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Assuma sua responsabilidade pelo Brasil!!

By : Kadu
 

"Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou e dizia: Ah! Se conheceras por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos. Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco; e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação.
Depois, entrando no templo, expulsou os que ali vendiam, dizendo-lhes: Está escrito:
A minha casa será casa de oração.
Mas vós a transformastes em covil de salteadores.
Diariamente, Jesus ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas e os maiorais do povo procuravam eliminá-lo; contudo, não atinavam em como fazê-lo, porque todo o povo, ao ouvi-lo, ficava dominado por ele." Lucas 19:41-48

Creio que nosso país tem vivido a algum tempo cercado de trincheiras inimigas, com o cerco completamente apertado de todos os lados, arrasando conosco e com nossos filhos. Realmente, se pensarmos em termos de divisão de áreas (saúde, governo, economia, família,etc...) não tem ficado pedra sobre pedra em nossa nação. Estamos arrasados em quase todos os índices indicativos, mas estes são maquiados com uma linda máscara de belos estádios, belos eventos e espetáculos, belas paisagens em nossas praias passando nas novelas da Globo...
Como Jesus olhando para Jerusalém, quando olhamos para nosso Brasil dá vontade de chorar..., e devemos chorar mesmo! Creio que esse choro é o que estamos vendo acontecer Brasil afora! O choro, o grito, o lamento..., o protesto! Protestamos porque choramos quando olhamos para os tais índices..., choramos enquanto a saúde agoniza na maior parte do Brasil. Choramos enquanto nosso governo, que se diz "dos trabalhadores", do "povo", que anos atrás também chorou ao ver o Brasil e saiu a protestar, agora enche o bolso de dinheiro e celebra, com direito a champanhe e caviar, o fato de o "povo", os "companheiros trabalhadores", "os revolucionários", terem assumido o poder! Ah, que bom, o poder! Agora o poder é do "povo"! Ah...
Mas pra que é que queriam o poder mesmo? Pra tê-lo! E só! Agora é que se põe a prova o que se reivindicou nas ruas, de cara pintada, tomando borrachada. E qual o resultado da prova? "Ih, dá zero pra eles!!! "
Meus queridos, não adianta só chorar e lamentar sobre Jerusalém. Nem adianta somente expulsar os vendilhões do templo, o covil de salteadores em que o Brasil se transformou. Brasilzão, não adianta só fazer passeata, levantar bandeiras, pintar a cara, ter gritos de ordem, cantar no teto de Brasília, fechar a Paulista, interromper a grande Copa..., se depois de tudo isso apenas, como resultado, sobrar um monte de lixo nas ruas, fogo nos pneus, vidraças quebradas, ficha suja pelas detenções, olhos cegos pelas balas de borracha, marcas de cacetete nas pernas.
Temos que, depois de expulsar os vendilhões, assumir o templo, ensinando o povo como se deve fazer direito o que estamos vendo ser feito errado! Jesus viu Jerusalém e lamentou porque não quiseram  reconhecer a visitação dEle. Chorou porque não entenderam o que significava a Vida vindo até eles. E chorou..., mas Ele viu o que estava sendo feito de errado e batalhou na prática pra que isso fosse denunciado e essa galera fosse extirpada dali. Mas, muito além disso, Ele arregaçou as mangas e sofreu no seu próprio corpo as consequências de se trabalhar pela melhora. Ele ensinou o povo como é que deveria ser feito. Ele saiu depois pelas ruas e não deixou apenas um monte de lixo nas ruas, fogo nos pneus, vidraças quebradas, ficha suja pelas detenções, olhos cegos pelas balas de borracha, marcas de cacetete nas pernas, mas sim uma marca relevante de como é que deve ser feito pra que as coisas mudem.
E me preocupo, não com o que está sendo feito, mas com a responsabilidade que o povo tá ousando reivindicar sobre si. Temos realmente noção do que estamos reivindicando? Será que depois que a poeira baixar vamos arregaçar as mangas e fazer diferente? Será que essa geração que hoje se levanta, e que estava "adormecida" mas, como "gigantes pela própria natureza" acordaram, vai fazer alguma coisa na prática pra mudar tudo o que está errado? Ou vai expulsar todo mundo do templo e deixar o templo vazio?
