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A favor da vida!!
By : Kadu
Colossenses 3:11-17
Nessa nova ordem de vida, não há mais diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo ou pessoa livre, mas, sim, Cristo é tudo e habita em todos vós. Assim, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revesti-vos de um coração pleno de compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Zelai uns pelos outros e perdoai-vos mutuamente; caso alguém tenha algum protesto contra o outro, assim como o Senhor vos perdoou, assim também procedei. Acima de tudo, no entanto, revesti-vos do amor que é o elo da perfeição. Seja a paz de Cristo o juiz em vossos corações, tendo em vista que fostes convocados para viver em paz, como membros de um só Corpo. E sede agradecidos. Habite ricamente em vós a Palavra de Cristo; ensinai e aconselhai uns aos outros com toda a sabedoria, e cantai salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão no coração. E tudo quanto fizerdes, seja por meio de palavras ou ações, fazei em o Nome do Senhor Jesus, oferecendo por intermédio dele graças a Deus Pai.
Nestes últimos dias tenho visto as manifestações midiáticas e "facebookianas" a respeito do suposto racismo na morte de pessoas nos EUA por causa dos "famigerados" policiais americanos brancos. Tem me causado uma certa revolta perceber como a vida é desvalorizada nesses casos. Mas a revolta não é com o fato de um "branco" ter matado um "negro", e sim porque um ser humano comete um equívoco fatal, demonstrando despreparo absoluto pra exercer sua função ao covardemente atirar por trás em outro ser semelhante. Isso mesmo, ser semelhante, e não negro! Essa guerra entre brancos e negros, afinal, interessa a quem?? Ou vamos realmente perceber que não é "contra carne ou sangue" (seja ele branco, preto, vermelho, roxo, azul, até cor-de-rosa!) mas tem algo muito mais profundo por trás disso tudo. Cômico se não fosse trágico, em face da morte de um ser humano, nós observarmos, exponenciarmos, trazermos à tona a cor da pele de alguém!! PelamordeDeus!!! O que aconteceu com #somostodosmacacos?? Não somos nesse caso né? Isso casa perfeitamente com o caso do garoto assassinado na favela do Rio de Janeiro..., uma vida foi ceifada, com muito ainda pra viver, com inúmeras possibilidades de se tornar, quem saber, a solução para os problemas sociais daquela comunidade!! Uma família destruída!! Do outro lado, um policial, despreparado, acabou com duas famílias! A do garoto e a dele (estou supondo que realmente o policial foi o autor do tiro que o matou!) Mas a discussão vai parar onde?? A polícia é do mal e corrupta!! O garoto inocente, estava numa comunidade inocente, sem problemas e perigo algum!!! Nesse caso é a polícia que é o capeta naquele lugar, por outro lado então é todo morador da comunidade que é terrível e todo policial tem que entrar lá atirando mesmo! Mais uma vez a discussão fica por baixo, simplesmente criando uma guerra de classes: policia contra favela, favela contra o polícia! Mas e a vida?? E o garoto com a vida interrompida (e de toda sua família ao redor)? E o policial que, provavelmente por conta de um despreparo e não de intencionalidade, acabou com a vida de duas famílias? (é, ele tem família também!) Quando é que iremos nos posicionar à favor da vida e discutir o que realmente importa: a vida!? Quem sabe iremos assim ser suporte para a minoria que sofre sem causa definida (ou bem definida!), ou quando iremos nos juntar pra protestar pra que as polícias sejam mais preparadas mas não pra não me matar nem me incomodar, e sim pra que a sociedade seja defendida do mal, sociedade essa que sua própria família faz parte! Se os policiais não são preparados pra estar lá onde estavam, nesses dois casos, será que ninguém acima deles, que ou não os preparou corretamente, ou simplesmente não permitiu que eles estivessem nas ruas ainda, não tem culpa também? Afinal, como
demonstrado nas UPP's do Rio e em entrevistas com soldados que lá trabalham, as estruturas eram horríveis, tanto físicas, quanto de treinamento especializado pra situações como as envolvidas nas ocupações de favelas no Rio. Será que também não deveríamos protestar contra mães que deixam seus filhos de 10 anos andando pela favela quando uma ocupação está ocorrendo, tiroteio como que
de guerra sendo ouvido por todo canto? Ou não protestar, mas sermos os fatores de mudança... Afinal, falar até papagaio fala, protestar, qualquer um protesta, porém parar pra refletir no que realmente está por trás dessas coisas, estudar, se preparar, arregaçar as manguinhas e pôr a mâo na massa são poucos os que querem... Falo isso pelo fim desse pensamento simplista, que define rapidamente a morte de um ser humano em "branco mata negro" ou "policial mata inocente na favela", e pra que passemos a buscar as verdadeiras causas, eliminando de vez essa guerra de classes, lutando pela vida!
Mais alguns versículos para meditar:
"Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.
E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele." Colossenses 1:16-17
"Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito." João 1:3
Meu amigo Esperança e seu outro nome...
By : Kadu
Não me arrependo mais. Não paro mais. Não dependo mais. Não
silencio mais. Não estou nem orando mais. Não leio mais. Não canto mais. Não
reflito mais. Não penso, nem consigo escrever mais...
Não me contento mais. Não encontro sustento mais. Não me
relaciono mais. Não olho mais para o céu, para as flores, para as pessoas. Não
me emociono, nem choro mais...
Onde estou? Porque estou?
Pareço o clima atual, seco, árido, clamando por chuva..., se
alegrando e contentando com pequenas gotas num intervalo de semanas...
Concluí que não sou mais eu, porém não é Cristo que vive em
mim..., identidade virada de cabeça pra baixo..., não sei pra que ou porque
digo sim, nem sei mais dizer não. Morri?
