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Querida Igreja, estes são os motivos pelos quais as pessoas realmente estão te deixando

By : Kadu

Um olhar duro e honesto nos motivos que as pessoas realmente estão se afastando da igreja.

Estar do outro lado do Exodo é ruim, não é? Eu vejo o pânico na sua face Igreja. Eu sei do terror dentro de você quando você olha as estatísticas e escuta as histórias e verifica as pesquisas sobre as saídas. Eu te vejo desesperadamente lutando pra fazer o controle de danos sobre os indecisos, e pra fabricar paixão nos que estão saindo, e eu quero te ajudar. Você deve pensar que sabe porque as pessoas estão te deixando, mas eu não tenho tanta certeza que você sabe. Você pensa que é por que a “cultura” está tão perdida, tão perversa, tão além de qualquer ajuda que assim eles estão todos indo embora. Você acredita que eles se tornaram surdos pra ouvir a voz de Deus; correndo atrás de dinheiro, e sexo, e coisas materiais. Você pensa que os gays, e os muçulmanos, e os ateístas, e os pop stars fizeram tanto estrago na moralidade do mundo que todo mundo está abandonando a fé em massa.
Mas estas não são as razões pelas quais as pessoas estão deixando você. Eles não são o problema, Igreja. Você é o problema. Deixe-me elaborar isso em 5 pontos...

1. Suas produções de domingo tem sido bem desgastantes

O palco, e as luzes, e as bandas, e as telas de vídeo, tem todas se tornado barulhos brancos pra aqueles que realmente querem encontrar a Deus. Isso tudo é como doce para os olhos e ouvidos por uma hora, porém tem tão pouca relevância na vida diária das pessoas que mais e mais delas estão deixando de gostar disso. Sim, as músicas são legais e o show é ótimo, mas ultimamente os domingos de manhã não estão realmente fazendo a diferença nas terças de tarde ou nas quintas de noite, quando as pessoas estão lutando com as confusões, as bagunças, as coisas dolorosas nas trincheiras da vida; aqueles lugares onde os shows de rock não ajudam. Podemos ter entretenimento em qualquer lugar. Até que você possa nos dar algo além de uma peça de performance com temática Cristã – alguma coisa que nos permita ter espaço, e respirar, e ter conversas e relacionamentos – muitos de nós estarão indo dormir e ficarão distantes.

2. Você fala numa língua estrangeira

Igreja, você fala e fala e fala, mas você isso usando uma linguagem morta. Você está mantendo pra si palavras empoeiradas que não ressoam nos ouvidos das pessoas, não percebendo que só dizer essas palavras mais alto não é a resposta. Todos os chavões religiosos que costumavam funcionar 20 anos atrás não funcionam mais. Essa linguagem interna espiritualizada pode te trazer algum consolo num mundo exterior que está em transformação, mas essas coisas são só uma abreviação religiosa preguiçosa, e mantém as pessoas normais distantes. Eles precisam que vocês falem numa língua que eles podem entender. Há uma mensagem que vale a pena compartilhar, mas é complicado escutá-la acima de suas verbalizações pirotécnicas. As pessoas não precisam se deslumbrar com palavras grandes e igrejeiras, e com quadros escatológicos e sistemas teológicos. Fale com eles diretamente sobre amor, e alegria, e perdão, e morte, e paz, e Deus, e eles serão todo ouvidos. Continue com o discurso igrejeiro (gospel) e logo você vai estar falando pra um quarto vazio.

3. Sua visão não vai além do seu prédio.

O cafézinho, os bancos aconchegantes, as luzes “high-tech”, a badalada ala das crianças, e o centro de jovens super legal são todos de primeira linha... e caros. De fato, a maior parte do seu tempo, dinheiro e energia parecem ser pra atrair as pessoas pra onde você está ao invés de alcançá-las onde elas já estão. Ao invés de simplesmente pisar lá fora pela vizinhança ao seu redor e fazer parcerias com as coisas incríveis que já estão acontecendo, e as bonitas coisas que Deus já está fazendo, você parece se contentar em criar uma franquia da sua marca particular das coisas-de-Jesus, e esperar pelo mundo pecador bater na sua porta. Seu maior campo missionário está a apenas alguns quilometros, (ou alguns metros) do seu campus e você ainda sequer percebeu isso. Você deseja alcançar as pessoas que está perdendo? Saia do prédio.

4. Você escolhe as piores batalhas.

Nós sabemos que você gosta de lutar, Igreja. Isso é óbvio. Quando você quer, você pode ir à guerra com o melhor que tem. O problema é, suas batalhas são muito pequenas. Protestos fast-food, indignação com lojas de passatempo, e campanhas conta programas de reality shows na TV podem produzir alguma coisa urgente e atividades no Twitter dos de dentro para os já-convencidos, mas são nada para as pessoas aqui fora com os benditos sapatos no chão. Todos os dias nós vemos um mundo sufocado pela pobreza, e racismo, e violência, e intolerância/fanatismo, e fome; e em face dessas coisas, você fica muito, assustadoramente tranquilo. Nós adoraríamos que você fosse tão corajosa quanto nessas batalhas, porque aí sim nos sentiremos como caminhando com você; aí sim nos sentiremos indo pra guerra junto com você. Igreja, nós precisamos que você pare de ser fomentadora de guerra com aquilo que é trivial e pacifista em face do que é terrível.

