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Quer ver as paredes tremerem?

By : Kadu
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Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente.
Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do teu santo servo Jesus".
Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.
Atos 4:29-31


Tem muita gente que gosta do versículo 31 de Atos capítulo 4. Muitos relatam maravilhas como essa em tempos que passaram orando, seja na igreja ou "no monte". Muitos citam isso com desejo ardente de que aconteça, colocando nisso um poder testificador de alguma coisa.Vai me dizer que você também nunca quis experimentar isso: enquanto ora, ou ao término de sua oração "poderosa", tremer tudo!?
Não sou cético ao ponto de duvidar que isso realmente ocorra ou já deve ter sido experimentado por você. Até algo diferente mas com o mesmo "poder" sobrenatural, de verdade, não duvido...

O que me deixa cético a ponto de duvidar da grande maioria dos casos relatados e daqueles que desejam que isso ocorra é o fato de não compreenderem algumas coisas relacionadas a esse texto.
Muito se tem dito que maravilhas e milagres não são rotineiros (senão obviamente não seriam milagres!) e que eles ocorrem apenas pra sinalizar algo maior, pra trazer glória ao Cordeiro, pra mostrar quem Ele é, pra atrair pessoas a Ele. Porém, não sei se é algo demoníaco (pode muito bem ser) ou bobeira nossa mesmo, que nos cega e faz com que esse discurso seja repetido, me parece, em vão.
Enfim, além de não entendermos isso, muitos de nós não estamos também dispostos a compreender onde nosso compromisso com Deus pode nos levar num mundo tão corrompido como o que vivemos. O compromisso dos apóstolos, no trecho que nos baseamos pra buscar os "tremores espirituais", trouxe a eles sofrimento! Verdade!! Sofrimento!! Não trouxe glória, carros novos, prosperidade material, salários maiores, promoções, saúde perfeita, etc. Trouxe a eles outra coisa que rejeitamos e temos como atestados de falta de fé, pecado ou possessão: perseguição! E perseguição pelos líderes das igrejas!! Impressionante não?
Pois é, se hoje você é perseguido pelos líderes das grandes e proeminentes igrejas, bye-bye tremor
depois que você ora! Isso porque você vai ser taxado de "rebeldão" e aí, como é que Deus vai sacudir alguma coisa? A não ser que ele trema tanto que as paredes caiam sobre você, pecador!!! (Brincadeira!)
Bom, infelizmente (ou felizmente!) não é bem assim. Nossa proximidade com Deus e com seus planos pode (deve?) muito bem acarretar consequências naturalmente desastrosas! Principalmente problemas relacionados a perseguição religiosa. E não por não- religiosos, mas pelos mais influentes e conhecidos religiosos ao seu redor, infelizmente!
Está disposto a isso? A consequência é tremer o lugar que você estiver orando!
Mas espera, não tão rápido!!!! Tem gente compreendendo essas situações mas deixando passar despercebido algo também muito importante revelado nesse texto. O que foi que Pedro, João e o povo ali orou a respeito disso que estavam passando (perseguição, enfrentamento, prisão, tortura)? Se talvez fosse antes, João ainda oraria pra descer fogo sobre esse povo!!! Talvez fosse você e EU, também pediríamos isso! Mas, numa plena compreensão da Nova Aliança, revelada naquEle que eles estavam pregando, Jesus Cristo, eles oram simplesmente pra que Deus considere (apenas considere!) as ameaças e os capacite a pregar mesmo assim! Eles pedem poder, não pra ficarem ricos, terem
influência na mídia e na política, serem prósperos e assim conquistarem mais público pra que vejam que eles não são tão ruins assim e os "perseguidores" caiam em descrédito..., eles pedem poder pra continuarem pregando, pra que tenham coragem de continuar fazendo o mesmo, ainda que nada ao redor mude..., o que de fato ainda não mudou, até os dias de hoje(em relação a persguição)! Imagina só se a ideia toda fosse pregarmos até onde desse, até quando tivéssemos liberdade, e, se não mais a tivéssemos, fugíssemos ou pedíssemos pra Deus acabar com tudo, tipo "Mi-mi-mi..., misericórdia!" e essas manhazinhas que ainda temos. Imagina só se eles tivessem deixado a prerrogativa de que tínhamos que orar é pra ficarmos, então, na nossa, dentro de nossas comunidades, quietinhos,
pregando só pra quem quer ouvir, ou praqueles de nossos "clubes" de final de semana? Não!!! A prerrogativa é ao contrário..., a ideia é não nos intimidarmos e termos ainda mais coragem, pregarmos mais, sairmos por aí realizando sinais e maravilhas ainda mais, com o objetivo claro de apontar pra Ele, somente Ele!
O que tiramos de tudo isso? Queremos experiências com Deus, mas tenho absoluta certeza que Ele não vai dar pra maioria de nós!! Porquê? Porque as queremos pra massagear nossos egos, pra parecermos maiores e melhores para os outros, pra que nosso ministério ganhe destaque, pra que a parede trema quando EU estiver orando, etc. Não! Porque queremos nos fechar ainda mais, ainda
com a "coragem" (ou seria a falta dela?) de agradecer porque temos liberdade de culto onde estamos vivendo! Não! Porque não queremos nos comprometer com Cristo e promover seu Reino, sua Glória e seu Poder, mas somente nós mesmos, nossa denominação, nosso nome, nosso ministério! Não! Porque quando "sofremos" algum ataquezinho, por menor que seja, logo nos enchemos de "mi-mi-mi" e síndrome de coitados, nos acovardando ou pedindo pra Deus descer a porrada nesses que nos "perseguem", muito mais do que apenas considerar os ataques dos "perseguidores".
No final de tudo, ainda oramos, e choramos, e cantamos, numa "lovação" sem noção, esperando que as paredes tremam pra podermos celebrar o quanto somos bons! Esse é o resultado!!
Mas esse é o resultado da oração da época, do tremor das paredes praqueles  seguidores de Cristo? Absolutamente não! Eles se encheram do Espírito Santo, cheios de coragem pra pregar as boas novas por aí, e até mesmo pra aguentar a dispersão! E não só isso, se você seguir lendo esse texto, vai ver mais resultados pra vida cotidiana e prática da comunidade.
Te deixo a pergunta: quer ter "experiências sobrenaturais e espirituais"? Quer ver as paredes tremerem? Sim? Então aproveita e queira também coragem pra enfrentar perseguição, prisão, xingamento, porrada, espada, morte e tudo mais, até mesmo dos seus ídolos e líderes religiosos e gospel da atualidade. Aproveita e pede também pra renunciar a si mesmo, aos seus bens. Pede pra Deus te dar coragem de vender tudo o que tem pra compartilhar com quem precisa. Pede coragem pra
pregar o evangelho até mesmo se alguém te colocar uma arma na cara! Pede força pra aguentar uma dispersão se for necessário pra que Cristo seja glorificado na sua história!
Quer fazer as paredes tremerem?? Certeza?
Lembre-se, não se trata de você, mas dEle!!
Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente.
Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do teu santo servo Jesus".
Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.

