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Seria a Europa ainda um campo missionário? ou O que significa “conhecer” a Cristo? - parte 2

By : Kadu

Se um missionário for trabalhar entre os Fulas, ou Fulanis, da África Ocidental, poderá ter a certeza de estar a evangelizar um povo não alcançado. Posso falar disso com conhecimento porque trabalhei entre eles por 12 anos e plantei uma igreja em território Fula. Mas o que isso quer dizer? O que significa dizer que os Fulas são um povo não alcançado? Há cristãos Fulas? Sim! Pela graça de Deus há. Há Igrejas entre Fulas cuja maioria é formada por esta etnia e respeita seus costumes e cultura? Sim! Pela graça de Deus há. Então porque são um povo não alcançado? Porque o número de crentes e de igrejas é muito pequeno e não tem condições de encarar o desafio da “nação” Fula. Ao todo, os Fulas serão cerca de 40 milhões em 17 países da África Ocidental. Não temos a noção de quantos cristãos existirão entre eles, mas serão na casa das centenas, espelhados numa vasta região. Há necessidade de alcance desse povo em todas as áreas. Há necessidade de missionários de todo tipo e perfil. Missionários de longo prazo. Missionários de carreira que se dediquem a aprender língua, cultura e que passem pelo menos 10 anos a trabalhar para plantar uma igreja que se possa auto-propagar. Como os Fulas há ainda muitos povos não alcançados no mundo. 

O que dizer das grandes nações não alcançadas? Índia e China? A carência é grande, mas a realidade em termos de evangelho também é diferente. Na Índia há 1 bilião de pessoas, mas há mais de 25 milhões de cristãos evangélicos. Há estados na Índia quase sem cristãos, mas há estados como Arunachal Pradesh, Kerala, Goa ou Manipur em que os cristãos são mais de 25% da população, em Mizoram são 87% e em Nagaland serão 90% da população. Isso significa que há desafios tremendos mas também uma igreja nacional forte para fazer o trabalho (estamos usando dados seguros e fiáveis fornecidos pela Intercessão Mundial, Operation World. Na China, os números são difíceis de confirmar, mas fala-se em mais de 100 milhões de crentes. A Igreja nas casas é um movimento diverso mas poderoso. O desafio da China é tremendo mas há toda uma força nacional para fazer o trabalho. Os Missionário nesses contextos serão, em sua maioria, formadores de liderança e capacitadores, mais do que plantadores de igrejas. Há grande necessidade, mas também há uma igreja nacional para fazer a obra e com a qual se pode e se deve trabalhar.

O Brasil tem uma realidade diferente. Segundo as estatísticas, os evangélicos no Brasil serão mais de 50 milhões. Mesmo que muitos desses sejam nominais e muitas dessas igrejas não sejam muito fiéis na pregação de um evangelho puro, ainda assim teremos uma força nacional evangélica enorme. E o que isso significa? O Brasil é um país alcançado? Sim! O que quer dizer que não precisa de evangelização? Não! Há muitas necessidades no Brasil. Bolsões de grande resistência, povos indígenas por alcançar, centros urbanos extremamente carentes. Será o Brasil um campo para missionários de outras nações? A Igreja brasileira precisa de missionários de fora? Não deveria, mas ainda precisa. Há áreas para melhorar, há treinamento a ser feito, há regiões mais remotas onde a igreja teima em não ir. E o Senhor da seara envia para onde quer. O Brasil não será prioridade missionária e poderá ter uma igreja responsável pela sua nação, mas ainda assim beneficiará de obreiros certos em áreas específicas para abençoar o país.

E a Europa? Será campo missionário? Não é a Europa um continente cristão? Não são os cristãos 71% da sua população? Precisaria a Europa ainda de missionários? Não será esse povo uma gente já conhecedora do evangelho? Se voltarmos aos números teremos que dizer: Não! Olhando para a realidade do evangelho, sabemos que a África tem 17,7% de evangélicos, a América do Norte 26,8%, a América Latina 16,7%, a Ásia 3,5% e a Europa 2,5%. É o continente com menor percentagem de crentes no mundo! A verdade dos números parte nossos corações. Denominações inteiras têm na Europa o número de crentes que as igrejas grandes no Brasil contam em seu rol. A maioria das igrejas conta com algumas dezenas de membros, muitas vezes já idosos e sem forças para o trabalho. 

