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Sobre o Novo (meu quebra-cabeças sendo montado)

By : Kadu

Esse dias tem um quebra-cabeça meio que sendo montado na minha cabeça..., várias coisas que tenho lido, ouvido, orado, pensado tem se encaixado..., algumas com certa dificuldade. Talvez ainda falte peças, talvez eu esteja querendo encaixar peças que não servem ainda, precisando de outras pra dar certo..., o que sei é que esse texto da Hellen é mais uma peça do quebra-cabeça..., escuro, como no último post. Lê aí e comenta!!

by Hellen Braga – Setembro de 2009
Eu não sei você, mas minha relação com tudo o que se chama Novo não é muito fácil. A assimilação desse vocábulo que envolve tudo que é processo que desencadeia as propriedades de uma novidade envolve sofreres para mim, muitas vezes sonorizados e por outras silenciados. Mas, tudo bem, vejamos o que podemos construir de ponte para eu não começar de fato a acreditar que eu sou a única que lido com o NOVO assim. Certamente existem aqueles para quem eu tiro o chapéu (“tá vendo, até minha expressão que denota reconhecimento irrigado por admiração é antiga”) que se preparam para o Novo, vivem esperando por ele, vivem em função dele, a atualmente construir o Novo se tornou uma atividade altamente rentável. Eita gente boa, de peito aberto, de mente aberta, que sente o cheiro do Novo mesmo quando ele está se insinuando de longe apenas, ou mesmo quando ele nem se insinua essa gente traz o Novo "na marra" à existência. Eu confesso minha fraqueza, sei lidar melhor com o que já conheço. Na verdade, nem sei se é isso de fato que justifica minha complicada relação com o Novo, mas enfim, como a gente às vezes precisa ter algum tipo de explicação ... risos, elaborei a minha.
Mas esse negócio de Novo tem me intrigado, me tomado horas do meu sono. Por vezes fico olhando meu marido dormir e penso: “Por que não posso dormir tranquilamente como ele, e pensar nessas coisas no horário comercial?” E desde que ouvi um amigo que afirma “odiar pregar” falar sobre Josué capítulo 3, eu tornei o trecho dos versos 1 ao 6 material de meditação e de perturbação paralelamente e nem sempre nesta ordem. Lembrei do William Wilberforce, ele tem me ajudado em momentos de angústia, não sou a única, quando arguido por seu mordomo se havia encontrado Deus, e o mano William afirma que Deus o havia encontrado e que seu mordomo não fazia idéia do quanto isso era desconfortável. É, estou exatamente desse jeito ... DESCONFORTÁVEL, minha real expectativa é que não esteja nessa condição sem ter sido achada por Deus como o William porque senão estarei realmente em apuros.
O Josué, ou quem resolveu contribuir registrar um pouco da saga desse guerreiro hebreu, permitiu que a história dele e a etapa que estava para começar com o povo de Israel se associasse ao Novo. Ele não iria "pegar carona" no know-how de Moisés, precisou construir seus próprios caminhos para chegar na cara da terra prometida. Ele até conhecia a trajetória mais curta para entrar em Canaã, mas com esse negócio de Novo o que “já nos era conhecido” vai literalmente para o espaço, ou como diria uma expressão antiga: “Vai pra cucuia!!!” Tô rindo aqui enquanto escrevo e pensando, “caraca, como tem coisa antiga dentro de mim, nem as expressões tem encontrado substituição”, na verdade tento casar o meu antigo com o Novo o tempo inteiro. Mas Deus não deu essa moleza para Josué não. O povo já íntimo da Nuvem e da Coluna de Fogo e o próprio Josué tiveram que rasgar seus mapas, quem os lideraria diretamente a partir daquele momento de introdução na tão sonhada terra prometida seria a Arca da Aliança. Se Deus queria promover um movimento de popularização da Arca, de fato Ele conseguiu. Engraçado, podemos tomar nossas experiências como nossa referência de orientação para o futuro, mas é a presença de Deus que nos lidera para frente e para o futuro, as experiências ajudam no processo mas não determinam se vamos de fato chegar nesse futuro. Josué e o povo por quem ele se tornara responsável estavam vivendo um período de transição, e acho que já perdi as contas das vezes que ouvi ou li sobre estarmos vivendo em tempos de transição, chego a pensar que na verdade esse lance de estabilidade é uma parada assim tipo “o santo gral”, um lance muito procurado mas não achado, mas enfim, só estava tentando esticar um pouco mais meus neurônios mas pela hora seria exigir demais que fossem mais longe, então me permita continuar na minha linha de raciocínio e simplesmente te afirmar que a História sempre está em transição, até porque nosso descanso não é aqui, então com isso estabilidade ficará para outra etapa da vida da maioria de nós (eu espero)– a eternidade, de preferência com Deus. Diante do Novo ou nos pautamos em nossas experiências ou seguimos a Arca, não tem jeito. E para piorar a minha situação nessa questão de lidar com o “tal do Novo” a orientação recebida é que o povo, na verdade todo mundo, mantivesse uma determinada distância da Arca porque precisavam conhecer o caminho em que haveriam de ir. E o autor para esmagar de vez toda minha tentativa de construir alguma segurança, resolveu dar uma valorizada no texto afirmando que por tal caminho eles NUNCA haviam passado antes. “Fala sério! Além de entrar numa terra que eles só tinham a promessa, ainda teriam que submeter-se a mais aventuras no tal do caminho Novo”. Será que Deus consideraria o meu parecer de que caminhos já conhecidos são mais seguros? Tudo bem, já sei o que você respondeu, não fico ofendida não.
