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Governo do Senegal, Presidente Dilma Rousseff, Itamaraty: Libertação de missionários brasileiros presos no Senegal

By : Kadu


Fazemos um apelo para o governo do Senegal que liberte os cidadãos brasileiros José Dílson da Silva e Zeneide Moreira Novais, presos desde novembro de 2012 por acusações comprovadamente infundadas, após apurações realizadas pelas autoridades locais. Mesmo inocentes de tais acusações, permanecem ainda encarcerados, com o habeas corpus negado.
Apelamos também às autoridades públicas do Brasil, à Presidenta Dilma Rousseff, à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e ao Itamaraty, que intervenham em favor da liberdade imediata desses dois compatriotas que estão sofrendo nessa nação irmã por prestarem ajuda humanitária através de um projeto social que oferece abrigo, alimentação e ensino para crianças e jovens de rua. 
Não podemos admitir que pessoas que empenham suas vidas junto aos desfavorecidos e excluídos sejam vítimas de tamanha injustiça!
José Dílson trabalha há 21 anos no continente africano (13 anos em Guiné Bissau e há quase 8 anos no Senegal) como membro e dirigente da ONG ABC (Aide Internatinale Aux Enfants) e da APMTS (Associação Presbiteriana de Missões Transculturais no Senegal).

Cristão engajado na causa dos pobres e necessitados da África, Zé Dílson tem participado e realizado às seguintes ações:
Em Gunié Bissau: 
•Ajudou a construir uma das maiores escolas de Guiné Bissau (Escola JOCUM). Desde 1991 milhares de crianças já foram beneficiadas, atualmente com 700 alunos inscritos. 
•Construiu vários centros nutricionais, com o apoio do PAM, ADRA e outras organizações, distribuindo diariamente alimentação para mais de 300 grávidas e crianças com desnutrição na cidade de Gabu e arredores.

No Senegal: 
•Criou a Escola ABC, que apoia e beneficia centenas de famílias através da educação de seus filhos. Esta escola hoje conta com 200 alunos inscritos, da pré-escola até o quarto ano. Crianças do ensino elementar recebem alimentação diariamente, estudando em tempo integral das 8 às 15 horas. 
•Contribui na inserção social através do esporte, com quatro escolinhas de futebol em Dakar e no interior, nas quais participam 120 meninos. 
•Fundou o Projeto Obadias, que conta com um orfanato-escola para meninos em situação de abandono social. O projeto contribui para o desenvolvimento humano e social de menores que viviam nas ruas do Senegal, oferecendo abrigo, alimentação e ensino.

No dia 06 de Novembro de 2012, José Dílson e Zeneide (diretora do abrigo de menores que faz parte do Projeto Obadias) foram detidos na cidade de Mbour e posteriormente enviados a um presídio na cidade de Thies. Eles foram presos após a queixa do pai de um dos jovens apoiados pelo projeto, desconte de ver o filho tornar-se cristão.
José Dilson mora com sua esposa e filhos dentro do Projeto Obadias, numa zona rural de Dakar, e nunca teve problema de ordem judiciária ou passagem pela policia. No momento, se encontra com a saúde debilitada, pois sofre de diabetes, compartilhando a cela com dezenas de outros presos em condições que fazem agravar o seu estado físico.
Que perigos José Dilson e Zeneide podem oferecer para a sociedade senegalesa que lhes negou a liberdade provisória?
Apelamos para que a justiça do Senegal faça valer os direitos desses brasileiros que tanto amam seu país e lhes conceda liberdade e anistia imediatas.

Modelo de mensagem enviada:

Para: 
Macky Sall, Presidente do Senegal 
El Hadji Abdoul Aziz Ndiaye, Embaixador do Senegal no Brasil 
Katia Gilaberte, Embaixadora do Brasil em Dacar 
Embaixada do Brasil em Dacar 
Antonio Patriota, Ministro das Relações Exteriores do Brasil 
Dilma Rousseff, Presidente do Brasil 
Por favor, intervenham pela libertação imediata do José Dílson da Silva e Zeneide Moreira Novais, presos injustamente desde novembro de 2012 no Senegal. O governo brasileiro e o Itamaraty já intervieram com muito mais efetividade em outros casos para pedir a extradição de brasileiros no exterior. Este caso tem um agravante: eles são inocentes e são missionários que atuam há mais de 20 anos em causas humanitárias no continente africano. O José Dílson tem diabetes e outros problemas de saúde que estão se agravando nas condições insalubres do presídio. Por favor, tomem uma ação efetiva de alto nível para que o governo do Senegal liberte os dois missionários.
Atenciosamente, 
[Seu nome]

Como fazer isso na prática?
Entre no site e assine a petição:

http://www.change.org/pt-BR/peti%C3%A7%C3%B5es/governo-do-senegal-presidente-dilma-rousseff-itamaraty-liberta%C3%A7%C3%A3o-de-mission%C3%A1rios-brasileiros-presos-no-senegal?utm_campaign=share_button_action_box&utm_medium=facebook&utm_source=share_petition

Meditação: Você busca recursos pra sobrar?