A igreja na Europa está em sofrimento e por vezes nos cuidados intensivos. Países que foram enviadores de missionários são hoje campo fértil para o Islamismo, as religiões orientais e o ateísmo. Templos são vendidos para fazer bares, igrejas fecham as portas regularmente por falta de gente e de pastores. Na República Checa, onde nasceu o grande movimento missionário morávio os evangélicos são 0,7% da população. Na Holanda, berço dos baptistas, contamos hoje com cerca de 10 mil membros na União Batista. E esta é uma convenção batista “forte”, porque em Portugal somos pouco mais de 4 mil, na Áustria 1.600, na Bélgica 1.200, na Finlândia 1.100, Na Suíça 1.030, na Eslovénia 120, Na Lituânia 250, Na Bósnia 200 (dados da Aliança Batista Mundial

O que queremos mostrar com isso? Que, à semelhança da pequena igreja entre os Fulas, a igreja na Europa não tem força para caminhar sozinha. Que a igreja no velho continente precisa de ajuda em todas as áreas. Que a Europa ainda é um campo missionário.


Não queremos diminuir a necessidade de nenhuma região do globo nem minimizar os esforços de qualquer obreiro em qualquer região. Nosso objectivo é apenas despertar a igreja para a realidade da missão na Europa e a urgência de alcançar os europeus para o verdadeiro evangelho de Jesus.

Texto de autoria de Joed VenturiniPastor da Terceira Igreja Baptista de Lisboa, Mestre em Missiologia,Médico especialista em Medicina Tropical, Escritor.
Postado originalmente no blog do autor, clique aqui para visualizar.

Seria a Europa ainda um campo missionário? ou O que significa “conhecer” a Cristo? - parte 1

