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Pura Graça!

By : Kadu

"Com frequência me perguntam: "Brennan, como é possível você ter se tornado um alcoólatra depois de ter sido salvo?" É possível porque eu me senti deprimido e amargurado pela solidão e pelo fracasso, porque me senti desencorajado, incerto, esmagado pela culpa e tirei meus olhos de Jesus. Porque meu encontro com Cristo não me transfigurou num anjo. Porque a justificação pela graça significa que meu relacionamento com Deus foi consertado, não que me tornei o equivalente a um paciente sedado em cima de uma mesa." - Brennan Manning, no EXCELENTE livro Evangelho Maltrapilho, ed. Textus, pág.30-31.

Restauração

By : Kadu

Uma restauração atrás da outra é muito melhor do que um pecado atrás do outro

Hoje a vida continuamente sem pecado representa maus um alvo bonito do que uma história bonita. Amanhã, porém, quando trocarmos de corpo e de ambiente, seremos perfeitos assim como perfeito é o nosso Pai celestial. O apóstolo João sabia muito bem disso quando escreveu: "Estou lhes dizendo isso a fim de que vocês fiquem longe do pecado. Mas se vocês pecarem, existe alguém para interceder por vocês diante do Pai. O nome dele é Jesus Cristo, aquele que é tudo quanto é bom e que agrada completamente a Deus" (1 Jo 2.1, NBV). A história do povo de Israel e a história da Igreja corroboram essa verdade. É por isso que a porta da confissão de pecado é uma porta continuamente aberta: "Se afirmarmos que estamos livres do pecado, estaremos apenas enganando a nós mesmos. Uma declaração dessas é um erro absurdo. Mas, se admitirmos nossos pecados e os confessarmos, ele não vai deixar de nos atender: ele é fiel a si mesmo. Ele perdoará nossos pecados e nos purificará de todo erro" (1 Jo 1.8-9).
Tomemos o exemplo de Davi, aquele que disse honestamente ter mais pecados que cabelos na cabeça (Sl 40.12). No Salmo 26, ele proclama repetidas vezes a sua retidão. Diz que tem vivido com integridade, que continuamente segue a verdade e que tem lavados as mãos na inocência. Mas, no salmo anterior, ele se confessa pecador por várias vezes. Pede que Deus não se lembre dos pecados e das transgressões de sua juventude e suplica perdão pelos seus muitos pecados (Sl 25).
Na há de estranho na dupla experiência do salmista. Nós também somos assim. Acertamos e erramos. Erramos e acertamos. À semelhança de Pedro, um dia, confessamos com entusiasmo e convicção que Jesus é "o Cristo de Deus" (Lc 9.20) e, dias depois, declaramos sem inibição que nem sequer o conhecemos (Lc 22.57).
A vitória sobre o pecado é possível, mas não é fácil. Paulo fala sobre isso abertamente: "O que a nossa natureza humana quer é contra o que o Espírito quer, e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. Os dois são inimigos [...]" (Gl 5.17). São duas forças dentro de nós em conflito, em oposição, em briga, em guerra. Os dois modos de vida são diametralmente opostos entre si. Nenhum dos dois lados está disposto a ceder, a entregar os pontos, a fazer algum armistício. É uma luta civil sem tréguas, sem rendição e sem fim.
Não é a primeira vez que a ideia de um poder inimigo aparece na teologia bíblica. Na parábola do trigo e joio, Jesus conta que "certa noite, quando todos estavam dormindo, veio um inimigo, semeou no meio do trigo uma erva ruim, chamada joio, e depois foi embora" (Mt 13.25). Na explicação da parábola, Jesus é bem explícito: "O inimigo que semeia o joio é o próprio Diabo" (13.39).
Precisamos ser realistas, e não triunfalistas. Precisamos nos valer da Videira e do Espírito, e não só da boa intenção e dos bons propósitos. Ao mesmo tempo, devemos ter absoluta certeza de que a vitória final será de Jesus, a quem o Senhor Deus prometeu: "Sente-se do meu lado direito, até que eu ponha os seus inimigos debaixo dos seus pés" (Sl 110.1). Essa passagem messiânica é uma das mais transcritas no Novo Testamento. Jesus (Mt 22.44), Pedro (At 2:34-35), Paulo (1Co 15.25; Ef 1.20-22; Cl 3.1) e o escritor da epístola aos Hebreus fizeram uso dela.
Depois de qualquer comportamento duvidoso, a graça de Deus alcança-nos mais uma vez e somos colocados de volta na posição em que estávamos, desde que admitamos o erro e o confessemos com humildade. Isso não é outra coisa senão restauração. A benção da restauração não é só para grandes e longos pecados e, ou, escândalos. É para pequenos desvios, cometidos, como costumamos dizer, por pensamentos, palavra e obras. Uma restauração atrás da outra é muito melhor do que um pecado atrás do outro!

Texto extraído da revista Ultimato nº348 (maio-junho), págs. 25 e 26.

Nós somos responsáveis! - meditando em Oséias 4

By : Kadu

Oséias 4
Deus acusa Israel
1Senhor Deus tem uma acusação a fazer contra o povo que vive neste país. Escutem, israelitas, o que Deus está dizendo:
— Não há sinceridade, não há bondade, e ninguém neste país quer saber de Deus. 2Juram falso, mentem, matam, roubam e cometem adultério. Os crimes e os assassinatos aumentam. 3Por isso, a terra ficará seca, e tudo o que vive nela morrerá. Morrerão os animais, as aves e até os peixes.
Deus acusa os sacerdotes
4Senhor Deus diz:
— Não acusem nem repreendam o meu povo. A minha acusação é contra vocês, sacerdotes. 5Dia e noite, vocês andam sem rumo, e os profetas fazem o mesmo. Vou acabar com Israel, a mãe de vocês. 6O meu povo não quer saber de mim e por isso está sendo destruído. E vocês, sacerdotes, também não querem saber de mim e esqueceram as minhas leis; portanto, eu não os aceito mais como meus sacerdotes, nem aceitarei os seus filhos como meus sacerdotes.
 7— Quanto maior é o número de sacerdotes, maior também é o número de pecados que cometem; por isso vou fazer a glória deles virar desgraça. 8Eles ganham a vida à custa dos pecados do povo e por causa disso querem que o povo peque. 9Portanto, os sacerdotes sofrerão o mesmo castigo que vou fazer cair sobre o meu povo. Vou castigá-los, e eles terão de pagar pelo mal que fizeram. 10Os sacerdotes estão me abandonando e adorando outros deuses. Por isso comerão dos sacrifícios que o povo me oferece, mas não ficarão satisfeitos; adorarão os deuses da fertilidade, mas não terão filhos.