Já mencionei isso no facebook, mas escrevo de novo: Ir pra rua, gritar, pegar bandeira na mão, pintar o rosto, colocar máscara e até enfrentar bala, bomba e cacetete é até fácil..., quero ver é doar seu dinheiro, seu tempo, seu trabalho pra que alguém realmente à margem da sociedade tenha alguma dignidade!! Quer protestar, faz direito..., vai pra rua sim, pra ajudar um mendigo, um viciado em crack, uma prostituta, um menino de rua..., aí é que quero ver!! Não se iludam, quem hoje tá no poder te explorando ontem tava na mesma rua que você, gritando mais que você, apanhando ainda mais que você..., agora que tem o poder de fazer alguma mudança só curte com nossa cara! Mudar as realidades não é questão de gritar mais alto ou estar aqui ou ali reivindicando alguma coisa..., se trata muito mais de ser a mudança! Ser resposta a esse protesto quem quer? Vai estudar, ralar, trabalhar, ser político, ser empresário e faz diferente!!!
Sou contra os protestos? Não! Sou contra ir pras ruas? Não! Sou contra o vandalismo? Claro que sim! Sou contra o partidarismo político por trás dos protestos? Totalmente sim! Sou contra parar tudo pra que todo mundo dê atenção ao que se está sendo reivindicado? Não!
Entendo que tem muita gente realmente despertando e que esses tempos vão marcar o restante da vida destes, que depois de tudo vão ralar pra fazer diferença, mas temo que sejam a grande minoria e que daqui algum tempo a poeira realmente baixe e a maioria esmague essa minoria de novo e tudo volta ao "(a)normal", apenas com líderes diferentes, partidos diferentes no poder.
Pense comigo: não podemos transferir os problemas e a culpa aos partidos políticos, ou aos líderes, como se nós fôssemos os coitadinhos sofredores da exploração. Quando você joga seu chiclete ou sua bituca de cigarro no chão (deve ter um monte disso no final dos protestos), quando você depreda ou picha estabelecimentos públicos ou privados, quando você estaciona em fila dupla ou na vaga de deficientes e idosos, quando você fura fila no banco, quando você se "beneficia" pelo troco errado na padaria ou no mercado, quando você não recicla seu lixo, quando você dá um "cafezinho" pro policial não te multar (ou quando aceita o "cafezinho"), quando você manipula informações pra vender mais, quando você mente pra conseguir seu emprego, quando você sonega seu imposto comprando ou vendendo sem nota fiscal, quando aceita uma "ajudinha" em troca de voto, quando não doa seu dinheiro pra quem tem necessidade, quando passa a perna no seu amigo pra conseguir a vaga dele, quando dirige embriagado depois de "celebrar" o melhor protesto que já foi na vida, sua desonestidade e desconfiança, sua inveja com o seu colega ou vizinho, enfim( poderia ficar o dia todo descrevendo ações simples que você e eu temos o costume de fazer) quando é conivente ou realiza qualquer uma dessas ações você está sendo exatamente o alvo do seu próprio protesto. Assuma suas culpas, mude suas próprias atitudes e sim, proteste nas ruas, tire quem tá no poder!!
Mas depois, assuma você o poder, com atitudes diferentes! Como já escrevi acima, expulsar os vendilhões pra deixar o templo vazio não adianta nada! Porque, como bem "profetizou" o filme tropa de elite, quando cai um corrupto, logo tem outro pra assumir o lugar. Saturemos pois o Brasil de não-corruptos pra que quando o último corrupto cair não haja mais nenhum pra assumir o poder..., e isso começa de mim e de você!
Por fim, uma história real contada por uma pessoa que com certeza estaria aí nas ruas protestando (se fosse daqui!) mas que trabalhou e ainda trabalha não só pra conscientizar e ensinar as pessoas que é possível ter uma nação melhor, transformada, mas pra que ele mesmo seja essa transformação, o indiano Vishal Mangalwadi, reformador social, colunista político, escritor e palestrante. Ele nos faz pensar em nosso Brasil atual e nossas reivindicações, nossas responsabilidades perante elas.
Ele conta essa história depois de ouvir de um indiano, que mal falava inglês, que era possível ser empresário de sucesso na Inglaterra. Quando Vishal pergunta como isso é possível, este indiano, sr. Singh, lhe responde: "Porque lá todos confiam em você." E segue-se a história:
"Poucos meses depois, Ruth e eu estávamos na Holanda falando em uma conferência anual de uma das maiores instituições de caridade daquele país. Em uma das tardes, nosso anfitrião, o Dr. Jan van Barneveld, disse-me: "Venha, vamos buscar leite." Nós dois fomos até a fazenda de gado leiteiro cruzando a bela paisagem holandesa, com lindas árvores. Eu nunca tinha visto tanto leite! Havia uma centena de vacas, porém não havia funcionários no local, e tudo parecia incrivelmente limpo e organizado. Na Índia nós tínhamos uma pequena fábrica de laticínios, mas contávamos com dois funcionários e o local era sujo e malcheiroso.
O contraste chamou minha atenção, porque na região onde eu morava, pelo menos 75% das mulheres gastavam por volta de uma a duas horas recolhendo esterco com suas próprias mãos, depois colocavam tudo em cestos, que então carregavam sobre suas cabeças até seus quintais onde, mais tarde, transformariam o esterco em combustível para cozinhar.
A fábrica de laticínios holandesa, que visitei, me surpreendeu porque ninguém estava lá para ordenhar as vacas. Eu nunca tinha ouvido falar de máquina que ordenhassem vacas e despejassem o leite em um enorme tanque. Entramos na sala do leite e ninguém estava lá para vender o leite. Eu esperava que Jan tocasse um sino, mas ele apenas entrou, abriu a torneira, colocou sua jarra e a encheu. Então ele foi até um peitoril, baixou um pote cheio de dinheiro, tirou sua carteira, colocou vinte moedas de florim holandês, pegou o troco, guardou em seu bolso, devolveu o pote ao seu lugar, pegou a jarra e começou a andar. Eu estava atordoado!
"Cara", eu lhe disse: "se você fosse um indiano, você pegaria o leite e o dinheiro." Jan riu.
(...)
De volta à Holanda, naquele momento de riso, eu então compreendi o que o sr. Singh estava tentando me explicar no avião para Londres. Se eu saísse com o leite e o dinheiro, o proprietário do leite teria que contratar uma vendedora. Quem pagaria por ela? Eu, o consumidor!
No entanto, se os consumidores são desonestos, porque o fornecedor seria honesto? Ele provavelmente acrescentaria água ao leite para aumentar o volume. Sendo um ativista, eu protestaria que o leite foi adulterado, e o governo teria de contratar inspetores de leite. Mas quem pagaria pelos inspetores? Eu, o contribuinte!
Se o consumidor e o fornecedor são desonestos, porque é que os inspetores seriam honestos? Eles seria subornados pelos fornecedores. Se não recebessem suborno, eles usariam uma lei ou outra para se certificar de que a venda ficaria atrasada o suficiente para fazer coalhar o leite não refrigerado. Quem pagaria pelo suborno? Inicialmente, o fornecedor, mas eventualmente o consumidor.
Até então, eu teria pagado o leite, a vendedora, a água, o inspetor e o suborno, e não teria dinheiro suficiente para comprar chocolate para adicionar ao leite. E sem chocolate, meus filhos não gostam de leite. Consequentemente eles não seriam tão fortes como as crianças holandesas!
Depois de pagar por todas essas coisas, a chance de sobrar algum dinheiro para levar meus filhos ao cinema sábado à noite e comprar sorvete pra eles, se resumiria a zero. A pessoa que faz e vende sorvete aumenta muito o valor do leite, enquanto a vendedora, a água, os fiscais e o suborno não aumentam em nada seu valor. Ao pagar por tudo isso simplesmente contribuo com o meu pecado: a minha propensão em cobiçar e roubar o dinheiro e o leite do meu vizinho. O alto preço do pecado impede que sobre dinheiro para o sorvete. Minha cultura de desconfiança e desonestidade rouba-me o dinheiro que poderia ser usado para proporcionar uma vida melhor para os meus filhos e emprego produtivo para os meus vizinhos.
A visita àquela fazenda me ajudou a entender porque um pequeno país como a Holanda é capaz de doar dinheiro a uma nação muito maior, como a Índia. Também me ajudou a entender o que meu colega passageiro, um empresário semi analfabeto, estava me explicando. Ele poderia dizer o que os especialistas econômicos evitam discutir: que a integridade moral é um grande fator por trás do sucesso sócio-econômico/sócio-político do Ocidente." (Verdade e Transformação, Publicações Transforma, Vishal Mangalwadi, págs. 25-27) Compre o livro!!