Atos 4:29-31

O primeiro Amor que amou primeiro...

By : Kadu
reflexão baseada nos seguintes trechos: Apocalipse 2:1-7; Lucas 10; 1 João 4; Mateus 7:21-23; Lucas 2:41-50.


Tenho visto a crise que vivemos em nosso cristianismo atual. É tanta vaidade, tanto "achismo", tanto despreparo, tanto "tiro no escuro" (pelos muitos trabalhos, obras, eventos e agendas lotadas), porém o resultado real e duradouro não surge.
E não digo isso de gente desinteressada, que não busca relevância, mas de gente que de certo modo busca fazer alguma coisa, algum tipo de diferença. O que acontece é que em algum momento aconteceu a grande queda que reverteu todo bom trabalho, toda boa motivação em algo estranho ao próprio Cristo, mesmo fazendo tudo "em seu nome".
Quando a igreja de Éfeso é alertada, em Apocalipse, sobre algo que deveria ouvir do Espírito, o fato é exatamente esse. Jesus diz praquela igreja que a conhece, que sabe do trabalho árduo dela, sabe de como ela sempre resistiu à mentira e aos mentirosos. Imagina só, isso é um elogio e tanto. Hoje tomamos por certo tudo o que fazemos quando recebemos elogios como esses. Se você, seu ministério ou sua igreja recebesse uma mensagem dessa do próprio Cristo, como ficaria seu coração?
Creio que muitas igrejas e ministérios hoje tem ouvido essa parte da mensagem do Espírito e tomado para si, porém ignorando o que o Espírito continuou dizendo para os efésios, com muita graça: "tenho, porém, contra ti..."!
A pergunta é se nós hoje estamos dispostos a ir um pouco além e ouvir o "porém" do Espírito. E não só ouvir, mas atentar pra isso.
Quando Cristo envia os setenta discípulos pra irem falar sobre as boas novas, Ele os enche de autoridade pra isso. E quando voltam, passam um relatório animador, cheio de vitórias, fruto de seus trabalhos árduos, em nome de Jesus. Eles dizem que até mesmo os demônios se submetem a eles no nome de Cristo..., isso é fantástico. Talvez uma marca da aprovação do ministério e trabalho deles. Porém, o que Cristo diz ali, soa como o que Ele diria mais tarde, para a igreja de Éfeso: "eu sei de tudo isso meus queridos, eu via satanás caindo do céu como um relâmpago..., eu mesmo dei essa autoridade pra vocês..., eu sei do que são capazes em meu nome..., PORÉM, não deve ser esse o motivo da alegria e do contentamento de vocês. Se alegrem porque o nome de vocês está escrito nos céus. Se alegrem não por algo que vocês estão fazendo, mas por algo que EU JÁ FIZ por vocês".
Creio que a raiz da grande maioria das crises que passamos atualmente tem a ver com esse fato que Cristo quer nos alertar: não se trata de nós, mas de Deus!
Não se trata de nossa autoridade, de nosso trabalho, de nossas grandes ou pequenas obras. Não se trata de nossas responsabilidades assumidas, de nossas renúncias, de nossas ofertas de amor. Não se trata de nosso jejum, de nossa oração, de nossa devoção, de nosso louvor, de nosso choro ou riso. Não se trata de nossas viagens missionárias, de nosso esforço, de nosso suor, de nosso trabalho árduo. Não se trata de nossa resistência aos homens maus e mentirosos. Não se trata de nós..., se trata de Deus!
À igreja de Éfeso, Jesus disse que apesar de todo o trabalho, de reconhecer o esforço daquela comunidade, eles haviam esquecido de algo essencial: o primeiro amor. O recado é claro: volta! Lembra de onde foi que caiu, de quando foi que o trabalho deixou de ser resultado do amor de Deus, que nos amou primeiro...
