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Divulgando nossa família - vídeo 2

By : Kadu



Este é o segundo vídeo de divulgação de nossa família em missões. Assista completo, divulgue, ore, comprometa-se!
O primeiro vídeo você encontra aqui no blog ou direto no youtube: https://youtu.be/5d4TallquZ0

Nossos contatos:
Emails: ka_du2@yahoo.com.br e lilyanekm@yahoo.com.br
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Divulgando nossa família em missões

By : Kadu


Esse é um vídeo com um resumo super breve a respeito de nossa vida em missões, desde o início. Muitos episódios ficaram de fora pois não caberia em poucos minutos. Buscamos ser muito honestos, não buscando comover e manipular, nem mesmo demonstrar super-heróis missionários, o que seria fake. Esse somos nós, a família Oliveira, caminhando com Deus, nos erros e acertos, sempre com o coração apontado para a direção do Paizão. Se deseja caminhar conosco, entra em contato:

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7 maneiras de orar por um missionário

By : Kadu

via https://maisnomundo.org/


1. Ore para que as portas sejam abertas
Cl 4.2, 3a

Portas abertas nem sempre são garantia de que os missionários chegarão aos corações das pessoas. Muitos missionários trabalham em países de acesso difícil. Mas “portas abertas” incluem mais do que somente acesso às nações e grupos de pessoas. Cada coração também necessita estar aberto e receptivo à verdade de Deus.

2. Ore por ousadia para testemunhar
Ef 6.19

Missionários são pessoas normais que temem dor e rejeição tanto quanto qualquer outra pessoa. Quando se deparam com oposição, eles precisam da força que vem de Deus para ajudá-los a permanecer firmes.

3. Ore para que a Palavra de Deus seja propagada
2 Ts 3.1

Obstáculos precisam ser removidos para permitir que a Palavra de Deus seja espalhada rápida e livremente. Remover obstáculos implica resistência resoluta na guerra espiritual. Assim como Arão e Hur sustentara os braços de Moisés na batalha contra os amalequitas (cf. Êxodo 17.12), você pode sustentar os braços cansados de missionários por meio de suas orações.

4. Ore por proteção
2 Ts 3.2

Portas abertas em países de difícil acesso podem também gerar perigo e dano pessoal para os missionários que entram naquelas áreas. Pessoas resistentes ao Evangelho podem expressar sua resistência de forma direta e, muitas vezes, nociva.

5. Ore pelo ministério
Rm 15.31

Cooperação e parcerias são essenciais ao ministério e vitais ao progresso do trabalho. Ore para que o ministério e a atitude do missionário sejam dignos de aceitação.

6. Ore por direcionamento de Deus
Rm 15.32a

Muitos missionários realizam viagens nacionais e internacionais frequentemente. Seus meios de transporte variam de país para país e, às vezes, envolvem situações tensas.

7. Ore por refrigério
Rm 15.32b

Missionários enfrentam muitas das mesmas pressões que você enfrenta na vida, como esmagadora carga de trabalho, conflitos em relacionamentos e incertezas financeiras. Às vezes, entretanto, missionários lutam com essas questões sozinhos, sem a amizade e o apoio de outros cristãos. Morar e trabalhar em outra cultura acrescenta um elemento que pode esgotar a vitalidade física, emocional e espiritual deles.

Parceiros em oração

O apóstolo Paulo foi um missionário e um homem de oração. Ele orou por aqueles que estavam sem Cristo, pelos cristãos e pelas novas igrejas estabelecidas sob seu ministério.
“Recomendo-lhes, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que se unam a mim em minha luta, orando a Deus em meu favor”. (Rm 15.30 NVI)
Paulo sabia que a oração trazia resultados:
“Ele continuará nos livrando, enquanto vocês nos ajudam com as suas orações. Assim muitos darão graças por nossa causa, pelo favor a nós concedido em resposta às orações de muitos.” (2 Co 1.10b e 11 – NVI)
Em sua carta, Paulo faz pedidos específicos de oração para que os cristãos orassem. Como companheiro de oração com aqueles que são chamados a ir, você também provocará um impacto que pode alcançar o mundo todo. Os pedidos de oração de Paulo mostram como orar com entendimento e eficácia, mas não para nisso. Então, ore. Ore para que um dia, todos os povos ao redor do mundo tenham em breve a Palavra de Deus na língua que lhes fala ao coração.
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Onde há fé e onde não há? - pensando em missões...