Muito se tem falado dos erros, das tramas, dos pecados, da violência, dos desmandos, e tudo o mais nesse nosso Brasil. E há completa razão em se falar nisso..., basta abrir um jornal qualquer, assistir um noticiário de qualquer que seja a emissora.
Mas tenho ouvido e lido muitos crentes falando nisso de maneira bem alheia, como se não fôssemos participantes de tudo isso. Ora, somos a nação do avivamento mundial certo??
Nosso país parece muito mais falido espiritualmente do que berço de um avivamento como alguns pregam por aí.
É fato que, como diz o capítulo 4 de Oséias, perecemos por falta de sabedoria, de conhecimento de Deus. Mas é fato também que o povo é tal qual seus sacerdotes. E mais, como diz 1 Pedro 2:9, somos todos sacerdotes hoje...
Faço a fatal conclusão: nosso povo hoje é assim porque assim somos nós, os sacerdotes!
Nossos protestos, nossas passeatas e as participações dos crentes nessas “revoluções” são simplesmente assumir nossa culpa! Afinal, se somos hoje, como dizem as estatísticas, quase (ou mais de) 30% de evangélicos no Brasil, totalizando quase 90% de cristãos (junto com os católicos), somos nós mesmos que fazemos do nosso país esse caos. (Dados de pesquisa Datafolha de julho de 2013)
O texto de Oséias nos traz algo muito sério: não acusemos o povo, mas sim os sacerdotes. Se hoje “não há sinceridade, não há bondade e ninguém neste país quer saber de Deus”..., se hoje o que vemos de maneira generalizada e até institucionalizada é um povo que “juram falso, mentem, matam, roubam e cometem adultério”..., se vemos pelas notícias e estatísticas que “os crimes e os assassinatos aumentam”, a culpa também é nossa! Nós, como sacerdotes, deveríamos trabalhar no meio da sociedade pra que isso tudo fosse diferente. O grande problema é que estamos envolvidos “até o pescoço” (ou até as cuecas!) com essas práticas, algumas vezes pregando contra e agindo a favor, outras vezes até mesmo pregando e fazendo as ditas práticas! Lamentável...
Não adianta protestarmos não! Não adianta a arruaça e a baderna em prol de uma suposta revolução! Não adianta porque estamos culpando as pessoas erradas! Sempre nos abstendo de culpa, sempre achando alguém pra pagar por nós..., parece que faz parte de nossa natureza.
O texto ainda adverte que quanto maior o número de sacerdotes, mais se multiplicam os pecados. Que comparação interessante! Será que o número de pecados da nossa nação, que parece que só aumentam, está ligado também com esse aumento gradativo de nossos “sacerdotes evangélicos”? Será que o mesmo que acontecia com os sacerdotes na época de Oséias (“...e vocês, sacerdotes, também não querem saber de mim e esqueceram minhas leis”, “ganham a vida à custa dos pecados do povo e por causa disso querem que o povo peque”, “estão me abandonando e adorando outros deuses”) acontece hoje?
Convido você a refletir nesse texto e compreender onde se encaixa nos problemas que a sociedade ao seu redor tem vivido. Que culpa você tem? Que solução pode vir da sua vida? Convido você a parar de culpar os outros e descobrir sua parcela, a parcela da sua família, da sua comunidade, da sua igreja nisso tudo. Descobrir se seus cultos estão servindo apenas pra que vocês comam, mas nunca se fartem!


Será que a sociedade ao nosso redor não deveria ser mudada com o avanço do número de cristãos, de pessoas que se dizem portadores das boas novas, do poder de Deus pra transformação de todo aquele que nEle crer, de pessoas capazes de mudar realidades pra que tudo se volte pra Deus e com capacidade de cooperar pra que tudo seja reconciliado com Ele? Será que somos todos cristãos? Será que eu e você somos?

"Super-homem" ou "santo-pecador"?

By : Kadu


Fico pensando na nossa mediocridade em relação a nós mesmos e nosso relacionamento com Deus e com os outros...
O pensamento de super-homem que nos acomete, principalmente quando temos realizações o "suficiente" pra isso, faz de nós menos amantes do Pai, menos relacionáveis com outros e menos reconhecedores de quem nós somos. Batemos no peito e achamos que, desse ponto em diante, se trata de nós mesmos e podemos caminhar com nossos títulos, nossas forças, nossa inteligência, nossas realizações..., Deus vira um acessório pra corroborar e assinar embaixo apenas, no tocante as minhas "gloriosas virtudes". 
Estou me lembrando demais do meu falecido pastor Brennan Manning nesse momento...
Conversando com uma pessoa sobre relacionamento com Deus, percebi a necessidade que temos de cura de traumas que passamos em nossa vida e relacionamento com Deus. Porque? Porque isso nos bloqueia de nos relacionarmos com Ele, nos fazendo negar tudo o que diz respeito a Ele..., colocamos tudo num pacote
só e rejeitamos tudo. O que antes nos fazia bem, nos desafiava a viver plenamente a vida e trazia paz, contentamento e felicidade real, independentemente de qualquer circunstância, agora some e dá lugar a uma vida onde EU controlo tudo. Mais uma vez, nos tornamos super-heróis de nós mesmos e colocamos Deus de lado, nos relacionamos com os outro pela troca, pelo benefício que eles vão nos trazer e acabamos por não reconhecer mais exatamente quem nós somos.