By : Kadu

Mateus 6:25-34 e Êxodo 16

Assim como podemos ver em Êxodo 16, creio que hoje Deus quer mostrar que nossa preocupação deve ter como alvo obedecê-Lo e aprender a obedecê-Lo na caminhada. As demais coisas vão ser acrescentadas, inclusive o descanso.
Com certeza gastamos muito tempo correndo atrás do que comer e do que vestir. Gastamos mais tempo de qualidade buscando essas coisas do que buscando entender Deus e aprender a obedecê-Lo.
O que Ele diz, é algo que Ele já tentava ensinar para os israelitas no deserto. “Até quando vocês se recusarão a obedecer meus mandamentos e às minhas instruções?”, era, e é o que Deus está dizendo. Porque, como os israelitas, há um caminho pra trilharmos, há um lugar pra chegarmos, há algo pra aprender no caminho. E é nisso que devemos focar. As coisas periféricas devem continuar sendo periféricas. Como diria Brennan Manning: “A genialidade da religião está em tornar secundárias aquilo que é primário e primárias as coisas secundárias”. Se você é como eu, que busca escapar de todo tipo de religiosidade, de ensinamento comum e “enquadrado” sobre a vida com Deus, pode também ser como eu no caso de acabar se prendendo a esse estilo de vida em vários momentos.
Deus tem maná e codornizes pra alimentar seu povo diariamente, a porção exata. Deus tem inclusive o descanso pra dar, sem que tenhamos que preocupar com qualquer tipo de trabalho ou situação que envolva pensar em nos manter, alimentar, vestir, comprar, possuir, etc. Ele também dá na medida certa, segundo nossas necessidades.
No êxodo do Egito não havia roupas novas, mas havia a melhor roupa do mundo: aquela que crescia junto com eles e não se desgastava jamais, permanecendo sempre como nova! Se o povo, no deserto, recolhesse comida a mais para seu dia, ela estragava, dava bicho, cheirava mal.
É exatamente o que Deus quer falar hoje: recolher demais, além das necessidades, para um futuro, é não confiar que ele cuida de nós sempre, inclusive do nosso futuro.
“Basta a cada dia o seu mal”.
Se está diante de nós, com facilidade de acesso, algo além daquilo que é necessidade, antes de tudo devemos perguntar a Deus pra quê, ou pra quem é aquilo. Porque não precisamos de sobras nem reservas, precisamos do essencial! O que sobra deve estar faltando pra alguém. E se continuar comigo vai estragar, criar bixo, cheirar mal! Você deve saber bem do que Deus está falando.
Esse Deus comunitário pode estar colocando em suas mãos algo além do que necessita, pra que olhe comunitariamente e entregue pra quem está necessitado e não conseguiu enxergar as codornizes e o maná pra ir recolhê-lo. Talvez essa entrega voluntária faça com que a comunidade consiga perceber o maná ao seu redor. E assim, o Reino de Deus e a sua justiça são instalados na comunidade “ e as demais coisas... são acrescentadas”.
Lindo isso! Perceber o cuidado de Deus conosco, se preocupar em percebê-Lo e obedecê-Lo no caminho, entendendo as necessidades, repartindo e dando exemplo pra comunidade, fazendo que a comunidade perceba quem Ele é e como Ele cuida de todos, implantando o Reino de Deus, realizando Sua justiça, vendo as demais coisas sendo acrescentadas enquanto vivemos todos em direção ao alvo, ao prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus! Essa é a lição de hoje!

O futuro do nosso país...

