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Percepções de si mesmo
By : Kadu
Necessitamos ser amados. O orgulho é uma espécie de disfunção na capacidade de perceber-se amado. Portanto, o orgulho pode ser o estado de uma alma insegura, a manifestação de uma carência que desconfia jamais ser suprida.
Vive-se como se a vida fosse um concurso. Só que o orgulhoso procura, além disso, não apenas ser classificado, mas ser o primeiro. Afinal, ele não pode viver sem provar a si mesmo e exibir aos outros que ele é melhor.Geralmente o orgulhoso não tem consciência de que é assim. Entende-se apenas como esforçado,bastante dedicado, que se interessa inteiramente pelas coisas, que não desiste - enfim, um brasileiro superior. A razão pode ser um forte apoio para justificar -se e defender-se inconscientemente.
O que predomina naquele que é tomado pelo orgulho é a competição. E quem compete, necessariamente, precisa observar o outro. Vive prestando atenção no desempenho do próximo a fim de superá-lo. Ou seja, a comparação é como o ar que ele respira. Não consegue viver sem isso, está o tempo todo julgando.
O orgulhoso é compelido a insinuar seus feitos todo o tempo. Ofender-se não é mencionado. Considera-se facilmente injustiças e que os demais são ingratos, quando se trata, na verdade, de dificuldades suas.
Dominado pelo orgulho, assume um jeito de viver em que a autossuficiência se revela, às vezes, discretamente, em outras ocasiões, explicitamente. Assim seus dias ficam mais cansativos, pois vivem acorrentados ao peso de não poderem pedir ajuda. sentem como se isso fosse uma vergonha mortal.
Tudo isso compromete sua capacidade de gratidão. O orgulhoso vive inconformidade com a falta de reconhecimento dos que o cercam quanto a tudo que já fez. Chega a julgar o próprio Deus e vê-se no direito de explicar por que percebe que de certa forma Deus está em dívida com ele. Em última análise, pode concluir que Deus não é de fato confiável, pois não é justo. Sendo assim, vive uma solidão cruel, que se esmera por disfarçar.
A alma adoecido pelo orgulho acaba por viver seus dias miseravelmente. Vê inimigos o tempo todo sente uma perseguição implacável em seu cotidiano. Portanto, envelhece com raízes de amargura, com dureza ímpar, com sofrimentos desnecessários. A distorção na maneira de olhar e interpretar a si mesmos, os outros e o seu contexto enruga a alma de tal maneira que poucos vestígios sobraram da imagem de Deus, o criador.
Tais Machado, paulistana, é psicóloga clínica e professora em seminários teológicos. É secretária nacional de capacitação da Aliança Bíblica Universitária do Brasil. Escreveu esse texto para Ultimato, novembro-dezembro 2011, n 333.
Orgulho e atenção!
By : Kadubaseado em 1 Coríntios 11
Jesus não é só meu!! Deus não é só pra mim!! Suas bênçãos, sua aliança, seu perdão, sua graça, seus ensinamentos não são só pra mim!!
A ceia do Senhor simboliza o partilhar de si mesmo para todo o mundo. Talvez a grande lição da multiplicação dos pães tenha tido efeito só no momento da ceia para os discípulos. Ele, como pão, foi suficiente a todos, se partiu e se deu como alimento à todos! Seu sangue, assim como o cálice, é pra ser tomado por todos. Seu perdão e sua graça devem atingir a corrente sanguínea de todos!
Os coríntios estavam ali realizando a ceia indignamente porque não conseguiam discernir o corpo de Cristo. Nós somos o Corpo de Cristo, conforme diz no capítulo 12 de 1 Coríntios. Não entendiam que era pra todos aquele momento. Alguns comiam toda a comida e não deixavam pra ninguém. Outros bebiam tudo, ficavam bêbados, e até brigavam entre si, enquanto outros não tinham nem um pouco do símbolo da nova aliança de perdão pra eles.