Interessante, desde a minha adolescência quando li Josué pela 1ª vez essa "paradinha" de manter distância da Arca me chamou atenção, ficou como uma “pulga atrás da orelha” (olha aí mais uma pérola), uma PD (Passagem Difícil) como chamamos na Escola de Estudos Bíblicos, ou pessoalmente PDPM (Passagem Difícil Pra Mim). Distância nunca teve conotação boa, né? Deus queria guiar o povo, mas ao mesmo tempo queria distância do povo, que “parada sinistra”(xiii saiu, e eu nem sei se o local é adequado para o uso). Desculpe, mas levei anos para capturar uma lição aqui, certamente você já havia “manjado” que por trás dessa distância estabelecida a mensagem que estava sendo acionada não era INACESSIBILIDADE. Deus não proporia o Novo e daria uma de Inacessível, “tipo” se virem porque agora estou ocupado, descubram por si mesmos o Novo caminho, esse tipo de ação não regula com o caráter Dele. É galera, levei anos para só agora entender que a distância comunicava exatamente o ACESSO a todos. Todos mesmo de longe poderiam ver a Arca da Aliança e serem guiados por ela ao Novo caminho pelo qual nunca haviam passado antes. Todos teriam visibilidade e não apenas um grupo privilegiado. VISIBILIDADE, gostei desse termo que expressa a forma como o Deus do Novo caminha comigo. O caminho Novo que Ele me propoe não é só meu ou de um grupo, é de todos, todos tem a oportunidade da visibilidade. O Deus que me guia, guia você. Gosto dessa atitude integradora do Pai.
É, a Arca propõe caminhos inéditos, de fato inusitados, por vezes assustadores pra mim. Normalmente esses caminhos não possuem precedentes para nos garantirmos neles. Tenho sonhado com coisas, momentos e oportunidades que nunca havia ambicionado antes. Isso dá um “frio na barriga” (ah não é possível que tenham aposentado essa expressão que decodifica tão bem a minha reação quando tenho que lidar com o que eu não planejei ter no meu roteiro). O Novo que não tem precedentes não fornece modelos paralelos a fim de serem ativados (só de pensar nisso fico apavorada, você não porque certamente você é uma pessoa resolvida, eu tenho meus enguiços). De fato, naquilo que chamamos Novo o único precedente que temos é o elemento que nos guiou até ele – a Arca, ou para os íntimos, a presença de Deus. Me veio à mente a confusão que aconteceu no mundo quando os navegantes que lideravam as grandes embarcações em alto mar eram guiados pelas “estrelas no céu”, sempre para o Norte, e uns tais de chineses ... risos, inventaram a bússola, mas quem acabou ficando com os louros foram os europeus ... questão antiga essa, mais antiga do que meu enguiço com o Novo. A bússola era um trequinho com 2 agulhas magnéticas, na verdade o nome bússola significa “pequena caixa”, e é exatamente isso o que ela é. Uma caixinha (claro que atualmente é mais sofisticada do que quando foi inventada, mas de qualquer forma continua cumprindo efetivamente sua vocação – indicar direção). Uma das agulhas de metal orientada por magnetismo sempre indica o Norte e a outra agulha também orientada por magnetismo indica a posição real. Não parece não, mas esse “negocinho” deu o que falar. Você acredita que homens treinados e experientes em ler a imensidão dos céus e guiar suas embarcações pela posição das estrelas iriam engolir facilmente que “naquela caixinha” estava a orientação correta que os fariam chegar a seus destinos? É sempre tem os otimistas que aguardam com ansiedade por uma novidade. Não penso que a bússola tenha sido introduzida no mundo das navegações sem nenhum tipo de resistência. Mas aquela caixinha pequena deu início a um Novo tempo no mundo. A humanidade deve à bússola todo o processo de expansionismo marítimo e comercial. Caraca!!!! Houve tempos que Deus guiou homens pelo mar através das estrelas, depois Ele permitiu que um pequeno instrumento os liderasse aos seus destinos – a bússola. Será que Deus tá querendo me liderar através da bússola e eu ainda estou agarrada à leitura das estrelas? Me deixar guiar pelas novas bússolas significa não olhar mais para as estrelas? É como diz a galera “tô bolada aí!”. Embarcações gigantescas sendo guiadas por uma caixinha. Um futuro sem precedentes sendo liderado por uma Presença. Preciso dar outros rumos ao meu entendimento sobre o Novo, ficar olhando para as estrelas nesse momento em que as bússolas já existem e estão disponíveis pode complicar consideravelmente minha rota. Tenho medo, mas o Novo tem uma essência, e a essência do Novo definitivamente não é a novidade por si só. O novo tem origem, tem nascedouro. O caminho Novo pelo qual o povo de Israel nunca havia passado antes tinha gênese – a Presença. O Novo divorciado da Presença é só mais um modelo vazio, “tipo” o sucesso meteórico de uma banda de rock que ninguém viu, ou ouviu mas afirmam ter feito um sucesso danado. Mas o Novo associado com a Presença tem significado, tem uma construção a executar, normalmente tem peso de benefício para a humanidade, tem peso de eternidade para muitos. Tem tempo de duração estipulado, depois se transforma em antigo porque já cumpriu o seu papel, já satisfez ao seu chamado. Mas o Novo quando associado à Presença é legítimo, não é mera cópia, ou informaticamente falando, não é um “download qualquer”de tempos passados, é único. Pode mudar as expressões, as cores, os formatos, mas a essência – Não, essa não. Talvez a melhor maneira que eu tenha no momento para representar o que tenho aprendido sobre o Novo gerado pela Presença e liderado por ela, é que quando olho para a História dos camaradas que rasgaram seus mapas para serem liderados pela Arca, ou para os que já “sacaram”, pela própria presença do Deus que tece a História de forma interativa com os homens, é que o Novo de Deus é legítimo, é igual as “sandálias havaianas”, elas já existem em torno de 40 anos, seu diferencial era ser um calçado feito de borracha, inicialmente circulou no mercado com as cores básicas e a tradicional branquinha. Ao longo dos anos as havaianas já ganharam inúmeras roupagens, virou objeto de grife, caro, deixou de calçar apenas os pés dos pobres e ganhou os pés das celebridades, mas ainda é dito sobre elas: A concorrência bem que tentou, mas não contava com a qualidade das “legítimas”, as únicas que “não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras”.
O caminho Novo que parece que Deus está me propondo é legítimo, pode ganhar cores e formatos diferentes em estações específicas de minha existência, mas continua tendo Gênese Nele, apenas Nele, somente Nele. Certamente isso tem me feito começar a tratar o Novo de forma menos animista e mais relacional. Mas devo confessar, ainda tenho medo.

