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Deus está sempre comigo - Salmo 16

By : Kadu
Salmo 16, hino de Davi


Guarda-me ó, Deus, 
pois em ti eu tenho segurança!
Eu disse a Deus, o Senhor:
"Tu és o meu Senhor;
tudo o que tenho de bom vem de ti."

Como são admiráveis as pessoas
que se dedicam a Deus!
O meu maior prazer é estar
na companhia delas.
Aqueles que correm atrás
de outros deuses
trazem muito sofrimento
para si mesmos.
Eu não tomarei parte
nas suas ofertas de sangue
nem adorarei os seus deuses.

Tu, ó Senhor Deus, 
és tudo o que tenho.
O meu futuro está nas tuas mãos;
tu diriges a minha vida.
Como são boas as bençãos
que me dás!
Como são maravilhosas!

Eu louvo a Deus, o Senhor,
pois ele é o meu conselheiro,
e durante a noite
a minha consciência me avisa.
Estou certo de que o Senhor
está sempre comigo;
ele está ao meu lado direito,
e nada pode me abalar.
Por isso meu coração
está feliz
e alegre,
e eu, um ser mortal,
me sinto bem seguro,
porque tu, ó Deus,
me proteges
do poder da morte.
Eu tenho te servido fielmente,
e por isso não deixarás que eu desça
ao mundo dos mortos.
Tu me mostras o caminho
que leva à vida.
A tua presença me enche de alegria
e me traz felicidade para sempre.

Texto lindo, que me inspira a orar e meditar, buscando a mesma sinceridade, simplicidade, reverência e confiança de Davi, quando escreve esse salmo. Em especial o grifo que fiz, dos versos 5 e 6.
Que essa também seja sua oração...

Promessa para um futuro próximo

By : Kadu


Baseado em Isaías 32...


Quando colocarmos Deus novamente como rei de toda nossa vida, Deus nos fará como um abrigo, um esconderijo, um refúgio, algo que traz segurança, força, paz e confiança pra nós mesmos e pra nossa família, para aqueles que estão ao nosso redor, tudo por causa dEle. Deus nos fará forte o suficiente pra ser a segurança dos nossos próximos, e pra nós mesmos. Pra quando olharmos pra nós mesmos em meio às coisas que enfrentaremos no que vem a seguir, também possamos nos ver bem firmado em Deus. Sempre é por Ele; Ele reinando trará isso pra nós!
Ele nos trará calma e conhecimento, prudência para o falar, pra que não atuemos por ansiedade, com precipitação. Ele nos fará despojados pra falar, com desenvoltura e poder pra convencer. Ele nos fará, não virá de nós!
Nos que são mais próximos, familiares e amigos, os olhos serão abertos e realmente verão, e seus ouvidos serão abertos, e eles realmente ouvirão. É o novo tempo, a nova aliança que Deus, o rei, está fazendo conosco. Isso quer dizer que as pessoas ao nosso redor não darão maior atenção mais aos pais do que a Deus, e aquilo que Ele falará através de nós, segundo nosso dom, vocação e chamado. Não levarão em conta mais as palavras de outros do que as que Deus tiver pra falar através de nós.
Não teremos mais outros deuses, dizendo deles o que de fato não está, não é (verso 5).
Deus transformará nossa maneira de pensar e organizar ou planejar as coisas, como de um vil insensato para um homem nobre, liberal, que por ser assim permanece firme nos planejamentos da vida.
Ainda que nesses últimos tempos tenhamos sido chacoalhados, tirados da tranquilidade, do sossego, da nossa própria segurança, isso se deu pra que possamos entender o tempo em que Deus vem com seu Santo Espírito selar essa nova aliança em nós, tirando-nos completamente dessa falsa segurança na qual nos prendíamos, naquilo que imaginávamos ser segurança.
Deus faz tudo isso em nossa vida, todo esse reboliço, pra nos derramar seu Espírito e converter toda nossa vida mais uma vez pra Ele, para Seus planos e propósitos.
Ele agora está fazendo com que o deserto se torne campo fértil em nossas vidas. Esse campo fértil será como um bosque, uma floresta, com tudo o que de bom ela pode trazer, que já foi mencionado no começo dessa meditação.
E lá no deserto, de onde saímos, lá também habitará o juízo. Não o tempo de ter que viver debaixo da lei, mas sim viver com a justiça, num campo fértil. Porque Jesus se fez justiça pra nós e nos justificou.
Devemos nos manter no caminho daquEle que nos justificou de graça (quando merecíamos todos o juízo), por eterna gratidão à Ele, como resposta de amor.
O efeito disso tudo em nós será a paz. A tão aguardada paz. Tão desejada pra nossa casa. E vamos sentir o operar dessa justiça, a justificação de nossas vidas por meio de Cristo, que nos trará repouso, descanso, tranquilidade, segurança para sempre.
E assim habitaremos em moradas de paz, lugares seguros e de descanso, pacíficos. O desejo de Deus de nos dar o fim que nós mesmos desejamos, é exatamente esse lugar de morada, tranquilo, seguro, cheio de paz, lugar de descanso.
Por fim, estaremos semeando perto das águas, podendo dar liberdade para nossos filhos, tanto filhos de sangue, como filhos espirituais.