By : Kadu

Um dos princípios clássicos de missões foi estabelecido pelo Apóstolo Paulo, logo no começo da obra de missões, e é o de anunciar a Cristo onde ele ainda não é conhecido (II Coríntios 10:16). Esta será uma das bases para se falar em “povos não alcançados” que se tornou uma das máximas de missões com a definição da janela 10/40 como alvo prioritário de missões. Faz sentido que as organizações missionárias e as igrejas invistam em campos onde o evangelho não é conhecido. Cristo deve ser anunciado onde ainda não é conhecido. Mas essas afirmações levantam algumas questões e uma das mais importantes é a que fazemos no título: o que significa conhecer a Cristo? Até que ponto um ou outro campo pode ser descartado como campo missionário?
Já estive em aldeias na África Subsariana onde as pessoas nunca tinham ouvido a história do natal ou a descrição da crucificação ou a maravilha da ressurreição. Certamente eram um povo não alcançado pelo evangelho. Ali fazia muito sentido ter missionários. Mas, o que queremos dizer quando falamos de conhecer a Jesus? Alguém que sabe que Natal é nascimento de Jesus e que ele morreu numa cruz se categoriza como conhecendo a Cristo? Nesse caso podemos parar de evangelizar o Brasil. Não faz sentido ter uma organização de missões nacionais num país em que mais de 20% da população é evangélica e há pregação contínua na TV e rádio e Internet. O Brasil é um país sobejamente alcançado. Mas será mesmo? Saber que Natal é comemoração do nascimento de Jesus e que ele morreu numa cruz é conhecer a Cristo? Nesse caso boa parte da população muçulmana do mundo estaria alcançada porque sabem quem é Issa (Jesus) e conhecem algo de sua vida. Por essa linha de pensamento também estaria alcançada toda a classe média no Japão, pois têm cultura mais ocidentalizada. China e Índia também serão já alcançados, porque saber do Natal e da Páscoa é conhecimento geral básico mesmo na Ásia. Mas serão eles alcançados? 
E aqui voltamos à questão: o que significa conhecer Jesus? Lembro-me de ir assistir ao filme “Código da Vinci”, uma obra de ficção que inclui pretensos factos históricos. E, no entanto, ao sair do cinema ouvi um casal a conversar e a senhora a dizer com ar muito convicto: “afinal, foi isso que aconteceu!”. Minha surpresa foi enorme ao perceber que ela estava a falar de Jesus, que no filme é representado de modo bem diferente dos evangelhos. Demonstrou não conhecer Jesus. Isso aconteceu em Lisboa, Portugal, um país nominalmente cristão e já evangelizado… ou será que não? 
Na nossa ansiedade por alcançar os que nunca ouviram de Cristo temos tomado decisões em relação a missões que excluem certos campos como a Europa, como se já fossem evangelizados. Mas a grande maioria da população na Europa, apesar de ter um conhecimento superficial da figura de Jesus, nunca ouviu uma exposição clara e direta do evangelho. Não se pode dizer que conhecem a Cristo. Nunca foram expostos à salvação bíblica.