Um desabafo da madruga por Hellen Braga (hellen_guia@yahoo.com.br)

Caminhando no escuro...

By : Kadu
Tem um camarada aqui na base que diz que Deus é escuro. Calma, não é racismo ou coisa parecida não!! É que ele diz que andar com Deus é andar no escuro..., dar um passo em “falso”.


Há muito o que se aprender com isso ainda. Tenho tido algumas várias experiências nesses últimos dias e não dá pra reclamar porque sei que faz parte das minhas orações: conhecer a Deus. Conhecer o “escuro”!!

Hoje Rai falou mais um pouco aqui no culto da base (Rai é missionária de Jocum também há 16 anos, trabalhando no Rio de Janeiro com diversos projetos). A fala dela de hoje foi sobre o viver abstrato e não concreto com Deus. A pergunta dela: há como você provar seu relacionamento com Deus pra alguém?? Não!! E isso é tudo o que temos na maioria das vezes.

Em Abraão vemos esse relacionamento abstrato, com o “escuro”. Quem iria acreditar, naquele tempo, que um Deus o visitou, na presença de dois anjos que comeram com ele, e ainda prometeu que depois de velho ele teria um filho, e, “pior”, que esse filho seria o início de uma nação exclusiva de Deus. Aiaiaiai!!! Como assim rapaz??? Cê ta loco Abrão??? Fica na sua aí maluco!!

O que Abrão tinha pra provar para os outros que o perguntariam?? Nada concreto!! Fé!!! Certeza do que se espera!! Abstrato!!!

Hoje temos tudo documentado e vivido já. A experiência já se passou e sabemos o final dessa história, mas quase nunca paramos pra pensar na dimensão disso pra época. Imagina só eu chegar hoje numa igreja cheia de expectativa sobre minhas experiências com Deus e começar a pregar com essa fala: - Gente, hoje tenho que lhes falar sobre algo de muito importante que tenho vivido e que aconteceu de maneira super especial. Um ser sobrenatural me visitou! E ele me revelou coisas novas!! Sabe o Deus que nós conhecemos e cultuamos?? Ele me disse que esse bondoso Deus é parte dele..., mas ele é maior que todos..., e trouxe novidades!! Disse que eu teria um filho!! Gente, o que vocês não sabem, mas tenho aqui os exames pra provar, é que sou estéril..., e é irreversível!! Mas ele me disse que me daria um filho..., e ainda mais, esse meu filho ia começar uma nova família, que seria maior e mais poderosa que todas as outras, mostrando seu esplendor!!!

Vocês, no mínimo iriam levantar e ir embora, correto??? Imagina só Abrão falando isso(mais ou menos isso né?) na época?? Praticamente criando um novo conceito de fé, num “novo” Deus, que queria um povo só pra ele, e que ali estaria o esplendor dele..., e isso viria de um casal de mais de 90 anos de idade, tendo filho. Acho que já escrevi isso né??