Até mesmo nosso amor por Cristo, não se trata de nós..., porque Ele nos amou primeiro! E nós só o amamos porque Ele nos amou primeiro!
Outro texto que me lembro aqui é de quando os pais de Jesus o esqueceram em Jerusalém. Pensa comigo, como é possível alguém esquecer o próprio Cristo numa viagem. Ainda mais ele sendo uma criança ainda..., ainda mais eles sendo seus pais! A resposta que mais se encaixa ali é que seus pais estava tão acostumados com sua presença, com caminhar com Jesus que acabaram por não dar a devida importância a sua presença com eles..., pelo costume, por aquilo que era normal, continuaram a caminhada e Jesus os acompanharia. Nem perceberam que Jesus havia ficado lá.
Assim somos nós com nossos trabalhos, nossas boas obras, nossos ministérios. Acabamos por "esquecer" o primeiro amor pelo costume, pela normalidade da vida na caminhada cristã. Quando deixamos de lado a novidade de vida, dia após dia, de se andar com Cristo, podemos estar fazendo o trabalho de Cristo sem Cristo. Quando deixamos de lado aquilo que tínhamos quando nos apaixonamos por Cristo, quando compreendemos sua paixão por nós e recebemos seu amor para depois o amarmos e assim ver as obras como resultado disso, acabamos por esquecer Jesus e continuar a "caminhada cristã".
Porém...
Temos que voltar...
E a crise está aí. A grande maioria ou não quer voltar, ou não reconheceu ainda estar caminhando sem o Caminho.
O problema da volta é que deve haver o reconhecimento, a confissão, o arrependimento. Os pais de Jesus tiveram que viajar de volta e procurar por 3 dias pra chegar até ele. Quando o encontraram ainda tomaram uma boa bronca, ali não do filho deles, mas do Filho do Pai que nele estava. Isso dói, ainda que seja amor, não é fácil.
Já o problema daqueles que ainda nem reconheceram caminhar com Cristo..., bom, pode ser que cheguem no momento de estarem diante de Cristo e ouvirem um "não os conheço", apesar de dizerem: "mas em teu nome expulsamos demônios e fizemos sinais e maravilhas". Que seus ouvidos sejam abertos antes, pra ouvirem o que o Espírito tem a dizer.
O bom é que quando reconhecemos isso, que não se trata de nós mas de Deus, muito dessa crise é superada. Já não vamos mais aos cultos por nós mesmos, por nossa vaidade, nosso egoísmo. Já não buscamos com toda nossa força recebermos bençãos e mais bençãos. Já não corremos atrás dos milagres. Já não desejamos tanto assim as mãos que cumprem as promessas feitas a "mim". Já não cantamos 80% das músicas gospel nacionais. Já não investimos nosso dinheiro em coisas que passam ou que tem tanta importância quanto um ar-condicionado ou um banco acolchoado. Já não ficamos em crise quando o pastor não nos visita 5 vezes por semana. Não culpamos Deus por não conseguirmos um emprego, uma cura ou qualquer coisa. Não manipulamos pessoas para nosso benefício pessoal. Não seremos tão paternalistas e ditadores em nossa liderança. As agendas ministeriais não tomarão conta de tudo, deixando em segundo plano o que é mais importante, como a família por exemplo. Não nos vangloriaremos de resultados numéricos. Não disputaremos membros com outros ministérios. Na verdade, nem mesmo fecharíamos paredes e portas pra delimitarmos nosso território ministerial ou eclesiástico.