By : Kadu

Sempre que penso em missões me vem a mente aquilo que eu creio que todos nós, cristãos brasileiros, temos sido formatados a pensar. 
Qual a primeira coisa que você pensa (imagem mental ou palavra) quando ouve algo sobre missões, ou quando ouve a palavra missionário? Posso fazer essa pergunta de leste a oeste, de norte a sul aqui no Brasil e a resposta invariavelmente será a mesma, salvo raras e boas exceções. Faça esse exercício aí, você que está lendo..., o que pensou?
Se você pensou em alguma das palavras a seguir, você é um cristão normal dentro do contexto brasileiro: África, China, muçulmanos, pobres, criancinhas famintas, local isolado e distante, fome, perseguição, índios, entrega de folhetos, teatro, impacto, favela, cadeia...
Tenho algo pra te dizer sobre isso: se você pensou alguma dessas coisas, você está certo, mas pode estar completamente errado também! Incrível? Não..., normal!
Mas porquê? Porque estamos constantemente com uma imagem trazida de uma experiência apenas, e encerramos todo o tema "missões" nisso. 
Pensamos assim: "Na minha igreja fazemos impactos de rua, entregamos folheto, pregamos na praça e damos comidas aos pobres..., isso é missões!". A resposta é sim, isso é, mas não, pois se dissermos que isso que é missão, e o resto? Se dissermos que ser missionário é ir pra China, e os outros países? Se dissermos que missões é pregar para os pobres, isso quer dizer que quem tem dinheiro não precisa ouvir as boas novas?
Uma coisa que aprendi estudando sobre missões é que ao encerrarmos a nossa definição de missões invariavelmente iremos deixar algo de fora, como bem diria David Bosch.
Mas isso não quer dizer que não devemos buscar definições sobre missões. E uma das melhores que já ouvi até hoje, que praticamente não se encerra em uma definição excludente, é de que "missões" é a proclamação exaustiva do evangelho nas fronteiras onde não há fé (conf. René Padilha).
Essa definição é importante pois não exclui ações específicas (palestra, folheto, impacto, teatro, conversa, esportes, mídia, etc.) nem localidades específicas, já que a fronteira não é mais geográfica nem social, mas simplesmente onde há fé e onde não há fé (isto é, crença e relacionamento correto com o único Deus e tudo o que diz respeito a ele). Isso pode se dar seja aqui, no meu vizinho, ou lá longe, no Sudão do Sul, no Curdistão. Isso pode ser através de teatros (onde seja realmente relevante!) ou através de estratégias mais sutis como o caso dos relacionamentos informais. Também pode ser entre os mais pobres somalis ou entre os ricos europeus e asiáticos.
Digo isso porque tenho passado por diversas comunidades, igrejas e pessoas diferentes, com doutrinas e costumes distintos, mas, quase que sempre, a definição sobre missões é sempre a mesma, e gira em torno da exclusividade dos termos que citei lá em cima. O que não for aquilo, não é missões!
Porque fazemos isso? Porque nos julgamos donos da verdade, donos da missão. Não compreendemos
ainda que Deus é o dono de missões e que, em primeiro lugar, ELE tem uma missão. Nós estamos debaixo da missão dEle, como coadjuvantes, que auxiliam no cumprimento da Sua missão no mundo! Isso quer dizer que, ainda que não façamos nossa parte, Ele continua sendo missionário e cumprindo Sua missão através dos Seus próprios meios! Isso também quer dizer que Ele não depende de nós pra cumprir a Sua missão! Isso quer dizer, ainda, que devemos dar graças ao Pai pelo enorme privilégio que Ele nos deu de sermos participantes disso!
Mas, enfim, ainda cremos na "missão da minha igreja", na "missão da minha organização", na "missão da minha denominação". E colocamos isso fora e até acima do Reino de Deus, por exemplo. Queremos muito mais um reino nosso, da nossa denominação, do que propriamente o Reino que dizemos proclamar.
Vamos pensar isso de maneira mais prática..., se hoje se levantar certo crente, compromissado com Deus, que estuda e medita na Palavra dia e noite, que trabalha e dá bons frutos onde está, dizendo que ouviu Deus o chamar pra ser missionário de carreira, como respondemos? Com questões coerentes sobre o onde, como, porque, certo? Digamos então que sua resposta seja: quero trabalhar com artes na Itália. "Ah tá..., tá bom!"