Foi Leslie Newbigin que começou a alertar para a nova realidade da Europa Pós-Cristã como campo missionário. Depois de trabalhar por muitos anos na Índia, ele voltou à Grã Bretanha, uma terra supostamente cristã e ficou perplexo de perceber que seu país se tornara avesso a Cristo e ignorante do evangelho. Ele concluiu que a Inglaterra era novamente um campo missionário. Não é por acaso que a Europa é o continente com a menor percentagem de evangélicos no mundo. Os europeus não conhecem o Jesus das escrituras.
Acresce outra dificuldade. Temos, como cristãos, muita experiência em alcançar culturas e povos não cristãos e pré cristãos. Temos uma missiologia avançada para lidar com a introdução de Cristo para povos que o desconhecem por inteiro. Mas nunca antes o Cristianismo lidou com a necessidade de evangelizar uma cultura pós-cristã. Sabemos falar de Jesus a quem nunca ouviu falar dele. Mas na Europa a sensação é: “Conhecemos Jesus, sabemos o que é o Cristianismo, já o experimentamos e para nós não serve” E diante disso não temos ainda uma missiologia capaz. 
No tempo do Novo Testamento os romanos eram muito liberais em relação a religião. Havia bastante liberdade para praticar fosse o que fosse. Os cultos eram assunto particular. Cultus privatus, algo que é apenas problema seu. Apenas não o imponha a seu vizinho e ficaremos felizes. Nessa realidade o Cristianismo era apenas mais uma religião. Mas tinha a vantagem de ser uma novidade, algo fresco e viçoso, algo nunca antes visto. Foi quando o Cristianismo deixou clara a sua alegação de fé única para salvação que a perseguição surgiu. Se fosse mais uma não havia problema. Alegar ser a única salvadora é que não era aceitável.
Hoje vivemos algo semelhante. A cultura pós moderna se tornou relativista e nesse contexto vale tudo. Mas religião é coisa privada e não se deve impor. O problema é que a fé cristã não é mais novidade mas é vista como retrograda, antiquada, já testada e sem apelação. E sua alegação de ser “a verdade” leva a acusações de fanatismo e intolerância. Essa é a visão que a Europa tem da igreja hoje. E diante disso respondemos: O europeu conhece Cristo? Não! Tem noções históricas, em geral erradas e alguns conceitos vagas, mas não conhece a verdade bíblica e nem o evangelho salvador. Nesse contexto a Europa é ainda, ou novamente, campo missionário? Certamente! E dos mais árduos onde o trabalho é lento e exige persistência e paciência. Necessitamos de uma missiologia para esta Europa pós cristã e de gente com coragem para enfrentar uma sociedade cínica, maligna e avessa a Deus. 
Sim, a Europa é campo missionário.

Texto de autoria de Joed VenturiniPastor da Terceira Igreja Baptista de Lisboa, Mestre em Missiologia,Médico especialista em Medicina Tropical, Escritor.
Postado originalmente no blog do autor, clique aqui para visualizar.