E aí, o resultado é o amor. O primeiro amor. O Amor que vem primeiro! O amor que resulta em trabalho. Um trabalho totalmente altruísta, em forma de serviço, em benefício do Reino do Rei de Amor. Porque, de fato, já não se trata de nós, mas única e exclusivamente de Deus!

Loucuras "no espírito" - por David Wilkerson

By : Kadu
Encontrei esse vídeo navegando pelo Osmose Emocional, da minha amiga Carla Berigo, e o deixo aqui em concordância ao choro de David Wilkerson, ainda que me custe alguns seguidores...
Pra quem não o conhece, ele começou sua carreira em meados de 1958 pregando para pessoas marginalizadas nos suburbios de Nova Iorque e teve grande sucesso principalmente após a conversão de Nick Cruz que era um chefe de uma temida gangue local. O seu livro autobiografico A Cruz e o Punhal conta exatamente esse período de sua vida que durou 5 anos. Após esse periodo foi o fundador do "Desafio Jovem", um ministério destinado a resgatar jovens problemáticos, membros de gangues, viciados em drogas e alcoólatras, e de outras organizações destinadas a atividades evangelísticas para jovens. Em 1987 veio a fundar no coração de nova iorque, a igreja que ficou conhecida a igreja da Times Square. Morreu aos 79 anos. O fundador da Igreja de Times Square, em Nova Iorque, sofreu um acidente de carro no Texas na tarde de quarta-feira, 27 de Abril de 2011.
fonte: Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Wilkerson)