Que nós também não sejamos egoístas e centralizadores. Que nós saibamos repartir o pão com nossos irmãos. Que nós saibamos esperar por todos na mesa do Senhor, e que tenhamos noção de que cada um tem seu pedaço. Que assim, não tentemos monopolizar Jesus, crendo que Ele veio só pra mim, que Ele é só meu! O que isso quer dizer? Eu achar que só eu estou certo, porque assim Cristo me revelou! Eu achar que só eu posso saber tal e tal coisa, porque esse pedaço de pão é só meu! Eu achar que só eu tenho que ter a atenção de todos, que meus problemas e vitórias são sempre melhores e mais importantes que o dos outros! Devemos nos atentar aos nossos irmãos e saber que eles também tem lugar na mesa do Senhor.
Em relação ao sangue, ou ao cálice, também temos que entender a medida que nos foi dada. Saber que apenas uma gota de seu sangue seria suficiente pra purificar-nos de todos nossos pecados. Há uma porção específica pra cada um. Se quisermos demais pra nós mesmos e só pra nós mesmos, podemos chegar a ficar embriagados e até brigar com outros irmãos, sem noção nenhuma do que está realmente acontecendo. O que isso significa? Não devemos achar que temos mais pecados e problemas que os outros, que somos piores e por isso temos que ter mais desse perdão do que todos os outros, que "eu é que mereço mais do perdão de Deus porque meus pecados são maiores"..., isso se chama orgulho também! Nos orgulhamos do nosso pecado, do nosso passado, etc..., e aí voltamos a querer ter a atenção só pra nós mesmos! Ficar embriagado é o mesmo que ficarmos paranóicos com essa questão e até brigar por isso, porque nos achamos tão indignos, que na verdade dentro do nosso coração, a raiz disso é que queremos mais atenção porque nos achamos mais do que os outros, mais importante até mesmo nos nossos pecados, nos nossos defeitos, por isso temos que beber todo perdão só pra nós mesmos. Até pensamos: "você viveu a vida toda dentro da igreja, tem conhecimento e vivência já, eu não, eu sempre fui um pecador, drogado, prostituído, beberrão, etc..., eu tenho que ser compreendido, eu sim preciso de perdão!!"
Não, não deve ser assim..., somos todos iguais perante a mesa do Senhor. A porção de Cristo é suficiente pra todos. Não devemos nos achar mais nem menos dignos. Não devo querer tudo pra mim, pensar que toda a atenção e razão de Cristo está mais em mim que nos outros, nem mesmo achar que sou tão ruim, tão pecador que preciso mais do perdão de Deus, que meus problemas e defeitos são maiores que dos outros..., de um jeito ou de outro, meu egoísmo me exalta e me faz achar a pessoa mais importante da face da Terra.
Não, não deve ser assim! Nos ajuda contra o orgulho Pai!
Tag :
atenção,
bíblia,
Corpo de Cristo,
egoísmo,
humildade,
individualidade,
meditação,
orgulho,
perdão,
Nossa fragilidade aqui... (Espanha)
By : KaduÉ engraçado ver como ficamos quando confrontados com uma nova realidade em nossas vidas. Realidade que te envolve por completo, não te deixando escapar.
Por exemplo, ser envolvido por uma nova cultura, nova língua, novos rostos, novas pessoas, novas comidas, novas paisagens, novos horários, etc...
Parece que toda sua experiência e qualquer ponta de orgulho ou superioridade se esvai como um punhado de água por entre os dedos. Ficamos desnudados e precisamos correr de algo que foge ao nosso controle pra nos agarrar em algo que nos faça sentir seguros novamente. Aí percebemos que nossas seguranças todas estavam ligadas a coisas tão sólidas quanto uma gelatina.
É assim que me sinto aqui, de primeira. Estou correndo, agora, pra me colocar aos pés de Deus, pra segurar nas mãos da verdadeira segurança, que é, ao mesmo tempo, externa a mim dentro de mim.
Estou olhando pra mim mesmo e vendo minha fragilidade, que nem o tempo, a maturidade, as experiências, os estudos, etc..., não puderam tornar-me independente ou mais forte que tudo ao meu redor..., sou tão fraco como uma criança aqui..., e isso me traz humildade pra correr atrás do Paizão e reviver muitas coisas, repensar tantas outras e me agarrar verdadeiramente àquilo que me traz segurança.
Essa tem sido a primeira impressão daquilo que Deus tem nos falado aqui. E a primeira palavra é que Ele nos guiará e nos aconselhará no caminho que devemos andar, que está no Salmo 32.