By : Kadu

Estou aqui estudando Teologia Bíblica do Antigo Testamento, ouvindo João Alexandre..., cd's antigos. Me ajudam a focar e pensar melhor. Mas, perdi o foco..., quando tocou a música: Pra cima, Brasil.
Em tempos de eleição, onde estamos mais discutindo sobre quem NÃO deve governar, sobre quem tem errado mais, etc..., fico pensando na minha, na nossa responsabilidade perante a sociedade, perante nossa própria cultura.
Quantos de nós se "embrenham" nessas discussões políticas somente em ano, pior, em semestre ou mês, de eleições!? Mas, por exemplo, quando o "assunto político" é o papel de bala que você e eu jogamos no chão, ninguém discute..., muitas desculpas surgem pra nossos "atos políticos".
Esse pequeno "assunto político" polui, tem alguns anos pra se desintegrar, deixa o local feio, mostra desrespeito com outras pessoas que passam pelo lugar, desrespeito por quem limpa o lugar, falta de responsabilidade ambiental, pode gerar naqueles que te seguem (porque, mesmo não querendo, muitos de nós somos formadores de opinião!) uma conduta igualmente errada, custa aos cofres públicos mais dinheiro com a limpeza e programas de re-educação socio-ambiental (dinheiro que poderia estar sendo usado pra curar seu vizinho doente, dependente do SUS), etc, etc, etc, e infindáveis etcs...
Mas o importante é não votar na Dilma, porque ela foi assasina e ladra, no Serra porque ele só fala em saúde e vai beneficiar só os ricos, na Marina porque ela é feinha e fragilzinha, no Plínio porque ele é velho e não tem chance, e nos outros porque nem lembramos o nome dos coitados...
Realmente é disso que o Brasil precisa!!! Ô!!
Qual é gente..., prestem atenção em quem cada um de nós somos, quais são os princípios que regem nossas vidas, em quem e no quê realmente cremos..., preste atenção no "pequeno e insignificante assunto político" chamado papel de bala. Quem sabe dentro de alguns anos os políticos não terão quase nada pra fazer, a não ser administrar o que já estará acontecendo de bom..., acontecendo porque a revolução social e política começou dentro do coração de cada um, e o reflexo será o que de bom vai estar "rolando" Brasil afora. 
Chega de dar tanto poder aos políticos, simplesmente pra correr de suas próprias responsabilidades! Seu voto não deve ser porque alguém vai fazer isso e aquilo de novidade para o Brasil crescer e melhorar, mas deve ser porque você já está vendo a sociedade ao ser redor melhorar por pequenas ações que VOCÊ contribuiu e "tal" ou "tal" candidato vai simplesmente administrar essa situação!
Outra música do João Alexandre fala: "Transformar o mundo é questão de compromisso..., é muito mais e tudo isso".
Como será o futuro do nosso país?
Você tem compromisso com quem?? Com o que??
Só pra complementar: existe um Reino que funciona muito bem..., tem princípios políticos extremamente coerentes, de liberdade e responsabilidade, onde a justiça funciona de maneira excelente, a saúde não é empecilho pra ninguém, todos tem oportunidades iguais, e pobreza não é marca de quem é excluído..., onde as fraquezas tem as maiores atenções e o que vai bem continua indo..., quer saber qual é??
Se quiser te digo...

E aí vai a letra da música em questão:

Como será o futuro
Do nosso país?
Surge a pergunta no olhar
E na alma do povo
Cada vez mais cresce a fome
Nas ruas, nos morros
Cada vez menos dinheiro
Pra sobreviver

Onde andará a justiça
Outrora perdida?
Some a resposta na voz
E na vez de quem manda
Homens com tanto poder
E nenhum coração
Gente que compra e que vende
A moral da nação

Brasil olha pra cima
Existe uma chance
De ser novamente feliz
Brasil há uma esperança!
Volta teus olhos pra Deus,
Justo Juiz!

Como será o futuro
Do nosso país?



Obs: esse post faz parte do conteúdo que teremos num seminário intensivo que vamos ministrar no feriado de 2 de novembro..., quer saber mais, como participar, etc? Entre no site: 

Filosofia da práxis e práxis cristã

By : Kadu
Decidi repostar esse antigo porque vi que ficou bom e tem gente ainda comentando sobre ele..., e também porque tem muito sentido com o seminário que vamos dar agora no feriado prolongado de 2 de novembro em Limeira-SP. Se você quiser participar do seminário, entre em contato conosco!