Esperança? Ainda bem que esse é o nome do meu amigo. Amigo
que faz tempo que não vejo..., reflexo é que até coisas da nossa cultura atual,
tão “necessárias” como o facebook, são pouco lembradas por mim; estou distante
dos amigos..., estou distante do Amigo.
Mas, voltando a Esperança, Ele me (re)encontrou..., sim Ele,
o Esperança. Como aquele turbilhão de
águas que há lá debaixo da terra, mesmo em tempos de seca (e que só nossos
governantes não querem saber) também tem um turbilhão de águas dentro de mim,
mas debaixo de muita coisa, muito entulho, porque tentei aterrar pra fazer uma
estrada bonita, um atalho pra chegar nos meus queridos destinos.
Mas está
lá..., basta cavar então? Não precisei! Uma gotinha de chuva de Esperança é
capaz de derreter toda camada de terra do aterramento que criei. Você já viu
água descendo no barro, removendo-o até que dá pra ver o que há por baixo? Pois
foi assim..., e lá estava, um turbilhão de águas. Águas que limpam pra que eu
me arrependa. Águas que me param pra trazer refrigério. Águas que me mostram o
que meu corpo pede, pois tenho uma sede a ser saciada dentro de mim. Águas que
vem tão forte que seu som é mais alto que o meu, e isso me silencia, e depois
do silêncio vem a vontade de falar com o dono da água, então eu oro e leio a
Bíblia. O som das águas me lembram canções das antigas, e eu canto..., canções
que me faziam pensar, traziam palavras que reflexão, reflexões que me inspiram
a fazer o que estou fazendo pra você ler...

seu fluxo com tamanha graça e força, que me fazem
lembrar da bela criação e de como tudo tem o seu lugar, e de como tudo reflete
quem a Esperança é, assim reparo mais na voz da Esperança sussurrada por sua
criação, suas criaturas. E isso me enche de paz e de alegria..., essas águas
são tão fortes que sobem por dentro de mim e rolam dos meus olhos, pura emoção!
De “onde estou” passo a “com quem estou”; de “porque estou” a
“pra que ou pra quem estou”! E tudo mudou..., porque a Esperança me
encontrou, trocou uma ideia comigo, restaurou minha identidade, me recolocou no lugar e me preencheu mais uma vez..., e me ensinou
que Graça é também seu nome!
A ganância do pobre é igual a ganância do rico
By : Kadu
Salmos 37 (NTLH)
"16 É melhor o pouco que os bons têm
do que as riquezas de muitos maus.
17 Pois o poder dos maus acabará,
mas o Senhor protege os bons."
Já vi algumas vezes esse capítulo de Salmos ser dito e pregado pra justificar uma infinidade de coisas estranhas, sempre relacionadas a ser rico ou ser pobre. Mas a pior foi a que usam nesse trecho em particular: "somos bons porque somos pobres!". O orgulho do pobre, o pobre orgulhoso!
Nessa justificativa trazem pra si uma "bondade" inerente, como se a pobreza fosse causada somente por conta dos maus exploradores, como se todos os que possuem alguma riqueza fossem maus, como se os pobres não precisassem de mais nada pra justificarem sua "bondade", como se ser pobre fosse sinônimo de ser bom.
Nessa justificativa trazem pra si uma "bondade" inerente, como se a pobreza fosse causada somente por conta dos maus exploradores, como se todos os que possuem alguma riqueza fossem maus, como se os pobres não precisassem de mais nada pra justificarem sua "bondade", como se ser pobre fosse sinônimo de ser bom.
Esse trecho não diz nada disso.

Do outro lado, existem os ricos que extorquem, que cobram juros altíssimos nos empréstimos, porém, existem os que possuem riquezas e compreendem seu papel nesse mundo, compreendem quem lhes permitiu ter tais riquezas e não só emprestam sem ter em vista o pagamento, ou sem obter ganhos com lucros e multas, mas também emprestam porque querem ver o pobre não sofrer com sua condição. Muitos nem sequer emprestam, mas doam. Alguns ainda o fazem anonimamente, sem desejo de aparecer, fazendo com uma mão o que nem a outra mão consegue saber.
E aí, quem é o bom, e quem é o mau nesses casos?
O que acontece é que esse Salmo não serve de justificativa pra ser rico ou pobre, ser bom ou mau. Ele não está dizendo que empobrecer te tornará bom, nem que enriquecer te tornará mau! Está simplesmente esclarecendo uma situação específica, dizendo que não se deve confiar nas riquezas, no status, no poder social ou econômico. Nossa confiança não deve estar em nossa posição social, nem nas nossas capacidades, ainda que elas sejam condições trazidas pelo próprio Deus. Dinheiro e poder não são fins em si mesmos, nem justificam coisa alguma.
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"Mas como ser pobre pode ensinar ou trazer alívio pra quem quer que seja?". Tem gente que pede a vida inteira pra conseguir "crescer na vida", ter mais dinheiro, uma posição especial na sociedade, ser dono daquela empresa "x", mas que, se forem atendidas em seus desejos, se tornarão terrivelmente orgulhosos, arrogantes, cheios de si, confiando no seu próprio braço, na sua própria força! E o que é isso senão ser o "mau" que o texto esclarece? Permaneça pobre, e bom! Continuar numa condição financeira desfavorável pode ser exatamente o alívio que te mantém dependente e confiante em Deus!
Já alguns se mantém em determinadas posições de destaque, com condições financeiras elevadas, pela própria mão de Deus. "Mas como, Deus faz acepção de pessoas?". Não, absolutamente não é esse o caso! O que Deus faz aqui é conhecer o coração bom dessa pessoa, que confia plenamente em Deus e reconhece que sua posição ou suas finanças pertencem a Deus, porque vieram dEle mesmo, que o faz permanecer com dinheiro ou ainda aumenta sua posição de destaque em meio a certa comunidade.