5.Seu amor não se parece com amor

Amor parece ser algo importante pra você mas não estamos vendo isso na vida real. De fato, mais e mais, seu tipo de amor parece ser incrivelmente seletivo e decididamente restrito; filtrando toda a ralé espiritual, o que infelizmente incluí muitíssimo de nós. Parece uma grande propaganda “pega-otário”; fazendo o comercial de uma festa do “venha como você está”, mas nos fazendo saber, quando já estivermos dentro, que na real não podemos vir como estamos. Nós vemos um Jesus na Bíblia que saía com vagabundos imorais e prostitutas, e com os párias, e os amava ali mesmo, mas isso não parece ser sua especialidade na recepção. Igreja, você consegue nos amar se não assinalarmos todos os campos doutrinários e ainda não tivermos descoberto nossa teologia? Não parece que sim. Você pode nos amar se xingarmos, bebermos e fizermos tatuagens e, Deus me livre, votar na Dilma? Nós temos dúvidas sobre isso. Você pode nos amar se não tivermos certeza de como definimos o amor, e o casamento, e Céu, e Inferno? Com certeza não nos sentimos assim. Do que sabemos sobre Jesus, achamos que ele se parece com o amor. Infelizmente, não achamos que você se parece muito com Ele.
Isso é parte do porque as pessoas estão te deixando, Igreja.
Essas palavras podem te deixar muito, muito nervosos, e você estar querendo pular num movimento instintivo pra se defender ou atacar essas posições linha por linha, mas esperamos que você não faça isso. Esperamos que você se sente em quietude com essas palavras por um momento, porque quer você acredite que isso está certo ou errado, isso é real pra nós, e esse é o ponto.
Nós somos os que estão indo embora.
Queremos ter importância pra você.
Queremos que você nos ouça antes de debater conosco.
Nos mostre que seu amor e que seu Deus é real.
Igreja, nos dê um motivo pra ficar.
Não é você, sou eu.
Isso é o que parece que você está falando, Igreja.
Eu tentei compartilhar meu coração com você; o meu coração e o de milhares e milhares de outros como eu que estão indo pra longe, pra que você saiba o dano que você está fazendo e o legado de dor que você está deixando, e aparentemente, você não é o problema.
(O que, é claro, continua sendo um problema).
Eu te transmiti minha frustração com sua privilegiada retórica religiosa, e você me respondeu copiando e colando textos bíblicos aleatórios e recortados, sobre a “Noiva de Cristo” e o “sangue do Cordeiro”, insistindo que o problema real é minha “ignorância bíblica”, e sugerindo que eu apenas preciso me arrepender e ter uma boa Concordância (seja lá o que for isso). Eu te fiz saber o quão julgado e ridículo eu me sinto quando estou com você, muito mais como um sem-teto, um pecador de fora, me sinto na periferia de suas comunidades interiores de julgamentos frequentes, e você continuou me dizendo o quão “perdido” estou, o quão desesperadamente “apaixonado pelo meu pecado” eu devo estar pra deixar você, me lembrando que eu nunca na verdade pertenci realmente a você. Em face a todas essas denúncias e reclamações, você deixou claro que o problema real é que ou eu sou pecador, ou herético, imoral, tolo, sem luz, egoísta, consumista ou ignorante.
Droga, tem muitos dias que eu nem tenho certeza que discordo de você.
Talvez você esteja certa Igreja.
Talvez eu seja o problema.
Talvez seja eu, mas eu é tudo o que sou capaz de ser agora, e é aí que eu realmente esperava que você fosse ao meu encontro.
É aqui, no meu falho, ferrado, ferido, em estado de choque, cheio de dúvidas, desiludido eu, que eu tenho esperado por você pra chegar com toda sua implacável e audaciosa coisa “amor de Jesus” que eu tanto ouvi sobre, e tornar isso real. Igreja, eu sei o quanto você menospreza a palavra Tolerância, mas agora mesmo, eu realmente preciso que você me tolere; que tolere aqueles de nós que, por todo tipo de razões você pode achar que não justificam, estão brigando pra permanecer. Estamos tão cansados de nos sentirmos como nada mais que uma agenda religiosa, um argumento pra vencer, um ponto a fazer, uma causa pra defender, uma alma pra salvar. Queremos ser mais que um enfeite no seu cinto da salvação; outro número pra encher seus posts no Twitter e seus papéis de estatísticas de final de ano. Precisamos ser mais que adereços de apelos nos cultos, que recebem seus aplausos e cumprimentos pelo corredor, e então esquecidos assim que a música acabar. Temos orado por você, pra que pare de nos evangelizar, de pregar pra nós, de nos julgar, de diagnosticar nosso pecado, tempo o suficiente pra simplesmente nos escutar...
...ainda que nós sejamos o problema.
Ainda que nós sejamos a mulher pega em adultério, o seguidor que duvida, ou o rebelde filho pródigo, ou o jovem cheio de demônios, não conseguimos ser nada além disso nesse momento; e nesse momento, nós precisamos um Igreja grande o suficiente, e forte o suficiente, e amável o suficiente; não apenas pra que nós um dia sejamos eles, mas pra nós como somos, agora. Nós continuamos crendo que Deus é grande o bastante, e forte o bastante, e amável o bastante, ainda que você não venha a ser, e é por isso que ainda que nós tenhamos ido pra longe, isso não quer dizer que estamos indo pra longe da fé; é apenas que a fé agora mesmo parece ser mais acessível em outro lugar.
Eu sei que você vai argumentar dizendo que você está fazendo tudo isso e dizendo tudo isso porque você ama e se preocupa conosco, mas daqui de onde estamos, você precisa saber que isso parece muito menos com amor e cuidado, e muito mais com espaço e silêncio:
Se alguém está frustrado, dizer a essa pessoa que ela está errado por estar frustrada é, bem, extremamente frustrante.
Só sopra mais distância.
Se alguém compartilha que seu coração está machucado, esse alguém não quer ouvir que ele não está certo de estar machucado. Isso é de parar a conversa toda.
Se alguém lhe disser que está faminto por compaixão, e relacionamento, e autenticidade, a última coisa que essa pessoa precisa é ser corrigida por essa fome. É como um chute no traseiro no caminho pra fora da porta.
Então sim, Igreja, ainda que você esteja certa, ainda que  nós estejamos totalmente errados – ainda que sejamos todos insignificantes, egocêntricos, e hipócritas, e críticos, e (eu vou dizer isso), “pecadores” – continuamos sendo aqueles que estão em busca de um lugar onde podemos ser conhecidos e podemos pertencer; um lugar onde parece que Deus vive, e vocês são aqueles que podem mostrar isso pra nós.
Ainda que o problema seja eu, é eu que você deveria estar alcançando, Igreja.
Então, pelo amor de Deus; chega logo.

John Pavlovitz é um pastor / blogueiro de Wake Forest, Carolina do Norte. Um veterano do ministério da igreja local com 18 anos de atuação, ele atualmente escreve num blog chamado Stuff That Needs To Be Said (Coisas que precisam ser ditas), e em janeiro está lançando uma comunidade cristã on-line chamado The Table.
Texto extraído do site FaithIt e traduzido livremente. Original pode ser visto clicando aqui!