Essas duas descrições acima, de situações reais, que acontecem todos os dias, me fazem pensar no texto de Lucas 7:36 - 50. Ali vemos uma pessoa, o fariseu, que parece ter vivido alguma dessas situações descritas acima, a quem nós podemos chamar de super-herói, e do outro lado alguém que também pode ter vivido
uma dessas situações descritas acima, mas com uma reação totalmente diferente em relação a presença de Jesus.
A única diferença entre os dois "tipos" descritos aí é que um deles conseguiu se curar de si mesmo, do seu senso de heroísmo e independência, do seu orgulho besta e egoísta. O que o texto parece passar, e já ouvi algumas pessoas dizendo sobre ele, é que existem os que pecam mais e os que pecam menos..., creio que a ênfase de Jesus nessa passagem não tem nada a ver com isso. Nossa condição de pecadores nos torna iguais diante de Deus e do seu perdão. Ele não perdoa alguns pecados apenas, ele perdoa todos! Ele não trouxe perdão para um pecado específico, uma ação errada que cometemos, mas para uma condição que nos afetava desde o Éden. Por isso, a ênfase aqui está no olhar que temos acerca de nós mesmos, e a consequente resposta que damos a esse fato.
O fato de olharmos pra nós mesmos com os filtros de nossas realizações, nossos feitos, sejam eles de super-heróis, sejam eles de frustração, nos fazem amar pouco, ou seja, refletir pouco quem Deus é, porque Ele é amor! E isso é crucial para uma sociedade ser afetada positiva ou negativamente, expandindo o Reino de Deus, ou expandindo os reinos do nosso próprio eu. Isso porque sem amor, sem amar, não compreendemos que Deus é, que nós somos, quem os outros são.
Agora, o fato de olharmos pra nós mesmos com o filtro do amor e perdão de Deus, demonstrados no sacrifício na Cruz, na renúncia do próprio Deus em se tornar homem como nós, nos fará reconhecer nossa incompletude (como diria o mestre Brennan), nossa fraqueza, nossas debilidades, nossas atitudes e pensamentos maus, nossas reações exageradas, nossa intolerância, nossa mentira, nossa falsidade, nossa
maneira de manipular os outros, nosso egoísmo, e por aí vai, numa lista interminável de frutos da nossa condição de pecadores, desde o Éden!
E ao que muito é perdoado, muito ama! Ao que compreende sua situação perante Deus, consequentemente compreendendo sua situação perante a sociedade e diante de si mesmo, muitos pecados como que "surgem" diante de nossa mente, nos mostrando a realidade do "sangue assassino" que corre em nossas veias..., mas também surge a necessidade de alguém que possa trocar esse sangue por algo novo, diferente, que traga vida, que traga a Vida! 
O fato aqui não é que seu pecado é maior ou menor que o do seu vizinho. O fato aqui é que todos pecamos e carecemos da graça de Deus, sendo assim, todos estamos em igual condição diante desse fato. A resposta que temos dado e as consequências que trazemos ao mundo ao nosso redor e a nós mesmos é que difere nesse caso. 
Alguns de nós tem reconhecido que não são super-heróis, não podem caminhar sozinhos. Alguns tem reconhecido diariamente a condição a que estão expostos e os pecados que são fruto disso. Estes percebem que somente um ato de total entrega, daquilo que lhe é valioso, como no caso da mulher do texto,
com humildade e verdadeiro reconhecimento de quem se é, nos trará a consciência real do perdão de Deus, de quem Ele realmente é, de onde Ele nos tirou, do que Ele nos livrou, e assim o resultado natural disso será o amor. Amaremos a Deus sobre todas as coisas, e ao nosso próximo como a nós mesmos. O grande problema de identidade que nos aflige nesse mundo afora, e que interfere em todas as relações entre todas as pessoas, acaba por ser "resolvido". Resolvido entre aspas pra que não dê a falsa sensação simplista da coisa toda.
Como bem disse Paulo, nossa luta vai continuar, porque nossa carne continuará militando contra o espírito, mas, enfim, nosso "estado" de humildade em relação a quem nós somos, a quem Deus é, e ao nosso próximo, nos fará ter sempre essa consciência de que somos apenas pecadores carentes da graça de Deus, nada mais..., se somos santos, como alguns se intitulam, o somos porque Deus vive em nós e nos santificou..., nossa santidade nesse caso não se trata de nós, de nossas realizações na luta contra o pecado, mas da realização de Cristo na cruz, na luta dEle contra o pecado!
Uma última observação disso tudo é que nosso pecado não diminui ou altera o amor de Deus por nós, mas diminui ou altera nossa reação de amor por Ele, por nosso próximo e por nós mesmos!
Pense nisso, seu "santo-pecador"!

"... Mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado..."

Transformando realidades, da raiz!

By : Kadu


                         