Agora, é óbvio também o que Jesus diz no NT, na parábola do Jovem Rico: "É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus" (Marcos 10:25 - NVI).
Não quero excluir essa fala da linha de raciocínio desse texto, porém creio haver nela uma exceção, que é o que o próprio Jesus responde quando questionado sobre quem então poderia ser salvo, quem poderia entrar no Reino de Deus: “Para o homem é impossível, mas para Deus não; todas as coisas são possíveis para Deus" (Marcos 10:27 - NVI). Sim, o texto diz ser muitíssimo mais difícil o rico ser transformado e ter atitudes de humildade, coerentes com o Reino de Deus, do que o pobre, porém, não exclui essa possibilidade.
Mas, vamos voltar para exatamente o que entendo que o texto diz: o melhor, ou o bom, não está relacionado a ter ou não dinheiro, mas sim a confiar plenamente em Deus, que cuida de nós independentemente da nossa condição social ou financeira, nos fazendo ter mais ou menos quando bem quiser. Mais importante do que ser rico ou pobre é saber ser contente e plenamente satisfeito em Deus, em todas as situações, como Paulo certa vez disse: "Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:11-13 - NVI).
O trecho termina dizendo que o poder dos maus vai acabar, mas Deus protege aquele que é bom. Não diz que a riqueza do rico acabará ou que fará o pobre ser rico. Ele protege o bom, seja ele rico ou pobre, e acaba com o poder opressor tanto do rico, quanto do pobre. A diferença, repito e concluo, está em confiar em Deus e não nas riquezas, porque a ganância pode existir tanto no coração do homem rico quanto do homem pobre.
"Então lhes disse: 'Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens' ".
Lucas 12:15 - NVI
Transformação social - Verdade X Mentira
By : Kadu
"Paulo foi um evangelista porque pregou a salvação pela graça. E sua pregação era vista como uma boa notícia, porque libertou seus ouvintes da escravidão da lei. Quando os judeus convertidos procuraram trazer a lei de volta para dentro da igreja, Paulo lutou contra eles, argumentando que se isso acontecesse, a graça seria inútil e os cristãos estariam voltando à escravidão. Foi a luta determinada de Paulo que finalmente fez Pedro declarar, no concílio de Jerusalém, que o legalismo religioso foi um jugo sobre os discípulos gentios, que nem os judeus nem seus pais tinham sido capazes de suportar (Atos 15:10). A pregação de Paulo sobre a salvação foi, assim, uma mensagem de reforma social, de libertação de um jugo.
O falecido Dr. Bhimrao Ambedkar, o maior líder dos intocáveis na Índia, entendeu essa mesma técnia básica de reforma social que Paulo usou. Foi por isso que ele pregou "conversão" como a resposta para o mal social do sistema de castas. Infelizmente, é verdade que o budismo, para onde ele levou seus discípulos, transformou-se num beco sem saída, mas permanece a verdade que se pode tentar diferentes opções para uma reforma da sociedade:
- Pode-se aceitar a estrutura básica da sociedade (por exemplo, o sistema de castas hindu) e procurar minimizar as injustiças inerentes pela lei (como o governo da Índia tem tentado fazer nas últimas seis décadas). Mas Ambedkar, que escreveu grande parte da constituição da Índia, sabia que esta abordagem não poderia transformar fundamentalmente essa situação.
- Portanto, uma segunda opção é recusar a aceitação da estrutura base de uma sociedade injusta, e tentar mudar as pessoas no topo, que são as responsáveis pelas injustiças. Mas é quase impossível mudar essas pessoas apenas através da prefação, porque geralmente elas estão felizes com o status quo. Como Jesus disse, em essência, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um beneficiário do reino de Satanás entrar no reino de Deus. O sistema opressor de exploração é favorável para as pessoas de cima, portanto elas não querem mudar. Assim, alguém pode ser tentado a usar a força violenta ou não violenta, para derrubar os opressores. É possível derrubar o governo se apossando ou matando algumas centenas de pessoas, mas o que se pode fazer se o número de opressores é, literalmente, centenas de milhares, ou se são demasiado poderosos para serem derrubados a força? Em qualquer caso, [...] é preciso muito mais do que uma revolução para criar um governo justo.
- A terceira opção, então, é mudar os oprimidos. Pode-se recusar a aceitar a estrutura básica da sociedade injusta e reformar o sistema através da mudança dos oprimidos. Por exemplo, se os intocáveis não podem mudar os opressores de casta alta, sua única opção é mudar a si mesmos. Essa mudança tem que ser em dois níveis. Primeiro, eles têm que se libertar da escravidão mental ou ideológica. Eles têm que deixar de crer que nasceram "intocáveis" por causa do carma (ações) de suas vidas passadas, ou que as bençãos em vidas futuras dependem do cumprimento dos deveres de seu presente estado de escravidão. Eles são mantidos em escravidão pela fé em uma mentira, e só a verdade pode libertá-los dessa mentalidade da escravidão. Em segundo lugar, eles têm que optar por sair do sistema sócio-religioso (ou seja, deixar de ser hindus), a fim de deixar de ser intocáveis. Eles têm que rejeitar as mentiras desumanas, opressivas e exploradoras por um lado, e por outro, aceitar uma nova visão de que todos os seres humanos compartilham a dignidade de serem feitos à imagem de Deus. Eles precisam pertencer a uma comunidade que pratica essa verdade e ajuda a encontrar a sua dignidade intrínseca ao se tornarem filhos de Deus.
Os sistemas opressivos sobrevivem propagando a mentira. O evangelismo liberta por propagar a verdade, ou seja, subjugando os fundamentos de um sistema de exploração e criando uma estrutura social alternativa que ajuda as pessoas a viver a verdade."