Série: Reflexões Teológicas: Meio Ambiente, parte 3

By : Kadu
Agora, com tudo o que já escrevi e postei aqui, assista a esse vídeo e dê uma olhada na postura de uma criança canadense, que discursou na conferência da ONU aqui no Rio de Janeiro, em junho de 1992, conferência que ficou conhecida com ECO 92, ou Conferência das Nacões Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD). Essa garota praticamente calou todo o auditório presente com seu discurso extremamente coerente.




Abaixo, texto extraído do Wikipédia sobre a conferência:

A Conferência do Rio consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. Reconheceu-se, ao mesmo tempo, a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem na direção do desenvolvimento sustentável. Naquele momento, a posição dos países em desenvolvimento tornou-se mais bem estruturada e o ambiente político internacional favoreceu a aceitação pelos países desenvolvidos de princípios como o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas. A mudança de percepção com relação à complexidade do tema deu-se de forma muito clara nas negociações diplomáticas, apesar de seu impacto ter sido menor do ponto de vista da opinião pública.
A ECO-92 frutificou a elaboração dos seguintes documentos oficiais:

Obs: vale a pena o debate sobre esse tema, mesmo datando do distante ano de 1992. A pergunta que fica: o que e quanto mudou de lá pra cá? Que diferença isso faz na sua vida em particular???

Série: Reflexões Teológicas - Meio Ambiente, parte 1

By : Kadu



A cada dia que passo penso mais nessas questões de vocação e relação com o meio ambiente, na crise que vivemos em relação à natureza.
Creio que, principalmente pela proximidade das eleições, e por ter uma candidata com uma certa evidência no tratar dessas questões, também são muitos os brasileiros que estão pensando e debatendo sobre tudo isso. Soma-se a esse momento o que ocorre no mundo todo, com tanta tragédia natural como terremotos, furacões, secas extremas de um lado, enchentes e inundações de outro, tsunamis, aquecimento global, etc...
Costumo pensar que estes momentos de crise são, na verdade, momentos de grande oportunidade para propagação do Reino de Deus e da boa nova, que envolve também questões ambientais; o evangelho integral, para o homem todo, para todos os homens.
Infelizmente, ainda estamos apenas no campo dos debates, que também são poucos, e os debates tem girado em torno do mesmo tema: consumismo. O próprio consumismo sem princípios trouxe toda essa crise. Ao invés de se discutir o domínio responsável, ou, melhor definindo, a mordomia do mundo e de toda sua fonte de riquezas naturais, continua-se discutindo apenas o que diz respeito ao consumismo. Estuda-se novas formas de continuar consumindo muito, num domínio sem princípios, com um pouco menos de impacto ambiental. Mas não porque queremos ser mordomos, administradores daquilo que temos como nosso, e sim pra que as fontes de consumo não cessem, trazendo crises econômicas, etc...
Mas como tratar desses temas de maneira a não tratar apenas no quesito superficial do consumismo? Apenas o cristianismo, através do entendimento integral e bíblico daquilo que realmente é o mundo, a natureza, o meio ambiente e o quem é o ser humano em suas relações com esse mesmo mundo, natureza e meio ambiente, podem proporcionar um debate na direção certa, de se encontrar motivos verdadeiros pra crise ecológica que vivemos.
Temos respostas para as questões de quem nós somos e pra quê nós somos, o que é a natureza e pra quê ela foi criada. E essas respostas estão fundamentadas nos princípios que envolvem o ser criado a imagem e semelhança de Deus, a Imago Dei. Discutir esse termo tanto vai trazer resposta sobre o uso responsável, a dominação consciente, a mordomia altruísta do mundo criado ao nosso redor, como também respostas para nosso ser e nossa função no projeto de Deus em relação ao mundo e às pessoas que vivem nele.
Numa sociedade individualista, que diz que o ser humano vale o que possui, que entende a natureza como serva/escrava daquilo que a sociedade dita como correto, e que nunca se satisfaz, crendo que cada vez mais tem que possuir e/ou consumir, pelo simples fato de possuir/consumir, imagine o impacto de se descobrir: que somos criados por um Deus que nos fez, por graça, do nada, que preparou um ambiente perfeito pra vivermos, onde cada um de nós teria responsabilidades e deveres, além dos favores que dali viriam e seriam plenamente suficientes, que teríamos pessoas a nossa volta para não vivermos sós, de maneira individualista, mas em sociedade, sempre respeitando e obedecendo, em constante gratidão, ao Criador e doador disso tudo.
Não há nenhuma filosofia, religião, conceito, ciência que possa trazer tamanho impacto. Não há força maior do que o relacionamento com Deus, que ecoa no relacionamento com o próximo, com a natureza criada e consigo mesmo, percebendo e compreendendo quem somos, pra quê somos, o que fazer, etc...
Penso que também precisamos compreender mais sobre a queda e o que ocasionou o rompimento desse relacionamento integral com Deus. Saber que o que vivemos em relação à natureza é fruto desse rompimento, que hoje nos faz olhar para o mundo como nosso servo, fonte inesgotável daquilo que desejamos, fonte de consumo. Saber que nosso relacionamento impessoal, cada vez mais egoísta e afastado de outros seres humanos, num utilitarismo insaciável, também reflete na maneira como olhamos a natureza, até mesmo as terras que são posse dos outros, de outros países, comunidades e culturas. Saber que a crise de identidade pela qual o mundo atual passa, não sabendo se são hetero, homo, ou qualquer coisa que envolva o “amor livre”, vivendo a crise de trabalhar pra ganhar dinheiro e consumir ou trabalhar onde se pode “viver” mais, tendo mais prazer, fazendo diferença, distinguir família e seu papel nela, etc., tudo isso está relacionado ao rompimento com Deus, que impede de nos enxergarmos como realmente somos, mas faz com que sempre queiramos (desde Adão e Eva que queriam ser como Deus e não quem Deus os fez pra ser!) ser outro alguém, um ídolo criado em nosso coração, e assim nunca vivamos plenamente o que fomos criados pra viver, causando conseqüências na crise ambiental; saber que todas essas coisas influenciam diretamente no caos que o mundo vive e na falta de respostas plausíveis, não pra “tapar o sol com a peneira”, mas pra resolver de maneira permanente e integral problemas como a questão da crise ambiental e ecológica.
Após o debate consciente devemos tomar ciência das atitudes que devem proceder daí. E juntarmos forças pra agir de maneira responsável, ainda que a grande maioria não pense assim, e buscar, senão resolver, mas ao menos mostrar ao mundo que é possível viver de outra maneira, minimizando os danos causados ao nosso planeta.
Creio que possam ser reforçadas as organizações que trabalham de maneira missionária nessa área, além da criação de muitas outras, que possam trabalhar de maneira intencional e específica nessa questão. O movimento missionário, embora trabalhe com pioneirismo em muitas frentes, pode ser maior nessa questão ambiental.

