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Série: Reflexões Teológicas: Meio Ambiente, parte 3

By : Kadu
Agora, com tudo o que já escrevi e postei aqui, assista a esse vídeo e dê uma olhada na postura de uma criança canadense, que discursou na conferência da ONU aqui no Rio de Janeiro, em junho de 1992, conferência que ficou conhecida com ECO 92, ou Conferência das Nacões Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD). Essa garota praticamente calou todo o auditório presente com seu discurso extremamente coerente.




Abaixo, texto extraído do Wikipédia sobre a conferência:

A Conferência do Rio consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. Reconheceu-se, ao mesmo tempo, a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem na direção do desenvolvimento sustentável. Naquele momento, a posição dos países em desenvolvimento tornou-se mais bem estruturada e o ambiente político internacional favoreceu a aceitação pelos países desenvolvidos de princípios como o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas. A mudança de percepção com relação à complexidade do tema deu-se de forma muito clara nas negociações diplomáticas, apesar de seu impacto ter sido menor do ponto de vista da opinião pública.
A ECO-92 frutificou a elaboração dos seguintes documentos oficiais:

Obs: vale a pena o debate sobre esse tema, mesmo datando do distante ano de 1992. A pergunta que fica: o que e quanto mudou de lá pra cá? Que diferença isso faz na sua vida em particular???

Série: Reflexões Teológicas - Meio Ambiente, parte 2

By : Kadu

Voltando a falar do tema do último post, posso destacar aqui um testemunho de minha própria vida.
Sempre gostei de artesanato manual, e sempre o fiz. Me ajudou muito, e ainda ajuda, em minha vida missionária, já que me traz um reforço orçamentário pra caminhada.
Também a muito tempo me vejo olhando para o céu e sendo amplamente ministrado por Deus. Contemplando sua beleza, as cores, as estrelas..., amo olhar a lua, por vezes escondida entre as nuvens. Essas contemplações me fizeram sempre olhar mais para o horizonte e ver as paisagens por onde passei, já que já viajei muito e morei em diferentes lugares, por conta do que mencionei sobre minha vida em missões. Passei a buscar cada vez mais “ver” Deus em todas as coisas criadas e admirar a beleza do Criador na criação. Com isso me aproximei mais do pensamento ecológico e ambiental. Passei a ver mais valor nas coisas criadas, ver traços intensos da criatividade e amor de Deus, que não se limitaram a mim e ao ser humano em geral.
Com isso acabo por perceber também as mazelas que nós, seres humanos “dominantes” temos causado com a natureza criada. Passei a me irar com desmatamentos e queimadas, com papéis diversos (chicletes, balas, anúncios, cigarros) jogados ao chão. Passei a perceber o problema do desperdício de água...
E onde entra o artesanato? Hoje faço meus artesanatos com jornais velhos, revistas, papelão, listas telefônicas, anúncios políticos, folders de comércio em geral, filtros de pó de café..., recicláveis! É muito pouco, eu sei, e não tem tanto caráter ministerial, mas faz parte já da minha vida, do meu cotidiano. Consigo tirar inclusive lucro disso, em se pensando no desenvolvimento sustentável aplicado na sociedade capitalista que vivo..., sei bem entender o consumismo que me rodeia e me manter afastado desse tipo de pensamento.


Eu creio que dessas pequenas atitudes é que podem surgir ações maiores, com ministérios do tipo do Instituto Genesis 1:28, que inclusive editou e publicou a Eco Bíblia, totalmente com materiais recicláveis. Essa ONG é coordenada pelo pastor Valter Ravara e já tem grande impacto social em questões ligadas ao meio-ambiente, tendo tido contato e apoio, inclusive, da candidata à presidência Marina Silva, ligada ao PV. É uma ONG que educa e promove apoio a projetos ligados ao meio ambiente e sua preservação, tanto dentro das igrejas como fora delas.
Vejo algo muito interessante quando as pessoas param para ver meus produtos e acabam não acreditando serem moldados a partir de matéria prima que seria lixo, que produziria poluição, e não só a visual, na cidade em que vivem. E assim, tenho a oportunidade de testemunhar um pouco daquilo que acredito, mesmo que seja sem palavras, apenas pelas atitudes.