Novo ano, novidades!

By : Kadu

Bom, decidi escrever um informativo um pouco diferente. Tenho sempre escrito baseado em realizações e projetos, mais em quantidade do que em qualidade. Muitas vezes baseio meus "relatórios" naquilo que creio que as pessoas esperam ouvir. Perdoem-me...
Dessa vez vou escrever como tenho vivido a vida com o Papai do céu, como família e como indivíduo. As coisas que temos aprendido nesse tempo tem sido valiosas demais pra que eu sequer pense de outra maneira, e isso deve refletir na maneira como dou informações sobre nossa vida como missionários.
Antes de tudo gostaria de agradecer porque apesar de conhecer pouco sobre nós (a grande maioria) e o que conhecem ser fruto desses fracos informativos (não que não sejam necessários!), ainda assim nos apóiam e se mantém conosco. Obrigado de todo coração!
O que tem passado por minha mente ultimamente é uma vontade enorme de jogar fora aquele projeto que fiz e repassei pra todo mundo. O problema não é o projeto em si, aliás, ele é muito bom, se comparado com a maioria dos projetos que já fizemos ou vemos por aí. O problema é que o projeto está definindo nossa vida, quem nós somos. Ele está projetando não só nossas ações, mas quem nós temos que ser. Quando mandamos relatórios informativos por exemplo, o que temos que dizer, o que cremos que as pessoas querem ouvir, o que nos dizem que devemos mostrar? Nosso projeto...
Tenho aprendido que antes de projetos, que nada mais são que simples ações, Deus quer trabalhar em quem somos, nossa identidade. Isso é que vai motivar as ações, e da maneira correta. E o que vejo Deus fazendo conosco é ensinar, não só limitando a nós mesmos mas a nossos familiares, amigos e apoiadores, que nosso investimento não é por conta do bom projeto de vida que temos, mas por quem nós somos. Deus está nos mostrando que projetos morrem, acabam, não são eternos..., quem nós realmente somos não! Se eu ou você deseja continuar investindo em missões e em missionários deve ser por quem Deus fez as pessoas pra serem e não por quais ações ou quais projetos tem se concretizado, entende?
Um dia desses, pela madrugada, Deus me ensinou com uma parábola. Vinha a minha mente em todo o tempo uma faca. Isso mesmo, uma faca! Também vinha um cozinheiro. Sim, Deus é simples assim! E Deus me mostrava: "Qual o fim, o alvo, da vida de um cozinheiro? A comida preparada! Qual a ferramenta (uma delas pelo menos) que ele usa? A faca! Agora, quem merece maior investimento? "
Pensa comigo: quem merece atenção na hora de investirmos nosso tempo, nossa amizade, nossas orações, nosso sustento? Se colocarmos tudo isso na faca, teremos uma linda e poderosa, afiadíssima faca. Porém, qual o fim? Precisamos de alguém pra manusear a faca! Se não tivermos o cozinheiro, quem usará a faca? Faca sozinha faz comida?
É exatamente isso que quero mostrar em nosso informativo dessa vez: nós, os cozinheiros! E lamento que muitas vezes nós mesmos temos valorizado mais a faca do que o cozinheiro, pelas informações que passamos...
Nós temos passado maus bocados. Nós temos sofrido com dúvidas e temores. Temos visto todas nossas debilidades, fraquezas, expostas, totalmente a mostra. Estamos vendo quem realmente somos, e em que pé estamos. Muitos duvidaram de nós por conta desse "primeiro tempo" na Espanha, pois seriam apenas 3 meses, seria muito dinheiro, não dá pra desenvolver nada, e muitas outras coisas bem ruins que escutamos. Em nosso coração, apesar de muitas vezes termos sido tomado das mesmas dúvidas, uma certeza tínhamos: Ele queria esses 3 meses lá! Ele moveu céus e terra em nossa vida pra que isso acontecesse..., e aconteceu. E agradeço imensamente por Deus não se mover baseado nisso.
