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Infectados pela Religiosidade

By : Kadu


Cada vez mais vejo as feridas que a religiosidade e o apego ao "si mesmo" em nome de Deus tem causado por aí.Tenho nojo disso!! E temo constantemente pelo poder que isso tudo tem de causar ainda mais mal. Creio que ainda tem muito mais por vir.
Às vezes pensamos que chegamos aos limites da loucura gospel, ao fim dos exageros e extremismos
religiosos legalistas, ao extremo do extremo do uso errado (proposital ou não) de trechos bíblicos, mas eu tenho uma notícia nada animadora: tem muito mais por vir!! Infelizmente!!!
Não há limite pra essa loucura, enquanto não "infectar" a todos e destruir a todos! É exatamente por isso que eu digo que isso não vai parar...
Felizmente nem todos são, nem nunca vão ser "infectados" por essas barbáries! E felizmente esses não são tolos de manter essa "vacina" permanente contra a tal "infecção" guardada somente pra si. Aliás, uma das marcas de quem é vacinado contra essas besteiras é a vontade de espalhar isso pra todo mundo, de não ficar calado!
Cada dia que passa vejo isso afetando realidades mais próximas de mim. Antes parecia distante, mas já me perturbava. Agora isso está se espalhando muito rápido, com uma força tão avassaladora que é difícil conhecer alguém que não conheça alguém "infectado" por esse mal.
Isso tem me incomodado demais. Vejo que ainda há muito pra ser feito, muito trabalho, e parece que cada dia aumenta mais.
Enquanto isso, os "infectados" parecem estar numa ilha, no "paraíso do bem", sentados na beira da praia, tomando sua água de côco, felizes porque tudo lhes vai bem, e a prosperidade tem atingido sua casa..., pensam que talvez seja isso que significa que eu e minha casa serviremos ao Senhor! Essa infecção causa sérios danos ao cérebro..., por isso pensam assim!
Vejo famílias perdendo seus filhos..., e não é porque os pais são péssimos, ou porque participam da tríade "fumo-bebo-transo", ou porque são ladrões, traficantes, as mães prostitutas, desvalidos, marginais, viciados, e todo tipo de mau exemplo que conhecemos na hora de criar os filhos. Não! Tenho visto famílias perdendo seus filhos porque vão na igreja!! Isso mesmo: PORQUE VÃO NA iGREJA!!!!!
A religiosidade, afinal, só entra nas mentes e corações dentro das igrejas! É um vírus que se alimenta desse ambiente..., é propício pra se alimentar e procriar ali!
A religiosidade, o apego excessivo às leis do NT (sem entendimento sobre elas), as regras "doutrinárias", os famosos "isso pode, isso não pode", a adoração a uma figura de destaque (pastor, apóstolo, bispo, missionário, profeta, etc.), os mantras gospel que são obrigatórios pra se ouvir todo dia, o dia todo, os "desencapetamentos", a destinação de tudo que não se concorda ao inferno..., enfim, são tantas coisas estranhas à bíblia que eu me ponho a pensar: "é tão claro, tão óbvio, porque isso tudo?"
Mas uma das coisas que esse vírus faz é mal aos olhos. O povo não enxerga, fica cego mesmo! E os alastradores desse vírus se utilizam disso pra manipular ainda mais. Afinal, cegos precisam de guia, e quem são os guias? Os líderes dessas igrejas!!!! Triste mesmo...
O uso da intimidação ("você vai para o inferno", "não tem perdão pra você", "você está em pecado", "desse jeito nunca será abençoado", "Deus te castigará", etc) também faz caminho para que o vírus se alastre. Na verdade esse é meio pelo qual ele se espalha mais rápido e com maior eficácia: a intimidação!
Fico triste. Principalmente porque esse vírus se utiliza da bíblia mesmo pra se alastrar. Gente que não sabe nada de bíblia, que não a estuda direito, que (antes de tudo) não tem relacionamento com o Deus da bíblia, usa ela de maneira completamente desconexa pra confundir as pessoas e fazerem com que elas dependam dos guias pra "interpretarem", mastigarem tudo e depois vomitar pra que engulam goela abaixo esse alimento podre, com sabor horrível, sem nutriente algum! É isso mesmo, muitas igrejas tem jogado vômito como alimento pra suas ovelhinhas. E estas comem e se saboreiam com isso, tamanha cegueira!
Infelizmente, quem nunca se deparou com a Verdade de maneira real e íntima, já está propenso a ser infectado por isso. Parecem ovelhas já marcadas para o matadouro..., não tem de onde tirar a Verdade
Aí dá pra perceber a bola de neve que se formou e que só tem crescido!
e correm pra quem se diz detentor desta. Apesar de terem culpa, não dá pra exigir muito de quem nunca viu nada de alternativo coerentemente sendo vivido. E como está difícil conhecer quem tem relacionamento com a Verdade e a vive em completa honestidade, da melhor maneira que podem (isso inclui suas quedas, problemas e lutas).
Temos que agir na raiz, temos que aproveitar a brecha que esse vírus tem deixado pra agirmos. Temos que nos encher de coragem e chegar nas ovelhinhas antes do vírus e vaciná-los com a Verdade, com o Amor!
Onde estão os remanescentes? Temos que trabalhar mais, remanescentes. Temos que espalhar essa vacina, porque o vírus tá se alastrando muito rápido!
A idéia do vírus e daqueles que estão infectados é destruir todo mundo com esse vírus. Por isso não param nunca, porque sempre terão os vacinados, que não se deixarão infectar por essa podridão, coisa que a cegueira dos infectados não permite que eles enxerguem!
Mas, cuidado, o vírus tem vindo com força e pode sofrer mutações até ficar bem parecido com a Verdade e, se possível, infectar até quem já tá vacinado..., não me pergunte como, não sei te responder, mas sei que a bíblia nos alerta dessa possibilidade.
Minha pergunta para os infectados, pra tentar abrir os olhos e o caminho pra vacina entrar: e o Amor, onde está? E a Graça? E o Pai, o Aba?
Amor, mais amor..., menos religião, por favor!!!
É o Amor que pode transformar o indivíduo, que pode transformar o mundo, não a religião, não as leis, não as regras, não os desencapetamentos, não as músicas gospel, não, não, não!!! Só o Amor!!!!!
Afinal, não se trata de nós..., mas de Deus!