Amor intenso do Pai

By : Kadu



Os últimos meses tem sido intensos demais pra nós. Temos até feito poucas coisas, mas temos vivido muitas e recebido muitas da parte do Pai. Muitas dessas não foram tão agradáveis de se viver no momento, mas, como pais que agora somos, temos aprendido que amamos nossa filha quando a disciplinamos, fazendo o que não soa agradável pra ela no momento, tanto quanto a amamos quando damos o que ela quer. Temos revisto muitas coisas sobre amor, sobre o amor de Deus, o amor que Ele deixou pra que amássemos uns aos outros.
Isso requis de nós reconhecimento de muitas falhas, muitos erros, muitos equívocos que cometíamos como família. E uma das coisas que ficou foi priorizar ao máximo o relacionamento um com o outro e a nossa paternidade sobre a Yasmin. Resolvendo primeiro as coisas internas e depois..., o depois vem depois!
E isso começou com uma parte super importante nesse processo que foi nossa disposição em mudarmos em definitivo pra Espanha. Fizemos todos os preparativos por mais de um ano. Corremos atrás de tudo o que estava a nosso alcance. Nos últimos instantes antes da viagem, como de costume, Deus fez tudo acontecer em relação às liberações, ao apoio, ao sustento, etc... Foi demais a preparação. Foi ainda mais o tempo que passamos lá. Foram tantas descobertas. Era como se estivéssemos completamente desnudados perante Deus e um perante o outro. Vimos exatamente o que tava rolando entre nós, o que exatamente Deus queria com aquele tempo e percebemos o que realmente precisávamos.
Meditando e questionando Deus esses dias sobre essas coisas, li uma passagem sobre as viagens missionárias de Paulo, e seus planos pra ir pra Ásia, por exemplo. Apesar de ter tanta vontade, o Esípirito o impedia. O que ele fazia? Parava, lamentava, chorava, pedia perdão para seus discípulos, apoiadores e sustentadores? Ele simplesmente continuava..., sabia que Deus estava o tempo todo com ele, o tempo todo o guiando. Ainda que seus planos desse errado, ele continuava.
Sinto hoje que foi realmente o Espírito que nos impediu de voltarmos pra lá agora. Apesar de um pouco relutante, nosso desejo era ficar lá. Mas tudo "conspirou" (Espírito impedindo) pelo contrário. Apesar de ter pessoas maravilhosas lá, que aliás morremos de saudade, um ambiente super família, gente que gosta da gente, que nos apoiou e nos apóia, um pastorzão cuidando e investindo em nós, não nos adaptamos como família. Isso é, pra mim, impressionante, pois era a terceira vez que estávamos indo pra lá, já conhecíamos a terra, as pessoas, o ambiente, a língua, etc... Fomos super bem recebidos, como mencionei. Tínhamos diversas oportunidades. Porém, como família, não nos adaptamos. O Espírito nos impedindo pra olharmos para as prioridades que Ele estava nos alertando e mostrando desde que decidimos sair do Brasil: a família!
Enfim, além dessas coisas, nosso sustento não atingiu um limite aceitável pra vivermos lá e nossa documentação, que tinha prazo legal pra sair até dezembro, ainda não saiu.
Precisamos continuar! Entendemos que não era frustração o que ocorreu. Entendemos que não era que Deus não nos queria em missões. Entendemos que Deus disciplina os filhos que ama, e demonstra todo seu amor quando algumas coisas planejadas por nós não dão certo. Aprendi que podemos fazer nossos planos (não há nada de errado nisso!), porém a resposta certa vem direto do Paizão. E percebemos que isso nada tem a ver com escrever um projeto e esperar parados até que venha algum sinal do céu sobre fazer ou não fazer, porque, na verdade, o que importa não está no fazer, mas no processo, no relacionamento, na vida e no aprendizado dia após dia com Papai. Assim como Paulo fazia, ia por aí, viajando, caminhando e só não entrava de fato onde o Espírito impedia, devemos também fazer nossos planos, caminhar, ir adiante, e crer que nesse relacionamento com o Pai Ele vai nos dizer pra parar quando tiver que parar, mudar os rumos quando tiver que mudar..., ou não falar nada quando tivermos caminhando no rumo certo: é só ir adiante, afinal, já não disse que Ele que marchemos, "indo por todo o mundo", não?
Seguimos nosso rumo até o impacto de verão da base da Jocum de Floripa. Na verdade não queríamos participar como staff, mas simplesmente como participantes, já que queríamos conhecer o trabalho deles e receber um pouco mais do Pai, de maneira bem anônima. Mas o Espírito nos impediu! Participamos como staff e desde o princípio sendo convidados a servir, a trabalhar duro junto com eles. Foi ótimo!!!! Estávamos precisando disso.
Enquanto estávamos diretamente ligados ao trabalho todo, pudemos conhecê-los, conhecer sua maneira de trabalhar..., nos identificamos completamente. E, nesse processo, indo pra um lugar desconhecido, trabalhar com pessoas desconhecidas, numa filosofia de trabalho desconhecida, sem dinheiro, sem sustento, nos adaptamos perfeitamente. Dessa vez o Espírito não impediu, mas impeliu!
São tantos os milagre que rolaram lá que só o povo de lá mesmo pra contar, afinal eles participaram de cada milagre em nossa vida..., também somos eternamente gratos a eles e já registramos isso no facebook, né galera!?
Mas o maior milagre mesmo rolou em nós, como família. Naturalmente, o que mais priorizamos nesse tempo, sem esforço ou mesmo sem ser intencional, foi a família. Nunca nos demos tão bem em meio a tanto "caos", financeiro, de conforto (dormimos numa sala de aula, em colchões infláveis, por 20 dias), de relacionamentos (não somos tão bons ou rápidos em fazer amizade), etc...
E as impressões que as pessoas tiveram de nós, as coisas e momentos que mais conseguimos ministrar nas pessoas, não foi nada intencional, mas nossa vida como família, nossa paternidade, a maneira como lidávamos um com o outro e especialmente com a Yasmin..., pra nós isso foi fantástico!
Bom, pra resumir e parar de escrever (sei que escrevo demais) o que queremos informar, como toda a alegria do mundo é que estamos de mudança pra Floripa, crendo que desta vez o Espírito não nos está impedindo, mas nos impelindo, e vamos trabalhar naquilo que somos e fazemos servindo a base de Jocum dali e as pessoas daquela cidade. Estamos partindo já nesse final de semana e contamos com as orações e as parcerias que sempre tiveram conosco pra mais um reinício de vida, de tantos que já tivemos.
Pra variar, temos diversos desafios financeiros, por isso continuamos pedindo ajuda..., se você que está lendo aqui quer se comprometer conosco e viver essa aventura junto, entra em contato. Se quiser nos ofertar (temos pouco tempo pra arrumar o suficiente pra mudarmos pra lá) não precisa nem entrar em contato, é só depositar em uma das contas da Lily, abaixo:

Caixa Econômica Federal
Ag: 2861
Conta Poup: 3189-4   Op: 013
ou
Banco do Brasil
Ag: 1844-9
C/C: 23.719-1

No mais, enorme abraço, um "muto bigadu" da Yasmin, e continuem orando!!
Assim que tivermos nosso endereço certinho passaremos pra todos vocês.
Kadu, Lily e Yasmin................

Plantando "Igrejas"

By : Kadu


Fui desafiado nesse mês a responder a questão abaixo, para a matéria "Novos Modelos Eclesiais" da faculdade de teologia..., segue abaixo o resultado. Depois você me diz se seria membro dessa comunidade.

"Se Deus quizer, e com o apoio e a orientação do Espírito Santo, que tipo de igreja plantaria, no meu contexto atual, ou futuro, a favor do Reino de Deus?"

Creio que primeiro faria o possível para compreender a visão de Deus para a plantação de tal igreja no contexto que estaria inserido, isto é, descobrir a realidade ao meu redor, conhecendo as pessoas do "recorte geográfico", suas necessidades, suas conversas, suas tradições e culturas, sua herança religiosa, etc...
Creio que dando esse primeiro passo já estaria me inserindo na vida e no cotidiano das pessoas (porque não há como descobrir todas esses aspectos se não estiver eu mesmo inserido nesse meio), ganhando a confiança e a abertura necessárias pra propor algum tipo de movimento que pudesse suprir necessidades ou mesmo enaltecer e/ou promover qualidades, movimento esse que poderia denominar de igreja. Com  orientação do Espírito Santo faria todo o possível pra que cada detalhe desse movimento fosse um sinal que apontasse diretamente para Deus, para sua história de amor e reconciliação através de seu Filho Jesus Cristo.
Assim, apesar de ter esses conceitos mais claros em minha mente, sua execução demandaria muito mais esforço devido a sua complexidade, como vi nas aulas.
Sendo assim, alguns princípios naturalmente devem estar orientando de maneira bem clara e sólida essa execução, já que apesar de maleáveis quanto às suas abordagens e ferramentas, os princípios devem ser firmes.