Obs. do blog: tire suas conclusões!! (só isso mesmo)
Trecho extraído do livro "Verdade e Transformação - um manifesto para curar as nações", Vishal Mangalwadi, ed. Publicações Transforma (págs. 141 - 143)
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Vishal Mangalwadi,
"Quando tiver sessenta" - refletindo, orando...
By : Kadu
Compositor: Guilherme de Sá
Quando tiver sessenta
Que os meus olhos funcionem bem
E eu, estando só, busque os meus netos na escola
Que seus sorrisos me lembrem
que eles são a fortuna que acumulei
Nossas visitas ao asilo
sejam apenas para ver os quadros dos que lá moraram
Porque os meus amigos estarão comigo
Jogando suas redes no rio
Proseando sobre como a nostalgia sempre esteve em alta
Com anos de atraso
Mas aí me lembro: Rapaz, você ainda tem trinta e três
E seu mundo ainda é aquele
Onde as filas por um rim dão as suas voltas no continente
Que anda quente demais
exceto dentro do carro com vidros fechados
Porque, se abertos, tudo pode acabar ali num assalto
Se eu chegar até lá
Que possamos ser mais médicos e menos juízes
E, ao estarmos num semáforo
Que não seja pra pedir dinheiro, mas para dar abraços
Distribuir adesivos dizendo
"É Natal, o Rei nasceu e um cobertor também salva! "
Entenderemos que Deus é Pai e Filho ao mesmo tempo
E bastará
Perceberemos que são os nossos irmãos
que estão ali com frio na rua
Enquanto permanecemos aqui salvos e aquecidos
Com nossas lareiras
Mas aí me lembro: Rapaz você está nos trinta
E grito: "tempo, pare um pouco para eu respirar!
Ainda não consegui ser a metade do que deveria ser! "
Então ele me diz: "você continua um sonhador
Que ainda sonha que tudo mude
Quando tiver sessenta"
Papo de louco!
By : Kadu
É por esse povo que acho que não estou louco..., ou que devo estar muito louco como eles.
Tenho falado praticamente essas mesmas palavras que eles usam já há algum tempo. Não me comparo a esses caras, estou precisando viver muito ainda pra poder me comparar a eles, mas me sinto na mesma "vibe", no mesmo caminho..., e como queria estar ali no banco de trás, trocando ideias e aprendendo mais com estes dois malucos.
É muito interessante o que eles conversam, e de muita relevância pra nos alfinetar e nos fazer pensar..., vale a pena cada minuto!
Ah, pra quem não os conhece e acha que são algum "mané" qualquer:
Ariovaldo Jr., clique aqui, e não, ele não é filho de Ariovaldo Ramos!
Diniz Braga, é fotógrafo e missinário, líder do Avalanche Missões Urbanas.
O primeiro Amor que amou primeiro...
By : Kadu
reflexão
baseada nos seguintes trechos: Apocalipse 2:1-7; Lucas 10; 1 João 4; Mateus
7:21-23; Lucas 2:41-50.
E não digo
isso de gente desinteressada, que não busca relevância, mas de gente que de
certo modo busca fazer alguma coisa, algum tipo de diferença. O que acontece é
que em algum momento aconteceu a grande queda que reverteu todo bom trabalho,
toda boa motivação em algo estranho ao próprio Cristo, mesmo fazendo tudo
"em seu nome".
Quando a
igreja de Éfeso é alertada, em Apocalipse, sobre algo que deveria ouvir do
Espírito, o fato é exatamente esse. Jesus diz praquela igreja que a conhece,
que sabe do trabalho árduo dela, sabe de como ela sempre resistiu à mentira e
aos mentirosos. Imagina só, isso é um elogio e tanto. Hoje tomamos por certo
tudo o que fazemos quando recebemos elogios como esses. Se você, seu ministério
ou sua igreja recebesse uma mensagem dessa do próprio Cristo, como ficaria seu
coração?
Creio que
muitas igrejas e ministérios hoje tem ouvido essa parte da mensagem do Espírito
e tomado para si, porém ignorando o que o Espírito continuou dizendo para os
efésios, com muita graça: "tenho, porém, contra ti..."!
A pergunta
é se nós hoje estamos dispostos a ir um pouco além e ouvir o "porém"
do Espírito. E não só ouvir, mas atentar pra isso.

Creio que a
raiz da grande maioria das crises que passamos atualmente tem a ver com esse
fato que Cristo quer nos alertar: não se trata de nós, mas de Deus!
Não se
trata de nossa autoridade, de nosso trabalho, de nossas grandes ou pequenas
obras. Não se trata de nossas responsabilidades assumidas, de nossas renúncias,
de nossas ofertas de amor. Não se trata de nosso jejum, de nossa oração, de
nossa devoção, de nosso louvor, de nosso choro ou riso. Não se trata de nossas
viagens missionárias, de nosso esforço, de nosso suor, de nosso trabalho árduo.
Não se trata de nossa resistência aos homens maus e mentirosos. Não se trata de
nós..., se trata de Deus!
À igreja de
Éfeso, Jesus disse que apesar de todo o trabalho, de reconhecer o esforço
daquela comunidade, eles haviam esquecido de algo essencial: o primeiro amor. O
recado é claro: volta! Lembra de onde foi que caiu, de quando foi que o
trabalho deixou de ser resultado do amor de Deus, que nos amou primeiro...
Até mesmo
nosso amor por Cristo, não se trata de nós..., porque Ele nos amou primeiro! E
nós só o amamos porque Ele nos amou primeiro!