Essas dúvidas que as pessoas tinham a nosso respeito, e muitas vezes nós mesmos tivemos, estavam e estão puramente baseadas na faca, ou seja, no projeto, na ação, no cumprimento do projeto. Mas Deus queria algo bem diferente pra esse tempo. Creio que seja algo que molda e muda toda nossa perspectiva futura pra nós como missionários. Muito obrigado povo de Cáceres, muito obrigado Junião, por nos dar oportunidade de enxergarmos tudo isso nesse tempo.
Sem projetos, sem olhar para o cumprimento de metas, pudemos ver que estamos aflitos, como ovelhas que não tem pastor. Vimos tudo aquilo que escrevi pouco acima. Pudemos ver que perdemos as vezes até a esperança da vida de tamanha confusão que vivemos. Vimos que as dúvidas estavam, e ainda podem estar, superando as certezas. Vimos que tínhamos muita coisa pra resolver como família e estamos buscando resolver. Vimos a mão de Deus em nossa vida, e não como as canções gospel de hoje dizem, nem os pseudo-profetas televisivos ensinam..., a mão dEle estava no nosso peito, nos resistindo, parando nossas ações. E tudo pra nos ensinar o que vem antes das ações. Esses 3 meses foram de tratamento de choque intensivo pra nós. As realizações que se concretizaram foram totalmente por Ele, nos momentos de maior tensão de nossas vidas. Aprendemos, por exemplo, a importância do discipulado por influência, por causa do Espírito Santo em nós, pois o que as pessoas aprendiam de nós, era no tempo em que não forçávamos a barra pra ensinar qualquer coisa que fosse..., eles simplesmente viam isso. Enfim, Deus nos fez ver que esse não era o foco desse tempo, que nosso projeto escrito se cumprir ou não pouco importava pra Ele. E isso trouxe ainda mais tensão, já que nos preocupávamos com nossa "reputação" a esse respeito: "mas o que nossos apoiadores, intercessores, amigos e familiares pensarão se não focarmos em nosso projeto, afinal foi assim que "vendemos nosso peixe" pra virmos pra cá!?"
Em meio a tantas lutas e batalhas com Deus, entendemos o tal de Jacó quando lutou com Deus. Nós lutamos com Ele durante esses 3 meses, e apesar de cantarmos vitória(ah, sim, creio que vencemos!), quem saiu manco, marcado para o resto da vida, somos nós. Talvez, diante de nós, ficará pra sempre esse espinho na carne, porque o fim de tudo o que Deus tem nos ensinado é: "minha Graça te basta!" Essa é a grande marca que ficou e mudou toda nossa perspectiva pra esse novo ano.
Essa graça nada tem a ver com ações e realizações, com a beleza do nosso projeto, com o cumprimento de metas. E se, a partir de agora, não basearmos nossa vida missionária na Graça de Deus, estamos "fritos"!!
Essa Graça suplanta nossos medos, temores, fracassos, dúvidas, brigas, desentendimentos, frustrações..., o amor venceu!! É exatamente no meio de tudo isso, da fornalha ardendo em chamas, com a porta completamente fechada, sem ninguém conosco sequer pra nos ouvir quando gritamos, que aparece o Anjo da Graça de Deus, Jesus, junto de nós e nos livra lá dentro, pra que Ele seja ainda mais glorificado e coloque diante de nós e de todo mundo quem realmente somos, e não o que realizamos, afinal, a realização na fornalha foi só dEle..., o AMOR venceu!