Creio que esse movimento, ou igreja, seria antes de tudo informal. Seria organizada, porém tudo sendo pensado de maneira informal, já que deve ser atrativa, estando atenta aos movimentos de um mundo pós-moderno. Todas as suas atividades se voltariam para que seu público pudesse não só estar atento ao que se passa, como receptor passivo, porém que também pudesse atuar, buscando ser fiel ao princípio do sacerdócio universal de todos os crentes. Teria espaço para atuações diversas, crendo no princípio de que Deus é criador de todas as coisas, e tudo pode glorificá-lo. Teria bem definido também a mútua cooperação, a interdependência, no uso dos dons e talentos específicos dados pelo Espírito, pra edificação do seu Corpo.
Esse movimento também teria forte ênfase no estudo da Palavra, das mais diversas e interativas maneiras quanto fossem possíveis. Teria que ser acessível a todas as pessoas, então até mesmo quem não sabe ou não pode ler deveria ter acesso ao estudo da Bíblia, por isso a necessidade de interatividade e uso das mais diversas tecnologias. Dentro desse aspecto poderia desenvolver, inclusive, uma espécie de seminário teológico gratuito, não elitizando o conhecimento aprofundado da palavra.
Tendo em vista essas duas primeiras ações, essa "igreja" não deve ser nem pequena (em quantidade de membros) a ponto de minguar até extinguir (sem dar o calor suficiente, esfria), nem mesmo tão grande que não haja como haver essa "organizada informalidade" com profundidade bíblica. Por isso uma organização em grupos pequenos, células ou seja lá o nome que se quiser dar, seria a maneira mais adequada de se organizar. Assim também seria possível uma maior comunhão e comunicação entre os participantes e descentralização de poder. Seria também mais atrativa para a família como um todo, pois haveria espaço de qualidade para comunhão e expressões de fé até mesmo para os pequenos.

Essa forte ênfase no estudo bíblico não deve excluir o estudo da atualidade, de temas do cotidiano, pra ser sempre atual, sempre relevante nessa história nesse contexto vivido. Também não deve excluir o estudo da teologia com medo de sistematização da fé e criação de doutrinas inflexíveis. Equilíbrio é a palavra correta aqui.
Esse movimento, por estar "antenado" com o mundo ao seu redor, promovendo comunhão íntima e conhecimento das realidades ao seu redor, seria também um movimento de transformação social, de promoção de justiça. Sua maneira de fazer evangelismo, além de intencional, seria voltado às necessidades. Porém não de maneira humanista, mas sempre baseado em intercessão e em escutar a voz de Deus a respeito de cada necessidade.
Por essa razão, essa também seria uma "igreja" que não abre mão da oração, a conhecendo na teoria e na prática. Entendendo seu papel não manipulativo da vontade de Deus, mas co-participante em seus desejos e atuação. Esta seria uma comunidade que busca o coração de Deus a respeito das diversas situações que enfrenta.
Por orar e ouvir a voz de Deus, esse movimento seria gerador de outros movimentos parecidos, sem necessidade de ligação denominacional, já que o Reino é do Rei. Pra gerar esses outros movimentos essa comunidade deverá ser abençoadora, hospitaleira, doadora, generosa, enviadora. Seria sustentadora de projetos diversos, ensinando-os a ser autóctones, pra também de maneira independente gerarem outros projetos. Seria definitivamente um movimento multiplicador. Também seria cooperador com outros ministérios, por estar vivendo debaixo dessa crença de que somos parte um corpo, que somos uma pequena parte de um Reino.
Fazendo um resumo de tudo isso, estaria preocupada talvez com 3 áreas primordiais: treinamento, evangelismo e atos de misericórdia.
É óbvio que até aqui se parece com uma comunidade perfeita, que não tem espaço pra derrotas, não tem obstáculos pra chegar onde quiser, pra crescer o quanto puder. Porém o "detalhe" que falta até aqui é compreender que essa comunidade será ocupada por seres humanos. E nós, seres humanos, em toda nossa complexidade, baseados na verdade do pecado original e do afastamento de Deus, enfrentaremos sim, lutas, batalhas, obstáculos..., enfim, essa "igreja" precisa saber que irá errar, pecar, se equivocar em diversas situações. Sendo assim, a "atmosfera" que circunda essa comunidade deve ser de humildade e perdão, reconhecimento de seus erros e pecados. Sempre consciente da necessidade de reconciliação, já que é um dos pontos principais do evangelho que professa.
Esse último aspecto sempre norteará essa comunidade, a direcionando para o centro que é, que sempre será Jesus Cristo, cabeça dessa comunidade, onde, e somente onde, essa comunidade subsiste.