Tenho estudado bastante para os últimos trabalhos e provas da faculdade e um dos temas me chama bastante atenção, no módulo de formação cidadã: filosofia da práxis.
Dentro de muitas coisas estranhas ao cristianismo que vemos nos círculos de filósofos, esse tema da filosofia me chama bastante atenção.
Falando de cidadania, direitos que todos cidadãos devem ter, vemos que sujeitos atentos às transformações sociais, cientes dos processos históricos, em condições de avaliar criticamente as diversas alternativas apresentadas pelas forças que compõe a sociedade e dispostos a trabalhar de maneira plena, podem ajudar muito no processo da formação de cidadania.
A filosofia da práxis ajuda muito nesse processo. O "rapaz" que dedica um bom tempo falando dessa tal filosofia e que estudamos de maneira particular na faculdade é Gramsci.
Resumindo bastante, ele diz que os oprimidos precisam tomar consciência, e em seguida se libertar das forças que os oprimem. Pra isso se faz necessário um processo constante de reflexão, crítica e ação. Todos juntos, de maneira simultânea.
Primeiro porque não podemos simplesmente tomar ações práticas, na inércia do movimento corrente, pois assim estaríamos agindo segundo as ideologias dominantes. Nem mesmo se eximir de qualquer tipo de teoria, já que, pra ele, ação e conhecimento são inseparáveis.
A teoria também não podia ser separada do processo ativo, já que é necessário estar com a "mão na massa", no meio da sociedade, pra não pensar em coisas que não são concretas, ou não fazem parte da realidade, fugindo de qualquer suposição, mas sim pensar aquilo que se conhece.
Um teólogo chamado Casiano Floristán, também defende essa idéia da práxis. Ele a coloca no cenário cristão como propulsora para a expansão da cidadania e dos direitos dos cidadãos.
Diz ele que a legitimidade da práxis se dá na medida em que valoriza o povo e possibilita a elevação da consciência crítica e trasnformadora, fazendo o caminho que separa a consciência comum em direção à consciência reflexiva.
E o que isso tem a ver comigo ou com você???
Pelo que conheço, cristianismo, segundo Jesus, não igreja x ou y, vai de encontro com questões como partilha, igualdade, fraternidade, amor, justiça, etc..., certo? Se você não pensa assim talvez não precise mais ler a partir daqui, abraço!!

Como eu tenho me envolvido com questões de cidadania, desenvolvimento comunitário, justiça social (ainda muito pouco, confesso!), tenho buscado maior entendimento. E creio que a práxis deve ser algo a ser realmente pensado e incorporado na maneira de viver o cristianismo.
Cristãos, totalmente comprometidos com Jesus, pensando de maneira crítica o andar da sociedade, se envolvendo com a comunidade que está inserido e buscando influenciar o povo a pensar criticamente e não só isso, mas agindo conforme aquilo que se tem criticado, em prol da melhora da condição de vida das pessoas ao redor, trazendo justiça e direitos, desenvolvendo cidadania e trazendo dignidade pra população..., enfim: cristianismo prático e teórico andando juntos..., isso, com absoluta certeza, devemos perseguir.
Ainda não sabe o que tem a ver com você? Quem sabe o termo "missões" te faça refletir!? Ainda não?
E o que é isso de filosofia da práxis senão Missão Integral?!!?? O evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens. Já ouviu essa frase?? Já ouviu falar de pacto de Lausanne?? Provavelmente a liderança da sua denominação estava lá assinando esse pacto...
Creio que precisamos mesmo de mais conhecimento e aliar aquilo que já temos com a prática. Lembrando do amor sacrificial de Cristo em prol do "homem todo" próximo. Em algum momento já li que Cristo veio reconciliar consigo mesmo todas as coisas..., talvez em Colossenses capítulo primeiro..., lê lá!
Ah, como quero fazer um esforço na direção do entendimento das coisas que rolam ao meu redor, vivendo próximo à realidade, agindo com o auxílio do Espírito de Deus, em prol da transformação radical da sociedade ao meu redor..., ah sim quero!!!
E você, quer também?

Perdoar ou julgar?

By : Kadu


Recebi essa reflexão em meu email de nossa amiga e parceira Carla e a coloquei aqui por julgar extremamente relevante..., casa ainda com o que acabo de ler no Pulpito Cristão sobre perdão..., leia aí e comente:


Irmãos e irmãs, a paz!
O que vc acredita: Quando uma pessoa confessa,  cai ou reconcilia?
O que ouvimos normalmente ou julgamos?
Será que nós não estamos com nossas atitudes, inibindo as pessoas a ter a atitude bíblia de confessar pecados e sendo assim estimulando a hipocrisia?
Será que nós mesmos não estamos colhendo essa  hipocrisia moral em que estamos vivendo em nossa sociedade brasileira dita evangélica, (coisas que nos fazem corar de vergonha, mas não se assumem) porque estamos estimulando as pessoas viverem essa inversão de valores,  somos os primeiros a justificar e inverter as questões, quando o sujeito confessa, dá a cara para bater julgamos que ele caiu? Então para que confessar? Se confessar está julgado como caído e não reconciliado, para que assumir os pecados?
Será que não estamos colhendo uma realidade social do que nós mesmos plantamos nesta geração? Uma falta de prática do evangelho porque nós mesmos invertemos as ordens das coisas?
Ouça o testemunho abaixo e reflita, tire suas conclusões:





Que o DEUS da reconciliação nos abençoe sempre,
Um abraço,
Carla de Paula Berigo

Filosofia da práxis e práxis cristã

By : Kadu
Decidi repostar esse antigo porque vi que ficou bom e tem gente ainda comentando sobre ele..., e também porque tem muito sentido com o seminário que vamos dar agora no feriado prolongado de 2 de novembro em Limeira-SP. Se você quiser participar do seminário, entre em contato conosco!




Tenho estudado bastante para os últimos trabalhos e provas da faculdade e um dos temas me chama bastante atenção, no módulo de formação cidadã: filosofia da práxis.
Dentro de muitas coisas estranhas ao cristianismo que vemos nos círculos de filósofos, esse tema da filosofia me chama bastante atenção.
Falando de cidadania, direitos que todos cidadãos devem ter, vemos que sujeitos atentos às transformações sociais, cientes dos processos históricos, em condições de avaliar criticamente as diversas alternativas apresentadas pelas forças que compõe a sociedade e dispostos a trabalhar de maneira plena, podem ajudar muito no processo da formação de cidadania.
A filosofia da práxis ajuda muito nesse processo. O "rapaz" que dedica um bom tempo falando dessa tal filosofia e que estudamos de maneira particular na faculdade é Gramsci.
Resumindo bastante, ele diz que os oprimidos precisam tomar consciência, e em seguida se libertar das forças que os oprimem. Pra isso se faz necessário um processo constante de reflexão, crítica e ação. Todos juntos, de maneira simultânea.
Primeiro porque não podemos simplesmente tomar ações práticas, na inércia do movimento corrente, pois assim estaríamos agindo segundo as ideologias dominantes. Nem mesmo se eximir de qualquer tipo de teoria, já que, pra ele, ação e conhecimento são inseparáveis.
A teoria também não podia ser separada do processo ativo, já que é necessário estar com a "mão na massa", no meio da sociedade, pra não pensar em coisas que não são concretas, ou não fazem parte da realidade, fugindo de qualquer suposição, mas sim pensar aquilo que se conhece.
Um teólogo chamado Casiano Floristán, também defende essa idéia da práxis. Ele a coloca no cenário cristão como propulsora para a expansão da cidadania e dos direitos dos cidadãos.
Diz ele que a legitimidade da práxis se dá na medida em que valoriza o povo e possibilita a elevação da consciência crítica e trasnformadora, fazendo o caminho que separa a consciência comum em direção à consciência reflexiva.
E o que isso tem a ver comigo ou com você???
Pelo que conheço, cristianismo, segundo Jesus, não igreja x ou y, vai de encontro com questões como partilha, igualdade, fraternidade, amor, justiça, etc..., certo? Se você não pensa assim talvez não precise mais ler a partir daqui, abraço!!

Como eu tenho me envolvido com questões de cidadania, desenvolvimento comunitário, justiça social (ainda muito pouco, confesso!), tenho buscado maior entendimento. E creio que a práxis deve ser algo a ser realmente pensado e incorporado na maneira de viver o cristianismo.
Cristãos, totalmente comprometidos com Jesus, pensando de maneira crítica o andar da sociedade, se envolvendo com a comunidade que está inserido e buscando influenciar o povo a pensar criticamente e não só isso, mas agindo conforme aquilo que se tem criticado, em prol da melhora da condição de vida das pessoas ao redor, trazendo justiça e direitos, desenvolvendo cidadania e trazendo dignidade pra população..., enfim: cristianismo prático e teórico andando juntos..., isso, com absoluta certeza, devemos perseguir.
Ainda não sabe o que tem a ver com você? Quem sabe o termo "missões" te faça refletir!? Ainda não?
E o que é isso de filosofia da práxis senão Missão Integral?!!?? O evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens. Já ouviu essa frase?? Já ouviu falar de pacto de Lausanne?? Provavelmente a liderança da sua denominação estava lá assinando esse pacto...
Creio que precisamos mesmo de mais conhecimento e aliar aquilo que já temos com a prática. Lembrando do amor sacrificial de Cristo em prol do "homem todo" próximo. Em algum momento já li que Cristo veio reconciliar consigo mesmo todas as coisas..., talvez em Colossenses capítulo primeiro..., lê lá!
Ah, como quero fazer um esforço na direção do entendimento das coisas que rolam ao meu redor, vivendo próximo à realidade, agindo com o auxílio do Espírito de Deus, em prol da transformação radical da sociedade ao meu redor..., ah sim quero!!!
E você, quer também?