O futuro do nosso país...

By : Kadu

Estou aqui estudando Teologia Bíblica do Antigo Testamento, ouvindo João Alexandre..., cd's antigos. Me ajudam a focar e pensar melhor. Mas, perdi o foco..., quando tocou a música: Pra cima, Brasil.
Em tempos de eleição, onde estamos mais discutindo sobre quem NÃO deve governar, sobre quem tem errado mais, etc..., fico pensando na minha, na nossa responsabilidade perante a sociedade, perante nossa própria cultura.
Quantos de nós se "embrenham" nessas discussões políticas somente em ano, pior, em semestre ou mês, de eleições!? Mas, por exemplo, quando o "assunto político" é o papel de bala que você e eu jogamos no chão, ninguém discute..., muitas desculpas surgem pra nossos "atos políticos".
Esse pequeno "assunto político" polui, tem alguns anos pra se desintegrar, deixa o local feio, mostra desrespeito com outras pessoas que passam pelo lugar, desrespeito por quem limpa o lugar, falta de responsabilidade ambiental, pode gerar naqueles que te seguem (porque, mesmo não querendo, muitos de nós somos formadores de opinião!) uma conduta igualmente errada, custa aos cofres públicos mais dinheiro com a limpeza e programas de re-educação socio-ambiental (dinheiro que poderia estar sendo usado pra curar seu vizinho doente, dependente do SUS), etc, etc, etc, e infindáveis etcs...
Mas o importante é não votar na Dilma, porque ela foi assasina e ladra, no Serra porque ele só fala em saúde e vai beneficiar só os ricos, na Marina porque ela é feinha e fragilzinha, no Plínio porque ele é velho e não tem chance, e nos outros porque nem lembramos o nome dos coitados...
Realmente é disso que o Brasil precisa!!! Ô!!
Qual é gente..., prestem atenção em quem cada um de nós somos, quais são os princípios que regem nossas vidas, em quem e no quê realmente cremos..., preste atenção no "pequeno e insignificante assunto político" chamado papel de bala. Quem sabe dentro de alguns anos os políticos não terão quase nada pra fazer, a não ser administrar o que já estará acontecendo de bom..., acontecendo porque a revolução social e política começou dentro do coração de cada um, e o reflexo será o que de bom vai estar "rolando" Brasil afora. 
Chega de dar tanto poder aos políticos, simplesmente pra correr de suas próprias responsabilidades! Seu voto não deve ser porque alguém vai fazer isso e aquilo de novidade para o Brasil crescer e melhorar, mas deve ser porque você já está vendo a sociedade ao ser redor melhorar por pequenas ações que VOCÊ contribuiu e "tal" ou "tal" candidato vai simplesmente administrar essa situação!
Outra música do João Alexandre fala: "Transformar o mundo é questão de compromisso..., é muito mais e tudo isso".
Como será o futuro do nosso país?
Você tem compromisso com quem?? Com o que??
Só pra complementar: existe um Reino que funciona muito bem..., tem princípios políticos extremamente coerentes, de liberdade e responsabilidade, onde a justiça funciona de maneira excelente, a saúde não é empecilho pra ninguém, todos tem oportunidades iguais, e pobreza não é marca de quem é excluído..., onde as fraquezas tem as maiores atenções e o que vai bem continua indo..., quer saber qual é??
Se quiser te digo...