Nós somos responsáveis! - meditando em Oséias 4

By : Kadu

Oséias 4
Deus acusa Israel
1Senhor Deus tem uma acusação a fazer contra o povo que vive neste país. Escutem, israelitas, o que Deus está dizendo:
— Não há sinceridade, não há bondade, e ninguém neste país quer saber de Deus. 2Juram falso, mentem, matam, roubam e cometem adultério. Os crimes e os assassinatos aumentam. 3Por isso, a terra ficará seca, e tudo o que vive nela morrerá. Morrerão os animais, as aves e até os peixes.
Deus acusa os sacerdotes
4Senhor Deus diz:
— Não acusem nem repreendam o meu povo. A minha acusação é contra vocês, sacerdotes. 5Dia e noite, vocês andam sem rumo, e os profetas fazem o mesmo. Vou acabar com Israel, a mãe de vocês. 6O meu povo não quer saber de mim e por isso está sendo destruído. E vocês, sacerdotes, também não querem saber de mim e esqueceram as minhas leis; portanto, eu não os aceito mais como meus sacerdotes, nem aceitarei os seus filhos como meus sacerdotes.
 7— Quanto maior é o número de sacerdotes, maior também é o número de pecados que cometem; por isso vou fazer a glória deles virar desgraça. 8Eles ganham a vida à custa dos pecados do povo e por causa disso querem que o povo peque. 9Portanto, os sacerdotes sofrerão o mesmo castigo que vou fazer cair sobre o meu povo. Vou castigá-los, e eles terão de pagar pelo mal que fizeram. 10Os sacerdotes estão me abandonando e adorando outros deuses. Por isso comerão dos sacrifícios que o povo me oferece, mas não ficarão satisfeitos; adorarão os deuses da fertilidade, mas não terão filhos.

Muito se tem falado dos erros, das tramas, dos pecados, da violência, dos desmandos, e tudo o mais nesse nosso Brasil. E há completa razão em se falar nisso..., basta abrir um jornal qualquer, assistir um noticiário de qualquer que seja a emissora.
Mas tenho ouvido e lido muitos crentes falando nisso de maneira bem alheia, como se não fôssemos participantes de tudo isso. Ora, somos a nação do avivamento mundial certo??
Nosso país parece muito mais falido espiritualmente do que berço de um avivamento como alguns pregam por aí.
É fato que, como diz o capítulo 4 de Oséias, perecemos por falta de sabedoria, de conhecimento de Deus. Mas é fato também que o povo é tal qual seus sacerdotes. E mais, como diz 1 Pedro 2:9, somos todos sacerdotes hoje...
Faço a fatal conclusão: nosso povo hoje é assim porque assim somos nós, os sacerdotes!
Nossos protestos, nossas passeatas e as participações dos crentes nessas “revoluções” são simplesmente assumir nossa culpa! Afinal, se somos hoje, como dizem as estatísticas, quase (ou mais de) 30% de evangélicos no Brasil, totalizando quase 90% de cristãos (junto com os católicos), somos nós mesmos que fazemos do nosso país esse caos. (Dados de pesquisa Datafolha de julho de 2013)
O texto de Oséias nos traz algo muito sério: não acusemos o povo, mas sim os sacerdotes. Se hoje “não há sinceridade, não há bondade e ninguém neste país quer saber de Deus”..., se hoje o que vemos de maneira generalizada e até institucionalizada é um povo que “juram falso, mentem, matam, roubam e cometem adultério”..., se vemos pelas notícias e estatísticas que “os crimes e os assassinatos aumentam”, a culpa também é nossa! Nós, como sacerdotes, deveríamos trabalhar no meio da sociedade pra que isso tudo fosse diferente. O grande problema é que estamos envolvidos “até o pescoço” (ou até as cuecas!) com essas práticas, algumas vezes pregando contra e agindo a favor, outras vezes até mesmo pregando e fazendo as ditas práticas! Lamentável...
Não adianta protestarmos não! Não adianta a arruaça e a baderna em prol de uma suposta revolução! Não adianta porque estamos culpando as pessoas erradas! Sempre nos abstendo de culpa, sempre achando alguém pra pagar por nós..., parece que faz parte de nossa natureza.
O texto ainda adverte que quanto maior o número de sacerdotes, mais se multiplicam os pecados. Que comparação interessante! Será que o número de pecados da nossa nação, que parece que só aumentam, está ligado também com esse aumento gradativo de nossos “sacerdotes evangélicos”? Será que o mesmo que acontecia com os sacerdotes na época de Oséias (“...e vocês, sacerdotes, também não querem saber de mim e esqueceram minhas leis”, “ganham a vida à custa dos pecados do povo e por causa disso querem que o povo peque”, “estão me abandonando e adorando outros deuses”) acontece hoje?
Convido você a refletir nesse texto e compreender onde se encaixa nos problemas que a sociedade ao seu redor tem vivido. Que culpa você tem? Que solução pode vir da sua vida? Convido você a parar de culpar os outros e descobrir sua parcela, a parcela da sua família, da sua comunidade, da sua igreja nisso tudo. Descobrir se seus cultos estão servindo apenas pra que vocês comam, mas nunca se fartem!