Comenta aí, ok? CLIQUE AQUI PRA ISSO! 

Pensando mais nos outros

By : Kadu



"Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado. Para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus" 1 Pedro 4:1-2

Já há algum tempo venho pensando e "formulando" uma teoria. Ela vem ganhando porça em minha cabeça cada vez mais. Cada conversa, cada análise crítica da minha própria vida. E esse texto fecha com esse pensamento!
A teoria é a seguinte: tenho observado que quanto mais posses temos, acumulamos ou mesmo pensamos que temos, menos olhamos para o próximo..., menos tempo temos pra pensar nos outros..., menos tempo gastamos com missões. Afinal, precisamos muito cuidar do que é NOSSO, não é mesmo? Falo isso pelo contexto que vivo: base missionária!
Ao contrário disso, quanto menos acumulamos posses ou menos pensamos em tê-las, ou que já possuímos, mais tempo teremos de dedicação ao nosso próximo, aos outros, com missões, por exemplo!
Mesmo no meio em que vivo, missionários, existe egoísmo, egocentrismo, falta de amor, renúncia e visão para o próximo, para a missão que Deus nos deu. Infelizmente há sim!
Muitas vezes o pensamento, a fala e as atitudes, giram em torno do "mas eu também posso" ou "eu também mereço". Por trás dessa fala, porém, está a falta de movimento em direção ao próximo..., ela só serve de máscara, de camuflagem.
Outros ainda, se "escondem" atrás das palavras de que as coisas mudaram, 4ª onda de missões, não precisa de tantos sofrimentos, de pietismo, etc... E, debaixo de todo conforto, dizem que esse é seu chamado.
Tudo o que envolver um pouco mais de sofrimento ou dificuldade em prol dos outros é considerado muito, ou mesmo desnecessário, afinal, os tempos mudaram e também preciso cuidar de de mim, não posso me anular.
Repetindo: "Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado. Para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos..." 
Essa é a idéia que deve estar "armada" em nossos pensamentos: de que, muito provavelmente, só o sofrimento corporal pode romper com esse nosso pecado, fazendo com que vivamos mais para os outros do que para nós mesmos. Fazendo com que o nosso Deus não seja nosso próprio umbigo (confira Deus-umbigo), mas, complementando o texto: "mas sim para fazer a vontade de Deus".
Creio firmemente na possibilidade de, muitas vezes, ganharmos presentes e bençãos de Deus(Salmo 37:4), porém, antes buscando Seu Reino e Sua Justiça(Mt 6:33), fazendo Sua vontade(Jo 4:34), sofrendo no corpo(Jo 16:33), pensando no próximo(Jo 13:34, 1Jo 3:16, ), derramando sangue(Hb 12:4) se for preciso.
Menos pra mim..., mais, muito mais pra Ti!!! (João 3:30)

Salmos 115:1 " Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade."


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Cidadão

By : Kadu



Cidadão - Zé Geraldo

Composição: Lucio Barbosa



Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tontoMas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer

Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer

Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar


Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar

Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar




Meu comentário:


É triste constatar o fato de que, ao invés de usarmos as coisas, criadas por Deus para auxiliar seres humanos em suas relações interpessoais e para o bem da comunidade em geral, temos usado as pessoas, as relações interpessoais e a comunidade em geral pra mantermos as coisas funcionando bem, excluindo até o criador de todas elas.

Click (mais um processo!!)