Vamos seguindo..., e deixando vocês saberem de nossas novidades!!
Abraços e orem por nós!!
Por exemplo, ser envolvido por uma nova cultura, nova língua, novos rostos, novas pessoas, novas comidas, novas paisagens, novos horários, etc...
Parece que toda sua experiência e qualquer ponta de orgulho ou superioridade se esvai como um punhado de água por entre os dedos. Ficamos desnudados e precisamos correr de algo que foge ao nosso controle pra nos agarrar em algo que nos faça sentir seguros novamente. Aí percebemos que nossas seguranças todas estavam ligadas a coisas tão sólidas quanto uma gelatina.
É assim que me sinto aqui, de primeira. Estou correndo, agora, pra me colocar aos pés de Deus, pra segurar nas mãos da verdadeira segurança, que é, ao mesmo tempo, externa a mim dentro de mim.
Estou olhando pra mim mesmo e vendo minha fragilidade, que nem o tempo, a maturidade, as experiências, os estudos, etc..., não puderam tornar-me independente ou mais forte que tudo ao meu redor..., sou tão fraco como uma criança aqui..., e isso me traz humildade pra correr atrás do Paizão e reviver muitas coisas, repensar tantas outras e me agarrar verdadeiramente àquilo que me traz segurança.
Essa tem sido a primeira impressão daquilo que Deus tem nos falado aqui. E a primeira palavra é que Ele nos guiará e nos aconselhará no caminho que devemos andar, que está no Salmo 32.
Vamos seguindo..., e deixando vocês saberem de nossas novidades!!
Abraços e orem por nós!!
Tag :
caminhar,
Deus falando,
Espanha,
humildade,
maturidade,
meditação,
missões,
orgulho,
processo,
Ainda sobre o Natal...
By : KaduNeste Natal fizemos algo diferente, eu e minha esposa. E foi muito jóia!
Depois daquilo que é costumeiro: ceia com família na noite da véspera, carnes, massas, saladas, maioneses, refrigerantes, sucos, vinhos, presentinhos e amigos-secretos, veio o dia..., e veio a lembrança do convite feito por um grupo de amigos para distribuirmos presentes numa comunidade carente. Acordamos às 6 e meia da manhã do dia 25 de dezembro e fomos nos encontrar com o pessoal pra um café da manhã numa igreja, próxima ao local da entrega de presentes. Na noite anterior, devido à festa, fomos dormir às 3 meia da madrugada!!
Com muito sono, mas com o coração cheio de expectativa lá fomos nós. Bairro pobre, carente, cheio de necessidades básicas. Do lado de uma linha de trem que ainda funciona, fato que já causou acidentes por ali. Fomos passando pelos barraquinhos, percebendo alguns lares ali e algumas bagunças também. E entregamos pra várias crianças brinquedos e doces.
Acabamos e fomos pra mais festas, numa pequena chácara-rancho de parentes, comer muita carne, massas, maioneses, etc, etc, etc...
Poucos sentimentos ficaram daquele dia. Poucas lembranças também. A não ser as que agora passo a relembrar e repensar..., e finalmente tirar lições pra minha vida. Meio atrasado, mas ainda em tempo!
O fato de muitos de nós estarmos cercados por nossas tantas coisas nos faz ver situações desesperadoras ao redor com olhos de descaso. Não sentimos nem mesmo dó..., quando muito a tal dó!
Afinal, temos tanto pra nos preocupar! Aqueles, dali do Parque Shalom 3 não tinham muito pra se preocupar..., e se preocupavam muito!! Pra nós, o muito não trazia a nossa paz..., pra eles, o quase nada, nem o básico, vinha com o nome de Shalom (paz!).
E enquanto passava lá, parecia mais uma das tantas vezes que fiz algo parecido, mas dessa vez..., nada! Nada de muito chocante, nada de muito impactante. Talvez fosse o sono, afinal, foram só 3 horas dormidas.