Então, pensando lá em Abrão de novo, devemos pensar na questão das suas necessidades também. Ele demonstrava que não era um cara com as mesmas necessidades que eu hoje. Nem mesmo em relação à promessa de Deus. Se fosse assim imagina só a ansiedade e as loucuras que ele faria e seria relatado na bíblia!? Mas ele não..., colocava suas necessidades unicamente no relacionamento com Deus. Foi a própria Sarai que lhe ofereceu um filho da escrava..., não foi ele que correu atrás de um filho. Ou seja, nem de um filho ele não tinha necessidade. Mesmo sabendo da promessa que faria dele um grande povo ele não correu atrás de cumprir essa promessa de qualquer maneira ou morreu de ansiedade pela demora no cumprimento da promessa. Antes, colocava sua necessidade no relacionamento com Deus, somente. Quando as coisas começavam a apertar, Deus aparecia a ele e lhe trazia forças pra caminhar mais um pouco. E ele sustentava a promessa de Deus pra ele através de seu relacionamento com Deus. E de novo a pergunta: que prova ele tem de tudo isso?? Abstrato!!!! Escuro!!! Fé!!!!

Trago isso pra minha vida..., cheio de ansiedades que sou, devido à minha visão de necessidades e de promessas que ainda não se cumpriram.

Primeiro, tenho que corrigir minha visão de necessidades. Minhas cobranças e ansiedades diminuirão bastante e poderei acalmar minha alma diante dEle. Assim, só vai me restar meu relacionamento com Ele. E ainda assim tudo continua abstrato, a não ser meu relacionamento com Ele, que é concreto. Só não consigo provar nada pra ninguém sobre esse concreto relacionamento. Mas sei que tenho.

Depois tenho que repensar minha fé. Minha confiança. Talvez minha visão de necessidades seja deficiente porque minha fé não está colocada na pessoa certa. O mesmo do post anterior: meu “deus-umbigo” ainda reina!!

Paizão, qual sua visão de necessidades pra mim?? Me ajuda a me relacionar contigo da maneira certa, visando a necessidade certa. Que a fé e a confiança que eu tiver seja na pessoa certa. E, se eu cair, como sei que vou, que eu ainda caminhe com você, nesse mesmo relacionamento sincero e confiante, com graça, perdão e arrependimento.

E que andar no abstrato não seja o incorreto na minha maneira de pensar. Que eu ame caminhar em VOCÊ..., caminhar no escuro, confiante na amizade com você!!!

Deus-Umbigo

By : Kadu
Estou acabando de ouvir aqui numa aula sobre missões que Deus abomina o pecado. Novidade?? Não! E também que Deus ama o pecador. Algo novo? Não também!
Hoje pela manhã estive meditando em 2 Crônicas nos capítulos 23 e 24 e vi mais uma dentre tantas vezes em que o povo de Israel se volta pra Deus, depois de o abandonar, e novamente o abandona de novo.
E esses dias eu estive lendo uma crítica feita num blog sobre aqueles que acompanham Valdomiros, Macedos, Malafaias, etc... O autor não concordava com a idéia de que os seguidores desses não eram desviados do cristianismo, como alguns julgam, mas sim eram os mesmos que, quando estava na moda seguir o santo tal eles iam, quando a moda era o terreiro tal, iam também, ou mesmo o pai-de-santo, o centro de umbanda, etc...
Calma, vou juntar tudo!