Estive pensando nas nossas inúmeras tentativas de nos corrigir. Vez ou outra pegamos nosso pecado pelo pescoço com toda sinceridade e resolvemos acabar com ele de uma vez por todas.
Algumas vezes também fazemos isso pra mudar realidades..., de nossas igrejas-instituições, de nossas instituições-bases missionárias, de comunidades carentes, bairros, etc...
Pegamos os pecados e queremos arrebentá-los!! Que saiam de nós..., e rápido!
Muitas vezes usamos os métodos corretos de confessar, algumas vezes até publicamente, e deixar de lado. Fazemos do verdadeiro sentido de arrependimento algo real em nós. Nos quebrantamos..., vamos falar com as pessoas certas...
Mas, vez ou outra também voltamos a cometer os mesmos pecados e não vemos nenhuma mudança real, permanente e a longo prazo. Nossas comunidades continuam a mesma. Não há desenvolvimento social em nossos bairros, em nossas cidades. Nossas instituições continuam enfrentando permanentemente as mesmas situações.
Você já se perguntou porque??
Não quero ser simplista e encerrar a discussão aqui, mas queria dizer um pouco do que vejo acontecer. Se você discordar ou quiser acrescentar o formulário de comentários está aí, sem moderação de comentários..., fiquem a vontade!
Quero, antes de tudo, deixar um texto pra lermos juntos:
"...porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal... Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém. Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas... Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável para praticarem o que não deviam. Tornaram-se ..."
Você pode ler isso em Romanos, no capítulo 2, de maneira mais completa.
Veja só quantas vezes está escrito "ele os entregou"!! E vê lá os motivos pra isso...
Por isso creio que, apesar de estarmos muitas vezes tomando atitudes corretas, estamos tratando determinadas situações apenas pelos frutos ou por aquilo que é mais visível. 
Pense numa árvore frutífera. Ela tem raíz, tronco, galhos e frutos. Se virmos que os frutos são ruins e retirarmos eles, o que acontece logo depois?? Os mesmos frutos crescem novamente. Ainda que a atitude de tirar os frutos seja boa e correta naquele momento, muitas vezes o que temos que fazer é mudar a natureza desse fruto e não simplesmente arrancá-lo.
Arrancar os frutos por si só não faz mudar realidades pois, no devido tempo, o mesmo fruto vai crescer. A raiz da árvore é nossa mentalidade, e é lá que devemos chegar.
Você nunca teve a impressão de, mesmo tratando de um pecado, ter algo além daquilo. Algo mais profundo?
Pois é, é a nossa mentalidade, nossas crenças. Elas é que determinam nossas atitudes, os frutos que damos.
E, se queremos mudar uma realidade de uma vez por todas, devemos tratar do assunto na raiz. Se os frutos não tem sido bons, temos que arrancar a àrvore e plantar uma outra, alicerçada numa boa semente, que vai dar uma boa raiz, gerando bons frutos!
E isso tem a ver conosco mesmo, com nossas instituições que fazemos parte, com nossa comunidade, em nosso trabalho, etc...
A verdade é que, como diz no texto, temos que entender que por conhecer a Deus e não dar a devida glória pra Ele, Ele nos entregou a..., por não dar graças a Ele, Ele nos entregou a..., por trocarmos a verdade de Deus pela mentira, Ele nos entregou a..., por adorarmos e servirmos a coisas criadas ao invés do Criador, Ele nos entregou a..., por desprezarmos o conhecimento de Deus, Ele nos entregou a...
Veja bem que por não tratarmos de certos assuntos na raiz do problema, ficamos entregues a cometer novamente todo tipo de atitudes reprováveis e contrárias a natureza de Deus. Se continuarmos tratando somente dos pecados, das más atitudes, dos frutos, não estaremos alcançando êxito permanente pois nossa mentalidade ainda não mudou!
Já ouviu aquela frase: "Tiram o pobre da favela mas não tiram a favela do pobre?". Pois é mais ou menos assim com o pecado: queremos tirar o pecado do pecador, mas não o pecador do pecado.
Se tratarmos desses pecados voltando a reconhecer a glória de Deus, dando-lhe graças, não trocando mais verdades por mentiras, o adorando e servindo no lugar de adorar e servir à pessoas, imagens ou instituições,
o conhecendo e dando valor à esse conhecimento, é certo que conseguiremos transformar realidades de uma vez por todas, a longo prazo.
É claro que o processo é constante e demorado, porém, mais do que nunca se faz necessário.
Por isso, façamos o exercício de olhar pra nossa realidade e as que existem ao nosso redor de maneira mais reflexiva e crítica, tentando identificar as raízes dos problemas e buscando soluções pra transformação através da renovação da nossa mentalidade, não mais dando aspirina pra cura dos nossos "tumores cancerígenos"...
Participe dessa reflexão..., comente e complemente!!

Obs: texto originalmente postado no Que post de evangelho é esse? - estou postando alguns bons artigos de lá pra cá, já que desativamos aquele blog a algum tempo.

Um pouco mais sobre cidadania, política, instituições e liberdade...