Dormidas num bom colchão, num quarto de alvenaria, com ventilador e coberta, e um travesseiro muito confortável. Quantos ali não tinham nem dormido?? Quantos ali não tinha cama? Não tinham colchão ou travesseiro? Nem mesmo alvenaria a grande maioria tinha!! Mas o meu muito me trazia preocupações demais pra eu pensar nas preocupações que o pouco deles poderia trazer!!
Consegue ver o contraste?
Fiquei pesando todos esses dias, porque gosto de tirar lições de todos meus momentos, e, através da narrativa de Paulo em 1 Tessalonicenses 2:8 percebi o quanto faltou compaixão e o quanto isso era fruto de não estar em sintonia com Deus pra fazer o que fiz. Meu coração não se ligou ao de Deus praquele momento, consequentemente também não se ligou ao daquele povo de paz! Não os amei a ponto de querer não somente compartilhar um pouco de presentes ou evangelho, mas de dar a minha vida a eles..., estar de todo o coração ali, sendo Jesus pra eles!! Vi que não passei de um assistente social. Não que isso seja ruim, mas..., não era pra ser assim. Demonstrei ali toda a fragilidade das minhas tentativas de viver o evangelho integral!! E peço perdão a Deus por isso...
Aprendi que assistência social de modo impessoal não é o que Deus quer de alguém que deseja viver o evangelho integral. Que devemos amar a Deus e as pessoas a quem estamos servindo a ponto de dar nossa própria vida, de maneira bem pessoal. Aprendi que devemos nos deixar ser conhecidos quando realizamos esse tipo de trabalho! Que um sorriso fica marcado, mas um choro demonstra intimidade..., e apesar de saber que tinha gente querendo compartilhar sua vida com lágrimas, ignorei pelo preço de um sorriso ao entregar um presentinho... Aprendi também que às vezes penso que estou indo pra algum lugar, fazer alguma coisa pra me dar ou ensinar os outros, quando na verdade estou recebendo e aprendendo..., e aprendi que só aprendo isso depois de perceber meu orgulho..., e que não consegui percebê-lo no dia...
O título do blog que também faço parte fica na minha mente agora: que post de evangelho é esse? Que evangelho é esse que vivi ali, naquele dia??
Parque Shalom 3, desculpa pela impessoalidade..., pela falta de amor! Mas obrigado por me ensinar e me dar esse presente neste natal!!
Tag :
Amor,
assitência social,
evangelho,
missões,
Natal,
orgulho,
pecado,
pobreza,
presentes,
reflexão,
reino de Deus,
testemunho,
Equilíbrio
By : KaduCreio que equilíbrio é uma palavra bem importante pra vida do ser-humano em geral.
Falando em cristianismo então, a palavra ganha muita importância!
Isso porque vemos questões como espiritualidade, culto, músicas, louvor, dons espirituais, liderança e muitas outras, ganhando definições extremamente prejudiciais no nosso meio.
É tão prejudicial que pessoas se unem pra discutir o indiscutível, criando assim brigas intermináveis, e a falta de unidade se instala facilmente.
Fiquei pensando sobre isso e tenho chegado a conclusão que tem muito a ver com falta de conhecimento. E a bíblia já nos alerta sobre o perecer por falta de conhecimento há muito tempo.
Essa falta de conhecimento pode vir por diversos fatores: preguiça, instrução, manipulação, etc...
Não nos movemos em direção à verdade e ainda barramos outros nesse caminhar simplesmente porque não temos conhecimento.
Isso eu digo porque creio que o conhecimento leva a prática. Se conheço algo que pode transformar minha vida, devo criar um movimento prático com aquilo..., é plausível e natural que seja assim.
Agora, se busco conhecimento mas não tenho o desejo de colocá-lo em movimento, na prática, aí posso ser descrito como alguém de má-fé, com certeza!!
Conhecimento sem movimento?? Pra mim não dá!
Buscar estudos e conhecimento simplesmente pra tê-los, sem que eles possam ser usados na prática nem façam diferença alguma no meu viver atual só acabam por trazer mais morte pra minha vida e pras pessoas ao redor. Conhecimento demais incha!! O ego infla!! O orgulho aumenta e aí já viu neh? O próximo passo é a queda!!!
Agora, assim como quando me alimento, com o propósito de praticar um exercício fazendo bem a minha saúde, também funciona com o conhecimento: quando o adquiro devo me mover em prática pra que ele surta efeitos positivos na minha vida e na vida de outros ao meu redor!