Perseguição

By : Kadu

Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim.
Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.
Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.
Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.

João 15:18-21


Trecho de uma pregação do pr. Paulo Junior, via Defesa do Evangelho.

Papo de louco!

By : Kadu

É por esse povo que acho que não estou louco..., ou que devo estar muito louco como eles.
Tenho falado praticamente essas mesmas palavras que eles usam já há algum tempo. Não me comparo a esses caras, estou precisando viver muito ainda pra poder me comparar a eles, mas me sinto na mesma "vibe", no mesmo caminho..., e como queria estar ali no banco de trás, trocando ideias e aprendendo mais com estes dois malucos.
É muito interessante o que eles conversam, e de muita relevância pra nos alfinetar e nos fazer pensar..., vale a pena cada minuto!
Ah, pra quem não os conhece e acha que são algum "mané" qualquer:
Ariovaldo Jr., clique aqui, e não, ele não é filho de Ariovaldo Ramos!
Diniz Braga, é fotógrafo e missinário, líder do Avalanche Missões Urbanas.

Como o mundo te vê?

By : Kadu
Parte 1



Parte 2

Milhares de pessoas rodando todos os dias. Você já parou e tentou imaginar qual é a imagem que elas tem de você? Qual sua influência como Cristão no mundo? Será mesmo que as coisas lá fora estão tão boas como nos cultos que você frequenta todo final de semana?
Documentário feito por
Tire suas conclusões e, se quiser comente aqui pra conversarmos sobre o assunto...

Pastor se suicida momentos antes do culto

By : Kadu

Originalmente postado no site ExtremoGospel.com

Um pastor da Geórgia e pai de dois filhos, que uma vez confessou que às vezes “não sinto que Deus esteja me ouvindo“, suicidou-se em frente de sua casa, enquanto sua esposa e filhos e 800 membros da congregação o esperavam para o culto na igreja no domingo.

De acordo com o Canal 13 WMAZ, Rev. Teddy Parker Jr., 42 anos, de Bibb Mount Zion Baptist Church, em Macon, Geórgia, foi encontrado por sua esposa, Larrinecia Parker, de 38 anos, na garagem de sua casa com um tiro disparado por ele mesmo.

Lakesia Toomer, um oficial da igreja, disse ao WMAZ, “Consideramos este um assunto privado entre a família e a família da igreja BMZ. Pedimos que o público respeite a nossa privacidade neste momento”.

Russell Rowland, um membro da igreja que empregou o irmão do pastor em sua empresa de jardinagem, disse ao The Christian Post em uma entrevista por telefone de que o pastor havia mandado sua esposa e suas duas filhas para a igreja antes dele na manhã de domingo e todos o estavam esperando para pregar a mensagem da manhã.

“Como ele não apareceu, foram procura-lo”, disse Rowland. “Estou muito surpreso porque não pregava isso. Pregava totalmente contra. É algo que a congregação não entende muito bem.”

Rowland explicou que os membros da igreja se reuniram na segunda-feira à noite e a atmosfera era “solene”.

“Todo mundo está chocado agora. Acredito que muitas pessoas estão tentando entender por que isso aconteceu. Estamos orando ao Senhor para obtermos orientação sobre isso”, disse ele.

A família do pastor encontra-se devastada sem entender o porquê isso aconteceu. O relatório do incidente do escritório do Xerife do Condado de Houston mostra que o suicídio foi relatado às 13:30 domingo.

Rowland descreve o seu pastor como um “homem muito feliz, carinhoso que se preocupava com as pessoas, especialmente com as crianças. Era um bom homem“, que o inspirou e não mostrava sinais de problemas financeiros ou de outro tipo. A igreja estava indo bem e estavam no processo de construção de uma nova igreja.

No entanto, um vídeo publicado em 2010 no You Tube, tem chamado à atenção de que talvez o religioso estivesse mostrando algum sinal.

No vídeo em seu sermão intitulado de “Enfrentando sua tempestade com confiança“, Parker mostrou suas lutas com a sua caminhada na fé.

“Sabe que um monte de vezes, nos sentimos que quando estamos passando por coisas e é tanto que não há ninguém ali conosco. E Adivinhem? Deus quer que você se sinta desta maneira. Sei que vocês foram salvos a muito tempo. Sei que são super espirituais e são verdadeiros santos, mas há momentos em sua vida, não sei quanto a vocês, mas há momentos em minha vida em que estou passando por algumas coisas que não posso sentir que Deus está lá”, confessou.

“Tento orar, mas não sinto que Deus está me ouvindo. Procuro servir, mas não me sinto que Deus está me usando. E há momentos em tua vida quando Deus se retira intencionalmente, ele não se retira para deixar-te, mas se retira para que possas crescer e amadurecer”, acrescentou, em uma mostra de respiração.

Rowland continuou: “Ninguém pode saber o que estava em sua mente quando ele fez isso”

Quando perguntado como se sentia a respeito de Deus e de sua fé, agora que seu pastor tinha tomado sua vida, Rowland disse que não vai parar de acreditar.

“Eu ainda acredito na minha fé. Eu ainda acredito em Deus. Eu ainda acredito em todos os seus ensinamentos (pastor). Acredito no que o pastor Parker foi me ensinando. Como eu disse, essa é uma das razões pelas quais eu sou um membro do que a igreja, por causa dele e nada mudou. estou no temor agora e eu estou querendo saber o que aconteceu com ele. Eu não posso dizer, você sabe. acho que é entre ele e o Senhor. Tudo o que eu puder fazer é orar “, disse ele.

Fonte: Christian post

Sua opinião: Você acredita que um cristão, que comete suicídio vai para o céu ou inferno?