By : Kadu
Estou lembrando aqui do filme Click, com o Adam Sandler..., muito bom..., não viu???
Muita coisa boa dá pra tirar dessa história.
Tem um momento que acho que é especial. O (ou a) personagem vivida pelo Adam vai conversar com o tal Morty (aquele que arruma o controle remoto universal pra ele!) sobre passar direto alguns "capítulos" de sua vida, pra não ter que passar pelo processo longo da espera e do trabalho cansativo pra conseguir o tal cliente que vai lhe proporcionar ser sócio da empresa que ele trabalha. Ele pergunta ainda o que Morty acha e a resposta dele é que ele é quem tinha o controle nas suas mãos..., agora ele é quem decide!!
Ele já havia usado o controle remoto e tinha visto os "benefícios" de passar direto por alguns momentos que ele julgava serem ruins ou chatos. Sempre com seu próprio senso de julgamento, é claro! Aí ele vê que vai demorar mais do que ele imaginava sua promoção à sócio da empresa..., pronto!!! Tá aí a oportunidade de usar o controle remoto de novo, talvez no momento mais especial e marcante de sua vida (de novo, segundo seu próprio julgamento!). Afinal, são só alguns meses e, como ele mesmo diz, ele vai perder somente algumas irritaçõezinhas da esposa, etc...
Interessante que ele já havia ficado assustado ao perceber que passando direto por alguns "capítulos" de sua vida o faziam perder alguns momentos que eram realmente importantes, principalmente para o desenvolvimento de suas relações familiares. Mas, o que importa mais??? Quem vence sempre na nossa batalha pela justiça??
Mais uma vez olho pra mim mesmo e me procuro nesse meio. Onde é que busco ansiosamente por esse controle remoto universal da minha vida??? Onde é que quero ter o controle de decidir por quais processos passar e quais tenho que pular, ao alcance de um clique!? Porque tenho essa ância de não passar por determinados processos demorados ou chatos, que são determinados pelo meu próprio senso de julgamento?
Creio que a resposta possa ser falta de confiança em quem eu (disse) que entreguei o controle da minha vida! Por não confiar nEle não consigo esperar..., por não esperar pulo capítulos essenciais da minha vida, estando, como Adam, somente de corpo presente, mas não de alma..., no piloto automático, como diz Morty.
Quando pulo capítulos passo direto pelos relacionamentos, sem dar devida importância à eles, me relacionando no piloto automático..., não há profundidade em nenhuma atitude, em nenhuma palavra. Não aproveito os momentos..., não extraio o máximo de cada momento..., não aprendo com as dificuldades..., não aprendo nada!!!! Perco os momentos graciosos da vida..., os simples e marcantes!! Não percebo os olhares e gestos de carinho das pessoas ao meu redor me dando força na caminhada..., nem mesmo da minha esposa, parte mais importante de mim!!! Esqueço que sou um com ela..., faço dela apenas mais uma comigo!!
Deus..., é complicado..., mas não quero pular capítulos por causa do meu senso de justiça!! Quero acordar todas as manhãs e entregar minha vida e caminhar diariamente pra você!! Quero aprender a confiar mais na sua justiça e em suas vontades em mim!! Quero aprender a viver o hoje, todo dia..., o amanhã trará os seus cuidados!! Não quero colocar minha vida no piloto automático quando julgar não ser importante tal momento!! Quero aprender a olhar mais para os relacionamentos ao meu redor..., às pessoas que vão contribuindo pra essa caminhada..., e que também precisam de mim de corpo, e alma, e coração...
Enfim..., quero passar pelo processo!!!!