Espiritualidade sadia não é aquela sem conhecimento!! Nem aquela em que o conhecimento existe mas não é posto em prática!! Aí deve haver o equilíbrio: conhecimento com a prática!
O que acontece é que nem desse fato algumas pessoas tem conhecimento: de que o conhecimento deve ser equilibrado com a prática do outro lado da balança. Isso porque são ensinados a dar valor supremo ao conhecimento em si. Talvez e muito provavelmente, são até manipulados pra que seja assim.

Quantas vezes fui manipulado e repliquei isso pra que as coisas caminhem assim?
Cidadão
By : KaduCidadão - Zé Geraldo
Composição: Lucio Barbosa
Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tontoMas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento

Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer
Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Meu comentário:
É triste constatar o fato de que, ao invés de usarmos as coisas, criadas por Deus para auxiliar seres humanos em suas relações interpessoais e para o bem da comunidade em geral, temos usado as pessoas, as relações interpessoais e a comunidade em geral pra mantermos as coisas funcionando bem, excluindo até o criador de todas elas.
A humildade
By : KaduAe povo querido..., só posto artigos de outros quando estão ligados com meus pensamentos e meditações atuais, sejam discordando ou concordando, ok? Não é simplesmente falta de criatividade, mas é que tem gente que escreve e expressa idéias muito melhor que eu..., quem acompanha o blog há mais tempo sabe do que estou falando!
Então segue abaixo mais um ótimo artigo que não fui eu quem escreveu:
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Sobre a humildade, concordo com André Comte-Sponville: "Não é a ignorância do que somos, mas, ao contrário, conhecimento, ou reconhecimento de tudo o que não somos". É a admissão de que cheguei onde estou sem gabar-me: "sou o que sou pela graça".
Quando penso em humildade, acompanho Dwight Moody: "O homem pode demonstrar um falso amor, uma falsa fé, uma falsa esperança e outras graças, mas jamais poderá simular humildade". Também concordo com Stanley Jones: "A essência do divino é a humildade. O primeiro passo para encontrar a Deus é destruir nosso orgulho".
A humildade não sobrevive sem que se aniquilem as falsas onipotências. O petulante não admite fragilidades, não reconhece limites, não aceita inadequações. O soberbo se embrutece porque é insaciável. Apropria-se da pergunta do poeta: "Por que não é infinito o poder humano, como o desejo?" Dionisíaco, atropela quem estiver na frente. Odeia ser frustrado.
Spinoza dizia que "a humildade é uma tristeza nascida do fato de o homem considerar sua impotência ou sua fraqueza". Nietzsche bateu o martelo: "Conheço-me demais para me glorificar do que quer que seja". E Comte-Sponville conclui: "O que é mais ridículo do que bancar o super-homem?... A humildade é o ateísmo na primeira pessoa: o homem humilde é ateu de si, como o não-crente o é de Deus".
A humildade e a gratidão necessitam uma da outra. O humilde sabe que não se fez; não é o self-made man, que se recusa a reconhecer os que lhe ajudaram nos primeiros degraus. Sente-se devedor dos pais que se sacrificaram para que estudasse, dos professores que lhe incutiram valores, dos amigos que nunca censuraram na vergonha, dos poetas que traduziram beleza, dos profetas que lhe falaram em nome de Deus. Nos solilóquios, repete: "Não sou a causa de mim mesmo; vejo nos outros a raiz da minha alegria; celebro o meu presente como um dom".
A humildade é esvaziamento. O prepotente não consegue amar. Só quem abre mão dos controles sabe deixar-se invadir pela compaixão.
Simone Weil afirmou que "o amor consente tudo e só comanda os que consentem em ser comandados". Amor é renúncia. Não existe a possibilidade de coerção e amor se misturarem. O pretensioso é inflexível, impaciente e estúpido. O humilde recua, na recusa de exercer força, poder, violência.
A humildade é demasiadamente discreta. Se pretendo, um dia, ser humilde ninguém pode perceber. Mas, espero aprender a não cobiçar a divindade.
Soli Deo Gloria
by Ricardo Gondim, para o site Guia-me.