By : Kadu


Estou pensando bastante nestes últimos dias sobre cidadania, questões ligadas às leis e ao comportamento humano, etc... Como estamos preparando um seminário ligado à missão integral e ao evangelho integral, temos discutido muito sobre esses temas.
A pergunta que mais tenho feito a mim mesmo é: porque precisamos tanto disso? Esse “disso” são as instituições e institucionalizações que nos rodeiam como forma de “regular” ou regulamentar nossas vidas. E essa pergunta chego a fazer pra Deus também, talvez pensando ser Ele o “culpado” disso tudo. A resposta, sempre que paro pra pensar nela, se volta para o ser humano e sua independência de Deus.
A culpa está em nós porque não queremos andar debaixo de simples princípios morais que trazem pra nós liberdade ao invés de prisão. Princípios relacionados à maneira de Deus tratar com a raça humana.
Fomos criados com extrema liberdade, no jardim do Éden, pra vivermos em perfeita comunhão com Deus e com tudo aquilo que Ele nos deu pra cuidar. Ali, estávamos perfeitamente “limitados” pela liberdade do nosso relacionamento com o Pai. Tudo se resumia, maravilhosamente bem, em amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Acontece que o filho de Deus pecou (Adão e Eva). E decidiu deliberadamente viver assim. Os princípios de amor estavam agora em algum lugar que não mais no coração do homem. E isso precisava ser resgatado, pra que o homem pudesse continuar a sua vida na perfeita liberdade anteriormente vivida. Assim, algumas coisas precisaram ser instituídas, alguns regulamentadores de comportamento (vou chamar assim) para proteção do próprio homem e pra que, de alguma maneira, o homem ainda conseguisse visualizar a liberdade de antes.
Mas o homem desobedeceu de novo. Mais uma vez, esses princípios não foram suficientes. O ser humano encontrou outra brecha e ali se meteu.
 Algum tempo depois se instituíram as leis mosaicas e levíticas. Mais uma vez, a grande intenção do Pai era continuar apontando pra necessidade que o homem tinha de viver o resumo daquele monte de leis, algo vivido num passado distante de maneira plena: a liberdade de se amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. Mas o homem, esperto, continuou na sua independente jornada..., e encontrou mais brechas.
E, ainda que o próprio Filho único de Deus descesse à terra, algo que de fato aconteceu, nós, seres humanos, continuaríamos envoltos em nossa independência, presos à ela. A isso, a essa prisão, curiosamente chamamos de liberdade. E assim continuamos nossa corrida, já nem lembrando tanto do princípio, tão distante, quando, pra sermos livres, não precisávamos criar leis que protegessem essa liberdade, mas simplesmente viveríamos debaixo das esquecidas máximas: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmos. E estamos assim, até hoje..., tendo que criar lei contra palmadas em crianças, porque essa lei “protege” a liberdade das crianças.
Veja só..., cada ato humano continua por mostrar o quanto é importante voltarmos as máximas instituídas por Deus pra nossa proteção. Cada vez que vejo uma nova lei, como a das palmadas, sendo instituída, vejo o tanto que Deus quer nos proteger da prisão em que nos encontramos. (Não quero aqui discutir a relevância ou concordância com essa lei, mas simplesmente foi a que me lembrei agora!)
“Ah, mas Deus sempre fala pra nós obedecermos isso e aquilo e aquilo outro..., ele sempre fala pra obedecermos aos governantes, os pais, os mestres, considerar os outros superiores a nós mesmos, sermos submissos, etc... Isso é uma prisão sem fim!! As instituições só nos aprisionam!!”, é o que mais ouço.
Deus continua querendo nos proteger e nos levar a ver a perfeita liberdade que podemos viver em completa submissão e obediência aos seus preceitos e àquilo que Ele instituiu.
Ele não permite a criação da lei da (contra) palmada, por exemplo, pra aprisionar o homem. O homem se aprisionou de tal maneira que não consegue entender a máxima do amor ao próximo como a si mesmo, o amor à criança como a si mesmo, e acaba por usar da palmada com falta de amor, como maneira de se mostrar simplesmente superior e assim abusa dessa autoridade de pai, mãe ou responsável que tem. E isso vira costume. E não há mais limite. “Alguém tem que “pagar essa conta”. Vamos criar um limitador?”; cria-se uma nova lei.
Outro exemplo simples: por não pensarmos no próximo como em nós mesmos, não respeitamos suas propriedades. Roubamos, pichamos, destruímos, vandalizamos..., o que fazer quando não há limites? Criamos outra lei!
Se houvesse um mínimo de moral ainda no ser humano, não haveria mais necessidade de criação de leis. Leis que pretendem proteger a liberdade de alguém, mas que aprisionam ainda mais..., protegem, mas deveriam ser entendidas como provisórias, até que entendêssemos a não necessidade mais delas.
Se obedecêssemos àquilo que Deus tem permitido ser instituído, e que Ele acaba por assinar embaixo como forma de proteger a raça humana, as leis diminuiriam, até se extinguirem.
Por exemplo, a população carcerária no Brasil só aumenta. É comum ouvir nos noticiários que há superlotação, que não há mais vagas, que precisam aumentar os presídios. Mas porquê? Existem tantas leis que protegem nossa liberdade..., porque cada vez mais tem gente sendo presa? Gente que até concorda com essas leis, porque crê que também vão proteger a liberdade delas..., porquê? A culpa não é das leis, mas dos seres humanos que não as cumprem, e não as cumprem porque não querem ser submissos àquilo que Deus instituiu..., é, a população carcerária daqui a pouco vai ser maior do que a normal..., e todos nós continuaremos presos!!
Se Adão e Eva tivessem caminhado em submissão ao amor a Deus sobre todas as coisas e amor ao próximo como si mesmos, em perfeita liberdade, não seria necessário Deus colocar regras a mais pra proteger a liberdade deles. E, se eles não tivessem desobedecido a tais ordens a mais, instituídas por Deus para protegê-los, não seria necessário ainda mais leis pra limitar o povo que deles viria. Não seria necessário criar os dez mandamentos e toda a variedade de pequenas regras para o povo de Israel ser protegido e voltar a buscar a liberdade que Deus queria tanto lhes dar. Talvez, se em algum momento o povo se voltasse pra Deus e vivesse submisso a todas as novas regras e leis instituídas a cada geração com a permissão de Deus, eles perceberiam o que Paulo escreveu, que o resumo da lei é o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. E assim, as leis acabariam por diminuir, e não aumentar..., se tornariam obsoletas, desnecessárias..., e aí voltaríamos a viver como no Éden: com perfeita e plena liberdade!! Refletiria em nós hoje, tantos anos depois!!
Vejo que a intenção de Deus, ao permitir que sejam instituídas sempre novas regras, leis, instituições – como: políticas, regras de consumo, leis na economia, igrejas pra “regulamentarem” (no sentido não de censura, de proibição, mas de demonstração do que é o correto) a postura cristã, código de defesa disso e daquilo, etc... – sempre foi que acabássemos por descobrir a não necessidade de tantas regras e instituições (incrível não?)..., porque, no final das contas, passaríamos a ser regulamentados “apenas” por: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
É por causa do pecado e da independência do ser humano que existem as novas instituições regulamentadoras da sociedade, não por causa de Deus. Não creio que esse sempre foi o plano de Deus..., aliás, creio que nunca foi o plano inicial de Deus. Mas, por que queria proteger o homem, respeitando aquilo que Ele também instituiu, de dar o governo do mundo ao próprio homem, Ele permitiu que tudo isso fosse instituído. E nós, sim, devemos ser submissos àquilo que Ele instituiu e permitiu ser instituído, exatamente pra que possamos perceber a não necessidade de nada disso, e até que tudo isso se extinga, a ponto de condicionarmos nossas vidas e voltarmos a plena liberdade do jardim do Éden.
Difícil demais agir assim??
O bom de tudo isso..., pra ficar claro, evidente, óbvio, que Deus se adianta a todas as coisas, não chega atrasado pra resolver o que se tornou problemático, e que há solução pra essa dificuldade de agir assim, é que Deus enviou a solução pra tudo isso desde a eternidade: Jesus Cristo! Ele já veio garantir nossa volta à plena liberdade no relacionamento com Deus! O que fazemos em submissão agora não é pra que possamos alcançar esse objetivo..., o que fazemos em total obediência, é resultado, é reação, à ação de Deus de nos garantir um futuro certo, cheio de paz, cheio de liberdade! Ele nos amou primeiro, lembra?
Nosso trabalho ficou ainda mais fácil na questão da obediência. Agora obedecemos não mais pra alcançar um resultado, mas pra mostrar, refletir ao mundo que o resultado já foi alcançado..., o fim já é certo!
Vivamos então buscando as mesmas obras realizadas no céu, aqui na terra. Dessa maneira mostraremos ao mundo que podemos ser submissos com tanta força e determinação à coisas instituídas por Deus, que elas acabarão por se “desinstitucionalizar”(?) por não haver mais necessidade delas. E aí estaremos caminhando rumo à implantação do Reino de Deus de fato e em verdade.
É claro que não estou aqui dizendo daquilo que é instituído por culpa do homem, pelo próprio homem, pra aumentar a prisão e sofrimento do homem, sem qualquer submissão à vontade de Deus. Desde que Deus deu ao homem o governo do mundo, Ele não interfere realmente em tudo o que é instituído. Não porque não tenha o poder, como pensam alguns, mas exatamente o oposto: porque tem todo o poder, inclusive de permitir que o homem se estribe em seus próprios caminhos, ainda que sejam caminhos que levem à morte. À essas instituições e institucionalizações, à essas regras e leis, devemos resistir, mostrando ser submissos à algo maior, mais poderoso, e que pode trazer liberdade.
Afinal, lei que proíbe a leitura da bíblia, não deve ter vindo mesmo de Deus, mas lei que proíbe que eu mate meu vizinho, não há como não me submeter..., ela existe pra me trazer liberdade e pra que eu estabeleça liberdade na sociedade em que vivo.
Instituição igreja que promova o bem, que pratique ações sociais de desenvolvimento, que esteja firmada no amor, na partilha, na luta pela igualdade, devo sim entender ser de Deus e devo sim me submeter em amor à Deus e ao próximo..., essa instituição serve para nos fazer voltar à plena liberdade, ao Éden. Agora instituição-igreja que não viva debaixo de princípios de igualdade, de fraternidade, da prática do amor, de ensinar a sociedade ao redor a viver princípios morais básicos em favor do próximo, e que amam mais ao dinheiro, a si mesmas ou qualquer outra coisa que a Deus; instituições igrejas que passem por cima de pessoas buscando um benefício próprio, exclusivamente institucional, não é algo que foi estabelecido por Deus, instituído por Ele..., a essa devemos ser insubmissos, em submissão à Deus e aos Seus princípios. Além de vários outros exemplos que poderiam ser citados na política, no judiciário, no legislativo, nas escola, na saúde, etc... Ser insubmissos à essas é, precisamente, estabelecer o amor à Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo..., é buscar voltar a plena liberdade, em perfeita comunhão com Deus!
Não sou especialista no assunto ainda. Não creio ter a palavra final. Talvez amanhã ou depois acrescente algo, mude de opinião em algum ponto que dei mais atenção, porém é isso exatamente que tenho pensado agora. É nisso que estou refletindo..., essas coisas trazem um certo tipo de norte na vida prática do meu dia a dia.
Quer me ajuda a pensar mais nisso?? Comente, escreva para meu email se preferir, discuta, discorde..., fique à vontade!!
E desculpa pelo enorme texto, me empolguei!!