Debaixo dessa Graça é que tenho a condição "corajosa" (e ao mesmo tempo vacilante) de dizer que estamos jogando nosso projeto fora, até que conheçamos plenamente quem nós somos e o que Deus conhece de nós, o que Ele vai nos mostrar a respeito de nós mesmos. Por causa dessa Graça e desse amor, não tememos as críticas que virão, o perder apoio, perder sustento..., cremos firmemente que muitos compreenderão que o cozinheiro é mais importante que a faca. Quando o cozinheiro estiver pronto, você poderá trocar a faca, investir pra que a faca seja melhor, mais bonita e afiada, afinal o problema também não é a faca em si...
Por enquanto, estamos como auxiliares de cozinha, aprendendo o processo de se tornar um chef, e pra isso pedimos sua ajuda, suas orações, suas palavras, seu apoio, seu sustento.
Na prática, o que quer dizer não é que não somos mais missionários, que não trabalharemos mais, ou coisa parecida. O que quer dizer é que nosso foco pra missões não está mais em projetos ou lugares, situações, mas sim em quem nós somos. Aquilo que somos, somos na Espanha, aqui de férias em Campinas, na China ou na Lua. Somos realizando projetos ou apenas pensando neles. Somos descansando de férias, pregando, orando, comendo um churrasco, arrumando nossa filha pra sair, jogando futebol, assistindo TV.
Se você entende isso, quer permanecer conosco e deseja de todo coração nos ajudar, ore conosco nessa jornada de descoberta. E é pelo caminho, no caminho, que Deus vai nos guiando e motivando-nos ÀS ações. Vez ou outra escreveremos sobre ações e realizações, afinal, creia-nos, temos muitas e muitas grandes experiências pra contar. Porém, por conta de tudo isso que Deus tem nos ensinado, o foco não vai mais ser esse.
Se você se frustrou com todas essas palavras e está bravo conosco por todo o apoio que você nos deu e o retorno não é o esperado, não tem problema..., "tá tudo bem"! Da maneira como estamos hoje, totalmente abertos, expostos, você pode vir até nós e abrir o coração. Vai encontrar sinceridade e  honestidade de nossa parte, isso eu asseguro pra ti. Também vai encontrar um estado de humildade que nos impede de olhar grandiosamente pra nós mesmos, então se precisar de reparação de danos, também estamos dispostos a te ajudar nisso.
Agora, se você se identifica conosco nessa história de vida, vem chorar conosco, vem brigar com Deus junto com a gente, vem e embarca nessa jornada de descoberta de quem você realmente é, que pode não ter qualquer ligação com qualquer projeto ou ação que esteja fazendo atualmente, qualquer realização que esteja cumprindo, qualquer meta que esteja batendo. Vai ser doloroso, você vai se sentir perdido, vai chorar bastante, talvez chegar em momentos de perder a esperança..., provavelmente vai ganhar também uma marca permanente, um espinho na carne, para então..., e aí então..., descobrir que a GRAÇA do Papai te basta! Não há nada melhor que isso, te garanto.
Ah, você quer saber se as circunstâncias mudaram, se as coisas externas mudaram, se as ações vão ser diferentes daqui pra frente..., não..., não estamos preocupados com isso agora! Se você ainda está preocupado com: quando vamos, pra onde vamos, o que vamos fazer..., nos convida pra um café e falamos mais sobre esses pequenos detalhes pessoalmente.
No mais, Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!