Penso eu que o que acontece hoje não é nada novo não. Desde a antiguidade existem os que buscam seu próprio umbigo pra endeusar, mas como umbigo não é algo tão bonito pra fazer uma estátua, então eles inventam qualquer coisa mais bonitinha mesmo! E às vezes inventam algo não-físico, não-matéria, “não-apalpável”..., e assim se torna mais fácil esconder a idolatria. Tão idólatra quanto!!!
E desde a antiguidade também existiam momentos em que genuinamente alguém fazia um movimento na volta pra Deus e buscava disseminar essa idéia, algumas vezes com ferocidade e até ira, algumas com atitudes revolucionárias, algumas com palavras bonitas, atitudes estranhas, etc...
Com o tempo, a “volta” virava a moda do momento. Muitos também iam nesse “embalo”. Já viu protesto na sua cidade sobre o preço do transporte coletivo?? Uma meia-dúzia está ali querendo protestar com uma causa..., o resto quer folga e baderna mesmo!! Creio que era mais ou menos assim com o povo de Israel..., e é até hoje assim no nosso meio gospel-judaisante-israelita-evangélico-protestante!!
E aí, nós passamos a criticar tais pessoas, tentando classificá-las entre uns e outros. Buscamos estratégias pra acolher os “novos-adeptos-convertidos”, e também pra alcançar outros pra nossa moda. Depois de “encher nossos celeiros” de “almas”, ficamos satisfeitos pelo trabalho realizado. De repente, vem o tempo da moda acabar, afinal toda moda tem seu tempo. E aí os “velhos-adeptos-convertidos” e as “almas” começam a se “desviar” para a outra moda, porque esse é o tempo. É aí que quebramos a cabeça tentando entender o porquê, mais críticas surgem, nos entristecemos com Deus e com o mundo.
Com isso até nós mesmos mudamos de “roupa” pra entrar na moda atual, afinal, está funcionando, está dando certo ser assim.
Ainda existem aqueles momentos em que a moda “volta”! Vejam só, o xadrez voltou, e está até que durando certo? Olha o All-Star e as havaianas aí!
A moda de se voltar ao Deus genuíno vira e mexe está de volta. E com sinceridade! E, de novo, deve-se disseminar isso pela boca dos profetas. E na divulgação da moda, surgem os adeptos de novo. Os protestantes do protesto que tem causa pra poucos. E o ciclo se renova!
E aí..., hiato...
Minha pergunta(e sempre tenho muitas!): Deus tem crise de identidade nesse tempo todo??? Ele mudou com o tempo e com a moda?? Deixou de fazer ou fez algo a mais por causa disso tudo?? Ele é um Deus de causa e efeito??? Nós é que geramos as respostas de Deus e o manipulamos com nossas loucas atitudes e idéias??? Ele(Deus) deixou de amar alguém ou amou mais outrem?? O pecado mudou com a moda e o tempo? Ele (Deus) deixou de abominar o pecado??
Quando entendi que tudo, TUDO, se trata de Deus, vi também as dificuldades de se viver sob esse entendimento. Porém, o fato não se tornou menos verdadeiro!
Só o que vejo nesse ciclo são pessoas (e eu tô nessa!!!) buscando, mesmo no verdadeiro Deus, somente a si mesmos! Nossos desejos, nossas vontades, nossas críticas, nossas maneiras de pensar!!! Pra nós, não se trata dEle, mas se trata de nós!! Nossos deuses-umbigo sem formas e vazios ou com formas bem definidas, mesmo que não parecendo umbigos!!! E vivemos esse ciclo sempre achando que andávamos com Deus, pecamos com rebeldia, depois nos arrependemos e voltamos. Na verdade, concordando com a crítica do amigo, não somos crentes e depois desviados..., SEMPRE estivemos desviados!!!!!!!!!!!!!! SEMPRE!!!!!!
E não é cegueira não..., enxergamos muito bem..., mas somente até 50 centímetros do nosso nariz pra baixo..., no próprio umbigo!! E não importa que formato damos pra esse “deus-umbigo”, repito, mesmo que seja o formato do evangelho, das igrejas protestantes, da bíblia..., será sempre um formato, uma imagem, do nosso próprio umbigo! E não devemos fazer imagem, como mandamento, correto??
Me ajudem..., comentem, critiquem, reiterem, incrementem, discordem totalmente, qualquer coisa..., esse post não está completo..., não sei mais o que escrever..., nem exatamente o que pensar agora..., depois volto a escrever...

Igreja: SER e IR

By : Kadu

posted by Sandro
in Igreja, discipulado em seu blog.