Cruz, morte e ressurreição de Jesus

By : Kadu


Os ensinos que podem trazer transformação, e que são essenciais, devem realmente ser mais trazidos à tona. Imagina só o efeito de não sabermos sobre a cruz, a morte e a ressurreição de Jesus. No que nossa vida cristão estaria pautada? Nos preceitos da antiga aliança, com certeza! Ainda que fosse uma aliança baseada na Lei, e o fim da Lei fosse em Cristo, viveríamos buscando o controle do nosso cristianismo e das nossas ovelhas constantemente na expectativa de que um dia as coisas melhorariam, mas agora “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
E não é exatamente isso que muitos evangélicos brasileiros vivem?
Sem sabermos o que trouxe pra nós a vinda do Messias esperado, sua morte na cruz e sua ressurreição, que vida podemos viver? Baseados sempre no castigo, na punição da desobediência à Lei, ou às leis que doutrinariamente criamos. Ou então baseados nas recompensas por ter me esforçado pra conseguir tal e tal benção, baseados no nosso esforço próprio, no mérito de nossas obras. E assim também seria com a questão da salvação!
E não é exatamente isso que muitos evangélicos brasileiros vivem?
Entender toda essa questão da vida, morte e ressurreição de Cristo então pode realmente nos aprofundar naquilo que é o amor, naquilo que é a graça, naquilo que é a liberdade, naquilo que é real responsabilidade diante do carregar nossa cruz enfrentando o mundo aí fora com suas aflições, entender que se Ele não ressuscitou é vã nossa fé, porque não temos esperança em mais nada, etc... Não podemos, sequer, saber, e crer, sobre a vitória em relação ao pecado e sua conseqüência: a morte. Sem saber disso vivemos constantemente amedrontados, sem liberdade alguma.

Perdoar ou julgar?

By : Kadu


Recebi essa reflexão em meu email de nossa amiga e parceira Carla e a coloquei aqui por julgar extremamente relevante..., casa ainda com o que acabo de ler no Pulpito Cristão sobre perdão..., leia aí e comente:


Irmãos e irmãs, a paz!
O que vc acredita: Quando uma pessoa confessa,  cai ou reconcilia?
O que ouvimos normalmente ou julgamos?
Será que nós não estamos com nossas atitudes, inibindo as pessoas a ter a atitude bíblia de confessar pecados e sendo assim estimulando a hipocrisia?
Será que nós mesmos não estamos colhendo essa  hipocrisia moral em que estamos vivendo em nossa sociedade brasileira dita evangélica, (coisas que nos fazem corar de vergonha, mas não se assumem) porque estamos estimulando as pessoas viverem essa inversão de valores,  somos os primeiros a justificar e inverter as questões, quando o sujeito confessa, dá a cara para bater julgamos que ele caiu? Então para que confessar? Se confessar está julgado como caído e não reconciliado, para que assumir os pecados?
Será que não estamos colhendo uma realidade social do que nós mesmos plantamos nesta geração? Uma falta de prática do evangelho porque nós mesmos invertemos as ordens das coisas?
Ouça o testemunho abaixo e reflita, tire suas conclusões:





Que o DEUS da reconciliação nos abençoe sempre,
Um abraço,
Carla de Paula Berigo

Ainda sobre o Natal...

By : Kadu


Neste Natal fizemos algo diferente, eu e minha esposa. E foi muito jóia!
Depois daquilo que é costumeiro: ceia com família na noite da véspera, carnes, massas, saladas, maioneses, refrigerantes, sucos, vinhos, presentinhos e amigos-secretos, veio o dia..., e veio a lembrança do convite feito por um grupo de amigos para distribuirmos presentes numa comunidade carente. Acordamos às 6 e meia da manhã do dia 25 de dezembro e fomos nos encontrar com o pessoal pra um café da manhã numa igreja, próxima ao local da entrega de presentes. Na noite anterior, devido à festa, fomos dormir às 3 meia da madrugada!!