Continua na próxima semana...

Matando Missionários

By : Kadu

Autor Joed Venturini, é médico e pastor batista, Mestre em Missiologia, Escritor e Orientador Estratégico-Pastoral para o Leste Europeu na JMM, trabalhou por 12 anos como missionário em Guiné-Bissau. É casado e pai de 2 filhos. Veja o blog dele clicando aqui.

A noticia triste chegou às igrejas provocando surpresa e alguma revolta. A familia missionária inteira tinha se perdido. Mortos sem apelação, em pleno campo de atividade. Depois de anos de trabalho árduo e dedicado, morriam para a obra sem deixar sucessores. Logo surgiram várias vozes reclamando de tal situação. Como aceitar a eliminação de uma família tão valiosa? Como substitui-los depois de tão grande perda? Como encontrar os culpados? As respostas eram poucas. Só o que se sabia e era fato consumado é que alguém tinha matado os missionários...

Este episódio não se refere a nenhuma familia missionária particular e ao mesmo tempo a várias. Não estou falando de nenhum atentado perpetrado por um fanático religioso. Tampouco falo da morte fisica de missionários no campo. Estou falando da perda de obreiros para a obra. De familias inteiras que seguiram um dia para o campo cheios de expectativas e por vários motivos foram na prática, mortos no trabalho. Falo de obreiros que voltam ao seu país de origem para desaparecer da história de missões e por vezes até da vidas das igrejas. Alguém está matando missionários...

Quem está matando os missionários? Os culpados são membros de igrejas, alguns são até líderes em suas denominações. São igrejas e crentes que matam missionários por suas atitudes, desinteresse e falta de amor cristão. Eis algumas das armas usadas em tais assassinatos:

1) Sustento Inadequado ou Atrasado
A Bíblia é clara, desde o Antigo Testamento, ao falar da honra devida aos obreiros e de seu salário correto. Os sacerdotes tinham sido protegidos com leis que lhes permitissem uma vida condigna já que se dedicavam á obra do Senhor. No Novo Testamento novamente há várias menções disso. A Igreja devia cuidar de seus pastores e missionários. Apesar disso ainda há hoje na igreja aqueles que desprezam o trabalho no ministério e que entendem que pastor e missionário tem mesmo é que ser pobre e passar necessidade.

Se um missionário chegar a uma igreja vestindo uma roupa melhor é escândalo. Onde já se viu um obreiro bem vestido? Como é que seus filhos têm tênis de marca? Obreiros têm que aparecer com roupa usada, gasta, remendada talvez, mas limpinha. Essa mentalidade mata missionários!

Muitos obreiros têm sofrido porque suas igrejas não levantam um sustento condigno. Gostam de dizer que o missionário deve viver pela fé. Mas o que a palavra diz é que o justo viverá da fé. Não é só o missionário. O estimado irmão que despreza o ministério também quer ser chamado de justo? Então também deve viver da fé.

O missionário pode viver com salário abaixo do minimo, pode se sustentar como der, pode criar os filhos em condições dificeis, pode receber o salário sempre atrasado. Essa atitude mata missionários porque lhes tira as condições de concentração no trabalho. Você conseguiria se dedicar ao seu trabalho se tivesse dúvida sobre se a familia vai ou não comer no fim de semana? Já ouvi muita gente criticar pastores e missionários por perderem os filhos para o mundo. Estou certo de que esses líderes terão suas responsabilidades. Mas não esqueçamos que em muitos desses casos esses filhos se perderam porque igrejas e crentes mesquinhos não deram sustento condigno aos obreiros levando a que seus filhos crescessem revoltados. Estão matando missionários...

Hoje há muita preocupação quanto à aposentadoria. Quem tem posssibilidade faz uma aposentadoria privada para segurar o futuro. Mas ainda existem obreiros, pastores e missionários que nem a aposentadoria normal tem. Conhecemos muitos casos de servos de Deus que, por culpa de suas igrejas, vivem hoje em grande aperto, numa velhice dificultada por falta de visão e amor cristão. Estão matando missionários!

Já vi com meus olhos a atitude de muitos na hora de dar um presente ao missionário. Roupa usada, sabonete de terceira qualidade e pasta de dente de marca desconhecida. E ainda acham que estão fazendo muito! E ainda acham que o missionário deveria ficar muito feliz!? Esse tipo de mentalidade está realmente matando missionários!

2) Exigência Inadequada de Resultados
Se há uma coisa que mata é a comparação injusta. Desde sempre que aprendemos a cobrar resultados humanos de um trabalho que é Divino, resultados materiais de um trabalho que é espiritual. Comparamos missionários pelos resultados em termos de batismo, convertidos, número de membros de suas igrejas, trabalhos novos implantados. Há relatórios que são exigidos e que se baseiam unicamente em números. Isso tem matado muitos missionários.