E aí vai a letra da música em questão:

Como será o futuro
Do nosso país?
Surge a pergunta no olhar
E na alma do povo
Cada vez mais cresce a fome
Nas ruas, nos morros
Cada vez menos dinheiro
Pra sobreviver

Onde andará a justiça
Outrora perdida?
Some a resposta na voz
E na vez de quem manda
Homens com tanto poder
E nenhum coração
Gente que compra e que vende
A moral da nação

Brasil olha pra cima
Existe uma chance
De ser novamente feliz
Brasil há uma esperança!
Volta teus olhos pra Deus,
Justo Juiz!

Como será o futuro
Do nosso país?



Obs: esse post faz parte do conteúdo que teremos num seminário intensivo que vamos ministrar no feriado de 2 de novembro..., quer saber mais, como participar, etc? Entre no site: 

Um pouco mais sobre cidadania, política, instituições e liberdade...

By : Kadu


Estou pensando bastante nestes últimos dias sobre cidadania, questões ligadas às leis e ao comportamento humano, etc... Como estamos preparando um seminário ligado à missão integral e ao evangelho integral, temos discutido muito sobre esses temas.
A pergunta que mais tenho feito a mim mesmo é: porque precisamos tanto disso? Esse “disso” são as instituições e institucionalizações que nos rodeiam como forma de “regular” ou regulamentar nossas vidas. E essa pergunta chego a fazer pra Deus também, talvez pensando ser Ele o “culpado” disso tudo. A resposta, sempre que paro pra pensar nela, se volta para o ser humano e sua independência de Deus.
A culpa está em nós porque não queremos andar debaixo de simples princípios morais que trazem pra nós liberdade ao invés de prisão. Princípios relacionados à maneira de Deus tratar com a raça humana.
Fomos criados com extrema liberdade, no jardim do Éden, pra vivermos em perfeita comunhão com Deus e com tudo aquilo que Ele nos deu pra cuidar. Ali, estávamos perfeitamente “limitados” pela liberdade do nosso relacionamento com o Pai. Tudo se resumia, maravilhosamente bem, em amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Acontece que o filho de Deus pecou (Adão e Eva). E decidiu deliberadamente viver assim. Os princípios de amor estavam agora em algum lugar que não mais no coração do homem. E isso precisava ser resgatado, pra que o homem pudesse continuar a sua vida na perfeita liberdade anteriormente vivida. Assim, algumas coisas precisaram ser instituídas, alguns regulamentadores de comportamento (vou chamar assim) para proteção do próprio homem e pra que, de alguma maneira, o homem ainda conseguisse visualizar a liberdade de antes.
Mas o homem desobedeceu de novo. Mais uma vez, esses princípios não foram suficientes. O ser humano encontrou outra brecha e ali se meteu.
 Algum tempo depois se instituíram as leis mosaicas e levíticas. Mais uma vez, a grande intenção do Pai era continuar apontando pra necessidade que o homem tinha de viver o resumo daquele monte de leis, algo vivido num passado distante de maneira plena: a liberdade de se amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. Mas o homem, esperto, continuou na sua independente jornada..., e encontrou mais brechas.
E, ainda que o próprio Filho único de Deus descesse à terra, algo que de fato aconteceu, nós, seres humanos, continuaríamos envoltos em nossa independência, presos à ela. A isso, a essa prisão, curiosamente chamamos de liberdade. E assim continuamos nossa corrida, já nem lembrando tanto do princípio, tão distante, quando, pra sermos livres, não precisávamos criar leis que protegessem essa liberdade, mas simplesmente viveríamos debaixo das esquecidas máximas: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmos. E estamos assim, até hoje..., tendo que criar lei contra palmadas em crianças, porque essa lei “protege” a liberdade das crianças.
Veja só..., cada ato humano continua por mostrar o quanto é importante voltarmos as máximas instituídas por Deus pra nossa proteção. Cada vez que vejo uma nova lei, como a das palmadas, sendo instituída, vejo o tanto que Deus quer nos proteger da prisão em que nos encontramos. (Não quero aqui discutir a relevância ou concordância com essa lei, mas simplesmente foi a que me lembrei agora!)