Evidenciando o Reino de Deus através da pobreza de espírito(Contracultura)

By : Kadu
Por onde andarmos e pra onde olharmos veremos incitações veementes contra o Reino de Deus e, assim mesmo, nos omitimos dessa "guerra" e dançamos conforme a música.
Faça um exercício e por onde passar hoje observe os outdoors, as placas e anúncios das lojas ao redor, tente (sem ser inconveniente) escutar algumas conversas ao seu redor. Depois reflita pra onde, invariavelmente, tudo isso aponta. Facilmente observará que muito, mas muito mesmo, se é dedicado à promoção de si mesmo, ao enriquecimento vaidoso, ao narcisismo, ao culto do "meu".
Agora, infelizmente, faça outro exercício, caminhando próximo a igrejas e "crentes" pra ouvir e ver o que pensam, o que dizem e atrás do quê tem corrido. Travestido de "gospel" você encontrará o mesmo fim: o eu, o meu!
Afinal, é uma "derrota" muito grande ser encontrado fora dessa "roda" hoje em dia. Por isso até mesmo os "crentes" tem que se propor a entrar nessa. Afinal, "temos que estar sintonizados com o mundo ao nosso redor".
Desculpas são das mais variadas...
E é claro que dou um "desconto" praqueles que não se declaram cristãos, por que ao menos são coerentes com seus maus pensamentos, mas dedico essa reflexão aos que se dizem cristãos mas tem caminhado num caminho que não é o Caminho, entende? Esses, que deveriam evidenciar o Reino de Deus, pensam que o estão promovendo através dessa cultura do eu, da prosperidade material, cultura do "pedestal", do estar acima dos outros, da cabeça e não da cauda. Porque ainda não entenderam que não é demonstrando para o mundo uma riqueza que o mundo pode conquistar que de fato estarão demonstrando a riqueza do Reino de Deus, de se pertencer a esse Reino.
Como essa maneira de pensar tem adentrado os círculos e ambientes "cristãos", temos visto que a manipulação dos termos, e consequentemente da mentalidade, tem sido cada vez pior. Um exemplo simples é que, como já escrevi, dentro das igrejas ainda se busca o reino, mas o reino do eu, da riqueza, da prosperidade material (e a qualquer cu$to). "O importante é estarmos promovendo a igreja", dizem, sem perceberem que essa igreja é aquela com "i" minúsculo. Essa igreja com "i" minúsculo infelizmente não tem tido parte no Reino de Deus, mas num reinado só dela.
Se essa igreja lesse mais vezes e estudasse com profundidade o sermão do monte, proferido pelo próprio Cristo, talvez algumas dessas idéias absurdas seriam deixadas de lado. 
Talvez, a se deparar com um simples (mas poderoso) verso que diz que é dos "pobres (humildes)" de espírito o Reino, finalmente parariam e cantariam uma canção nada gospel (segundo a "roda" atual do movimento gospel): "Nada em minhas mãos eu trago, simplesmente à tua cruz me apego; nu, espero que me vistas; desamparado, aguardo a tua graça; mau, à tua fonte corro; lava-me, Salvador, ou morro."
Talvez passaríamos a olhar menos pra nós mesmos e mais para os outros. Ou, ainda olharíamos constantemente pra nós mesmos, mas com as lentes corretas de quem somos, como o publicano que clamava de cabeça baixa: "Deus, tem misericórdia de mim, pecador!"
Pensaríamos mais como Calvino: "Só aquele que, em si mesmo, foi reduzido a nada, e repousa na misericórdia de Deus, é pobre de espírito".
Devemos caminhar no oposto dessa cultura do eu, do meu, ainda que tenhamos que ser contra várias coisas dentro de nossos próprios círculos "cristãos", dentro de nossos cultos e nossas igrejas. Afinal, não é só fora desses círculos que vemos isso ocorrendo (a promoção do reino "meu"), mas bem mais perto de nós..., até mesmo dentro de nós!
Pra enriquecer essa breve reflexão, cito um trecho do livro que atualmente estou lendo, Contracultura Cristã, do John Stott: "... bem no começo do Sermão do Monte, Jesus contradisse todos os juízos humanos e todas as expectativas nacionalistas do reino de Deus. O reino é concedido ao pobre, não ao rico; ao frágil, não ao poderoso; às criancinhas bastante humildes para aceitá-lo, não aos soldados que se vangloriam de poder obtê-lo através de sua própria bravura. Nos tempos de nosso Senhor, quem entrou no reino não foram os fariseus, que se consideravam ricos, tão ricos em méritos que agradeciam a Deus por seus predicados: nem os zelotes, que sonhavam com o estabelecimento do reino com sangue e espada; mas foram os publicanos e as prostitutas, o refugo da sociedade humana, que sabiam que eram tão pobres que nada tinham para oferecer nem para receber. Tudo o que podiam fazer era clamar pela misericórdia de Deus; ele ouviu o seu clamor."
A grande consequência de se passar a pensar assim é a mudança completa de mentalidade em relação a nós mesmos (somos pobres, cegos e nus, dependentes totalmente de Cristo e da sua graça), às pessoas ao nosso redor (que são tão iguais a nós, nem mais, nem menos) e ao próprio Deus (que não é nosso "bichinho virtual" ou marionete manipulável, mas o grandioso e eterno Deus, que desceu com graça e compaixão e nos alcançou, por Ele mesmo!). 
Tudo estará no seu devido lugar..., isso é o Reino de Deus: tem um Rei, que reina, e tem aqueles que humildemente se rendem a esse governo porque entendem o amor com que esse Rei reina e trata seu povo, e sabem que recebem as benesses desse Rei de graça, sem merecer; e existem os que não se deixam governar porque ainda não compreenderam essa graça, esse amor e essa justiça do grande Rei, os quais devemos alcançar pelo testemunho evidenciado em nosso meio da melhora integral da vida daqueles que adentram esse reinado. E só evidenciamos isso quando não fazemos por merecer (pois é precisamente isso que afasta as pessoas do conhecimento do Rei e de seu reinado), mas vivendo a vida em humildade (pobreza) de espírito, conscientes de nós mesmos e debaixo de sua Graça!

O primeiro Amor que amou primeiro...

By : Kadu
reflexão baseada nos seguintes trechos: Apocalipse 2:1-7; Lucas 10; 1 João 4; Mateus 7:21-23; Lucas 2:41-50.