Precisamos entender que cada campo é uma realidade própria. Cada obreiro tem seu perfil e temperamento. Comparar um obreiro que trabalha com povos animistas já devidamente evangelizados com outro que faz trabalho pioneiro entre muçulmanos é forçar uma situação não apenas injusta mas irracional. Há campos que estão maduros em termos de evangelização e outros onde ainda se estão tirando pedras.

Durante décadas houve trabalho missionário na região leste da Guiné-Bissau, com resultado aparentemente nulo. Os povos muçulmanos ali não se convertiam. As missionárias que ali ministravam davam testemunho exemplar e choravam diante do trono de Deus por almas. Mas nada viram... Quando chegamos lá e pudemos ter a alegria de plantar uma igreja em apenas 5 anos, não foi porque fossemos melhores, mas porque um trabalho fundamental fora feito. Paulo plantou, Apolo regou e Deus deu o crescimento (I Corintios 3:6).

Boa parte do trabalho espiritual de um missionário e pastor passa por coisas que não têm medida, como a oração, o jejum, meditação na palavra, testemunho de vida e de familia. Devemos aprender a respeitar os servos fiéis que pagam o preço da perseverança para ver alguns resultados. Paulo plantou muitas igrejas, mas em Atenas a hora não era chegada e alí ele não deixou igreja e teve aparentemente pouco sucesso. Vamos deixar de lado as comparações, as exigências inadequadas. Há que avaliar os obreiros sim mas isso requer mais que números em um formulário. Pelo bem dos campos e da obra deixemos de comparações, deixemos de matar missionários.

3) Férias Exaustivas
Todo mundo gosta de férias. Durante as quais descansamos, nos distraimos, conhecemos outras realidades ou simplesmente fazemos aquilo que mais gostamos, além de dormir mais que o habitual. Todo mundo sonha com as férias. O missionário por outro lado sonha com o fim das férias!! Conheci mesmo missionários que ficavam em verdadeira crise de nervos quando as férias se aproximavam.

Férias para o missionário é sinônimo de trabalho dobrado, viagens desgastantes, noites mal dormidas, inquéritos intermináveis e separação familiar. Os missionários são, em regra, submetidos a um programa inclemente de promoção missionária em que viajam para lugares desconhecidos, ficam em casas de pessoas desconhecidas para falar em igrejas que muitas vezes nada sabem deles e onde alguns pastores nem estão muito interessados num missionário que poderá desviar as ofertas que ele precisa para a construção do novo templo.

Posso parecer um pouco cáustico nessa descrição, mas acredite, sei de primeira mão do que estou falando. Tive muitas férias assim... É verdade que encontramos famílias maravilhosas e casas que nos recebem como principes. É verdade que há igrejas interessadas e pastores que amam a obra. Mas é verdade também que nas férias o missionário fica longe da familia, dorme cada noite num lugar diferente e enfrenta auditórios diferentes seguidas vezes, para falar sempre a mesma coisa. No fim, está esgotado e aí é hora de voltar ao campo e trabalhar duro, pois afinal acabou de ter seu tempo de férias... Depois de alguns anos deste regime ainda se admiram com a afirmação que estão matando missionários.

Soluções:
Não quero terminar esta reflexão com nota negativa. Podemos e devemos salvar nossos missionáriuos dessas armas de exterminação de obreiros. Nem será assim tão dificil.

De que precisamos para mudar esta triste realidade?
»1º de salários dignos desse nome, que permita aos missionários se concentrarem na obra em vez de no sustento, que cheguem a tempo e horas e que se façam acompanhar de algum incentivo ocasional;
» 2º de avaliações mais condizentes com a missiologia, que deixem de lado comparações numéricas, respeitando a realidade de cada missionário e mais baseadas em vida e testemunho que em estatisticas;
» 3º de férias de verdade, onde o obreiro tem tempo com a familia para descansar, relaxar e recarregar as baterias. Que a promoção fique para outra época, dentro do tempo de trabalho do obreiro porque é na verdade trabalho e do pesado.

Que estas idéias possam auxiliar nossas igrejas, obreiros e líderes a rever certos conceitos porque na verdade está na hora de parar de matar missionários.

