!

ka_du2@yahoo.com.br
lilyanekm@yahoo.com.br

"Frustrações" e "Êxitos" - Rm. 8:28

By : Kadu
Na vida temos muitos momentos de “frustração”. Nesses momentos repensamos, “pulamos fora” de onde estamos, mudamos o rumo, ou simplesmente ferimos a nós mesmos, os outros e a Deus. Também temos muitos momentos de “êxito” e isso parece ser o que nos impulsiona pra continuar caminhando, indo em frente na direção que já estávamos, afinal, “em time que está ganhando não se mexe”. Também, inevitavelmente ferimos alguém nesse “êxito”.
Até aí, tudo normal. O problema é que mesmo nestes dois momentos o centro de tudo, o ponto de partida e a chegada, têm a ver estritamente conosco. A vida hoje é super corrida. O tempo passa depressa. O amanhã já foi, o agora já passou também. E na nossa visão estamos sempre perdendo tempo.
O que não sabemos é que esse conceito, esse julgamento é só nosso. Muitas vezes nos apoiamos em conceitos e julgamentos doutrinários, teologicamente corretos, afinal existem doutrinas e teologias pra todos os gostos e aplicamos em nós aquela que julgamos ser melhor pra nós. Novamente: NÓS julgamos! Ainda que esses conceitos e julgamentos estejam biblicamente alicerçados, o julgamento final é sempre nosso.
E assim seguimos em frente. De “frustração” em “frustração”, de “êxito” em “êxito”. Chega um momento que cansamos!! Desanimamos! Aí sim, nos sentimos realmente frustrados!! Aí a minha conotação de frustração perde as aspas, porque essa sim é real..., não está baseada em suposições ou julgamentos que EU criei.
Com certeza, esse é o ponto onde há também o verdadeiro êxito, aqui também já sem aspas. O êxito de Deus sobre nós.
Só que nesse real momento de frustração e êxito não dá pra simplesmente ir levando. É tempo de parar..., de, como no livro, ir pra Cabana trocar uma idéia com Papai, Sarayu e Jesus Cristo. Aí vamos descobrir que o nosso maior problema somos nós mesmos. Nossa (falsa)segurança em antecipar o futuro, fazer os julgamentos do que é bom ou mal no presente e viver o possível pra não haver “frustração” e sim “êxito”. Inclusive como se isso fosse o ponto final de nossas pobres vidas.
Olha pra sua vida..., vê aí se não é exatamente isso que você também faz!! Levando em consideração somente o que você mesmo julga ser correto. Criando toda a sua história, seu próprio futuro, através do antecipar das situações, sejam elas de risco ou comuns, e ir se preparando, com todas as suas “seguras” ferramentas pra chegar ao seu “seguro” ponto final.
A minha pergunta é: onde está Deus?? O bom Deus? O que julga corretamente todas as coisas? O que faz com que todas as coisas, TODAS, cooperem para o bem daqueles que amam a Deus? Que sabe todos os processos que devemos passar no presente pra chegarmos no futuro que Ele sabe que é melhor pra nós? O que tem o tempo a seu favor? Em quem temos confiado?
Sabe, eu e a Lily temos nos deparado com essa situação nesses dias. São dias que rapidamente declaramos como os mais inúteis de nossas vidas porque estávamos olhando para o “muito” que não estávamos fazendo e poderíamos fazer. Porque se tivéssemos o controle dessas situações nesse momento, saberíamos como agir e já tínhamos planejado onde chegar com tudo isso. Mas a pergunta quando paramos na real frustração(sem aspas) era: onde está o bom Deus?
Porque se estamos agindo assim, só podemos ver o mal Deus. Afinal, não é possível que Ele tenha desejado isso pra minha vida..., que isso esteja realmente acontecendo!!! Isso não está exatamente me fazendo bem!
Esse mesmo tempo que julgamos ser inútil é o tempo que o julgamento de Deus diz ser o mais útil. Mas preferimos ficar com nosso julgamento. E aí nossas escolhas têm realmente definido nosso destino. E nessa caminhada (sem sentido) rumo ao nosso destino, vamos ver, no final, que não valeu à pena..., mais frustração. Cíclico, não?
Temos aprendido a colocar todas essas perguntas em discussão com os três grandes camaradas, amigão que é um..., seja lá o nome que você, sua doutrina, sua teologia ou sua religião quiser dar pra eles.
E nessa discussão temos visto as duas enormes palavras: simplicidade e dificuldade. Tão simples: entregar pra Ele. Tão difícil: entregar pra Ele.
Nessa “corrida teológica pós-moderna” (se é que esse termo é correto de se usar!) vemos muitas, enormes e velozes mudanças na maneira de se pensar pra se explicar o mais simples: entregar pra Ele.
É lógico que isso é recheado de significados práticos, mas nada muda o fato de ser simples..., e difícil!
O que, na prática, eu e a Lily temos tentado fazer? Confiar nEle em todas as situações, não usando mais o nosso senso de julgamento sobre o que é bom ou mal..., afinal, a dor, a dificuldade, o sofrimento, as situações inesperadas de falta de grana, de não conseguir fazer aquilo que realmente desejamos, de ter pessoas da sua própria família sofrendo “injustiças”, doenças, morte, etc..., podem até soar como mal pra nós, mas o julgamento de Deus pode ser que isso é exatamente o bom, o melhor de Deus!! E temos preferido o julgamento de Deus..., ou pelo menos tentado viver assim!
Nossas escolhas vão passar a ser baseada no senso de justiça de Deus, não nosso, da nossa teologia, das “doutrinas” dos tele-evangelistas (que em sua maioria odiamos!!), ou no momento que estamos passando.
Assim, “frustração” vai passar a ser frustração real..., ou talvez ela mesma (a frustração com aspas), o êxito real. E o “êxito” passará a ser êxito real..., ou ainda ele mesmo (o êxito com aspas), a frustração real. E tudo isso vai estar dentro do processo que temos vivido com Deus, e todas as coisas, TODAS, vão realmente cooperar para o nosso bem!!!
Se tudo isso não tem a ver com o amor dos três camaradas, o Grande Amigo, por nós, não sei dizer mais nada...