Agora vem outro, crente, que ora em línguas, dá o dízimo, anda de bíblia debaixo do braço é é super simpático com todos os velhinhos e crianças da igreja, além de chamar respeitosamente o pastor da igreja de reverendo (com isso quero formar aquela imagem de crente "externamente perfeito"). Esse crente, apesar de cantar no louvor, não participa de nenhum projeto social, de nenhuma viagem missionária, de nenhum impacto, a não ser que vá cantar e ministrar lá no palco, porque, diz ele, que esse é seu dom. Seus frutos não são aparentes, não tem nenhum discípulo, ao contrário, tem vários desafetos no grupo de louvor que faz parte, porque acham ele meio "estrela demais". Porém, seu "testemunho" perante os que não o conhecem mais intimamente (não fazem parte do grupo de louvor) é muito bom. Ele fala lá suas besteiras teológicas de vez em quando lá no púlpito, mas vá lá, tá aprendendo. Agora, como num passe de mágica, ele também se diz chamado para missões..., e o melhor, vai pra África, trabalhar com as criancinhas "remelentas" das fotos que ele colocou no seu powerpoint!!
Qual dos dois tem maior probabilidade de levantar parcerias e compreensão para seu chamado?
Infelizmente temos que ver o "despreparado-mas-irrepreensível-gospel" ir para o campo, causar mais estrago do que gerar frutos que permanecem, e ver o rapazinho compromissado com Deus ficar penando pra talvez fazer um trabalho de curto prazo com o que foi chamado a fazer.
Com isso não quero dizer que a África não precisa de missionários, que as crianças famintas não precisam de pessoas trabalhando com elas, de maneira alguma. Conheço pessoas sérias, compromissadas com Deus, com trabalhos extremamente relevantes nesses contextos. Mas até eles não escolheram esse "campo" por conta da visibilidade que terão ao trabalhar nesses contextos..., sequer escolheram esses contextos, mas oraram, ouviram o chamado específico de Deus e simplesmente tem obedecido.
Tem agência fechando as portas pra quem não foi chamado pra ir pra campos como por exemplo da antiga Janela 10-40. Será que Deus está errando ao chamar pessoas pra outras localidades então?? "Poxa Deus, sacanagem, você tá querendo estragar missões, atrasar nossa vida? Você não entendeu ainda que o foco é a Janela 10-40 Deus?"
Com pensamento e atitudes como essas, temos mais afastado as pessoas de pensar em missões do que aproximado-as de algo que é essencial a vida cristã. Infelizmente!
Conheço muitas pessoas que não foram chamadas pra serem missionárias em países financeiramente pobres, pessoas que talvez nunca pisarão nos países da Janela 10-40 pra fazer missões, mas que através de seu ministério, sua dedicação, seu trabalho árduo, sua obediência a Deus, tem gerado frutos bons e que permanecem, incluindo alguns frutos que acabam por entender seu chamado pra essas localidades e geram muitos outros frutos ali. Talvez, muitos desses missionários que hoje trabalham no continente africano, ou com os pobres e famintos mundo afora, ou nos países fechados, no meio dos muçulmanos, entre os índios, nas favelas e prisões, etc., não estariam aí, dando muito fruto, se não fosse algum missionário (des)obediente que os discipulou, treinou, encorajou, ensinou e despertou pra esses trabalhos, e que nunca pisou ou pisará nesses países!
Devemos compreender que até mesmo Paulo, aquele que chamamos de pai das missões estrangeiras (apesar de que nosso Deus, através do tempo tem sido o verdadeiro Pai das missões estrangeiras desde a eternidade) não olhava para missões dessa nossa maneira de hoje. Em seu ministério ele foi muito mais
estratégico ao ir e trabalhar em cidades com características cosmopolitas, ricas ou proeminentes, cidades a partir de onde poderia fazer com que o ministério frutificasse muito mais, do que simplesmente ir pra alguém pobre ou diferente socialmente dele mesmo...
Devemos compreender que as fronteiras geográficas e sociais que devemos ultrapassar na proclamação do evangelho são onde há fé e onde não há fé. Sendo assim, num tempo globalizado, em que podemos ir daqui para o Japão em um segundo (através da internet) ou em algumas horas (de avião), onde as fronteiras geográficas são facilmente ultrapassadas, onde podemos encontrar um pobre morando do nosso lado direito, e um rico morando como vizinho esquerdo, devemos fazer a pergunta correta ao se pensar em missões: onde Deus ainda não é Rei? É aí que vou investir! E se, por acaso, Deus te trouxer algum chamado específico, se você estiver pensando em ser ou adotar um missionário, avalie o desafio de trabalho e ministério através dessa pergunta, e não daquilo que está sendo "moda" cristã hoje em dia ou daquilo que minhas experiências (ou da minha denominação/hagência/doutrina) colocam como expectativa missionária.
Porque se seu vizinho crente está indo pra África levar comida para as criancinhas famintas(porque ouviu e quer obedecer o chamado do Pai) mas você ouviu de Deus que é pra ir para o Havaí discipular outros crentes a compreender os desafios das fronteiras onde não há fé, vocês não são concorrentes, mas co-participantes do avanço do evangelho e da implantação do Reino de Deus nessa terra!