Pastor se suicida momentos antes do culto

By : Kadu

Originalmente postado no site ExtremoGospel.com

Um pastor da Geórgia e pai de dois filhos, que uma vez confessou que às vezes “não sinto que Deus esteja me ouvindo“, suicidou-se em frente de sua casa, enquanto sua esposa e filhos e 800 membros da congregação o esperavam para o culto na igreja no domingo.

De acordo com o Canal 13 WMAZ, Rev. Teddy Parker Jr., 42 anos, de Bibb Mount Zion Baptist Church, em Macon, Geórgia, foi encontrado por sua esposa, Larrinecia Parker, de 38 anos, na garagem de sua casa com um tiro disparado por ele mesmo.

Lakesia Toomer, um oficial da igreja, disse ao WMAZ, “Consideramos este um assunto privado entre a família e a família da igreja BMZ. Pedimos que o público respeite a nossa privacidade neste momento”.

Russell Rowland, um membro da igreja que empregou o irmão do pastor em sua empresa de jardinagem, disse ao The Christian Post em uma entrevista por telefone de que o pastor havia mandado sua esposa e suas duas filhas para a igreja antes dele na manhã de domingo e todos o estavam esperando para pregar a mensagem da manhã.

“Como ele não apareceu, foram procura-lo”, disse Rowland. “Estou muito surpreso porque não pregava isso. Pregava totalmente contra. É algo que a congregação não entende muito bem.”

Rowland explicou que os membros da igreja se reuniram na segunda-feira à noite e a atmosfera era “solene”.

“Todo mundo está chocado agora. Acredito que muitas pessoas estão tentando entender por que isso aconteceu. Estamos orando ao Senhor para obtermos orientação sobre isso”, disse ele.

A família do pastor encontra-se devastada sem entender o porquê isso aconteceu. O relatório do incidente do escritório do Xerife do Condado de Houston mostra que o suicídio foi relatado às 13:30 domingo.

Rowland descreve o seu pastor como um “homem muito feliz, carinhoso que se preocupava com as pessoas, especialmente com as crianças. Era um bom homem“, que o inspirou e não mostrava sinais de problemas financeiros ou de outro tipo. A igreja estava indo bem e estavam no processo de construção de uma nova igreja.

No entanto, um vídeo publicado em 2010 no You Tube, tem chamado à atenção de que talvez o religioso estivesse mostrando algum sinal.

No vídeo em seu sermão intitulado de “Enfrentando sua tempestade com confiança“, Parker mostrou suas lutas com a sua caminhada na fé.