André - Grécia - 66 d.C.

By : Kadu
André se colocou diante do governador romano da cidade de Patras e tentou persuadi-lo a não matar os cristãos que ele tinha convertido a Cristo. No entanto, as palavras do apóstolo instilaram a ira do governador que disse:
- Você é o mesmo André que tem acabado com os templos dos deuses e levado homens e mulheres a seguir essa seita que Roma condenou à extinção?
André respondeu:
- Os príncipes romanos não entendem a verdade.
Então, passou a explicar-lhe que Jesus era o único Deus verdadeiro e que os deuses romanos eram somente obras de mãos de homens.
- Cale-se!, disse o governador.
- Não ensine mais sobre isso ou será crucificado agora mesmo.
André respondeu:
- Se eu tivesse medo de morrer na cruz, não teria pregado sobre a majestade, a honra e a glória dela.
Ouvindo isso o governador pronunciou a sentença:
- Esse homem está começando uma nova seita que despreza a religião dos deuses de Roma. Portanto, eu o sentencio a morte por crucificação.
Quando André foi levado ao lugar da execução, viu a distância a cruz na qual seria colocado. Todavia, em vez de sentir medo, viu surgir dentro de si um ardente amor por Jesus. Ele então gritou: "Ó cruz, tão vinda e esperada! Com toda a minha vontade alegremente vou ao teu encontro, como um discípulo daquele que um dia também foi pendurado em ti." Enquanto se aproximava da cruz dizia: "Quanto mais perto estou da cruz, mais perto estou de Deus; quanto mais longe dela, mais me afasto do Senhor".
Por três dias, o apóstolo ficou pendurado ali. Enquanto ainda conseguia falar, instruía e encorajava a todos dizendo: "Permaneçam firmes na palavra e na doutrina que vocês receberam, instruindo uns aos outros, para que possam morar com Deus na eternidade e receber o fruto de sua promessa".
Após três dias, os cristãos pediram ao governador que tirasse André da cruz e o liberasse das acusações. Quando o apóstolo ouviu o que seus amigos pretendiam fazer, gritou: "Ó Senhor Jesus Cristo!, não permita que o teu servo que hoje está pendurado nesta cruz por amor ao seu Nome seja libertado e volte a habitar entre os homens! Por favor, receba-me Senhor, meu Deus! Tenho te conhecido, tenho te amado, tenho me apegado a Ti. Desejo contemplar-Te e, em ti sou o que sou". Tendo dito estas palavras, entregou o espírito nas mãos do Pai celeste.

Fonte: livro "Loucos por Jesus [Jesus Freaks] - Volume 1" de Lúcio Barreto Júnior

Estou lendo esse livro e um dos Jesus Freaks que creio que mais falam ao meu momento de hoje, é claro que em extrema menor intensidade, é André, discípulo de Jesus.
Orem por mim!!!

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