Papo de louco!

By : Kadu

É por esse povo que acho que não estou louco..., ou que devo estar muito louco como eles.
Tenho falado praticamente essas mesmas palavras que eles usam já há algum tempo. Não me comparo a esses caras, estou precisando viver muito ainda pra poder me comparar a eles, mas me sinto na mesma "vibe", no mesmo caminho..., e como queria estar ali no banco de trás, trocando ideias e aprendendo mais com estes dois malucos.
É muito interessante o que eles conversam, e de muita relevância pra nos alfinetar e nos fazer pensar..., vale a pena cada minuto!
Ah, pra quem não os conhece e acha que são algum "mané" qualquer:
Ariovaldo Jr., clique aqui, e não, ele não é filho de Ariovaldo Ramos!
Diniz Braga, é fotógrafo e missinário, líder do Avalanche Missões Urbanas.

Vida que segue - Meditando em Atos 3:1-13

By : Kadu

Certo dia Pedro e João estavam subindo ao templo na hora da oração, às três horas da tarde.
Estava sendo levado para a porta do templo chamada Formosa um aleijado de nascença, que ali era colocado todos os dias para pedir esmolas aos que entravam no templo.
Vendo que Pedro e João iam entrar no pátio do templo, pediu-lhes esmola.
Pedro e João olharam bem para ele e, então, Pedro disse: "Olhe para nós! "
O homem olhou para eles com atenção, esperando receber deles alguma coisa.
Disse Pedro: "Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isto lhe dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, ande".
Segurando-o pela mão direita, ajudou-o a levantar-se, e imediatamente os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes.
E de um salto pôs-se de pé e começou a andar. Depois entrou com eles no pátio do templo, andando, saltando e louvando a Deus.
Quando todo o povo o viu andando e louvando a Deus,
reconheceu que era ele o mesmo homem que costumava mendigar sentado à porta do templo chamada Formosa. Todos ficaram perplexos e muito admirados com o que lhe tinha acontecido.
Apegando-se o mendigo a Pedro e João, todo o povo ficou maravilhado e correu até eles, ao lugar chamado Pórtico de Salomão.
Vendo isso, Pedro lhes disse: "Israelitas, por que isto os surpreende? Por que vocês estão olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar por nosso próprio poder ou piedade?


Atos 3:1-13


Algo que devemos ter como importante nesse texto diz respeito ao olhar. Nos versículos 3, 4 e 5 temos uma troca de olhares que define as ações desses texto.
E essa troca de olhares é precisamente algo que falta a nós, cristãos, nos dias atuais. Aquele olhar atento, que não vê só o que pode ser visto, mas que olha além, com olhos da fé, não da crença simplesmente, mas da fé, do resultado do relacionamento com Deus.
Falta pra nós hoje olharmos com atenção os aleijados que são colocados todos os dias na nossa frente, no nosso caminho, por onde passamos. Falta enxergarmos quem estes são, porque estão ali, como chegaram onde estão, pra onde podem e devem ir. Falta olharmos para estes como Deus olharia, como Ele de fato olha!
O aleijado do texto deve ser aplicado a nós hoje pela figura dos desvalidos, dos rejeitados, dos mendigos, prostitutas, meninos de rua, dos marginalizados, daqueles que não tem como, por si só, chegarem a sair de onde estão..., precisam ser "levados" todos os dias até onde querem ou precisam estar. E muitos deles tem escolhido estar próximos de quem pode trazer algum refrigério, fazer alguma diferença, nós, os cristãos. Mas não os olhamos com olhares atentos, com os olhos da fé.
Por olharmos com olhos naturais, damos a eles o que pedem. Se nos pedem uma esmola, é esmola que terão. Se nos pedem água, é água que damos. Se nos pedem comida, é comida que damos. Se nos pedem pinga (sim, pinga!), é pinga que damos.
Esse ato de dar o que pedem, na maioria das vezes (infelizmente) não tem nada a ver com ato deliberado de dar ao próximo, pois dar é melhor que receber. Esse ato tem muito mais a ver com o fato de lavarmos nossas mãos, tirarmos de nossos ombros a responsabilidade, acariciar nosso individualismo, exaltar nosso egocentrismo gospel!
O resultado desse doar, sem parar pra olhar atentamente a real necessidade dos aleijados que estão no nosso caminho, é glória pra nós mesmos, pra instituição que representamos, pra mão esquerda que se levanta de alegria pra proclamar o que a mão direita acabou de fazer! Não é Deus reconhecido nesse ato, nem glorificado, nem é sinalizado o Reino de Deus. Simplesmente, vida que segue..., amanhã o aleijado, já acostumado com isso, pede pra alguém levá-lo lá de novo pra que receba de novo de uma água que não sacia. Vida que segue..., ninguém é tomado de "assombro", ou de "espanto", de admiração ou perplexidade, porque todos estamos acostumados com o menino de rua que pede esmola no semáforo..., abrimos o vidro (quando abrimos!) e damos uma moedinha. E vida que segue...
Mas, se é o Reino de Deus que queremos proclamar, se é a Glória devida a Ele que devemos demonstrar,
devemos rever nossa maneira de olhar para os "aleijados" em nossos caminhos. Repito, esse aleijado pode ser a situação que for, racismo, desavença, desemprego, imoralidade, deficiência, pobreza, injustiça, desigualdade, guerras, fome, problemas de saúde, etc. Seja o que for, se olharmos para essas situações com olhos "carnais" (não gosto dessa palavra mas não encontro outra pra descrever o que quero), com olhos naturais, daremos a estes o que estão pedindo e recebendo vez após vez, sem contudo alcaçarem aquilo que poderia saciar e resolver o real problema enfrentado. Muitas vezes, como aconteceu com os apóstolos, o fato que vemos nem será o fato verdadeiro a ser enfrentado. O aleijado pediu dinheiro, uma esmola, achando que aquilo resolveria seu problema atual, mas os Pedro e João, por olharem atentamente pra ele, viram que seu real problema era outro..., e ao resolverem o problema real, os outros também seriam resolvidos. Decidiram que, praquele momento, buscar o Reino de Deus e sua justiça em primeiro lugar naquela situação, é o que poderia acrescentar as outras coisas.
Sempre deve ser assim!
Mas, imagina qual seria o resultado se Pedro e João tivessem ignorado aquele aleijado jogando suas esmolas!? Se o aleijado fosse "legalzinho" ficaria grato e poderia honrar aquele ato dos dois e, vida que segue. Talvez se tornaria seguidor deles, indo onde os apóstolos fossem pra conseguir sempre uma "boquinha"..., é claro que alguém precisaria continuar levando ele até os apóstolos! E Deus? E o Deus dos apóstolos? O Deus dos oprimidos e injustiçados? 
Agora a pergunta, aquela que nos incomoda: qual a resposta que VOCÊ E EU, com nossas vidas, temos dado às questões que os "aleijados" dessa vida nos trazem todos os dias?
Como responderemos as situações de injustiça e desigualdade que enfrentamos e vemos diariamente? Infelizmente, temo que se esse aleijado vivesse hoje e estivesse na porta de nossos templos receberia prata e ouro!! Dia após dia..., numa promessa "infalível" de prosperidade se confessasse seus pecados e vivesse pela "fé"! E vida que segue...
O resultado de nossa péssima resposta, sem olhar atentamente para os reais problemas, é glória pra nós mesmos, pra nossas instituições, pra nossas religiões, pra nossas ONG´s e ações..., bem diferente do resultado promovido pela ação dos apóstolos com o aleijado. Leia o capítulo inteiro pra perceber isso.
Repito: como nós, cristãos que vivenciam tantos problemas nos tempos atuais, temos olhado para os problemas? Como temos respondido? Qual o resultado de nossa vida de fé, de nossas ações práticas?