“Sabe que um monte de vezes, nos sentimos que quando estamos passando por coisas e é tanto que não há ninguém ali conosco. E Adivinhem? Deus quer que você se sinta desta maneira. Sei que vocês foram salvos a muito tempo. Sei que são super espirituais e são verdadeiros santos, mas há momentos em sua vida, não sei quanto a vocês, mas há momentos em minha vida em que estou passando por algumas coisas que não posso sentir que Deus está lá”, confessou.

“Tento orar, mas não sinto que Deus está me ouvindo. Procuro servir, mas não me sinto que Deus está me usando. E há momentos em tua vida quando Deus se retira intencionalmente, ele não se retira para deixar-te, mas se retira para que possas crescer e amadurecer”, acrescentou, em uma mostra de respiração.

Rowland continuou: “Ninguém pode saber o que estava em sua mente quando ele fez isso”

Quando perguntado como se sentia a respeito de Deus e de sua fé, agora que seu pastor tinha tomado sua vida, Rowland disse que não vai parar de acreditar.

“Eu ainda acredito na minha fé. Eu ainda acredito em Deus. Eu ainda acredito em todos os seus ensinamentos (pastor). Acredito no que o pastor Parker foi me ensinando. Como eu disse, essa é uma das razões pelas quais eu sou um membro do que a igreja, por causa dele e nada mudou. estou no temor agora e eu estou querendo saber o que aconteceu com ele. Eu não posso dizer, você sabe. acho que é entre ele e o Senhor. Tudo o que eu puder fazer é orar “, disse ele.

Fonte: Christian post

Sua opinião: Você acredita que um cristão, que comete suicídio vai para o céu ou inferno?

De servos a amigos de Cristo!

By : Kadu


Me entristece ver cristãos pensando, buscando e discutindo assuntos tão desligados do cristianismo. O tempo que gastam, a força que empregam, as lutas que combatem em nada lembram o bom combate de Paulo, as tomadas de decisão de Moisés, as aflições do próprio Cristo.
Esses dias tenho me questionado até que ponto a amizade de Cristo faz real diferença na vida dos cristãos de hoje. Porque uma coisa bem clara que conquistamos na cruz, na qual todo cristão confia e professa claramente, é a "facilidade" pra se comunicar e relacionar com Deus através de Jesus Cristo. Muito conhecida e cantada é aquela música "Amigo de Deus". Mas nossas atitudes tem demonstrado que ainda não passamos de servos. Isso porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor, simplesmente cumpre possíveis determinações.
Pelo fato de não termos esse amizade, esse relacionamento, bem verdadeiro em nós, acabamos por não ter ideia do que pensa o Cristo que professamos. No que ele gastaria seu tempo? Onde empregaria suas forças? Que tipo de luta lutaria? Qual seriam as discussões que permeariam seus pensamentos? Que causas advogaria?
Não ouvimos Deus!! Não sabemos responder essas perguntas na verdade, porque não o temos escutado. São inúmeras as pessoas que apesar de professarem a fé em Cristo há anos, nunca sequer ouviram um "oi" dEle. E pelo jeito que caminha a humanidade vejo que infelizmente estes são maioria. Assim não temos mesmo respostas para as perguntas acima.
Talvez tenhamos respostas bonitas e teologicamente coerentes pra todas essas perguntas. Mas o fato é que, na verdade, não sabemos! Como costumo dizer por aqui, a prática é bem mais "feinha" do que toda essa bela teoria. Na prática, essa teologia coerente não tem funcionado.
Não sabemos sequer orar! Sério, o que fazemos hoje é rezar e repetir, repetir, repetir, os chavões e clichês que todos dizem nas igrejas por aí. Quando a palavra da moda é chuva, uma inundação (desculpa o trocadilho!) de orações falando pra chover surgem em nosso meio. Quando a palavra da moda é promessa, todo mundo promete tudo, não cumpre nada e ainda exige seus direitos nas promessas de Deus, já que Ele pelo menos é fiel de verdade!
Enfim, a distância de um relacionamento saudável com Cristo tem sido fator determinante no declínio de uma espiritualidade saudável que culmina numa prática coerente daquilo que professamos como cristãos. O fato de não caminharmos como amigos de Deus mas como servos nos faz distanciar do conhecimento de Cristo e daquilo que passa em sua mente e coração. Assim, fatos correntes como pedofilia, abusos de poder político, corrupção, inflação, adoção, aborto, violência contra mulher (e toda violência), terrorismo, etc., são fatos acompanhados e sofridos (se é que são!) somente quando um noticiário tendencioso, manipulador e cheio de segundas intenções passa pelas TV´s. Mas já nem chocam muito, porque também não há muito o que eu posso fazer. O importante é que minha vitória está chegando, porque as promessas se cumprirão e chuvas de bençãos cairão sobre mim.
Já perceberam as preocupações a respeito desses temas (quando aparecem na TV, é claro!)? Elas se limitam a um tempo de oração no culto do domingo, e faço aqui o papel de profeta adivinho: "Deus, abençoa esse povo que sofre com isso. Obrigado pela liberdade que temos em Cristo. Que pessoas se levantem pra ajudar a resolver essas questões. Tu és um Deus de vida e o choro pode durar uma noite mas a alegria vem pela manhã!". Ooo Alelóias!!! Adivinhei ou não o que você orou no fim de semana? Ou o que tem orado? Ou o que o povo lá na sua comunidade tem orado?
Pois é..., mas o que Jesus oraria? Me lembro de Isaías 58 e creio que o que Deus falou ali sobre o jejum que Ele deseja poderia ser dito da oração que Ele deseja, ou o cristianismo que Ele deseja. Mas, deixa pra lá, afinal nem tenho amizade com Ele mesmo, sou apenas um servo! Falamos "servo" de boca cheia!
Minha oração, depois de ouvir do meu Amigo sobre o que orar, tem sido pra que os cristãos possam buscar passar de servos para amigos. O chamado de Cristo pra isso é pra todos, não para uma classe especial de crentes. Você também pode e deve ser amigo de Deus, e assim ouvir o que Ele tem feito, o que Ele tem desejado, o que Ele tem orado.
Intimidade com Deus, amizade com Cristo..., chaves para um envolvimento real, prático e coerente com o evangelho, com o cristianismo, com a causa de Cristo, com a missão de Deus nessa terra, nessa era.
Passemos a ouvir e confiar na palavra que sai da boca do nosso Amigo fiel. Ele fala!! Escuta isso: ELE FALA!!!
E quando Ele fala com seus amigos, seus amigos se envolvem com essas palavras, a ponto de priorizarem aquilo que ouviram acima até da própria vida, servindo a Deus..., mas como amigo!