"Frustrações" e "Êxitos" - Rm. 8:28

By : Kadu
Na vida temos muitos momentos de “frustração”. Nesses momentos repensamos, “pulamos fora” de onde estamos, mudamos o rumo, ou simplesmente ferimos a nós mesmos, os outros e a Deus. Também temos muitos momentos de “êxito” e isso parece ser o que nos impulsiona pra continuar caminhando, indo em frente na direção que já estávamos, afinal, “em time que está ganhando não se mexe”. Também, inevitavelmente ferimos alguém nesse “êxito”.
Até aí, tudo normal. O problema é que mesmo nestes dois momentos o centro de tudo, o ponto de partida e a chegada, têm a ver estritamente conosco. A vida hoje é super corrida. O tempo passa depressa. O amanhã já foi, o agora já passou também. E na nossa visão estamos sempre perdendo tempo.
O que não sabemos é que esse conceito, esse julgamento é só nosso. Muitas vezes nos apoiamos em conceitos e julgamentos doutrinários, teologicamente corretos, afinal existem doutrinas e teologias pra todos os gostos e aplicamos em nós aquela que julgamos ser melhor pra nós. Novamente: NÓS julgamos! Ainda que esses conceitos e julgamentos estejam biblicamente alicerçados, o julgamento final é sempre nosso.
E assim seguimos em frente. De “frustração” em “frustração”, de “êxito” em “êxito”. Chega um momento que cansamos!! Desanimamos! Aí sim, nos sentimos realmente frustrados!! Aí a minha conotação de frustração perde as aspas, porque essa sim é real..., não está baseada em suposições ou julgamentos que EU criei.
Com certeza, esse é o ponto onde há também o verdadeiro êxito, aqui também já sem aspas. O êxito de Deus sobre nós.
Só que nesse real momento de frustração e êxito não dá pra simplesmente ir levando. É tempo de parar..., de, como no livro, ir pra Cabana trocar uma idéia com Papai, Sarayu e Jesus Cristo. Aí vamos descobrir que o nosso maior problema somos nós mesmos. Nossa (falsa)segurança em antecipar o futuro, fazer os julgamentos do que é bom ou mal no presente e viver o possível pra não haver “frustração” e sim “êxito”. Inclusive como se isso fosse o ponto final de nossas pobres vidas.
Olha pra sua vida..., vê aí se não é exatamente isso que você também faz!! Levando em consideração somente o que você mesmo julga ser correto. Criando toda a sua história, seu próprio futuro, através do antecipar das situações, sejam elas de risco ou comuns, e ir se preparando, com todas as suas “seguras” ferramentas pra chegar ao seu “seguro” ponto final.
A minha pergunta é: onde está Deus?? O bom Deus? O que julga corretamente todas as coisas? O que faz com que todas as coisas, TODAS, cooperem para o bem daqueles que amam a Deus? Que sabe todos os processos que devemos passar no presente pra chegarmos no futuro que Ele sabe que é melhor pra nós? O que tem o tempo a seu favor? Em quem temos confiado?
Sabe, eu e a Lily temos nos deparado com essa situação nesses dias. São dias que rapidamente declaramos como os mais inúteis de nossas vidas porque estávamos olhando para o “muito” que não estávamos fazendo e poderíamos fazer. Porque se tivéssemos o controle dessas situações nesse momento, saberíamos como agir e já tínhamos planejado onde chegar com tudo isso. Mas a pergunta quando paramos na real frustração(sem aspas) era: onde está o bom Deus?
Porque se estamos agindo assim, só podemos ver o mal Deus. Afinal, não é possível que Ele tenha desejado isso pra minha vida..., que isso esteja realmente acontecendo!!! Isso não está exatamente me fazendo bem!
Esse mesmo tempo que julgamos ser inútil é o tempo que o julgamento de Deus diz ser o mais útil. Mas preferimos ficar com nosso julgamento. E aí nossas escolhas têm realmente definido nosso destino. E nessa caminhada (sem sentido) rumo ao nosso destino, vamos ver, no final, que não valeu à pena..., mais frustração. Cíclico, não?
Temos aprendido a colocar todas essas perguntas em discussão com os três grandes camaradas, amigão que é um..., seja lá o nome que você, sua doutrina, sua teologia ou sua religião quiser dar pra eles.
E nessa discussão temos visto as duas enormes palavras: simplicidade e dificuldade. Tão simples: entregar pra Ele. Tão difícil: entregar pra Ele.
Nessa “corrida teológica pós-moderna” (se é que esse termo é correto de se usar!) vemos muitas, enormes e velozes mudanças na maneira de se pensar pra se explicar o mais simples: entregar pra Ele.
É lógico que isso é recheado de significados práticos, mas nada muda o fato de ser simples..., e difícil!
O que, na prática, eu e a Lily temos tentado fazer? Confiar nEle em todas as situações, não usando mais o nosso senso de julgamento sobre o que é bom ou mal..., afinal, a dor, a dificuldade, o sofrimento, as situações inesperadas de falta de grana, de não conseguir fazer aquilo que realmente desejamos, de ter pessoas da sua própria família sofrendo “injustiças”, doenças, morte, etc..., podem até soar como mal pra nós, mas o julgamento de Deus pode ser que isso é exatamente o bom, o melhor de Deus!! E temos preferido o julgamento de Deus..., ou pelo menos tentado viver assim!
Nossas escolhas vão passar a ser baseada no senso de justiça de Deus, não nosso, da nossa teologia, das “doutrinas” dos tele-evangelistas (que em sua maioria odiamos!!), ou no momento que estamos passando.
Assim, “frustração” vai passar a ser frustração real..., ou talvez ela mesma (a frustração com aspas), o êxito real. E o “êxito” passará a ser êxito real..., ou ainda ele mesmo (o êxito com aspas), a frustração real. E tudo isso vai estar dentro do processo que temos vivido com Deus, e todas as coisas, TODAS, vão realmente cooperar para o nosso bem!!!
Se tudo isso não tem a ver com o amor dos três camaradas, o Grande Amigo, por nós, não sei dizer mais nada...

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