Nos últimos 2 anos tem crescido o número de postagens em blogs sobre a validade de se reunir como igreja (com “i” minúsculo mesmo para indicar a congregação de discípulos reunidos em nome de Cristo, para edificação, exortação e consolo). Parece que, à medida em que aumenta a ênfase no SER Igreja em vez de simplesmente IR à um local chamado igreja, num esforço nobre de recuperar a essência da fé e discipulado cristão, diminui consequentemente a motivação de se IR também. Para mim esse é um caso clássico do que acontece com todo movimento reacionário: vai de um extremo a outro. A razão simples porque creio assim é que SER Igreja é algo impossível de se acontecer na individualidade. Igreja é sempre plural, comunitário, sempre algo que eu não posso ser sozinho. Mas a galerinha lê livros questionando a validade da igreja e sai blogando e declarando: “Ufa! Agora posso SER sem IR. Uma libertação!” Será?
Tal coisa só faz sentido numa sociedade cada vez mais individualizada como a nossa (temos feito a lição de casa direitinho com os norte-americanos). Diz isso para quem está tentando seguir Cristo em regiões do mundo como o Norte da África, Oriente Médio e Ásia Central. Nestes lugares você encontra pessoas que anseiam por IR e se reunir com outros e compartilhar sua fé, suas lutas, orar juntos, aprender umas com as outras, etc. Mas não é só nos “países fechados” que você encontra esse entusiasmo pela igreja em sua forma congregacional. Na Europa pós-cristã, acontece o mesmo com os seguidores de Cristo que buscam viver a realidade de sua fé naquele continente frio. Pessoas viajam 1-2 horas na Autobahn para se reunirem como igreja em países como Alemanha, Suíça, França, etc.
Quando penso sobre isso me lembro do que um velho professor de teologia costumava dizer-me no seminário: “A teologia foi elaborada na Europa, está sendo deturpada nos Estados Unidos e testada no Brasil.” Cada dia que passa, mais cresce em mim a sensação de que ele estava certo. Pois essa nova descoberta de SER sem IR é um fenômeno não somente totalmente inédito na história da Igreja, mas arrisco dizer, algo puramente norte-americano. Somente numa sociedade que pratica o culto ao indivíduo (e à individualização) é que um conceito desses pode ser desenvolvido. E pior, vendido como se fosse verdade, grande revelação. E só quem não conhece bem nem as Escrituras nem a História pode embarcar nessa. Pois tanto as Escrituras quanto a História são claras quando o assunto é seguir Jesus: Não é algo que se faz sozinho. Seguir Jesus envolve um compromisso com a mutualidade: disposição a repartir a vida com outros para aprender a amar, perdoar, dar e receber, morrer para o eu, servir, etc.
Creio que Henri Nouwen expressou bem o que é SER Igreja:“A Igreja é o povo de Deus. A palavra latina para “igreja”, ecclesia, origina-se do grego ek, que significa “fora”, e kaleo, “chamar”. A Igreja é o povo de Deus chamado a sair da escravidão para a liberdade, do pecado para a salvação, do desespero para a esperança, da escuridão para a luz, de uma existência centrada na morte para uma existência centrada na vida.Quando pensamos na Igreja, devemos pensar num corpo de pessoas viajando juntas. Temos que imaginar as mulheres e os homens e as crianças de todas as idades, raças e sociedades apoiando-se um ao outro em suas longas e, muitas vezes, cansativas jornadas para a morada final.”
Note que Igreja é povo de Deus, não indivíduo de Deus. Igreja são pessoas, nunca uma pessoa só.
Muitos argumentam que não estão questionando a validade da comunhão, que praticam comunhão em casas onde compartilham sua fé enquanto comem e bebem alguma coisa. Essa é sua igreja. Eu não questiono sob hipótese alguma esse tipo de experiência. Com certeza posso cultuar com pessoas em reuniões nos lares. A maioria das igrejas em países fechados acontecem assim. Talvez mesmo vivendo num país onde há liberdade de culto, eu deva praticar o pequeno grupo. Mas, pessoalmente, eu sinto falta de certas coisas que uma reunião nos lares simplesmente torna impraticável.
Grupos pequenos geralmente se reunem por afinidade e/ou geografia. Por isso, raramente transpõem barreiras sociais. Dificilmente pessoas alheias ao grupo terão acesso às suas reuniões (qual foi a última vez que você teve um mendigo em seu grupo pequeno?). Nas reuniões congregacionais maiores encontro a oportunidade de me relacionar - ainda que superficialmente - com uma variedade maior de pessoas - as mulheres e os homens e as crianças de todas as idades, raças e sociedades, do texto de Nouwen. Tal encontro abre possibilidades incríveis de ministração do Espírito em minha vida.
Eu também gosto da vibração musical quando a banda toca e me convida a cantar junto canções que expressam meu amor e sentimentos por Jesus e Sua Causa. Difícil encontrar uma banda de rock tocando em grupos pequenos. E por mais que eu goste da informalidade do diálogo e das conversações sobre a fé, da troca de experiências e questionamentos que acontecem nos encontros informais, sinto que preciso também ouvir um bom sermão que me exorte, edifique e console. De um modo geral, sermões (ou pregações) não se encaixam bem em reuniões caseiras - o próprio ambiente pede algo mais conversacional. Além disso, eu reconheço a grande quantidade de dons e talentos distribuídos por Cristo à Sua Igreja e encontro muito mais oportunidades de ver esses dons sendo exercitados em reuniões congregacionais maiores do que nos pequenos grupos.
Bom, estes são alguns motivos que me levam a perseverar na igreja e crer como Rich Mullins que mesmo uma hora numa igreja ruim é melhor que não ir a nenhuma igreja.
Finalmente, eu acredito que SER Igreja é infinitamente mais importante do que simplesmente IR a uma igreja. Todavia, me pergunto seria possível, a longo prazo, SER sem nunca IR?
Isso tudo me faz lembrar a letra da música Acrobat do U2…

Desabafo: sinto vergonha de mim! - Rolando Boldrin

By : Kadu
Vale a pena ver e rever muitas vezes esse vídeo!
Não queria que esse fosse meu epitáfio..., por isso paro pra fazer uma análise de mim em cada palavra dita por ele.
A vantagem é que tenho tempo, tenho pouca idade. A desvantagem é que já se passaram 25 anos e vejo muito pouco progresso na produção dessas coisas a partir da minha ajuda. Não vou fazer isso tudo sozinho, eu sei..., nem tenho tamanha pretensão!
Mas não quero chegar ao fim da minha vida declamando essas coisas não...
Faça sua análise(não demora quase nada pra abrir!):


Que p$*%# de evangelho é esse?