Meditação: Você busca recursos pra sobrar?

By : Kadu

Mateus 6:25-34 e Êxodo 16

Assim como podemos ver em Êxodo 16, creio que hoje Deus quer mostrar que nossa preocupação deve ter como alvo obedecê-Lo e aprender a obedecê-Lo na caminhada. As demais coisas vão ser acrescentadas, inclusive o descanso.
Com certeza gastamos muito tempo correndo atrás do que comer e do que vestir. Gastamos mais tempo de qualidade buscando essas coisas do que buscando entender Deus e aprender a obedecê-Lo.
O que Ele diz, é algo que Ele já tentava ensinar para os israelitas no deserto. “Até quando vocês se recusarão a obedecer meus mandamentos e às minhas instruções?”, era, e é o que Deus está dizendo. Porque, como os israelitas, há um caminho pra trilharmos, há um lugar pra chegarmos, há algo pra aprender no caminho. E é nisso que devemos focar. As coisas periféricas devem continuar sendo periféricas. Como diria Brennan Manning: “A genialidade da religião está em tornar secundárias aquilo que é primário e primárias as coisas secundárias”. Se você é como eu, que busca escapar de todo tipo de religiosidade, de ensinamento comum e “enquadrado” sobre a vida com Deus, pode também ser como eu no caso de acabar se prendendo a esse estilo de vida em vários momentos.
Deus tem maná e codornizes pra alimentar seu povo diariamente, a porção exata. Deus tem inclusive o descanso pra dar, sem que tenhamos que preocupar com qualquer tipo de trabalho ou situação que envolva pensar em nos manter, alimentar, vestir, comprar, possuir, etc. Ele também dá na medida certa, segundo nossas necessidades.
No êxodo do Egito não havia roupas novas, mas havia a melhor roupa do mundo: aquela que crescia junto com eles e não se desgastava jamais, permanecendo sempre como nova! Se o povo, no deserto, recolhesse comida a mais para seu dia, ela estragava, dava bicho, cheirava mal.
É exatamente o que Deus quer falar hoje: recolher demais, além das necessidades, para um futuro, é não confiar que ele cuida de nós sempre, inclusive do nosso futuro.
“Basta a cada dia o seu mal”.
Se está diante de nós, com facilidade de acesso, algo além daquilo que é necessidade, antes de tudo devemos perguntar a Deus pra quê, ou pra quem é aquilo. Porque não precisamos de sobras nem reservas, precisamos do essencial! O que sobra deve estar faltando pra alguém. E se continuar comigo vai estragar, criar bixo, cheirar mal! Você deve saber bem do que Deus está falando.
Esse Deus comunitário pode estar colocando em suas mãos algo além do que necessita, pra que olhe comunitariamente e entregue pra quem está necessitado e não conseguiu enxergar as codornizes e o maná pra ir recolhê-lo. Talvez essa entrega voluntária faça com que a comunidade consiga perceber o maná ao seu redor. E assim, o Reino de Deus e a sua justiça são instalados na comunidade “ e as demais coisas... são acrescentadas”.
Lindo isso! Perceber o cuidado de Deus conosco, se preocupar em percebê-Lo e obedecê-Lo no caminho, entendendo as necessidades, repartindo e dando exemplo pra comunidade, fazendo que a comunidade perceba quem Ele é e como Ele cuida de todos, implantando o Reino de Deus, realizando Sua justiça, vendo as demais coisas sendo acrescentadas enquanto vivemos todos em direção ao alvo, ao prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus! Essa é a lição de hoje!