Outro texto
que me lembro aqui é de quando os pais de Jesus o esqueceram em Jerusalém. Pensa
comigo, como é possível alguém esquecer o próprio Cristo numa viagem. Ainda
mais ele sendo uma criança ainda..., ainda mais eles sendo seus pais! A
resposta que mais se encaixa ali é que seus pais estava tão acostumados com sua
presença, com caminhar com Jesus que acabaram por não dar a devida importância
a sua presença com eles..., pelo costume, por aquilo que era normal,
continuaram a caminhada e Jesus os acompanharia. Nem perceberam que Jesus havia
ficado lá.

Porém...
Temos que
voltar...
E a crise
está aí. A grande maioria ou não quer voltar, ou não reconheceu ainda estar
caminhando sem o Caminho.
O problema
da volta é que deve haver o reconhecimento, a confissão, o arrependimento. Os
pais de Jesus tiveram que viajar de volta e procurar por 3 dias pra chegar até
ele. Quando o encontraram ainda tomaram uma boa bronca, ali não do filho deles,
mas do Filho do Pai que nele estava. Isso dói, ainda que seja amor, não é
fácil.
Já o
problema daqueles que ainda nem reconheceram caminhar com Cristo..., bom, pode
ser que cheguem no momento de estarem diante de Cristo e ouvirem um "não
os conheço", apesar de dizerem: "mas em teu nome expulsamos demônios
e fizemos sinais e maravilhas". Que seus ouvidos sejam abertos antes, pra
ouvirem o que o Espírito tem a dizer.
O bom é que
quando reconhecemos isso, que não se trata de nós mas de Deus, muito dessa
crise é superada. Já não vamos mais aos cultos por nós mesmos, por nossa
vaidade, nosso egoísmo. Já não buscamos com toda nossa força recebermos bençãos
e mais bençãos. Já não corremos atrás dos milagres. Já não desejamos tanto
assim as mãos que cumprem as promessas feitas a "mim". Já não
cantamos 80% das músicas gospel nacionais. Já não investimos nosso dinheiro em
coisas que passam ou que tem tanta importância quanto um ar-condicionado ou um
banco acolchoado. Já não ficamos em crise quando o pastor não nos visita 5
vezes por semana. Não culpamos Deus por não conseguirmos um emprego, uma cura
ou qualquer coisa. Não manipulamos pessoas para nosso benefício pessoal. Não
seremos tão paternalistas e ditadores em nossa liderança. As agendas
ministeriais não tomarão conta de tudo, deixando em segundo plano o que é mais
importante, como a família por exemplo. Não nos vangloriaremos de resultados
numéricos. Não disputaremos membros com outros ministérios. Na verdade, nem
mesmo fecharíamos paredes e portas pra delimitarmos nosso território
ministerial ou eclesiástico.
E aí, o
resultado é o amor. O primeiro amor. O Amor que vem primeiro! O amor que
resulta em trabalho. Um trabalho totalmente altruísta, em forma de serviço, em
benefício do Reino do Rei de Amor. Porque, de fato, já não se trata de nós, mas
única e exclusivamente de Deus!
Série: Reflexões Teológicas - A Igreja, o Reino e o Mundo
By : KaduNessa atividade da faculdade de teologia foi proposto que eu fizesse uma relação entre três perspectivas:
1. A Igreja é o Reino de Deus no mundo
Essa perspectiva diz que Igreja e Reino de Deus têm “o mesmo tamanho”, ou seja, não existe nenhuma ação, dimensão ou realidade do Reino de Deus que aconteça fora dos limites da Igreja.
2. Igreja e Reino não se misturam com o mundo
Essa perspectiva isola a Igreja e o Reino de Deus desse mundo presente. Entende-se, dessa maneira, que o Reino é uma realidade única e exclusivamente futura, celestial, e que não tem implicações muito concretas para a realidade do povo. Também se entende que a Igreja é chamada não para se inserir nesse mundo, mas para viver alheia a ele.
3. A Igreja é sinal do Reino de Deus no mundo
Essa perspectiva afirma que a Igreja, em si mesma, não é o Reino de Deus, mas é uma agente deste: incompleta, ainda cheia de sinais do pecado, ainda precisando redescobrir em si mesma o caminho do próprio Reino.
Segue abaixo o texto que elaborei:
Primeiro, respondendo à perspectiva de que a Igreja é o Reino de Deus no mundo, já coloco como não concordante. Embora, por muito tempo, tenha aceitado essa visão e agido em função dela, através da minha vivência ministerial e últimos estudos acerca do tema, tenho percebido o quão falha é essa visão e o quanto ela afeta negativamente as ações de quem nela acredita.
A Igreja reflete em ações e palavras aspectos relacionados ao Reino de Deus, que governa o mundo todo e age no mundo todo, não só na realidade eclesiástica. Desde que a igreja seja uma espécie de funcionalidade do Reino de Deus, não posso permitir pensar que ela É o Reino de Deus.
Assim como as instituições políticas, representadas por exemplo pelos poderes legislativo, executivo e judiciário representem e reflitam aspectos políticos e existam pra isso, não posso limitar política às ações dessas instituições.
Assim também não posso dizer da igreja. Mesmo da comunidade que não vive pela instituição, mas pra servir as pessoas por amor e obediência à Deus, não posso chamar de Reino de Deus, mas de expressão prática desse Reino.
A igreja é comissionada pelo seu cabeça, que é Cristo, pra mostrar realidades no tempo presente daquilo que escatologicamente está se cumprindo, inaugurado na morte e ressurreição de Cristo. É apenas um aspecto desse reino, que existe pra redenção da totalidade das coisas.
Qualquer ação, motivada e inspirada pelo Espírito Santo, em obediência à Deus, em direção à redenção de todas as coisas e pra fazer convergir todas elas em Cristo Jesus, é ação do Reino de Deus.