Por uma vida mais subversiva...

By : Kadu
Mas eles insistiam: "Ele está subvertendo o povo em toda a Judéia com os seus ensinamentos. Começou na Galiléia e chegou até aqui"Lucas 23:5 NVI

Perdemos a força, perdemos os modos. Nos alinhamos a uma roda que gira conforme o que domina este mundo ao nosso redor. E os dominadores deste mundo tenebroso nada tem a ver com o Cristo, aquele que tinha a força e os modos que causavam esse espanto todo, inclusive naqueles que se diziam detentores das coisas de Deus, da palavra e dos modos do próprio Deus.
Hoje, ao invés de subersivos, temos sido compassivos (no pior sentido da palavra), submissos a um modo de vida que não choca, não se rebela, não reforma, não é subversivo em nada!
Pra que se entenda um pouco melhor a palavra subversão:

A palavra "subversão", é um adjetivo que se originou do latim a partir da palavra subversu, que significa desestabilizar. O dicionário descreve como: 


Subversivo (que discursa de forma dúbia);
Pessoa revolucionária, que faz rebelião;
É uma ação de subverter, criar uma anarquia;
Quem arruina, faz com que se confunda a forma de pensar mudando os rumos dos objetivos propostos inicialmente num projeto, com a intenção de criar um caos.
Fonte: http://www.dicionarioinformal.com.br/subversão/