O futuro do nosso país...

By : Kadu

Estou aqui estudando Teologia Bíblica do Antigo Testamento, ouvindo João Alexandre..., cd's antigos. Me ajudam a focar e pensar melhor. Mas, perdi o foco..., quando tocou a música: Pra cima, Brasil.
Em tempos de eleição, onde estamos mais discutindo sobre quem NÃO deve governar, sobre quem tem errado mais, etc..., fico pensando na minha, na nossa responsabilidade perante a sociedade, perante nossa própria cultura.
Quantos de nós se "embrenham" nessas discussões políticas somente em ano, pior, em semestre ou mês, de eleições!? Mas, por exemplo, quando o "assunto político" é o papel de bala que você e eu jogamos no chão, ninguém discute..., muitas desculpas surgem pra nossos "atos políticos".
Esse pequeno "assunto político" polui, tem alguns anos pra se desintegrar, deixa o local feio, mostra desrespeito com outras pessoas que passam pelo lugar, desrespeito por quem limpa o lugar, falta de responsabilidade ambiental, pode gerar naqueles que te seguem (porque, mesmo não querendo, muitos de nós somos formadores de opinião!) uma conduta igualmente errada, custa aos cofres públicos mais dinheiro com a limpeza e programas de re-educação socio-ambiental (dinheiro que poderia estar sendo usado pra curar seu vizinho doente, dependente do SUS), etc, etc, etc, e infindáveis etcs...
Mas o importante é não votar na Dilma, porque ela foi assasina e ladra, no Serra porque ele só fala em saúde e vai beneficiar só os ricos, na Marina porque ela é feinha e fragilzinha, no Plínio porque ele é velho e não tem chance, e nos outros porque nem lembramos o nome dos coitados...
Realmente é disso que o Brasil precisa!!! Ô!!
Qual é gente..., prestem atenção em quem cada um de nós somos, quais são os princípios que regem nossas vidas, em quem e no quê realmente cremos..., preste atenção no "pequeno e insignificante assunto político" chamado papel de bala. Quem sabe dentro de alguns anos os políticos não terão quase nada pra fazer, a não ser administrar o que já estará acontecendo de bom..., acontecendo porque a revolução social e política começou dentro do coração de cada um, e o reflexo será o que de bom vai estar "rolando" Brasil afora. 
Chega de dar tanto poder aos políticos, simplesmente pra correr de suas próprias responsabilidades! Seu voto não deve ser porque alguém vai fazer isso e aquilo de novidade para o Brasil crescer e melhorar, mas deve ser porque você já está vendo a sociedade ao ser redor melhorar por pequenas ações que VOCÊ contribuiu e "tal" ou "tal" candidato vai simplesmente administrar essa situação!
Outra música do João Alexandre fala: "Transformar o mundo é questão de compromisso..., é muito mais e tudo isso".
Como será o futuro do nosso país?
Você tem compromisso com quem?? Com o que??
Só pra complementar: existe um Reino que funciona muito bem..., tem princípios políticos extremamente coerentes, de liberdade e responsabilidade, onde a justiça funciona de maneira excelente, a saúde não é empecilho pra ninguém, todos tem oportunidades iguais, e pobreza não é marca de quem é excluído..., onde as fraquezas tem as maiores atenções e o que vai bem continua indo..., quer saber qual é??
Se quiser te digo...

E aí vai a letra da música em questão:

Como será o futuro
Do nosso país?
Surge a pergunta no olhar
E na alma do povo
Cada vez mais cresce a fome
Nas ruas, nos morros
Cada vez menos dinheiro
Pra sobreviver

Onde andará a justiça
Outrora perdida?
Some a resposta na voz
E na vez de quem manda
Homens com tanto poder
E nenhum coração
Gente que compra e que vende
A moral da nação

Brasil olha pra cima
Existe uma chance
De ser novamente feliz
Brasil há uma esperança!
Volta teus olhos pra Deus,
Justo Juiz!

Como será o futuro
Do nosso país?



Obs: esse post faz parte do conteúdo que teremos num seminário intensivo que vamos ministrar no feriado de 2 de novembro..., quer saber mais, como participar, etc? Entre no site: 

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