“Ah, mas Deus sempre fala pra nós obedecermos isso e aquilo e aquilo outro..., ele sempre fala pra obedecermos aos governantes, os pais, os mestres, considerar os outros superiores a nós mesmos, sermos submissos, etc... Isso é uma prisão sem fim!! As instituições só nos aprisionam!!”, é o que mais ouço.
Deus continua querendo nos proteger e nos levar a ver a perfeita liberdade que podemos viver em completa submissão e obediência aos seus preceitos e àquilo que Ele instituiu.
Ele não permite a criação da lei da (contra) palmada, por exemplo, pra aprisionar o homem. O homem se aprisionou de tal maneira que não consegue entender a máxima do amor ao próximo como a si mesmo, o amor à criança como a si mesmo, e acaba por usar da palmada com falta de amor, como maneira de se mostrar simplesmente superior e assim abusa dessa autoridade de pai, mãe ou responsável que tem. E isso vira costume. E não há mais limite. “Alguém tem que “pagar essa conta”. Vamos criar um limitador?”; cria-se uma nova lei.
Outro exemplo simples: por não pensarmos no próximo como em nós mesmos, não respeitamos suas propriedades. Roubamos, pichamos, destruímos, vandalizamos..., o que fazer quando não há limites? Criamos outra lei!
Se houvesse um mínimo de moral ainda no ser humano, não haveria mais necessidade de criação de leis. Leis que pretendem proteger a liberdade de alguém, mas que aprisionam ainda mais..., protegem, mas deveriam ser entendidas como provisórias, até que entendêssemos a não necessidade mais delas.
Se obedecêssemos àquilo que Deus tem permitido ser instituído, e que Ele acaba por assinar embaixo como forma de proteger a raça humana, as leis diminuiriam, até se extinguirem.
Por exemplo, a população carcerária no Brasil só aumenta. É comum ouvir nos noticiários que há superlotação, que não há mais vagas, que precisam aumentar os presídios. Mas porquê? Existem tantas leis que protegem nossa liberdade..., porque cada vez mais tem gente sendo presa? Gente que até concorda com essas leis, porque crê que também vão proteger a liberdade delas..., porquê? A culpa não é das leis, mas dos seres humanos que não as cumprem, e não as cumprem porque não querem ser submissos àquilo que Deus instituiu..., é, a população carcerária daqui a pouco vai ser maior do que a normal..., e todos nós continuaremos presos!!
Se Adão e Eva tivessem caminhado em submissão ao amor a Deus sobre todas as coisas e amor ao próximo como si mesmos, em perfeita liberdade, não seria necessário Deus colocar regras a mais pra proteger a liberdade deles. E, se eles não tivessem desobedecido a tais ordens a mais, instituídas por Deus para protegê-los, não seria necessário ainda mais leis pra limitar o povo que deles viria. Não seria necessário criar os dez mandamentos e toda a variedade de pequenas regras para o povo de Israel ser protegido e voltar a buscar a liberdade que Deus queria tanto lhes dar. Talvez, se em algum momento o povo se voltasse pra Deus e vivesse submisso a todas as novas regras e leis instituídas a cada geração com a permissão de Deus, eles perceberiam o que Paulo escreveu, que o resumo da lei é o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. E assim, as leis acabariam por diminuir, e não aumentar..., se tornariam obsoletas, desnecessárias..., e aí voltaríamos a viver como no Éden: com perfeita e plena liberdade!! Refletiria em nós hoje, tantos anos depois!!
Vejo que a intenção de Deus, ao permitir que sejam instituídas sempre novas regras, leis, instituições – como: políticas, regras de consumo, leis na economia, igrejas pra “regulamentarem” (no sentido não de censura, de proibição, mas de demonstração do que é o correto) a postura cristã, código de defesa disso e daquilo, etc... – sempre foi que acabássemos por descobrir a não necessidade de tantas regras e instituições (incrível não?)..., porque, no final das contas, passaríamos a ser regulamentados “apenas” por: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