Creio, porém, como aconteceu comigo, que algo deve estar ligado ao “antes”, a essência. Nossa cosmovisão deve ser moldada de maneira a entender o meio ambiente ao nosso redor debaixo, principalmente, dos mandamentos de amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. Assim, aquilo que virá de frutos daí gerará as atitudes como essas acima descritas, assim como tem gerado esses frutos em mim mesmo e naqueles que se envolvem de maneira ativa e específica nessas causas ambientais. Senão temos a tendência de nos associarmos à preservação de maneira à pensar nos frutos apenas (para o nosso tempo), não mudando realidades à longo prazo, assim demonstrando que nossa tendência egoísta ainda permanece.
Somente ligados ao amor àquele que é o criador de todas as coisas e entendendo os limites comunitários e sociais saudáveis e pautados no princípio do amor ao próximo, poderemos vencer a barreira do egoísmo, transformando nossa cosmovisão, deixando de lado a visão egoísta e antropocêntrica, utilitária, do capitalismo. Assim, os movimentos de transformação social, a partir de uma visão ecológica e ambiental coerentes, não serão apenas mais uma moda, um momento de compensação pelo “peso” da responsabilidade ou apenas mais um utilitarismo egoísta que visa a melhoria de “minha” vida no agora (porque desde o “agora” precisamos de mudanças no nosso comportamento em relação ao meio ambiente e ecologia).
Também excluiremos as tendências naturais da sociedade que não conhece Deus, de preservar a natureza por acreditar ser ela o próprio “Deus”. Alguns grupos ambientais tem sido extremistas por que tem essa cosmovisão da deusa-mãe, a natureza, e nós cristãos, sem entendimento, nos aliamos a causas cuja finalidade não é preservação do meio-ambiente, mas preservação da deusa-natureza.
Não que devamos nos excluir, mas até mesmo aproveitar as brechas trazidas por esses grupos extremistas, atuando junto à eles, e influenciando de maneira a moldar princípios básicos e corretos nos corações de cada um destes, com relação ao amor ao verdadeiro e único Deus, criador da natureza, e o amor ao próximo, pra viver de maneira que o interesse seja o de Deus pra comunidade, não o do homem para a “mãe-natureza” ou vice-versa.
Esse é o testemunho daquilo que eu penso e vivo, não tanto como ministérios, mas como estilo de vida. E agradeço a Deus por me firmar em princípios e crenças que geram frutos coerentes com o meio-ambiente, no sentido de preservá-lo, influenciando outras pessoas no mesmo sentido. Sim, ainda tenho muito a crescer e conhecer sobre este assunto, e ainda me vejo, por várias vezes, agindo de forma contrária..., confesso! Porém, meu maior interesse está em brigar contra isso, a partir de mim, pra garantir a beleza da criação, por amor ao Criador, por amar Suas criaturas...