Suas falhas limitam nossas ações fora do âmbito eclesiástico, como no campo social, ambiental e político, por exemplo. A visão dominante é “salvar almas” e levá-las pra dentro do “aprisco”, longe do “mundo”. Assim acabamos por nos tornar como guetos alienantes, longe do propósito de anúncio do Reino e crendo que ali, na comunidade denominada igreja, tudo é perfeito, como se o Reino de Deus estivesse ali por completo, pleno.
Talvez seja esse ponto que insira em nossa mentalidade a segunda perspectiva, de que Igreja e Reino não se misturam com o mundo. Ora, desde que o mundo todo é alvo do amor de Deus, pra que TODAS as coisas sejam redimidas e restauradas em Cristo Jesus, quando da plena instalação da Reino entre nós, como podemos viver alienados, distantes desse mundo? Afinal, de que mundo somos?
É mais uma visão presente em nosso meio que impossibilita o crescimento da igreja qualitativamente, ampliando também a atuação e demonstração de como as coisas realmente deveriam ser, exemplificando o Reino perfeito de Deus. Apesar de Jesus ter dito que seu Reino não é deste mundo, nunca foi sua intenção se abster do mundo, como que fazendo com que essas palavras quisessem dizer respeito à realidade última do Reino de Deus. Ele não é proveniente deste mundo, da cosmovisão que reina neste mundo, inclusive desta, que limita o Reino de Deus à igreja e que diz que esta deve se abster e se distanciar do mundo.
Como demonstrar pra uma sociedade alienada, distante de Deus, sofrendo as mazelas das estruturas dominantes, que o Reino de Deus é melhor se não nos relacionamos profeticamente com o mundo ao nosso redor? Como ser efetivo na evangelização sem estar presente nesse mundo? Como não demonstrar abertamente as obras resultantes de ser crer em Cristo, nesse mundo, pra que vejam que o Reino de Deus é a melhor proposta de vida?
Desde que o mundo é alvo do amor e redenção, é nele, nesse tempo, nessa história, que devemos, como igreja, atuar de maneira prática e profética, em obediência ao chamado e à missio dei.
Sim, devemos nos abster de sermos dominados pela cosmovisão atuante e que predomina no “mundo que jaz no maligno”, não sendo influenciados e vivendo debaixo do jugo das estruturas dominantes, mas não há como influenciar de maneira “contra-cultural” efetivamente estando distantes do “mundo”.
Também não teremos respostas efetivas e práticas, que demonstrem corretamente quem é Deus e o que Ele pretende com Seu Reino, ao colocar a realidade desse Reino somente para um futuro distante, numa escatologia equivocada. Repito: é nesse tempo, nessa história, nesse mundo, que o Reino de Deus se faz presente, embora não ainda plenamente, e, por isso, é nesse tempo, nessa história, nesse mundo, que a Igreja deve atuar como agente, demonstrando as implicações concretas e atuais para cada problema desse presente século.
E assim, temos como resultado a visão que creio ser a correta, da perspectiva que a Igreja é sinal do Reino de Deus no mundo, como agente do Reino, mas imperfeita. A Igreja existe pra mostrar em palavras e ações, neste mundo, neste tempo, nesta história, a realidade de um Reino que “já está, mas não ainda”. Demonstrando a beleza de sua realidade presente, mas que só será completa na consumação de todas as coisas, em Cristo Jesus.
A evangelização, a intenção de mostrar a salvação em Cristo Jesus, as missões, as obras sociais, todas devem estar conectadas com a realidade do Reino de Deus, presente em seu agente denominado igreja (comunidade dos que entendem e aceitam a morte e ressurreição pra redenção de todas as coisas por intermédio de Jesus Cristo) de modo ainda incompleto, imperfeito, mas plenamente capacitado pelo Espírito Santo de Deus, a ser esse agente, esse embaixador desse Reino.
Creio então na realidade desse Reino de Deus, inaugurado desde a morte e ressurreição de Cristo, de maneira que ele está, mas não ainda, sendo demonstrado pela relação que e Igreja de Cristo tem consigo mesma e com o mundo ao seu redor em todas as esferas e estruturas sociais, políticas, ambientais, etc... Creio também que o Reino é de Deus, não da Igreja, e que essa é apenas, e privilegiadamente, participante deste Reino. Que a missão é de Deus, não da Igreja. Que a Igreja é mais do que instituição, é um organismo vivo, e que vivemos não para esta, mas como sendo esta, pra realizar as obras que Deus preparou de antemão pra que as realizássemos, em direção ao testemunhar da beleza do Seu Reino.
Essa declaração me faz mais humilde e me coloca na perspectiva correta de quem eu sou, e pra quem eu sou, como Igreja de Cristo, como mundo e como parte do Reino de Deus.
Série: Reflexões Teológicas - Repensando o nosso local de atuação
By : KaduTexto confeccionado em resposta à uma aula da Faculdade de Teologia que curso atualmente, sobre missão integral e sobre o Pacto de Lausanne. Pra melhor compreensão, leia antes os pontos do Pacto de Lausanne, clicando aqui.
Entendendo a origem da missão e sua proposta de restauração de todas as coisas, o que mais me chama a atenção nessas aulas que venho tendo é o ponto que fala do local da missão. E isso, precedido do alcance da missão, que nos traz Ap 5:9 e Rm 8:18-23 como resposta fundamental.
É um fato que me chama a atenção porque tenho ouvido e lido muito sobre isso ultimamente. Me faz perceber o quão distantes, a grande maioria de nós, cristãos (no meio em que posso perceber), estamos do local da missão.