By : Kadu
A prova de que o cristão não anda muito interessado em aprender sobre Cristo é o fato de que nesse momento muitos cristãos conhecem maravilhosamente bem o significado de porra mas nunca se interessaram em ler ao menos os evangelhos. Cai como uma luva sobre a igreja brasileira a já tão conhecida frase do Tony Campolo: “Enquanto você dormia ontem, 30000 crianças morreram de fome ou de doenças relacionadas a má nutrição. E mais, a maioria de vocês nunca ajudaram em merda nenhuma. E o que é pior: você está mais perturbado com o fato de eu ter dito “merda” do que com a notícia de que 30000 crianças morreram de fome na última noite.”
Qualquer um que vai à igreja se depara com uma deturpação da lei da semeadura que apresenta-se de maneira tão clara:
Gal 6:7 "Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará."
Gal 6:8 "Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna."
Como não poderia deixar de ser em um momento que a alienação atinge altíssimos níveis na igreja cristã - a batida contínua na mesma tecla ocorre somente porque é o que se pode ver diariamente desde igrejas de fundo de quintal a templos enormes portanto, calar-me ao meu ver é ser conivente - interpreta-se um versículo que fala de recompensa pós-vida para alimentar um povo fanático com falsas esperanças de vitórias.
O primeiro erro está em pensar que semear é cumprir ritos considerados sagrados por humanos. Sim, é difícil de acreditar mas, ainda existem pessoas que acreditam que não fumar, beber ou xingar é mais importante do que coisas extremamente piegas como amar e perdoar. A constatação do motivo é fácil e simples: o cristianismo não é simples, ele é conciso. Quando nos utilizamos da famosa e clássica definição de empatia:
Mat 7:12 "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas."
não estamos dizendo que o evangelho é simples ou de fácil entendimento prático, observa-se que Cristo definiu a prática das boas-novas de forma concisa, até porque se o cristianismo fosse de fácil compreensão a prática, mesmo por aqueles que dizem não viver uma religião, seria bastante palpável.
Na realidade o que se prega em quase todo culto o qual você tenha o desprazer de ir não passa de uma imitação barata do tão afamado Karma. Faça uma coisa boa e algo bom acontecerá e o mesmo ocorre com o oposto, essa é a definição mais simples de karma. Ou, quem sabe, pregadores, no afã de agradar o lado científico, tentam aplicar a Terceira Lei de Newton conhecida como Lei da Ação e Reação a uma mensagem totalmente metafísica.
Bastante clichê o discurso de crítica à igreja, no entanto a putaria que estão transformando a interpretação bíblica é tão absurda que falar palavras consideradas de baixo calão não chega nem perto da enganação e do prejuízo que os evangélicos trazem a sociedade. Fazem uma orgia de significações com um único, simples e absoluto objetivo: agradar seus próprios egos. Quem terá coragem de dizer que nenhuma personagem bíblica da Nova Aliança se deu bem em vida? Que os mais fieis tiveram mortes terríveis? Que o cristianismo não é uma vitória em vida? Que porra de Evangelho é esse que dizem pregar?

P.S.: O objetivo do uso de palavrões é causar impacto no sentido de que é isso, em linguagem clara e simples, que os não-cristãos perguntam quando vêem escândalos e mais escândalos, incoerências e fanatismo. A mensagem de Cristo é clara, apesar de João 13:35 não se fazer presente nunca.
P.S.: Peço desculpas aos que não gostam de ler tais palavras, me apoio na licença poética apesar da falta de poesia.