Será que a sociedade ao nosso redor não deveria ser mudada com o avanço do número de cristãos, de pessoas que se dizem portadores das boas novas, do poder de Deus pra transformação de todo aquele que nEle crer, de pessoas capazes de mudar realidades pra que tudo se volte pra Deus e com capacidade de cooperar pra que tudo seja reconciliado com Ele? Será que somos todos cristãos? Será que eu e você somos?

Ame a Deus! - meditando em Juízes cap. 2

By : Kadu

Juízes - Capítulo 2
O Anjo doSenhorem Boquim
1O Anjo do Senhor foi de Gilgal a Boquim e disse aos israelitas:
— Eu tirei vocês da terra do Egito e os trouxe à terra que havia prometido aos seus pais. Eu disse: “Nunca quebrarei a aliança que fiz com vocês. 2Não façam nenhum acordo com os moradores desta terra. Pelo contrário, derrubem os altares deles.” Mas vocês não fizeram o que eu disse. Em vez disso, vejam o que fizeram! 3Agora eu digo que não tirarei este povo do caminho de vocês. Eles serão seus inimigos, e os deuses deles vão ser tentações para vocês.
4Quando o Anjo terminou de falar, todo o povo de Israel começou a chorar. 5Por isso aquele lugar é chamado de Boquim. E ali eles ofereceram sacrifícios a Deus, o Senhor.
A morte de Josué
6Josué mandou embora todo o povo de Israel, e cada homem foi tomar conta do seu pedaço de terra. 7O povo de Israel serviu a Deus, o Senhor, enquanto Josué viveu. Depois que ele morreu, eles ainda continuaram a servir o Senhorenquanto viveram os líderes que tinham visto tudo o que oSenhor havia feito por Israel.
8Josué, filho de Num, servo do Senhor, morreu com a idade de cento e dez anos. 9Ele foi sepultado no seu próprio pedaço de terra, em Timnate-Heres, na região montanhosa de Efraim, ao norte do monte Gaás. 10Todas as pessoas daquela geração também morreram e os seus filhos esqueceram o Senhor e as coisas que ele havia feito pelo povo de Israel.
O povo de Israel abandona oSenhor
11Então o povo de Israel pecou contra Deus, o Senhor, adorando os deuses dos cananeus. 12Eles deixaram de adorar o Senhor, o Deus dos seus antepassados, que os havia tirado do Egito. Começaram a seguir outros deuses, os deuses dos povos que viviam ao seu redor. Eles adoraram esses deuses e assim fizeram o Senhor ficar muito irado.13Abandonaram a Deus, o Senhor, e adoraram Baal e Astarote. 14Senhor ficou muito irado com o povo de Israel e deixou que eles fossem atacados e roubados por povos vizinhos. Ele entregou os israelitas nas mãos dos inimigos que viviam ao redor, e por isso eles não puderam mais resistir.15Sempre que saíam para lutar, o Senhor ficava contra eles, como tinha dito. Assim eles ficaram numa situação muito difícil.
16Então o Senhor Deus deu ao povo de Israel líderes fortes, chamados juízes, que os salvaram dos que os atacavam e roubavam. 17Mas eles não deram atenção a esses líderes. Continuaram a desprezar a Deus e a adorar outros deuses. Os pais deles haviam obedecido aos mandamentos do Senhor, mas eles não obedeceram. 18OSenhor lhes dava um líder e o ajudava. Enquanto esse líder vivia, o Senhor salvava o povo dos seus inimigos. Ele tinha pena dos israelitas porque eles sofriam na escravidão.19Mas, quando o líder morria, eles voltavam a viver como antes e se tornavam ainda piores do que os seus pais. Iam atrás de outros deuses, e os serviam, e adoravam. Teimavam em continuar nos seus maus caminhos. 20Por isso o SenhorDeus ficou muito irado com o povo de Israel e disse:
— Esta nação quebrou a aliança que eu mandei que os seus antepassados guardassem. E, porque eles não me têm obedecido, 21não expulsarei mais desta terra nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu. 22Assim verei se os israelitas seguirão fielmente os meus caminhos, como os seus antepassados seguiram.
23Assim o Senhor não expulsou logo da terra as nações que ele não tinha entregado a Josué, mas deixou que ficassem ali.