Afinal, dessa maneira, o pensamento parece “travar” no aspecto transcendente do evangelho do Reino, como foi possível estudar na aula. Não há ensinamentos corretos em relação a isso hoje, mas um simples repetir de fórmulas que tem “dado certo” no campo do transcendente, deixando o imanente de lado, esquecido, quase que secularizado. Não há como, concordando com Paul Tilich, não colocar o aspecto transcendente ligado com o imanente.
E o que melhor entendo disso é traduzido da seguinte forma: devemos ser e praticar, falar e fazer.
Num claro pensamento dualista, vemos aspectos ligados ao nosso momento de devoção íntima com Deus, como a oração, meditação, leitura bíblica, expressão de louvor, etc..., sendo exaltados acima, ou até exclusivamente, daquilo que é prático e nos faz “entrar” na história, atuando em meio aos problemas e aflições da sociedade ao nosso redor. Penso que um tem que andar junto com o outro. Um tem que ser reflexo do outro, até com o mesmo grau de importância. Porque, como vemos na bíblia, a fé sem obras se mostra morta. Essa forma de “escapismo” da realidade tem se tornado comum no que tenho visto da igreja brasileira. Em detrimento de um, faz-se o bastante do outro, como forma de compensação.
Creio que isso se dá, muito provavelmente, pela covardia frente aos problemas que podem ser (e fatalmente serão) enfrentados, decorrentes da escolha de atuar na história, no mundo atual. Essa é a essência do local da missão: esse mundo e essa história.
Ficamos distantes daquilo que o Pacto de Lausanne propõe, como um todo, quando olhamos pra nosso mundo e nossa história e decidimos por ali não atuar de maneira prática, como resultado de nossa fé.
Não poderemos entender, por exemplo, os pontos 5, 6 e 10 desse pacto, porque simplesmente estamos alheios ao mundo ao nosso redor.
“Demonizamos” todas as culturas e decidimo-nos por permanecer separados do mundo, que pode nos “demonizar” também. Não olhamos para questões sociais, pois cremos que nossa função exclusiva é pensar no “imanente” relacionado com a evangelização, como se fosse possível uma coisa ser excluída de outra. E aí vivemos essa confusão total em relação ao local de atuação.
Por isso que vejo as igrejas cada vez mais fechadas em si mesmas, também ignorando o ponto 7 e 8 do pacto de Lausanne. Daí surgem-se mais disputas por quem tem a melhor doutrina, quem tem a melhor teologia, quem tem mais “poder”..., o local de atuação passa a ser o gueto evangélico apenas, casos que o pacto de Lausanne já nos alertava e fazia um pedido de perdão de forma geral, desde os anos 70.
O local de atuação é, sim, o mundo, com suas mazelas, contratempos, dificuldades e situações de problemas e aflições. É sujeito a todo tipo de sofrimento e perseguição, no mundo e na história, onde Deus se faz presente de maneira a trazer redenção. Afinal, se for apenas para os “redimidos” que Deus enviou os cristãos, sua mensagem não seria de restauração e redenção... Ainda assim, podemos ficar numa confiante tranqüilidade na mensagem de Cristo: “eu JÁ venci o mundo”!
Façamos, portanto, uma reavaliação do nosso foco de atuação, no que diz respeito ao local pra onde temos direcionado nossos esforços de evangelização.
Que, também, possamos, entender que o ponto 11 do pacto de Lausanne, “Educação e Liderança”, é de extrema importância pra coerência no transmitir das realidades das boas novas do Reino de Deus. A falta de pessoas que possam trazer ensinamentos mais coerentes, treinando líderes e discipulando pessoas com essa mesma coerência, a meu ver tem trazido pessoas sem coragem pra enfrentar os verdadeiros desafios no que diz respeito à evangelização mundial.
Série: Reflexões Teológicas: Meio Ambiente, parte 3
By : KaduAgora, com tudo o que já escrevi e postei aqui, assista a esse vídeo e dê uma olhada na postura de uma criança canadense, que discursou na conferência da ONU aqui no Rio de Janeiro, em junho de 1992, conferência que ficou conhecida com ECO 92, ou Conferência das Nacões Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD). Essa garota praticamente calou todo o auditório presente com seu discurso extremamente coerente.
Abaixo, texto extraído do Wikipédia sobre a conferência:
A Conferência do Rio consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. Reconheceu-se, ao mesmo tempo, a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem na direção do desenvolvimento sustentável. Naquele momento, a posição dos países em desenvolvimento tornou-se mais bem estruturada e o ambiente político internacional favoreceu a aceitação pelos países desenvolvidos de princípios como o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas. A mudança de percepção com relação à complexidade do tema deu-se de forma muito clara nas negociações diplomáticas, apesar de seu impacto ter sido menor do ponto de vista da opinião pública.
A ECO-92 frutificou a elaboração dos seguintes documentos oficiais:
Obs: vale a pena o debate sobre esse tema, mesmo datando do distante ano de 1992. A pergunta que fica: o que e quanto mudou de lá pra cá? Que diferença isso faz na sua vida em particular???
Abaixo, texto extraído do Wikipédia sobre a conferência:
A Conferência do Rio consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. Reconheceu-se, ao mesmo tempo, a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem na direção do desenvolvimento sustentável. Naquele momento, a posição dos países em desenvolvimento tornou-se mais bem estruturada e o ambiente político internacional favoreceu a aceitação pelos países desenvolvidos de princípios como o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas. A mudança de percepção com relação à complexidade do tema deu-se de forma muito clara nas negociações diplomáticas, apesar de seu impacto ter sido menor do ponto de vista da opinião pública.
A ECO-92 frutificou a elaboração dos seguintes documentos oficiais:
- A Carta da Terra;
- três convenções
- uma declaração de princípios sobre florestas;
- a Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento; e
- a Agenda 21 (base para que cada país elabore seu plano de preservação do meio ambiente).