Série: Reflexões Teológicas - Meio Ambiente, parte 1

By : Kadu



A cada dia que passo penso mais nessas questões de vocação e relação com o meio ambiente, na crise que vivemos em relação à natureza.
Creio que, principalmente pela proximidade das eleições, e por ter uma candidata com uma certa evidência no tratar dessas questões, também são muitos os brasileiros que estão pensando e debatendo sobre tudo isso. Soma-se a esse momento o que ocorre no mundo todo, com tanta tragédia natural como terremotos, furacões, secas extremas de um lado, enchentes e inundações de outro, tsunamis, aquecimento global, etc...
Costumo pensar que estes momentos de crise são, na verdade, momentos de grande oportunidade para propagação do Reino de Deus e da boa nova, que envolve também questões ambientais; o evangelho integral, para o homem todo, para todos os homens.
Infelizmente, ainda estamos apenas no campo dos debates, que também são poucos, e os debates tem girado em torno do mesmo tema: consumismo. O próprio consumismo sem princípios trouxe toda essa crise. Ao invés de se discutir o domínio responsável, ou, melhor definindo, a mordomia do mundo e de toda sua fonte de riquezas naturais, continua-se discutindo apenas o que diz respeito ao consumismo. Estuda-se novas formas de continuar consumindo muito, num domínio sem princípios, com um pouco menos de impacto ambiental. Mas não porque queremos ser mordomos, administradores daquilo que temos como nosso, e sim pra que as fontes de consumo não cessem, trazendo crises econômicas, etc...
Mas como tratar desses temas de maneira a não tratar apenas no quesito superficial do consumismo? Apenas o cristianismo, através do entendimento integral e bíblico daquilo que realmente é o mundo, a natureza, o meio ambiente e o quem é o ser humano em suas relações com esse mesmo mundo, natureza e meio ambiente, podem proporcionar um debate na direção certa, de se encontrar motivos verdadeiros pra crise ecológica que vivemos.
Temos respostas para as questões de quem nós somos e pra quê nós somos, o que é a natureza e pra quê ela foi criada. E essas respostas estão fundamentadas nos princípios que envolvem o ser criado a imagem e semelhança de Deus, a Imago Dei. Discutir esse termo tanto vai trazer resposta sobre o uso responsável, a dominação consciente, a mordomia altruísta do mundo criado ao nosso redor, como também respostas para nosso ser e nossa função no projeto de Deus em relação ao mundo e às pessoas que vivem nele.
Numa sociedade individualista, que diz que o ser humano vale o que possui, que entende a natureza como serva/escrava daquilo que a sociedade dita como correto, e que nunca se satisfaz, crendo que cada vez mais tem que possuir e/ou consumir, pelo simples fato de possuir/consumir, imagine o impacto de se descobrir: que somos criados por um Deus que nos fez, por graça, do nada, que preparou um ambiente perfeito pra vivermos, onde cada um de nós teria responsabilidades e deveres, além dos favores que dali viriam e seriam plenamente suficientes, que teríamos pessoas a nossa volta para não vivermos sós, de maneira individualista, mas em sociedade, sempre respeitando e obedecendo, em constante gratidão, ao Criador e doador disso tudo.
Não há nenhuma filosofia, religião, conceito, ciência que possa trazer tamanho impacto. Não há força maior do que o relacionamento com Deus, que ecoa no relacionamento com o próximo, com a natureza criada e consigo mesmo, percebendo e compreendendo quem somos, pra quê somos, o que fazer, etc...
Penso que também precisamos compreender mais sobre a queda e o que ocasionou o rompimento desse relacionamento integral com Deus. Saber que o que vivemos em relação à natureza é fruto desse rompimento, que hoje nos faz olhar para o mundo como nosso servo, fonte inesgotável daquilo que desejamos, fonte de consumo. Saber que nosso relacionamento impessoal, cada vez mais egoísta e afastado de outros seres humanos, num utilitarismo insaciável, também reflete na maneira como olhamos a natureza, até mesmo as terras que são posse dos outros, de outros países, comunidades e culturas. Saber que a crise de identidade pela qual o mundo atual passa, não sabendo se são hetero, homo, ou qualquer coisa que envolva o “amor livre”, vivendo a crise de trabalhar pra ganhar dinheiro e consumir ou trabalhar onde se pode “viver” mais, tendo mais prazer, fazendo diferença, distinguir família e seu papel nela, etc., tudo isso está relacionado ao rompimento com Deus, que impede de nos enxergarmos como realmente somos, mas faz com que sempre queiramos (desde Adão e Eva que queriam ser como Deus e não quem Deus os fez pra ser!) ser outro alguém, um ídolo criado em nosso coração, e assim nunca vivamos plenamente o que fomos criados pra viver, causando conseqüências na crise ambiental; saber que todas essas coisas influenciam diretamente no caos que o mundo vive e na falta de respostas plausíveis, não pra “tapar o sol com a peneira”, mas pra resolver de maneira permanente e integral problemas como a questão da crise ambiental e ecológica.
Após o debate consciente devemos tomar ciência das atitudes que devem proceder daí. E juntarmos forças pra agir de maneira responsável, ainda que a grande maioria não pense assim, e buscar, senão resolver, mas ao menos mostrar ao mundo que é possível viver de outra maneira, minimizando os danos causados ao nosso planeta.
Creio que possam ser reforçadas as organizações que trabalham de maneira missionária nessa área, além da criação de muitas outras, que possam trabalhar de maneira intencional e específica nessa questão. O movimento missionário, embora trabalhe com pioneirismo em muitas frentes, pode ser maior nessa questão ambiental.

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