Não temos sido assim, embora deveríamos. E isso soa estranho aos olhares e ouvidos conservadores. Soa ainda mais estranho no mundo atual de "paz e amor gospel", daquele famoso jargão "não julgueis" ou do pensamento fatalista de que o mundo vai de mal a pior e é assim mesmo!
Não! Me recuso a pensar assim, embora ainda esteja longe de agir completamente assim.
Meus pensamentos se voltam ao texto de Atos 16, quando Paulo e Silas provocam um "girar invertido da roda", quebrando a "banca" ao tirar o lucro de algumas pessoas em Filipos. O que se diz a respeito desses crentes bonzinhos é: "Estes homens são judeus e estão provocando desordem na nossa cidade". (Atos 6:20 NTLH)
Como cristãos, temos que subverter nosso modo de economia atual, de lucros injustos e indevidos, um sinal desse texto de atos.
Como cristãos, temos que subverter nosso modo de religião atual, de impôr fardos pesados sobre os outros, fardos estes que nem os que os impõem conseguem carregar.
Como cristãos, temos que subverter nossos modos culturais, de privilégios, de desigualdades, de bobeiras e besteiras que são tidas como artes.
Como cristãos, deveríamos causar mais impacto na sociedade atual, impacto real e verdadeiro, sinalizando a Cristo e seu Reino, e não a nós como "povo gospel" de cultura absurda, exclusivista e de gueto; de economia "próspera" onde supostamente quem tem mais fé (entenda-se: dá mais dinheiro para os líderes) tem 7 vezes mais que os outros, onde o luxo dos "templos de Salomão" contrastam com a pobreza e miséria da maioria do mundo ao redor; de religião papal, com figuras de líderes proeminentes, que valem mais que os outros, que tem mais poderes que outros, que tem mais privilégios que os outros, que não servem ninguém mas querem ser plenamente servidos, que em nada lembram aquele que na última ceia não quis ser servido, mas serviu até mesmo seu delator, essa atual religião de dogmas e doutrinas sem sentido que aprisionam a mente daqueles que deveriam ser também sacerdotes.
Enfim...
Fico a pensar nessas coisas pois tenho ouvido muitas vezes sobre o suposto privilégio que temos ao vivermos num país livre de perseguições ao nosso culto e profissão pública de fé. Desculpem-me os que pensam assim, mas ouvir isso me causa calafrios e meus nervos saltam sob a minha pele. Fico louco ao pensar nisso!! 
Afinal, é óbvio, mas pra muitos nem tanto, que não sofremos coisa alguma porque não vivemos coisa alguma parecida com o que o próprio Cristo viveu, com o que Paulo viveu, com que os apóstolos viveram, com o que os grandes reformadores viveram, com o que os missionários viveram e ainda vivem mundo afora e Brasil afora também. Isso mesmo, Brasil afora!
Sim, no Brasil, quem vive o verdadeiro evangelho de Cristo, sinalizando o Reino de Deus, também sofre por ser subversivo. E te convido a fazer uma análise de si mesmo, se você tem de alguma forma sido subversivo, ou se tem "medinho" do que os outros vão falar.
Pra quem acha um "privilégio" viver num país que não persegue, convido você a travar uma batalha como a que travou e ainda trava a ATINI. Fale isso praqueles que trabalham no meio político, como sinalizadores do Reino. Te convido a pensar nos que estão nas favelas dominadas pelo tráfico tentando tirar os "aviõezinhos" dos senhores do crime. Te convido a adentrar as lideranças políticas da sua própria denominação e tentar fazer com que as verbas dela sejam destinadas mais pra fora do que pra dentro dos templos. Se for um dia convidado a pregar na sua igreja ou num acampamento de carnaval, fale mais sobre a realidade dos abusos cometidos, abusos físicos, sexuais, etc. Também te convido a chegar em seus familiares e demonstrar um outro estilo de vida, bem mais simples, bem menos preocupado com coisas, com profissões, com contas a pagar. Te convido a escrever algum texto desse, porque até você que está lendo já deve estar aí pensando em alternativas para um modo de vida subersivo. Eu escrevo e também fico a pensar...
Mas, a verdade é que temos que "causar", muitas vezes ser espada e não paz, muitas vezes ser "entregue às autoridades" até pelos próprios familiares, ser excluídos de nossa denominação, ser exilados políticos, presos, escarnecidos, intimados, julgados, sentenciados..., se isso tudo é necessário para que Jesus seja visto, seja manifesto, e o caminho possa ser aplainado para que seu reino venha! E não sei se é novidade pra você, mas tem algo que foi dito a Timóteo que serve perfeitamente para todas as épocas, inclusive pra nós hoje: "De fato, TODOS os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos." (2 Timóteo 3:12 - grifo meu)
Infelizmente não é algo que temos visto e ouvido. Subersão dá trabalho, causa mais perdas do que ganhos (no que a roda atual define ser ganhos e perdas).
Alguns me dirão aquele papo de não julgueis (de novo!) e podem até dar mais "trabalho" a esse pensamento falando sobre a necessidade de ser pacificadores. Não sei se entendem o que realmente estão dizendo, ou se estão querendo repetir uma história como a da Pax Romana..., talvez desconheçam esse fato, mas o argumento mais simples é que a paz que eu busco não é a de Pão e Circo, mas a paz que excede todo entendimento, aquela do estabelecimento do Reino, o qual muitas vezes é conquistado a força, na força da subversão, por Amor, pelo Amor...

Informativo Tour of Hope Japão

By : Kadu
Olá povo!
Segue aí o primeiro vídeo informativo de nossa viagem.

Vou escrever rápido porque teremos mais vídeos informativos e temos muitas fotos e informações no facebook através da página Conexão Voluntários em Campo.
A viagem realmente foi cansativa porém chegamos bem, com segurança. Aliado ao fuso horário, nosso corpo e nossa mente pareciam não funcionar direito nos 2 primeiros dias, mas já estamos melhor, graças a Deus.
Temos trabalhado bastante utilizando o futebol como ferramenta, já que essa é realmente a proposta principal desse projeto. Além disso temos sido apoiados e temos apoiado uma equipe de 20 americanos aqui.
Estamos agora em Yamamoto e já fizemos algumas clínicas de futebol e alguns amistosos, e outra parte de nosso grupo está em outra cidade fazendo outros trabalhos com crianças e adolescentes e servindo a igreja local.
No final da viagem terei tempo de passar informações mais detalhadas e falar sobre tudo o que Deus está fazendo não apenas na vida dos japoneses e americanos, mas na nossa, sobretudo na minha..., tem sido impactante demais!
Continuem orando por mim, por nosso grupo e por nossa viagem. Se quiser receber o boletim de oração oficial me deixe uma mensagem aqui nos comentários com seu email.
Grande abraço!!
神の祝福がありますように!

Informações nossas atualizadas!