Obs: vale a pena o debate sobre esse tema, mesmo datando do distante ano de 1992. A pergunta que fica: o que e quanto mudou de lá pra cá? Que diferença isso faz na sua vida em particular???
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Série: Reflexões Teológicas - Meio Ambiente, parte 1
By : KaduA cada dia que passo penso mais nessas questões de vocação e relação com o meio ambiente, na crise que vivemos em relação à natureza.
Creio que, principalmente pela proximidade das eleições, e por ter uma candidata com uma certa evidência no tratar dessas questões, também são muitos os brasileiros que estão pensando e debatendo sobre tudo isso. Soma-se a esse momento o que ocorre no mundo todo, com tanta tragédia natural como terremotos, furacões, secas extremas de um lado, enchentes e inundações de outro, tsunamis, aquecimento global, etc...
Costumo pensar que estes momentos de crise são, na verdade, momentos de grande oportunidade para propagação do Reino de Deus e da boa nova, que envolve também questões ambientais; o evangelho integral, para o homem todo, para todos os homens.
Infelizmente, ainda estamos apenas no campo dos debates, que também são poucos, e os debates tem girado em torno do mesmo tema: consumismo. O próprio consumismo sem princípios trouxe toda essa crise. Ao invés de se discutir o domínio responsável, ou, melhor definindo, a mordomia do mundo e de toda sua fonte de riquezas naturais, continua-se discutindo apenas o que diz respeito ao consumismo. Estuda-se novas formas de continuar consumindo muito, num domínio sem princípios, com um pouco menos de impacto ambiental. Mas não porque queremos ser mordomos, administradores daquilo que temos como nosso, e sim pra que as fontes de consumo não cessem, trazendo crises econômicas, etc...
Mas como tratar desses temas de maneira a não tratar apenas no quesito superficial do consumismo? Apenas o cristianismo, através do entendimento integral e bíblico daquilo que realmente é o mundo, a natureza, o meio ambiente e o quem é o ser humano em suas relações com esse mesmo mundo, natureza e meio ambiente, podem proporcionar um debate na direção certa, de se encontrar motivos verdadeiros pra crise ecológica que vivemos.
Temos respostas para as questões de quem nós somos e pra quê nós somos, o que é a natureza e pra quê ela foi criada. E essas respostas estão fundamentadas nos princípios que envolvem o ser criado a imagem e semelhança de Deus, a Imago Dei. Discutir esse termo tanto vai trazer resposta sobre o uso responsável, a dominação consciente, a mordomia altruísta do mundo criado ao nosso redor, como também respostas para nosso ser e nossa função no projeto de Deus em relação ao mundo e às pessoas que vivem nele.
Numa sociedade individualista, que diz que o ser humano vale o que possui, que entende a natureza como serva/escrava daquilo que a sociedade dita como correto, e que nunca se satisfaz, crendo que cada vez mais tem que possuir e/ou consumir, pelo simples fato de possuir/consumir, imagine o impacto de se descobrir: que somos criados por um Deus que nos fez, por graça, do nada, que preparou um ambiente perfeito pra vivermos, onde cada um de nós teria responsabilidades e deveres, além dos favores que dali viriam e seriam plenamente suficientes, que teríamos pessoas a nossa volta para não vivermos sós, de maneira individualista, mas em sociedade, sempre respeitando e obedecendo, em constante gratidão, ao Criador e doador disso tudo.
Não há nenhuma filosofia, religião, conceito, ciência que possa trazer tamanho impacto. Não há força maior do que o relacionamento com Deus, que ecoa no relacionamento com o próximo, com a natureza criada e consigo mesmo, percebendo e compreendendo quem somos, pra quê somos, o que fazer, etc...
Penso que também precisamos compreender mais sobre a queda e o que ocasionou o rompimento desse relacionamento integral com Deus. Saber que o que vivemos em relação à natureza é fruto desse rompimento, que hoje nos faz olhar para o mundo como nosso servo, fonte inesgotável daquilo que desejamos, fonte de consumo. Saber que nosso relacionamento impessoal, cada vez mais egoísta e afastado de outros seres humanos, num utilitarismo insaciável, também reflete na maneira como olhamos a natureza, até mesmo as terras que são posse dos outros, de outros países, comunidades e culturas. Saber que a crise de identidade pela qual o mundo atual passa, não sabendo se são hetero, homo, ou qualquer coisa que envolva o “amor livre”, vivendo a crise de trabalhar pra ganhar dinheiro e consumir ou trabalhar onde se pode “viver” mais, tendo mais prazer, fazendo diferença, distinguir família e seu papel nela, etc., tudo isso está relacionado ao rompimento com Deus, que impede de nos enxergarmos como realmente somos, mas faz com que sempre queiramos (desde Adão e Eva que queriam ser como Deus e não quem Deus os fez pra ser!) ser outro alguém, um ídolo criado em nosso coração, e assim nunca vivamos plenamente o que fomos criados pra viver, causando conseqüências na crise ambiental; saber que todas essas coisas influenciam diretamente no caos que o mundo vive e na falta de respostas plausíveis, não pra “tapar o sol com a peneira”, mas pra resolver de maneira permanente e integral problemas como a questão da crise ambiental e ecológica.
Após o debate consciente devemos tomar ciência das atitudes que devem proceder daí. E juntarmos forças pra agir de maneira responsável, ainda que a grande maioria não pense assim, e buscar, senão resolver, mas ao menos mostrar ao mundo que é possível viver de outra maneira, minimizando os danos causados ao nosso planeta.
Creio que possam ser reforçadas as organizações que trabalham de maneira missionária nessa área, além da criação de muitas outras, que possam trabalhar de maneira intencional e específica nessa questão. O movimento missionário, embora trabalhe com pioneirismo em muitas frentes, pode ser maior nessa questão ambiental.