Religiosidade Institucionalizada

By : Kadu

artigo extraído da revista Cristianismo Hoje

O Evangelho de Deus em nossas vidas demanda não algumas pequenas reformas ou ajustes, mas uma grande e tremenda revolução


Muitos autores e conferencistas têm apontado para o perigo da institucionalização que ronda desde nossas comunidades locais até denominações inteiras. O problema é real e sua influência tem multiplicado o número de comunidades cristãs frias e apáticas, que vivem em torno de rituais vazios, normas de procedimento e da mera manutenção de suas tradições. Em tais igrejas, não existe qualquer sinal da vitalidade gerada pelo anúncio e compreensão do Evangelho transformador de Jesus, muito menos entusiasmo pelo engajamento na missão por ele dada a sua igreja. Este perigo, no entanto, não deve ser visto como uma espécie de energia negativa, impessoal, ou uma epidemia que se propaga nos cantos escuros da igreja, contaminando silenciosamente suas estruturas e levando-a à morte.
O perigo da institucionalização alcança e afeta as estruturas de uma comunidade local ou de uma denominação, através de homens e mulheres que, sem discernimento e cuidado para com o desenvolvimento de uma espiritualidade sadia e consistente a partir da obra de Jesus e seus ensinamentos, passam a desenvolver uma religiosidade institucionalizada. Nos tempos de Jesus, os maiores representantes deste tipo religiosidade eram os fariseus. Por diversas vezes, Jesus teve que confrontá-los por causa do seu apego compulsivo às tradições, da preocupação excessiva com o exterior, do zelo e dedicação para com as estruturas e do orgulho e confiança que depositavam na performance religiosa. Eles viam a si mesmos como responsáveis e juízes de tudo e de todos. Hoje, como ontem, a religiosidade institucionalizada continua sendo um inimigo íntimo a espreitar a vida dos crentes. É ela que acaba com a vitalidade do Evangelho de Jesus mesmo naqueles que começaram muito bem a jornada cristã. Da mesma forma, move igrejas do engajamento na missão deixada pelo Filho de Deus em direção à mera manutenção das estruturas.
A religiosidade institucionalizada leva ao apego compulsivo às tradições, em detrimento do engajamento na missão e no serviço às pessoas. Um exemplo típico nas Escrituras é o episódio em que Jesus cura um enfermo e os fariseus protestam porque o milagre aconteceu num sábado. É que demonstravam preocupação excessiva com a aparência exterior em detrimento da construção consistente de um caráter interior – não é à toa que oravam em praças públicas a fim de ser vistos pelas pessoas, mas foram chamados por Jesus de “sepulcros caiados”.
O orgulho em relação à performance religiosa em detrimento da confiança única e exclusiva na maravilhosa graça e amor de Deus é outro indício do problema. Existe um grande desconforto para com o conceito da graça, como o demonstrado pela reação do filho mais velho na parábola de Lucas 15. Mas bem mais importante do que identificar o problema ou diagnosticar a enfermidade é conhecer os meios para prevenir-se e a própria cura para o mesma. A consciência de que este é um perigo que ronda nossas vidas mais do que possamos imaginar ou desejar é o primeiro passo para evitá-lo. Mas esta consciência deve nos conduzir a um processo de constante cuidado para com as bases sobre as quais estamos construindo nossa espiritualdade.
Algumas perguntas podem contribuir grandemente para nossa própria avaliação e crescimento. A primeira delas é: temos crescido na compreensão da graça e do amor de Deus para conosco? Ou somos mais conscientes desta graça hoje do que há um ano atrás? Estamos mais certos agora acerca do amor de Deus do que antes? Isso tem nos levado a uma relação de mais devoção e intimidade com o Senhor? E em qual medida isso tudo tem impactado e transformado nossas vidas? As pessoas que nos cercam percebem nossa fé através de nossas palavras e atitudes? Temos nos tornado mais parecidos com Jesus ou não?
Mas o que fazer quando identificamos que o mal da religiosidade institucionalizada não é uma ameaça, mas já é uma enfermidade presente em nós? Neste caso, precisamos redescobrir o Evangelho de Deus que nos é oferecido em Jesus. Na medida em que trazemos às nossas mentes a consciência do que foi feito por nós e aos nossos corações, a convicção surpreendente do grande amor de Deus por nós, as amarras da institucionalização da fé passam a se romper e somos libertados.
Quanto o Evangelho de Deus entra em contato com nossas estruturas desfuncionais e deformadas, elas são rompidas. O Evangelho de Deus em nossas vidas demanda não algumas pequenas reformas ou ajustes, mas uma grande e tremenda revolução. Por isso, este Evangelho nos liberta da religiosidade institucionalizada, colocando novamente nossa confiança na graça e no amor do Senhor e nos convidando ao engajamento na missão.