Questões, distrações, desejos..., meditando.

By : Kadu
vista do fundo de casa, lugar seguro de meditação...

Há certas questões urgentes que todo cristão deve responder com total sinceridade. Você tem fome de Jesus Cristo? Você anseia passar um tempo sozinho com Ele em oração? Ele é a pessoa mais importante em sua vida? Ele preenche sua alma como uma canção alegre? Ele está em seus lábios como um grito de louvor? Ou Ele está sufocado por distrações, anulado pelo orgulho? Você consulta com ansiedade Suas memórias, Seu Testamento, para aprender mais sobre Ele? Você tem sede da água viva do Seu Espírito Santo? Você está se esforçando para morrer diariamente para qualquer coisa que iniba, diminua ou ameace sua amizade com Ele?
Para verificar onde você realmente está com o Senhor, recorde o que o entristeceu no último mês. Foi a consciência de que você não ama Jesus o suficiente? De que você não buscou sua face em oração com a frequência necessária? De que você não se importou com sua pessoa o bastante? Ou você ficou abatido por causa de uma falta de respeito, de uma crítica de uma figura de autoridade ou em razão de suas finanças, da falta de amigos de medos sobre o futuro ou pelo aumento de peso?
De modo inverso, o que o alegrou no último mês? Uma reflexão sobre a sua eleição para a comunidade cristã? A alegria de dizer suavemente: "Aba, Pai"? A tarde em que você se retirou durante duas horas levando só o evangelho como seu companheiro? Uma pequena vitória sobre o egoísmo? Ou as fontes de sua alegria foram um carro novo, uma roupa de grife, um grande evento, o sexo, um aumento salarial ou a perda de meio quilo em seu peso?
Quando todos os cristãos se rendem ao mistério do fogo do Espírito que queima por dentro; quando nos submetemos à verdade salvadora de que alcançamos a vida somente através da morte, assim como nos voltamos para a luz somente através das trevas; quando reconhecemos que o grão de trigo deve se enterrar no chão e morrer, assim como Jonas deve ser sepultado na barriga da baleia e o jarro de alabastro do "eu" deve ser quebrado para que os outros percebam a doce fragrância de Cristo; quando respondemos ao chamado de Jesus "venha a mim", então o poder ilimitado do Espírito Santo será liberado com surpreendente força na igreja e no mundo.
Mas isso só acontecerá se nos apartarmos da vida que estamos acostumados a viver, uma vida regida por nossos desejos de segurança, prazer e poder. São esses os desejos que nos impedem de reconhecer a verdade de nossa necessidade da misericórdia de Deus. São esses desejos que nos impedem de tirar os resíduos embaçadores de nossa vida sem Deus e nos obstruem a transparência.

Texto extraído do livro "Um convite à loucura", de Brennan Manning, ed. Mundo Cristão (pág. 59 e 60). Recomendo totalmente a compra e leitura dessa preciosidade.

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