É por causa do pecado e da independência do ser humano que existem as novas instituições regulamentadoras da sociedade, não por causa de Deus. Não creio que esse sempre foi o plano de Deus..., aliás, creio que nunca foi o plano inicial de Deus. Mas, por que queria proteger o homem, respeitando aquilo que Ele também instituiu, de dar o governo do mundo ao próprio homem, Ele permitiu que tudo isso fosse instituído. E nós, sim, devemos ser submissos àquilo que Ele instituiu e permitiu ser instituído, exatamente pra que possamos perceber a não necessidade de nada disso, e até que tudo isso se extinga, a ponto de condicionarmos nossas vidas e voltarmos a plena liberdade do jardim do Éden.
Difícil demais agir assim??
O bom de tudo isso..., pra ficar claro, evidente, óbvio, que Deus se adianta a todas as coisas, não chega atrasado pra resolver o que se tornou problemático, e que há solução pra essa dificuldade de agir assim, é que Deus enviou a solução pra tudo isso desde a eternidade: Jesus Cristo! Ele já veio garantir nossa volta à plena liberdade no relacionamento com Deus! O que fazemos em submissão agora não é pra que possamos alcançar esse objetivo..., o que fazemos em total obediência, é resultado, é reação, à ação de Deus de nos garantir um futuro certo, cheio de paz, cheio de liberdade! Ele nos amou primeiro, lembra?
Nosso trabalho ficou ainda mais fácil na questão da obediência. Agora obedecemos não mais pra alcançar um resultado, mas pra mostrar, refletir ao mundo que o resultado já foi alcançado..., o fim já é certo!
Vivamos então buscando as mesmas obras realizadas no céu, aqui na terra. Dessa maneira mostraremos ao mundo que podemos ser submissos com tanta força e determinação à coisas instituídas por Deus, que elas acabarão por se “desinstitucionalizar”(?) por não haver mais necessidade delas. E aí estaremos caminhando rumo à implantação do Reino de Deus de fato e em verdade.
É claro que não estou aqui dizendo daquilo que é instituído por culpa do homem, pelo próprio homem, pra aumentar a prisão e sofrimento do homem, sem qualquer submissão à vontade de Deus. Desde que Deus deu ao homem o governo do mundo, Ele não interfere realmente em tudo o que é instituído. Não porque não tenha o poder, como pensam alguns, mas exatamente o oposto: porque tem todo o poder, inclusive de permitir que o homem se estribe em seus próprios caminhos, ainda que sejam caminhos que levem à morte. À essas instituições e institucionalizações, à essas regras e leis, devemos resistir, mostrando ser submissos à algo maior, mais poderoso, e que pode trazer liberdade.
Afinal, lei que proíbe a leitura da bíblia, não deve ter vindo mesmo de Deus, mas lei que proíbe que eu mate meu vizinho, não há como não me submeter..., ela existe pra me trazer liberdade e pra que eu estabeleça liberdade na sociedade em que vivo.
Instituição igreja que promova o bem, que pratique ações sociais de desenvolvimento, que esteja firmada no amor, na partilha, na luta pela igualdade, devo sim entender ser de Deus e devo sim me submeter em amor à Deus e ao próximo..., essa instituição serve para nos fazer voltar à plena liberdade, ao Éden. Agora instituição-igreja que não viva debaixo de princípios de igualdade, de fraternidade, da prática do amor, de ensinar a sociedade ao redor a viver princípios morais básicos em favor do próximo, e que amam mais ao dinheiro, a si mesmas ou qualquer outra coisa que a Deus; instituições igrejas que passem por cima de pessoas buscando um benefício próprio, exclusivamente institucional, não é algo que foi estabelecido por Deus, instituído por Ele..., a essa devemos ser insubmissos, em submissão à Deus e aos Seus princípios. Além de vários outros exemplos que poderiam ser citados na política, no judiciário, no legislativo, nas escola, na saúde, etc... Ser insubmissos à essas é, precisamente, estabelecer o amor à Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo..., é buscar voltar a plena liberdade, em perfeita comunhão com Deus!
Não sou especialista no assunto ainda. Não creio ter a palavra final. Talvez amanhã ou depois acrescente algo, mude de opinião em algum ponto que dei mais atenção, porém é isso exatamente que tenho pensado agora. É nisso que estou refletindo..., essas coisas trazem um certo tipo de norte na vida prática do meu dia a dia.
Quer me ajuda a pensar mais nisso?? Comente, escreva para meu email se preferir, discuta, discorde..., fique à vontade!!
E desculpa pelo enorme texto, me empolguei!!


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