Desejo misericórdia, não sacrifícios!

By : Kadu

Meditação 17/03/10
Mateus 12: 1-14

Pra mim é meio difícil saber se isso tem só a ver com o meu agora ou também com meu amanhã, meu futuro, já que é a terceira vez que medito em textos diferentes mas que tem o mesmo sentido, a mesma mensagem.
Somos todos sacerdotes, e estamos juntos daquEle que é maior que qualquer templo. Sim, podemos “profanar” o sábado junto a Cristo pra que a nossa fome e a de outros seja saciada.
E mais uma vez, vai entender o que significa: “Desejo misericórdia e não sacrifício”.
Deus fez o sábado pra nós e não nós para o sábado. Ele não criou o sábado pra existir usando as pessoas, mas as pessoas pra existir tendo o sábado como presente a ser usufruído.
Ele não fez as coisas pra usarem as pessoas e permanecerem vivas. Ele não fez as instituições pra viverem usando as pessoas pra esse fim. Ele não fez regras e leis pra que elas permanecessem vivas enquanto usam as pessoas pra esse fim. Tampouco as religiões ou as organizações missionárias, ou mesmo a política.
O que Ele fez pra permanecer vivo e ter vida em abundância são os seres humanos!! E estes receberam de presente, pra usar, pra usufruir com liberdade, as leis, as religiões, a política, as organizações, as COISAS! Tudo isso são benefícios pra que possamos permanecer vivos, e vivendo a liberdade total do Reino dos céus, que já é chegado através do Filho de Deus, Jesus Cristo!!
Infelizmente, como diz o versículo, não sabemos disso, por isso condenamos pessoas inocentes..., inclusive a nós mesmos! E esse peso é demasiado pra carregarmos..., é muito sacrifício..., e Cristo quer misericórdia, não sacrifícios!!!
Sei que ainda não estou tão perto disso, mas me alegro pela caminhada lutando por esse estilo de vida.
Talvez existam alguns aspectos pessoais do hoje que eu ainda tenha que prestar atenção e entender que não estou vivendo a misericórdia, a graça do Pai, mas os sacrifícios pesados daquilo que eu deveria usar e pode estar me usando.
Quero, com toda sinceridade, em prol das pessoas, pensar somente no que posso usar pra abençoar as pessoas, inclusive a mim mesmo! Que eu não seja um joguete nas mãos das coisas, pra que elas subsistam!
Talvez até mesmo “profanar” algumas coisas tidas como sagradas, tradição mesmo pra mim, pra ver as pessoas permanecendo vivas, pra dar vida às elas!
Preciso ser uma pessoa totalmente desapegada de muitas coisas pra isso..., refletindo um pouquinho já dá pra ver como é difícil.
Enfim, o que sei é que Deus está me guiando em direção a essa palavra, por isso sei que tenho que buscar, tentar, batalhar por isso.

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