Esse capítulo mostra o quanto devemos manter na memória as palavras de Deus, porque Ele sabe mais que nós o quanto nossa vida é desgraça pura sem Ele. Não é a toa que Deus faz o máximo possível pra que o povo de Israel mantenha-O na memória. Várias situações mostram a preocupação de Deus em manter na memória os feitos de Deus junto ao povo, os livramentos, as ordenanças. Isso não é prisão, é preocupação. Como o texto diz, no verso 18, Deus tinha pena por ver que,
ao não obedecer nem se manter fiel a Deus, seu povo se mantinha escravo. Engraçado que parece o contrário pra muitas pessoas: “os mandamentos de Deus trazem escravidão! Vivemos no período da Graça!”
Continuo minhas leituras, meditações e aprendizado no Antigo Testamento, como nunca fiz antes. Parece mesmo uma aventura! E, por incrível que pareça, cada dia mais aprendo do amor e do cuidado do Pai, da sua graça e misericórdia comigo! Aprendo mais e mais o tanto que Ele sempre quer me proteger do mal, cuidar de mim e da minha casa, do meu presente e do meu futuro!
E aprendo mais sobre o “pesado dever” de meditar o tempo todo, passar o tempo todo com Deus, em cada detalhe do meu dia. Aprendo sobre o tempo devocional diário com Ele, como li há poucos dias no livro de Josué. Vejo a importância disso tudo, que me mantém ligado ao Pai, trazendo sempre a memória o que me pode dar esperança..., e só o que pode dar esperança é a Esperança em si, o próprio Deus!
No cuidado de Deus, ele traz sempre sua didática através da disciplina. Engraçado o tanto que não valorizamos a disciplina porque a encaramos como punição simplesmente. Não entendemos o amor de um Pai que nos considera filhos legítimos através da disciplina e da correção..., infelizmente! Mas o Pai é todo amor e é sempre bom! Ele não passou a ser bom apenas no Novo Testamento!
E Ele simplesmente nos entrega aos nossos próprios caminhos, pra que vivamos as consequências de um viver sem Ele, com outros deuses no lugar dEle, e consequentemente possamos avaliar nossa triste situação sem Ele, sem Suas palavras, sem Seu guiar. Isso é amor! Porque? Porque ao invés de se intrometer nos programando como robôs pra que sempre obedeçamos a Ele, sem possibilidade de escolha, Ele nos deixa seguir o caminho que escolhemos. Infelizmente, nosso coração é sempre inclinado para o mal e sempre vai nos trazer escolhas de desgraça! Mas, até mesmo pra enxergarmos isso, Ele não nos obriga ou manipula..., temos que passar pelas situações da vida pra entendermos isso, amadurecermos e reconhecermos nossa miséria em relação às nossas escolhas sem Ele.
Vejo isso nesse texto. Um povo que disse sim à aliança que Deus propôs, mas que, por conta do curso da vida, acabou por simplesmente esquecer-se dEle, dos Seus feitos e da Aliança. Sendo assim, trouxeram pra perto de si, de suas casas e de suas famílias, a destruição através da adoração a outros deuses, fruto da influência de outros povos no meio deles, coisa que só aconteceu por não obedecerem as “leis opressoras desse Deus mal”, certo?
E quais são os deuses que trazemos para o nosso meio, por influência de quem Deus pediu pra afastarmos de nosso meio (não digo pessoas, formação de guetos, ok?), pra não caminharmos juntos? Pense nisso..., pode ser o deus mamon, muito comum, adorado por muita gente e que te seduziu através de um cartão de crédito, de um limite especial. Parece simples não? Pode ser um programinha de TV favorito, que passa depois que todo mundo vai dormir. Pode ser uma passadinha naquele lugar que você sabe que vai dar m... Pode também ser um vício descarado, no qual você luta constantemente, mas acabou dando aquela brecha. Pior, com aparência de bem, pode ser aquele super-pastor televisivo, com suas doutrinas malucas, mas que fazem bem ao ego e ao bolso. Enfim, coisas que parecem simples, parte de nosso cotidiano, mas que são influências que vamos deixando passar e entrar em nossa vida, ao invés de exterminarmos completamente. Coisas que vão dominando nosso tempo, nossas mentes, nossas preocupações, nossos corações. Que tomam o tempo que deveríamos passar a sós com Deus, diariamente. Que tomam o tempo que deveríamos passar investindo em nossa família. Que tomam o nosso tempo de oração pelo nosso próximo. Que tomam a atenção e ação que deveríamos ter pelo nosso próximo...
Não se deixe enganar pela falácia de que o Deus do AT, da velha aliança, das Leis, é mal e opressor, que vive no tempo da Graça, ou qualquer coisa assim. Eu vivo no tempo da Graça, e por isso O amo de volta o suficiente pra obedecer aos Seus
mandamentos sabendo que Ele, somente Ele, é sempre bom, porque afinal, como Jesus mesmo diz, o autor e consumador da Nova Aliança, os que O obedecem são os que O amam!
Ame a Deus! Ame-O ao ponto de se entregar à obediência de seus mandamentos e ordenanças. Ame-O ao ponto de reconhecer suas falhas e sua (como bem disse Brennan Manning) incompletude sem Ele. Ame-O ao ponto de agradecer por sua disciplina didática e redentora, onde a punição não é punição em si mesma, nem sequer promovida por Ele, mas punição nossa mesmo por nossos próprios atos inconsequentes, longe de Deus e do Seu amor. Ame-O ao ponto de temê-lo, não pelo medo da punição, mas pelo amor com que Ele sempre te amou. Ame-O sempre trazendo a memória Sua aliança de Amor contigo, aliança que fez com que Suas leis fossem gravadas em seu coração, aliança que te protege de todo mal, que te orienta através da voz do Espírito vivendo em seu coração, que te mostra o que é bom, o Caminho, perfeito e agradável, através da Sua palavra escrita!!!