Com muito sono, mas com o coração cheio de expectativa lá fomos nós. Bairro pobre, carente, cheio de necessidades básicas. Do lado de uma linha de trem que ainda funciona, fato que já causou acidentes por ali. Fomos passando pelos barraquinhos, percebendo alguns lares ali e algumas bagunças também. E entregamos pra várias crianças brinquedos e doces.
Acabamos e fomos pra mais festas, numa pequena chácara-rancho de parentes, comer muita carne, massas, maioneses, etc, etc, etc...
Poucos sentimentos ficaram daquele dia. Poucas lembranças também. A não ser as que agora passo a relembrar e repensar..., e finalmente tirar lições pra minha vida. Meio atrasado, mas ainda em tempo!
O fato de muitos de nós estarmos cercados por nossas tantas coisas nos faz ver situações desesperadoras ao redor com olhos de descaso. Não sentimos nem mesmo dó..., quando muito a tal dó!

Afinal, temos tanto pra nos preocupar! Aqueles, dali do Parque Shalom 3 não tinham muito pra se preocupar..., e se preocupavam muito!! Pra nós, o muito não trazia a nossa paz..., pra eles, o quase nada, nem o básico, vinha com o nome de Shalom (paz!).
E enquanto passava lá, parecia mais uma das tantas vezes que fiz algo parecido, mas dessa vez..., nada! Nada de muito chocante, nada de muito impactante. Talvez fosse o sono, afinal, foram só 3 horas dormidas.
Dormidas num bom colchão, num quarto de alvenaria, com ventilador e coberta, e um travesseiro muito confortável. Quantos ali não tinham nem dormido?? Quantos ali não tinha cama? Não tinham colchão ou travesseiro? Nem mesmo alvenaria a grande maioria tinha!! Mas o meu muito me trazia preocupações demais pra eu pensar nas preocupações que o pouco deles poderia trazer!!
Consegue ver o contraste?

Fiquei pesando todos esses dias, porque gosto de tirar lições de todos meus momentos, e, através da narrativa de Paulo em 1 Tessalonicenses 2:8 percebi o quanto faltou compaixão e o quanto isso era fruto de não estar em sintonia com Deus pra fazer o que fiz. Meu coração não se ligou ao de Deus praquele momento, consequentemente também não se ligou ao daquele povo de paz! Não os amei a ponto de querer não somente compartilhar um pouco de presentes ou evangelho, mas de dar a minha vida a eles..., estar de todo o coração ali, sendo Jesus pra eles!! Vi que não passei de um assistente social. Não que isso seja ruim, mas..., não era pra ser assim. Demonstrei ali toda a fragilidade das minhas tentativas de viver o evangelho integral!! E peço perdão a Deus por isso...

Aprendi que assistência social de modo impessoal não é o que Deus quer de alguém que deseja viver o evangelho integral. Que devemos amar a Deus e as pessoas a quem estamos servindo a ponto de dar nossa própria vida, de maneira bem pessoal. Aprendi que devemos nos deixar ser conhecidos quando realizamos esse tipo de trabalho! Que um sorriso fica marcado, mas um choro demonstra intimidade..., e apesar de saber que tinha gente querendo compartilhar sua vida com lágrimas, ignorei pelo preço de um sorriso ao entregar um presentinho... Aprendi também que às vezes penso que estou indo pra algum lugar, fazer alguma coisa pra me dar ou ensinar os outros, quando na verdade estou recebendo e aprendendo..., e aprendi que só aprendo isso depois de perceber meu orgulho..., e que não consegui percebê-lo no dia...

O título do blog que também faço parte fica na minha mente agora: que post de evangelho é esse? Que evangelho é esse que vivi ali, naquele dia??
Parque Shalom 3, desculpa pela impessoalidade..., pela falta de amor! Mas obrigado por me ensinar e me dar esse presente neste natal!!
Que o Paizão me ajude nesse novo ano a viver bons natais todos os dias, de maneira pessoal, com muito amor a ponto de doar minha vida, e com muita humildade pra saber quando estou em posição de aprender e receber!

Pensando mais nos outros

By : Kadu



"Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado. Para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus" 1 Pedro 4:1-2

Já há algum tempo venho pensando e "formulando" uma teoria. Ela vem ganhando porça em minha cabeça cada vez mais. Cada conversa, cada análise crítica da minha própria vida. E esse texto fecha com esse pensamento!
A teoria é a seguinte: tenho observado que quanto mais posses temos, acumulamos ou mesmo pensamos que temos, menos olhamos para o próximo..., menos tempo temos pra pensar nos outros..., menos tempo gastamos com missões. Afinal, precisamos muito cuidar do que é NOSSO, não é mesmo? Falo isso pelo contexto que vivo: base missionária!
Ao contrário disso, quanto menos acumulamos posses ou menos pensamos em tê-las, ou que já possuímos, mais tempo teremos de dedicação ao nosso próximo, aos outros, com missões, por exemplo!
Mesmo no meio em que vivo, missionários, existe egoísmo, egocentrismo, falta de amor, renúncia e visão para o próximo, para a missão que Deus nos deu. Infelizmente há sim!
Muitas vezes o pensamento, a fala e as atitudes, giram em torno do "mas eu também posso" ou "eu também mereço". Por trás dessa fala, porém, está a falta de movimento em direção ao próximo..., ela só serve de máscara, de camuflagem.
Outros ainda, se "escondem" atrás das palavras de que as coisas mudaram, 4ª onda de missões, não precisa de tantos sofrimentos, de pietismo, etc... E, debaixo de todo conforto, dizem que esse é seu chamado.
Tudo o que envolver um pouco mais de sofrimento ou dificuldade em prol dos outros é considerado muito, ou mesmo desnecessário, afinal, os tempos mudaram e também preciso cuidar de de mim, não posso me anular.
Repetindo: "Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado. Para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos..." 
Essa é a idéia que deve estar "armada" em nossos pensamentos: de que, muito provavelmente, só o sofrimento corporal pode romper com esse nosso pecado, fazendo com que vivamos mais para os outros do que para nós mesmos. Fazendo com que o nosso Deus não seja nosso próprio umbigo (confira Deus-umbigo), mas, complementando o texto: "mas sim para fazer a vontade de Deus".
Creio firmemente na possibilidade de, muitas vezes, ganharmos presentes e bençãos de Deus(Salmo 37:4), porém, antes buscando Seu Reino e Sua Justiça(Mt 6:33), fazendo Sua vontade(Jo 4:34), sofrendo no corpo(Jo 16:33), pensando no próximo(Jo 13:34, 1Jo 3:16, ), derramando sangue(Hb 12:4) se for preciso.
Menos pra mim..., mais, muito mais pra Ti!!! (João 3:30)

Salmos 115:1 " Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade."