By : Kadu

Olá pessoal tdo na paz?
Nós estamos mto bem, cheio de novidades e com mta expectativa para esses dias.
Para os que não souberam, estivemos passando por algumas igrejas nessas últimas semanas pra falar sobre nosso projeto e buscar parcerias. Também pudemos pregar em algumas delas. Passamos pela Nazareno Central em Campinas, pela ig. Missão Bíblica de Sumaré. Após isso seguimos para Bahia, mais especificamente em Trancoso, para estar com um casal de amigos que está nos apoiando bastante. Ali pudemos ministrar algumas vezes na igreja Monte Sião e em uma igreja Batista. Foi um tempo excelente de muitos contatos, muitos novos relacionamentos e conexões. Fomos muito ministrados em cada uma dessas igrejas e pudemos sentir a presença de Deus nos capacitando cada vez mais.
De maneira especial gostaria de agradecer as pessoas que se comprometeram conosco em oração e sustento, com palavras de encorajamento e alegria. 
Um testemunho rápido é que começamos esse "tour" pelas igrejas dizendo que não tínhamos sequer as passagens pra irmos, porém tínhamos a certeza de que era isso que Deus queria. Não tínhamos, além de tudo, um centavo no banco, pra cobrir nossas despesas atuais. Mas Deus é mais!!
Ainda aqui em Campinas, pelas igrejas que passamos, fizemos ótimas conexões, ganhamos novos amigos, e pessoas que nem conhecemos entraram em contato conosco, sentindo que Deus os estava direcionando pra estar caminhando conosco. Deus é mais!!!
Fomos pra Bahia, ainda sem as passagens, mas cheio de expectativas do que Deus queria de nós lá. Pensávamos em passar em várias igrejas, pregar e divulgar o projeto em diversos lugares, com muitas pessoas entrando em contato conosco, etc... Deus nos surpreendeu..., como estava meditando, Deus mudou minhas expectativas, não supriu o que pensávamos, porém fez muito mais..., de maneira totalmente diferente. O tempo que tivemos com André, Patriana e sua filhinha Celina (família amiga que nos recebeu) foi excelente, onde aprendemos muito sobre um coração de servo, hospitalidade e amor altruísta. Ô família show de bola hein?? Eles nos conectaram a algumas pessoas, porém o melhor de tudo mesmo foi passar esse tempo com eles. Relacionamento para a vida toda. Ali, Deus nos mostrou que uma das coisas que Ele queria conosco era nos desligar daqui de Campinas e do levantamento de sustento, porque Ele iria fazer do jeito dEle. Não tinha notebook (pifou), não tinha crédito no celular, não tinha internet por perto a não ser no celular. Enfim, ficamos desligados de qualquer coisa ligada à viagem. E Deus foi fazendo tudo do jeito dEle. Levantamos bastante sustento pra começar a vida lá, ganhamos as passagens (glória a Deus!), minha faculdade já está paga até o final do ano e voltamos pra cá cheios de força e coragem! Deus é muito mais!! Dia 10 de setembro embarcamos!
Também recebi outra boa notícia de que meus documentos chegaram e o processo de cidadania foi iniciado lá em Portugal. Como não houve nenhuma recomendação, pelo menos passamos do período onde poderia ter algum documento errado, que deveríamos corrigir ou conseguir. Isso quer dizer que os documentos estão todos certos..., agora é só esperar.
Estamos ainda correndo atrás da documentação para os vistos espanhóis, já que necessitaremos deles pelo tempo que pode demorar pra sair a documentação da nossa filhinha.
Enfim, ainda temos diversas coisas pra ajeitar aqui antes da viagem, mas sabemos que em tudo Deus nos dará a vitória, pois Ele está a nossa frente.
Teremos nosso bazar no sábado agora..., orem pra que tudo seja vendido!! Esse dinheiro nos dará mais fôlego praquilo que precisaremos por lá. Se quiser pode vir até nós e comprar boas coisas, bem barato.
São diversos os motivos de oração, além desses que falamos, e se quiser saber mais, orar mais, fala conosco ok?
Mais uma vez, orem de maneira especial por aqueles que tem renunciado de si mesmos pra nos ajudar, pra gastar daquilo que é deles por Deus em nós! Que Deus os encha de alegria e satisfação, além de suprí-los em todas suas necessidades.
Enfim, tem mto mais, e com o tempo vamos nos falando!
Abração e fiquem na paz!!!

Clero? Leigos?

By : Kadu
"Apenas quando a igreja exerce o sacerdócio universal de todos sues membros é que ela pode concretizar a  missão integral à qual é desafiada. Para uma missão integral que inclua, entre outros, ministérios de evangelização, batismo, ensino, aconselhamento, libertação, restauração, misericórdia e ação social, não outro caminho que não seja a mobilização da totalidade dos membros da igreja. Já é hora de superar os modelos “pastorcêntricos”, de acordo com os quais todo o ministério de uma igreja local recai em uma ou algumas pessoas específicas, enquanto as demais são figurantes convidados. Já é hora de superar, além disso, as hierarquias ministeriais, como se o pastor fosse superior a mostrar compaixão pelos necessitados ou a de dar de comer aos famintos. É aqui que a citação de Barth adquire relevância, pois na igreja não poder haver “clero” e “leigo” (ou leigos), “porque não existe nenhum membro que não seja tudo isso em seu próprio posto”.

Afirmação de Alberto Fernando Roldán.

Info Mensal e "a novidade"!!

By : Kadu
Olá povos e povas!!
Como estão todos?
Nós estamos muito bem, super felizes! Deus tem feito grandes coisas e por isso nos alegramos demais!
Segue aí o nosso informativo desse mês. Demoramos um pouco mais nesse mês porque tivemos 2 acampamentos e também por esperar "a novidade". Clica no informativo que ele abre maior e você lê mais sobre esse tempo e sobre "a novidade".
Aqui no blog tem muitos artigos novos, chegamos a mais de 3 mil visitas já! 
E também continua a produção do livro. Tá amadurecendo ainda mais e creio que fica pronto para o começo do ano. Vai faltar levantar os recursos para diagramação e impressão, mas Deus está na frente desse projeto e cremos nEle!
Obrigado a todos pelo apoio, pelas palavras, pelas orações e por toda ajuda!!
Continuem orando por nós, principalmente em relação "a novidade".
Enorme abraço!!
Kadu e Lily......