Tenho visto a crise que vivemos em nosso cristianismo atual. É tanta vaidade, tanto "achismo", tanto despreparo, tanto "tiro no escuro" (pelos muitos trabalhos, obras, eventos e agendas lotadas), porém o resultado real e duradouro não surge.
E não digo isso de gente desinteressada, que não busca relevância, mas de gente que de certo modo busca fazer alguma coisa, algum tipo de diferença. O que acontece é que em algum momento aconteceu a grande queda que reverteu todo bom trabalho, toda boa motivação em algo estranho ao próprio Cristo, mesmo fazendo tudo "em seu nome".
Quando a igreja de Éfeso é alertada, em Apocalipse, sobre algo que deveria ouvir do Espírito, o fato é exatamente esse. Jesus diz praquela igreja que a conhece, que sabe do trabalho árduo dela, sabe de como ela sempre resistiu à mentira e aos mentirosos. Imagina só, isso é um elogio e tanto. Hoje tomamos por certo tudo o que fazemos quando recebemos elogios como esses. Se você, seu ministério ou sua igreja recebesse uma mensagem dessa do próprio Cristo, como ficaria seu coração?
Creio que muitas igrejas e ministérios hoje tem ouvido essa parte da mensagem do Espírito e tomado para si, porém ignorando o que o Espírito continuou dizendo para os efésios, com muita graça: "tenho, porém, contra ti..."!
A pergunta é se nós hoje estamos dispostos a ir um pouco além e ouvir o "porém" do Espírito. E não só ouvir, mas atentar pra isso.
Quando Cristo envia os setenta discípulos pra irem falar sobre as boas novas, Ele os enche de autoridade pra isso. E quando voltam, passam um relatório animador, cheio de vitórias, fruto de seus trabalhos árduos, em nome de Jesus. Eles dizem que até mesmo os demônios se submetem a eles no nome de Cristo..., isso é fantástico. Talvez uma marca da aprovação do ministério e trabalho deles. Porém, o que Cristo diz ali, soa como o que Ele diria mais tarde, para a igreja de Éfeso: "eu sei de tudo isso meus queridos, eu via satanás caindo do céu como um relâmpago..., eu mesmo dei essa autoridade pra vocês..., eu sei do que são capazes em meu nome..., PORÉM, não deve ser esse o motivo da alegria e do contentamento de vocês. Se alegrem porque o nome de vocês está escrito nos céus. Se alegrem não por algo que vocês estão fazendo, mas por algo que EU JÁ FIZ por vocês".
Creio que a raiz da grande maioria das crises que passamos atualmente tem a ver com esse fato que Cristo quer nos alertar: não se trata de nós, mas de Deus!
Não se trata de nossa autoridade, de nosso trabalho, de nossas grandes ou pequenas obras. Não se trata de nossas responsabilidades assumidas, de nossas renúncias, de nossas ofertas de amor. Não se trata de nosso jejum, de nossa oração, de nossa devoção, de nosso louvor, de nosso choro ou riso. Não se trata de nossas viagens missionárias, de nosso esforço, de nosso suor, de nosso trabalho árduo. Não se trata de nossa resistência aos homens maus e mentirosos. Não se trata de nós..., se trata de Deus!
À igreja de Éfeso, Jesus disse que apesar de todo o trabalho, de reconhecer o esforço daquela comunidade, eles haviam esquecido de algo essencial: o primeiro amor. O recado é claro: volta! Lembra de onde foi que caiu, de quando foi que o trabalho deixou de ser resultado do amor de Deus, que nos amou primeiro...
Até mesmo nosso amor por Cristo, não se trata de nós..., porque Ele nos amou primeiro! E nós só o amamos porque Ele nos amou primeiro!
Outro texto que me lembro aqui é de quando os pais de Jesus o esqueceram em Jerusalém. Pensa comigo, como é possível alguém esquecer o próprio Cristo numa viagem. Ainda mais ele sendo uma criança ainda..., ainda mais eles sendo seus pais! A resposta que mais se encaixa ali é que seus pais estava tão acostumados com sua presença, com caminhar com Jesus que acabaram por não dar a devida importância a sua presença com eles..., pelo costume, por aquilo que era normal, continuaram a caminhada e Jesus os acompanharia. Nem perceberam que Jesus havia ficado lá.
Assim somos nós com nossos trabalhos, nossas boas obras, nossos ministérios. Acabamos por "esquecer" o primeiro amor pelo costume, pela normalidade da vida na caminhada cristã. Quando deixamos de lado a novidade de vida, dia após dia, de se andar com Cristo, podemos estar fazendo o trabalho de Cristo sem Cristo. Quando deixamos de lado aquilo que tínhamos quando nos apaixonamos por Cristo, quando compreendemos sua paixão por nós e recebemos seu amor para depois o amarmos e assim ver as obras como resultado disso, acabamos por esquecer Jesus e continuar a "caminhada cristã".
Porém...
Temos que voltar...
E a crise está aí. A grande maioria ou não quer voltar, ou não reconheceu ainda estar caminhando sem o Caminho.
O problema da volta é que deve haver o reconhecimento, a confissão, o arrependimento. Os pais de Jesus tiveram que viajar de volta e procurar por 3 dias pra chegar até ele. Quando o encontraram ainda tomaram uma boa bronca, ali não do filho deles, mas do Filho do Pai que nele estava. Isso dói, ainda que seja amor, não é fácil.
Já o problema daqueles que ainda nem reconheceram caminhar com Cristo..., bom, pode ser que cheguem no momento de estarem diante de Cristo e ouvirem um "não os conheço", apesar de dizerem: "mas em teu nome expulsamos demônios e fizemos sinais e maravilhas". Que seus ouvidos sejam abertos antes, pra ouvirem o que o Espírito tem a dizer.
O bom é que quando reconhecemos isso, que não se trata de nós mas de Deus, muito dessa crise é superada. Já não vamos mais aos cultos por nós mesmos, por nossa vaidade, nosso egoísmo. Já não buscamos com toda nossa força recebermos bençãos e mais bençãos. Já não corremos atrás dos milagres. Já não desejamos tanto assim as mãos que cumprem as promessas feitas a "mim". Já não cantamos 80% das músicas gospel nacionais. Já não investimos nosso dinheiro em coisas que passam ou que tem tanta importância quanto um ar-condicionado ou um banco acolchoado. Já não ficamos em crise quando o pastor não nos visita 5 vezes por semana. Não culpamos Deus por não conseguirmos um emprego, uma cura ou qualquer coisa. Não manipulamos pessoas para nosso benefício pessoal. Não seremos tão paternalistas e ditadores em nossa liderança. As agendas ministeriais não tomarão conta de tudo, deixando em segundo plano o que é mais importante, como a família por exemplo. Não nos vangloriaremos de resultados numéricos. Não disputaremos membros com outros ministérios. Na verdade, nem mesmo fecharíamos paredes e portas pra delimitarmos nosso território ministerial ou eclesiástico.