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Deus-Umbigo

By : Kadu
Estou acabando de ouvir aqui numa aula sobre missões que Deus abomina o pecado. Novidade?? Não! E também que Deus ama o pecador. Algo novo? Não também!
Hoje pela manhã estive meditando em 2 Crônicas nos capítulos 23 e 24 e vi mais uma dentre tantas vezes em que o povo de Israel se volta pra Deus, depois de o abandonar, e novamente o abandona de novo.
E esses dias eu estive lendo uma crítica feita num blog sobre aqueles que acompanham Valdomiros, Macedos, Malafaias, etc... O autor não concordava com a idéia de que os seguidores desses não eram desviados do cristianismo, como alguns julgam, mas sim eram os mesmos que, quando estava na moda seguir o santo tal eles iam, quando a moda era o terreiro tal, iam também, ou mesmo o pai-de-santo, o centro de umbanda, etc...
Calma, vou juntar tudo!


Penso eu que o que acontece hoje não é nada novo não. Desde a antiguidade existem os que buscam seu próprio umbigo pra endeusar, mas como umbigo não é algo tão bonito pra fazer uma estátua, então eles inventam qualquer coisa mais bonitinha mesmo! E às vezes inventam algo não-físico, não-matéria, “não-apalpável”..., e assim se torna mais fácil esconder a idolatria. Tão idólatra quanto!!!
E desde a antiguidade também existiam momentos em que genuinamente alguém fazia um movimento na volta pra Deus e buscava disseminar essa idéia, algumas vezes com ferocidade e até ira, algumas com atitudes revolucionárias, algumas com palavras bonitas, atitudes estranhas, etc...
Com o tempo, a “volta” virava a moda do momento. Muitos também iam nesse “embalo”. Já viu protesto na sua cidade sobre o preço do transporte coletivo?? Uma meia-dúzia está ali querendo protestar com uma causa..., o resto quer folga e baderna mesmo!! Creio que era mais ou menos assim com o povo de Israel..., e é até hoje assim no nosso meio gospel-judaisante-israelita-evangélico-protestante!!
E aí, nós passamos a criticar tais pessoas, tentando classificá-las entre uns e outros. Buscamos estratégias pra acolher os “novos-adeptos-convertidos”, e também pra alcançar outros pra nossa moda. Depois de “encher nossos celeiros” de “almas”, ficamos satisfeitos pelo trabalho realizado. De repente, vem o tempo da moda acabar, afinal toda moda tem seu tempo. E aí os “velhos-adeptos-convertidos” e as “almas” começam a se “desviar” para a outra moda, porque esse é o tempo. É aí que quebramos a cabeça tentando entender o porquê, mais críticas surgem, nos entristecemos com Deus e com o mundo.
Com isso até nós mesmos mudamos de “roupa” pra entrar na moda atual, afinal, está funcionando, está dando certo ser assim.
Ainda existem aqueles momentos em que a moda “volta”! Vejam só, o xadrez voltou, e está até que durando certo? Olha o All-Star e as havaianas aí!
A moda de se voltar ao Deus genuíno vira e mexe está de volta. E com sinceridade! E, de novo, deve-se disseminar isso pela boca dos profetas. E na divulgação da moda, surgem os adeptos de novo. Os protestantes do protesto que tem causa pra poucos. E o ciclo se renova!
E aí..., hiato...
Minha pergunta(e sempre tenho muitas!): Deus tem crise de identidade nesse tempo todo??? Ele mudou com o tempo e com a moda?? Deixou de fazer ou fez algo a mais por causa disso tudo?? Ele é um Deus de causa e efeito??? Nós é que geramos as respostas de Deus e o manipulamos com nossas loucas atitudes e idéias??? Ele(Deus) deixou de amar alguém ou amou mais outrem?? O pecado mudou com a moda e o tempo? Ele (Deus) deixou de abominar o pecado??
Quando entendi que tudo, TUDO, se trata de Deus, vi também as dificuldades de se viver sob esse entendimento. Porém, o fato não se tornou menos verdadeiro!
Só o que vejo nesse ciclo são pessoas (e eu tô nessa!!!) buscando, mesmo no verdadeiro Deus, somente a si mesmos! Nossos desejos, nossas vontades, nossas críticas, nossas maneiras de pensar!!! Pra nós, não se trata dEle, mas se trata de nós!! Nossos deuses-umbigo sem formas e vazios ou com formas bem definidas, mesmo que não parecendo umbigos!!! E vivemos esse ciclo sempre achando que andávamos com Deus, pecamos com rebeldia, depois nos arrependemos e voltamos. Na verdade, concordando com a crítica do amigo, não somos crentes e depois desviados..., SEMPRE estivemos desviados!!!!!!!!!!!!!! SEMPRE!!!!!!
E não é cegueira não..., enxergamos muito bem..., mas somente até 50 centímetros do nosso nariz pra baixo..., no próprio umbigo!! E não importa que formato damos pra esse “deus-umbigo”, repito, mesmo que seja o formato do evangelho, das igrejas protestantes, da bíblia..., será sempre um formato, uma imagem, do nosso próprio umbigo! E não devemos fazer imagem, como mandamento, correto??
Me ajudem..., comentem, critiquem, reiterem, incrementem, discordem totalmente, qualquer coisa..., esse post não está completo..., não sei mais o que escrever..., nem exatamente o que pensar agora..., depois volto a escrever...

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