(19)8169-8733
Skype: ka_du2
Twitter: @ka_du2
Caixa Econômica Federal
Ag: 2861
Conta Poup.: 3189-4
Op: 013.


Série: Reflexões Teológicas - Repensando o nosso local de atuação

By : Kadu

Texto confeccionado em resposta à uma aula da Faculdade de Teologia que curso atualmente,  sobre missão  integral e sobre o Pacto de Lausanne. Pra melhor compreensão, leia antes os pontos do Pacto de Lausanne, clicando aqui.


 
Entendendo a origem da missão e sua proposta de restauração de todas as coisas, o que mais me chama a atenção nessas aulas que venho tendo é o ponto que fala do local da missão. E isso, precedido do alcance da missão, que nos traz Ap 5:9 e Rm 8:18-23 como resposta fundamental.
É um fato que me chama a atenção porque tenho ouvido e lido muito sobre isso ultimamente. Me faz perceber o quão distantes, a grande maioria de nós, cristãos (no meio em que posso perceber), estamos do local da missão.
Afinal, dessa maneira, o pensamento parece “travar” no aspecto transcendente do evangelho do Reino, como foi possível estudar na aula. Não há ensinamentos corretos em relação a isso hoje, mas um simples repetir de fórmulas que tem “dado certo” no campo do transcendente, deixando o imanente de lado, esquecido, quase que secularizado. Não há como, concordando com Paul Tilich, não colocar o aspecto transcendente ligado com o imanente.
E o que melhor entendo disso é traduzido da seguinte forma: devemos ser e praticar, falar e fazer.
Num claro pensamento dualista, vemos aspectos ligados ao nosso momento de devoção íntima com Deus, como a oração, meditação, leitura bíblica, expressão de louvor, etc..., sendo exaltados acima, ou até exclusivamente, daquilo que é prático e nos faz “entrar” na história, atuando em meio aos problemas e aflições da sociedade ao nosso redor. Penso que um tem que andar junto com o outro. Um tem que ser reflexo do outro, até com o mesmo grau de importância. Porque, como vemos na bíblia, a fé sem obras se mostra morta. Essa forma de “escapismo” da realidade tem se tornado comum no que tenho visto da igreja brasileira. Em detrimento de um, faz-se o bastante do outro, como forma de compensação.
Creio que isso se dá, muito provavelmente, pela covardia frente aos problemas que podem ser (e fatalmente serão) enfrentados, decorrentes da escolha de atuar na história, no mundo atual. Essa é a essência do local da missão: esse mundo e essa história.
Ficamos distantes daquilo que o Pacto de Lausanne propõe, como um todo, quando olhamos pra nosso mundo e nossa história e decidimos por ali não atuar de maneira prática, como resultado de nossa fé.
Não poderemos entender, por exemplo, os pontos 5, 6 e 10 desse pacto, porque simplesmente estamos alheios ao mundo ao nosso redor.
“Demonizamos” todas as culturas e decidimo-nos por permanecer separados do mundo, que pode nos “demonizar” também. Não olhamos para questões sociais, pois cremos que nossa função exclusiva é pensar no “imanente” relacionado com a evangelização, como se fosse possível uma coisa ser excluída de outra. E aí vivemos essa confusão total em relação ao local de atuação.
Por isso que vejo as igrejas cada vez mais fechadas em si mesmas, também ignorando o ponto 7 e 8 do pacto de Lausanne. Daí surgem-se mais disputas por quem tem a melhor doutrina, quem tem a melhor teologia, quem tem mais “poder”..., o local de atuação passa a ser o gueto evangélico apenas, casos que o pacto de Lausanne já nos alertava e fazia um pedido de perdão de forma geral, desde os anos 70.
O local de atuação é, sim, o mundo, com suas mazelas, contratempos, dificuldades e situações de problemas e aflições. É sujeito a todo tipo de sofrimento e perseguição, no mundo e na história, onde Deus se faz presente de maneira a trazer redenção. Afinal, se for apenas para os “redimidos” que Deus enviou os cristãos, sua mensagem não seria de restauração e redenção... Ainda assim, podemos ficar numa confiante tranqüilidade na mensagem de Cristo: “eu JÁ venci o mundo”!
Façamos, portanto, uma reavaliação do nosso foco de atuação, no que diz respeito ao local pra onde temos direcionado nossos esforços de evangelização.
Que, também, possamos, entender que o ponto 11 do pacto de Lausanne, “Educação e Liderança”, é de extrema importância pra coerência no transmitir das realidades das boas novas do Reino de Deus. A falta de pessoas que possam trazer ensinamentos mais coerentes, treinando líderes e discipulando pessoas com essa mesma coerência, a meu ver tem trazido pessoas sem coragem pra enfrentar os verdadeiros desafios no que diz respeito à evangelização mundial.

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