E aí, o resultado é o amor. O primeiro amor. O Amor que vem primeiro! O amor que resulta em trabalho. Um trabalho totalmente altruísta, em forma de serviço, em benefício do Reino do Rei de Amor. Porque, de fato, já não se trata de nós, mas única e exclusivamente de Deus!

Importância do ensino nas igrejas

By : Kadu

II Timóteo 3:16-17
16 - Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;
17 - Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

Na minha cabeça sempre ficou a pergunta: "Porque o povo não se envolve?", e essa pergunta sempre relacionada com coisas "pra fora", trabalhos de evangelismo, de ação social, missões, etc. É claro, porque se envolver com ministério de destaque dentro da igreja, que aparecem em todos os cultos, que trazem certo status tem até fila pra participação.
Outra questão também sempre foi o porque de tanta gente querer um "auê", um show, uma música assim, uma dança "assado", mas quando o culto parte para o lado do ensino, da valorização de princípios e valores que levam diretamente a uma prática coerente, aí o povo acha um argumento, uma crítica, uma desvalorização de tudo..., é assim, infelizmente é assim.
Nessa, são poucos os líderes de igreja que buscam focar na questão do ensino. Afinal, o número de seguidores pode diminuir consideravelmente se não houver "alimento" pra quem não gosta de ensino. 
Tenho que aplaudir um culto como esse último que participei, e uma liderança corajosa e compromissada com Deus e com Seu ensino. Isso porque utilizar do momento de culto, ou dos momentos de reunião, formais ou informais, pra ensinar, pra passar e repassar princípios bíblicos, é a única forma de se fazer com que as pessoas "se envolvam", olhem "pra fora". 
Veja só o texto..., diz da inspiração das escrituras e do seu proveito, valorizando-a para ensinar, redarguir(responder com argumentos, replicar), corrigir e instruir. Tá difícil de ver um momento proveitoso dentro dos círculos e reuniões com quem se diz cristão que leva em conta esses princípios através das escrituras. E por isso que falta conhecimento a esse povo, e porque falta conhecimento, como bem diria o livro de Oséias, vemos o cristianismo verdadeiro, prático e coerente sumindo do mapa, decaindo, perecendo. Realmente, minhas perguntas tem fundamento...
Não temos envolvimento prático e coerente, não estamos habilitados, instruídos para fazer boas obras, porque não damos atenção ao ensino. Não temos o costume de olhar para as escrituras com esse foco, não temos costume de fazer de nossos cultos, nossas reuniões, nossas vidas diárias, momentos de reflexão séria naquilo que a bíblia diz, nos instruindo, nos ensinando.
Pensa bem, um culto didático não é atrativo. Propor coerência e continuidade, fluidez durante o culto, com todos os momentos tendo uma ordem, levando ao mesmo ponto, à mesma reflexão, não é bem visto e nem praticado por aí. O importante é "tocar o coração, tocar a alma". Diminuir a luz, tocar músicas melódicas, colocar vídeos e slides, falar num tom tenebroso ao microfone, ou mesclar choro, riso e gritos..., isso sim é importante!!! O povo gosta!!! Esse mesmo povo, que pula, corre, fala "trocentas" línguas distintas, sobe as paredes, chora e ri, cai no chão, na hora de receberem o desafio de trabalharem em prol de alguma atividade social ou evangelística da igreja vai arrumar também "trocentas" desculpas, cair fora, subir as paredes pra ir embora logo, etc...
Quando penso em alguns cultos que já participei, me lembro de ter outra pergunta em minha cabeça: "será que esse povo sabe o que tá cantando? Será que eles estão lendo essa letra?". Isso porque, em função da música ser popular, ter uma boa harmonia, ser tocada em sol maior, joga-se fora a reflexão na letra, no que a música está ensinando. Já vi cultos que conseguem colocar uma música que fala de renúncia, entrega, e logo depois cantam com todo fervor: "restitui, eu quero de volta o que é meu"!!!! Fala sério, né?!?!
Enfim, prefiro permanecer com exemplos como William Carey, o sr. Wilberforce, Calvino, Martin Luther King, John Wesley e tantos outros que preferiram ser coerentes, priorizaram o ensino, a valorização dos prinícipios e valores cristãos em detrimento do "mover" e assim realizaram transformações significativas e permanentes mundo afora. Prefiros isso, ainda que seja mal visto por não pular, correr, chorar e rir, falar mil línguas, escalar as paredes, cair na unção, etc...
Porque pra mim, palavras bonitas sem prática coerente acabam como lindas flores em solo rochoso: morrem tão rápido quanto florecem! E posso dizer o mesmo da beleza estética dos moveres e cultos que não priorizam o ensino bíblico...

Missões transculturais - Janela 10 40

By : Kadu

Apesar de defender o conceito de Missão Integral, isso não me exclui de pensar em missões transculturais que, afinal, são um aspecto de extrema importância dentro da Missão Integral.
Por isso deixo esse vídeo pra pensarmos melhor, sempre pra fora, no que temos feito sendo Igreja, sendo cristãos, estando debaixo da Missio Dei...
Preste atenção principalmente nas estatísticas que o vídeo passa.
Tem muito mais pra nos preocuparmos do que com nossos templos, bancos, acampamentos, encontros de casais, casas, carros, roupas, sapatos, etc...