Enfim, ame-O porque Ele é bom, sempre bom, desde a eternidade! Ame o Amor e viva esse Amor!

Meditando em Portugal...

By : Kadu

baseado em Mateus 7:21-23

Se nem todo o que chama Jesus de Senhor entrará no Reino dos céus, mas somente quem fizer sua vontade, o que é a sua vontade?
Logo abaixo Jesus ainda fala que “naquele dia” muitos dirão pra Ele que fizeram várias coisas no nome dEle, e ainda assim Ele não as reconhecerá. Então, essas coisas não são a vontade dEle, certo? Porém, as coisas ali descritas tem total ligação com o que é adotado como cristianismo hoje como: profetizar no nome de Jesus, expulsar demônios em nome de Jesus, realizar muitos milagres em nome de Jesus.
Me trouxe alguma confusão pensar nisso.
Fazer a vontade de Jesus não tem nada a ver com religião ou religiosidade. Pra esses, Jesus diz que eles estão praticando o mal.
Fiquei pensando na questão das missões aqui na Europa. Lembrei que religião tem a ver com cuidado e atenção àqueles que são excluídos socialmente, incapazes e inválidos perante a sociedade, como os órfãos e as viúvas, nem contados nas estatísticas. Tem muito a ver com os pobres. Mas e a Europa?? Onde entra?
Porque muito do que vejo sendo feito aqui tem a ver com religião. E aqui não existem pobres dessa maneira. Muito provavelmente existem os muito excluídos e tal. Também pensei sobre a vida de um homem não consistir na quantidade de bens que ele possui, por isso já pensei melhor na questão da pobreza e dependência, já que é mais questão de mentalidade do que de possessão de bens.
E aí, como alcançar a Europa? Porque tanta dificuldade?
Como a grande maioria não é excluído, não é pobre, nos veríamos sendo igreja só de viúvas e órfãos (aqueles que desejassem ser igreja!) ou dos poucos excluídos socialmente e inválidos.
Percebi que meu pensamento é assim tão limitado porque continua condicionado à questão religiosa. Da igreja-institucional.
Não consegui imaginar que a vontade de Jesus é que façamos adeptos de nossas religiões. O que vejo é que Ele quer que cuidemos daqueles que necessitam de cuidados..., dos doentes, não dos sãos. E isso não está condicionado à aceitação ou não dele caminha comigo na minha igreja-instituição, nem mesmo se converter a Cristo. Estaria fazendo um mal tremendo sendo sectarista, partidário, exclusivista..., o Reino de Deus não é assim. Quantas coisas Jesus fez pra pessoas que nunca quiseram saber dEle..., e mesmo assim Ele o fez. Não tinha a ver com seguí-Lo, mas com fazer a vontade do Pai. Era disso que Ele se alimentava. Antes de tudo, Ele não queria discípulos, queria fazer a vontade do Pai.
O grande mal é sempre pensar em religião, em alcance como proselitismo. O interesse do Pai está mais em fazermos o bem a todos, em todos os momentos. Darmos frutos, e sermos conhecidos por esses frutos. Aí sim, entraremos no Reino dos céus, porque aí sim estaremos fazendo a vontade do Pai.

Ignorância ou conhecimento???

By : Kadu



Tem vezes que a gente fala demais, pede demais, reclama demais, critica demais, aponta demais, clama demais, ora demais, acha demais..., e onde chegamos??

Tenho tentado parar e pensar nessas coisas. Antes nem pensava, já partia pra essa prática acima: "fala demais, pede demais, reclama demais, critica demais, aponta demais, clama demais, ora demais, acha demais...". Não é fácil não! Esse exercício me deixa louco!!

Mas como é que vou ouvir Deus pra fazer a coisa certa se só dou vazão para a minha vontade. E não é nem uma vontade bem pensada, esquematizada..., é só algo que veio como um insight e eu já tô querendo "trazer pra fora"...

Talvez tenho sido intencional da parte de Deus me fazer demorar tanto pra escrever aqui..., porque aí deu tempo de eu passar por tantas coisas sem pensar..., e agora parar pra pensar nas coisas que fiz sem pensar. Louco...

Tô entendendo isso como um passo a mais, pra perto da maturidade. O grande problema são os passos que dou pra trás, pra fugir da maturidade. E maturidade pra mim hoje nada mais é que pensar antes de agir, pra agir de maneira bem pensada! Mesmo que eu erre..., mas pelo menos calculei o preço a pagar...

Mas como pensei nesses dias que era melhor quando era imaturo por ignorância. Como queria voltar a ser ignorante em tantas coisas! Assim continuaria agindo sem pensar, mas minhas motivações seriam diferentes e os resultados seriam melhores...

Hoje tenho aprendido demais e já não dá pra agir sem pensar!! Como o ser humano é né?

Quando não sabemos nada, agimos por motivações puras, mesmo que errando, e somos aceitos gratuitamente pelos outros, além de, provavelmente, não sofrer as consequências pelo erro, porque alguém entendeu a pureza das nossas intenções e andou conosco...

Mas ainda assim, ansiamos por crescer em conhecimento e não admitimos mais "errar com boas intenções". E aí chega o conhecimento..., que dificuldade!!!

Agora pra tudo tenho que usar a bendita sabedoria..., agir conforme a luz que recebi..., ser coerente..., etc...

Isso só tornou a minha vida mais difícil!! Por isso me lembro com saudade dos tempos da ignorância...

É, sei o que você tá pensando..., mas sou honesto...

Ainda bem, como diria Paulo, que existe aí um tal de Jesus Cristo..., só Ele mesmo!!!

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