Espiritualismo x Espiritualidade - Enganadores e Enganados

By : Kadu

É impressionante como confundimos espiritualismo com espiritualidade.
O espiritualismo é puro emocionalismo, é gerado de maneira forçosa, manipulado por palavras, choros e músicas calmas..., o final é que não produz efetivamente nada. O centro de todo espiritualismo é o próprio homem, realizar a vontade que se tem desejo.
Já espiritualidade tem a ver com uma transformação real que ocorre a partir de si em direção aos outros. Não é manipulado, mas transmitido pelo relacionamento saudável com Deus. O final da espiritualidade é realizar, por pura obediência, aquilo que se tem do relacionamento com o Pai, tendo sempre Jesus Cristo como centro.
Muitos dos líderes das igrejas-instituições pelo mundo afora se aproveitam disso, levando ao nojento ato de extorquir pessoas com o espiritualismo. Não há nada de espiritualidade nisso, creio que nem mesmo de espiritual...
Continua sendo uma via de duas mãos, porque existem os loucos que também são espiritualistas, tem em si mesmo o centro do mundo, e vão em busca desses falsos-profetas-espiritualistas-enganadores para satisfazer suas necessidades.
Na real, acho pouco o que acontece com esse povo. Sei sim que tenho que orar por eles e pensar com graça e misericórdia, mas meu lado humano me leva a achar muito pouco mesmo. Querem satisfazer a si próprios, seus próprios umbigos, e acabam sendo enganados por esses indivíduos. Tanto um quanto outro deveriam ser presos!!! Um manipula pessoas e todo um sistema religioso em busca de extorquir pra receber fama e dinheiro. O outro manipula pessoas e todo um sistema religioso em busca da satisfação seus próprios desejos e prazeres, achando que podem até manipular Deus com seu espiritualismo.
São todos farinha do mesmo saco!!
Posso, eu mesmo, estar numa igreja-instituição e ouvir essas baboseiras sentimentalistas cheias de promessas de bençãos e vitórias pra minha vida particular e ainda assim não cair nessa, rejeitando todas essas fábulas. Como??? Lendo, meditando e estudando a bíblia..., algo tão antiquado e trabalhoso que é esquecido nesses tempos espiritualistas.
Posso também, como liderança, ver pessoas espiritualistas, com a visão de Deus e de cristianismo embaçada de tanto pensarem em si próprias e em como manipular Deus pra satisfazerem seus egos, dispostas a tudo por isso (inclusive pagar altas quantias a título de dízimo, trízimo, ofertas de sacrifício, semente, etc...), e ainda assim não me aproveitar da "oportunidade" pregando o verdadeiro evangelho, exortando-os por esses erros. Como??? Lendo, meditando e estudando a bíblia..., algo tão antiquado e trabalhoso que é esquecido nesses tempos espiritualistas.
Sou e sempre serei defensor do tempo pessoal de devocional, meditação, estudo e leitura da palavra. Creio que só em contato com ela, num relacionamento sério e sincero, saudável com Deus, é que conseguimos identificar com zelo o que é ser espiritual e o que é ser espiritualista, e assim não viver do engano nem mesmo enganando a outros!

Fidelidade

By : Kadu
texto do meu querido mano Danilo Ladentim




Deus em cada página, em cada verso, em cada letra da sua palavra nos mostra sua fidelidade. Histórias, momentos de tensão se transformando em alívio; momentos de guerra se transformando em momentos de paz.

Em Mateus, capitulo 7 -13, Jesus em sua imensa graça e paciência nos mostra em sua palavra, duas opções de escolha. Ele estava falando sobre as 2 estradas, os 2 caminhos. " Entrai pela porta estreita ( larga é a porta, e espaçoso, o caminho que leva a perdição, e sã muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado o caminho que nos conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela".

Esta palavra diz tudo sobre nós como igreja hoje. Parece simples esse versículo, parece até jargão de escola dominical, mas retrata um estilo de vida de muitos de nós. Quantos de nós preferimos a porta larga, aquilo que é mais espaçoso. Queremos o que é visivel, o que dá prazer, o que nos acomoda, o que nos leva pra mais perto de nós mesmos. Queremos o que é mais fácil. Vivemos num aconchegante lar evangélico, enganando até a pessoa do espelho a nossa frente. Queremos o que é mais folgado, conveniente, rápido. Preferimos um caminho onde tudo é descartável, luxuoso, orgulhoso, onde as coisas tomam o lugar das pessoas, onde a moral não existe, onde o amor não transforma, onde a palavra não vivifica.

Ao longo da história, Deus, o próprio Deus nos mostra sua fidelidade. Mas e a nossa fidelidade? Onde está a nossa fidelidade para com Deus?

Se você ler o capitulo 5 de Josué, você vai perceber um mandamento de Deus. A palavra de Deus diz que naquele tempo...tempo em que o povo de Israel tinham provado o amor e a bondade de Deus. Constantes lutas, provações, tempos de promessas, vitórias sobre numerosos inimigos, de comer do maná, de ver o mar se abrindo, do Jordão de secando, de Deus conduzindo seu povo a terra prometida...foi nesse tempo, que Deus manda Josué circuncidar de novo os filhos de Israel antes da batalha em Jericó. Os que haviam saído do Egito tinham sido circuncidados, mas morreram pelo caminho durante a longa jornada e os que haviam nascido no meio do caminho ainda o haviam sido. Antes de entrar em Gilgal, que significa "terra de descanso", era necessário sacrificio novamente. Deus estava chamando o povo para rever suas alianças, reafirmar e repensar seus atos de fidelidade para com Ele.

Para que desfrutemos do descanso de Deus em sua essência, é preciso sacrifício. Podemos até desfrutar da plenitude do poder de Deus, mas para desfrutar do lugar de descanso do Pai é necessario sacrificio. Por isso Deus nos mostra a opção da porta estreita. O caminho que Deus nos propõe é difícil, é percebido por poucos olhos. Se não procurarmos atentamente, podemos até passar por perto, mas não vamos percebê-la. Assim como no deserto, as marcas da fidelidade de Deus podem ir sendo enterradas pela areia durante o caminho.

O caminho da vida é apertado, é marcado por lutas diárias, é um caminho que nos tira sangue, que marca nossa pele. Nós continuaremos usufruindo da fidelidade de Deus , porque Ele nunca irá nos abandonar, mas se queremos provar de um cristianismo verdadeiro, é preciso sangue, é preciso morte.

A cada luta que passo em minha casa, seja ela qual for, olho para o lado e vejo a fidelidade de Deus. Se olho para trás e analiso minha vida como um todo, vejo a mão fiel de Deus me conduzindo por um caminho bom. E essas lutas me fazem lembrar sempre, que sou eu que preciso, hoje, renovar meu compromisso pessoal com Ele, meus votos e minha aliança de fidelidade.

Jesus marcou a pele e derramou seu sangue em nosso favor...agora é nossa vez de derramarmos sangue e marcarmos nossa pele em amor a ELE.

Plantando "Igrejas"

By : Kadu


Fui desafiado nesse mês a responder a questão abaixo, para a matéria "Novos Modelos Eclesiais" da faculdade de teologia..., segue abaixo o resultado. Depois você me diz se seria membro dessa comunidade.

"Se Deus quizer, e com o apoio e a orientação do Espírito Santo, que tipo de igreja plantaria, no meu contexto atual, ou futuro, a favor do Reino de Deus?"

Creio que primeiro faria o possível para compreender a visão de Deus para a plantação de tal igreja no contexto que estaria inserido, isto é, descobrir a realidade ao meu redor, conhecendo as pessoas do "recorte geográfico", suas necessidades, suas conversas, suas tradições e culturas, sua herança religiosa, etc...
Creio que dando esse primeiro passo já estaria me inserindo na vida e no cotidiano das pessoas (porque não há como descobrir todas esses aspectos se não estiver eu mesmo inserido nesse meio), ganhando a confiança e a abertura necessárias pra propor algum tipo de movimento que pudesse suprir necessidades ou mesmo enaltecer e/ou promover qualidades, movimento esse que poderia denominar de igreja. Com  orientação do Espírito Santo faria todo o possível pra que cada detalhe desse movimento fosse um sinal que apontasse diretamente para Deus, para sua história de amor e reconciliação através de seu Filho Jesus Cristo.
Assim, apesar de ter esses conceitos mais claros em minha mente, sua execução demandaria muito mais esforço devido a sua complexidade, como vi nas aulas.
Sendo assim, alguns princípios naturalmente devem estar orientando de maneira bem clara e sólida essa execução, já que apesar de maleáveis quanto às suas abordagens e ferramentas, os princípios devem ser firmes.

Creio que esse movimento, ou igreja, seria antes de tudo informal. Seria organizada, porém tudo sendo pensado de maneira informal, já que deve ser atrativa, estando atenta aos movimentos de um mundo pós-moderno. Todas as suas atividades se voltariam para que seu público pudesse não só estar atento ao que se passa, como receptor passivo, porém que também pudesse atuar, buscando ser fiel ao princípio do sacerdócio universal de todos os crentes. Teria espaço para atuações diversas, crendo no princípio de que Deus é criador de todas as coisas, e tudo pode glorificá-lo. Teria bem definido também a mútua cooperação, a interdependência, no uso dos dons e talentos específicos dados pelo Espírito, pra edificação do seu Corpo.
Esse movimento também teria forte ênfase no estudo da Palavra, das mais diversas e interativas maneiras quanto fossem possíveis. Teria que ser acessível a todas as pessoas, então até mesmo quem não sabe ou não pode ler deveria ter acesso ao estudo da Bíblia, por isso a necessidade de interatividade e uso das mais diversas tecnologias. Dentro desse aspecto poderia desenvolver, inclusive, uma espécie de seminário teológico gratuito, não elitizando o conhecimento aprofundado da palavra.
Tendo em vista essas duas primeiras ações, essa "igreja" não deve ser nem pequena (em quantidade de membros) a ponto de minguar até extinguir (sem dar o calor suficiente, esfria), nem mesmo tão grande que não haja como haver essa "organizada informalidade" com profundidade bíblica. Por isso uma organização em grupos pequenos, células ou seja lá o nome que se quiser dar, seria a maneira mais adequada de se organizar. Assim também seria possível uma maior comunhão e comunicação entre os participantes e descentralização de poder. Seria também mais atrativa para a família como um todo, pois haveria espaço de qualidade para comunhão e expressões de fé até mesmo para os pequenos.

Essa forte ênfase no estudo bíblico não deve excluir o estudo da atualidade, de temas do cotidiano, pra ser sempre atual, sempre relevante nessa história nesse contexto vivido. Também não deve excluir o estudo da teologia com medo de sistematização da fé e criação de doutrinas inflexíveis. Equilíbrio é a palavra correta aqui.
Esse movimento, por estar "antenado" com o mundo ao seu redor, promovendo comunhão íntima e conhecimento das realidades ao seu redor, seria também um movimento de transformação social, de promoção de justiça. Sua maneira de fazer evangelismo, além de intencional, seria voltado às necessidades. Porém não de maneira humanista, mas sempre baseado em intercessão e em escutar a voz de Deus a respeito de cada necessidade.
Por essa razão, essa também seria uma "igreja" que não abre mão da oração, a conhecendo na teoria e na prática. Entendendo seu papel não manipulativo da vontade de Deus, mas co-participante em seus desejos e atuação. Esta seria uma comunidade que busca o coração de Deus a respeito das diversas situações que enfrenta.
Por orar e ouvir a voz de Deus, esse movimento seria gerador de outros movimentos parecidos, sem necessidade de ligação denominacional, já que o Reino é do Rei. Pra gerar esses outros movimentos essa comunidade deverá ser abençoadora, hospitaleira, doadora, generosa, enviadora. Seria sustentadora de projetos diversos, ensinando-os a ser autóctones, pra também de maneira independente gerarem outros projetos. Seria definitivamente um movimento multiplicador. Também seria cooperador com outros ministérios, por estar vivendo debaixo dessa crença de que somos parte um corpo, que somos uma pequena parte de um Reino.
Fazendo um resumo de tudo isso, estaria preocupada talvez com 3 áreas primordiais: treinamento, evangelismo e atos de misericórdia.
É óbvio que até aqui se parece com uma comunidade perfeita, que não tem espaço pra derrotas, não tem obstáculos pra chegar onde quiser, pra crescer o quanto puder. Porém o "detalhe" que falta até aqui é compreender que essa comunidade será ocupada por seres humanos. E nós, seres humanos, em toda nossa complexidade, baseados na verdade do pecado original e do afastamento de Deus, enfrentaremos sim, lutas, batalhas, obstáculos..., enfim, essa "igreja" precisa saber que irá errar, pecar, se equivocar em diversas situações. Sendo assim, a "atmosfera" que circunda essa comunidade deve ser de humildade e perdão, reconhecimento de seus erros e pecados. Sempre consciente da necessidade de reconciliação, já que é um dos pontos principais do evangelho que professa.
Esse último aspecto sempre norteará essa comunidade, a direcionando para o centro que é, que sempre será Jesus Cristo, cabeça dessa comunidade, onde, e somente onde, essa comunidade subsiste.

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