Raphael, no blog Rapensando

HERESIAS NEOPENTECOSTAIS

By : Kadu
Pastores e demais líderes evangélicos começam a demonstrar preocupação diante das extravagâncias que estão surgindo nos púlpitos brasileiros. A cada dia que passa surgem novas práticas anti e extrabíblicas. Não uso, como alguns, o eufemismo de classificar esses descaminhos de "modismos". Coloco-os no rol das heresias.
As críticas que antes corriam apenas à boca pequena, agora tomam corpo e são divulgadas em sites de expressão. A Igreja Evangélica já não pode calar diante de tamanha irracionalidade. Não desejamos ser julgados pelo pecado de omissão. O povo brasileiro precisa saber que tais tolices, como a seguir exemplificamos, estão à margem do Evangelho que nos foi ensinado por Jesus. Na verdade, se trata de um outro evangelho.
Em detrimento da Palavra, multiplicam- se os púlpitos festivos. Luzes, coreografias, encenações inusitadas, objetos ungidos e mágicos, entrevistas com demônios, amuletos, e outras mercadorias, tudo é válido no desvario em que se envolvem pregadores e ouvintes.
A impressão que se tem é que o evangelho, da forma que foi anunciado pelos apóstolos nos primeiros tempos, já não serve para os dias atuais. Falar de pecado, arrependimento, perdão e santidade se tornou antiquado, obsoleto, repreensível. É preciso entreter os ouvintes, apresentar uma nova atração a cada semana, tudo semelhante ao que vemos na sociedade consumista. Mas o que é preciso mesmo, e com urgência, é botarmos a boca no trombone e denunciar o que estão fazendo com o evangelho.
Ovelhas há que já perderam a noção do que é ser cristão. Não sabem sequer por que Jesus morreu.
Têm o dízimo como meio de obter bênçãos espirituais e materiais. Não conhecem o evangelho da renúncia, da resignação, do sofrimento, do carregar a cruz, do contentar-se com o pouco. Certa vez conversando com um jovem neopentecostal, ele disse: "Se sirvo a Jesus, quero ser rico, ter uma boa casa e carro importado". Os anos se passaram e nada disso aconteceu. Ele e seus pais pararam de ofertar e estão com a fé em declínio. É o que está acontecendo: gazofilácios cheios, pessoas vazias. O pai desse jovem me revelou que entrou nessa porque acreditou nas entrevistas que falam de riqueza fácil. Agora ele percebe que os que estão mais pobres não são convidados a falar de sua pobreza.
São de arrepiar os relatos que se encontram no site do pastor Ricardo Gondim. É difícil de acreditar que um grupo de cristãos, liderados pelo pastor, alugue um helicóptero e, com dezenas de litros de óleo, passe a ungir a cidade do Rio de Janeiro, derramando uma caneca de óleo aqui, outra ali. Fico a meditar como o líder conseguiu envolve irmãos de boa fé nesse projeto inusitado. O óleo da "unção" deve ter caído em lugares pouco recomendáveis para o mister, tais como animais mortos, fezes e valas fétidas.
Mais incrível é o uso de urina para demarcar território. Essa você não vai acreditar. Está no referido endereço. Em Curitiba, um grupo de irmãos, liderado pelo pastor da igreja, entendeu que deveria demarcar seu território com urina, como fazem os leões e lobos. Após beberem muita água para encher bem a bexiga, seguiram para pontos estratégicos da cidade e passaram a URINAR. Quando li a notícia, pensei que a palavra estivesse errada. Talvez fosse REUNIR. Mas era urinar mesmo. Foram horas e horas urinando. O comboio de veículos parava em pontos preestabelecidos, e, ali, a um sinal, um deles aliviava a bexiga. Ora, esse tipo de lógica poderá levar irmãos a situações mais degradantes ainda. Degradantes, patéticas e irracionais. Algum irmão desse grupo poderá descobrir que determinada espécie animal demarca seu território com suas próprias fezes. Certamente não atentaram para o contido no Art. 233 do Código Penal que trata da prática de "ato obsceno em lugar público", e estipula a pena de detenção de três meses a um ano, ou multa. A jurisprudência indica que a micção em lugar público configura o crime previsto no referido Artigo, ainda que não haja intenção de vulnerar o pudor público.
Pelas perguntas e respostas a seguir é possível comparar o evangelho de ontem com o de hoje. Após ouvirem a pregação de Pedro, muitos, compungidos, perguntaram: "Que faremos?" Pedro respondeu: "Arrependei-vos", e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo" (At 2.37-38). A resposta, hoje, seria: "Participe das campanhas, faça o sacrifício do dar tudo, e seja próspero". Atendendo à curiosidade de Nicodemos, Jesus disse: "Quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (Jo 3.3). A resposta no outro evangelho: "Seja dizimista fiel". Se alguém perguntasse a Tiago o que deveria fazer para livrar-se dos encostos, ele prontamente diria: "Sujeitai-vos a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg 4.7). A resposta do evangelho festivo seria: "Use sal grosso, sabonete de descarrego, vassouras, fitas, colares, cajados, pedras, e seja dizimista fiel".
Se o pecado do rei Davi - adultério e co-autoria num homicídio –fosse nos dias de hoje, a culpa seria do encosto que estaria nele. Uma série de exorcismos, cinqüenta quilos de sal grosso, uma dúzia de sabonetes seriam necessários para pôr o encosto em retirada. Às indagações sobre como ter o necessário à vida, Jesus respondeu: "Não pergunteis que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Lc 12.29,31). A resposta no evangelho da prosperidade: "Toque no lençol mágico".
O Apóstolo Paulo confessa que "orou três vezes ao Senhor" para que o livrasse de um espinho na carne. Mas o Senhor, em vez de atendê-lo, respondeu: "A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Reconhecendo a vontade soberana de Deus, Paulo se conforma e continua com seu espinho. E declara: "Portanto, de boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas", pelo que "sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Pois quando estou fraco, então é que sou forte" (2 Co 12.7-10). A orientação para esses casos, nos púlpitos festivos, é a seguinte: "Exija de Deus seus direitos".
Sofredores como o Apóstolo, o servo Jó e muitos outros desconheciam esse caminho "legal" para exigir direitos assegurados. Pedir, do grego aiteõ, sugere a atitude de um suplicante que se encontra em posição inferior àquele a quem pede. É esse o verbo usado em João 14.13 - "E tudo quanto pedirdes em meu nome..." - e 14.14 – "Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei". "Pedir", do grego erõtaõ, indica com mais freqüência que o suplicante está em pé de igualdade ou familiaridade com a pessoa a quem ele pede, como, por exemplo, um rei fazendo pedido a outro rei. "Sob este aspecto, é significativo destacar que o Senhor Jesus NUNCA usou o verbo aiteõ na questão de fazer um pedido ao Pai", por ter dignidade igual Àquele a quem pedia. (Jo 14.16; 17.9,15,20 - Fonte: Dic. VINE). Por essas e outras, há muita gente confundindo alhos com bugalhos.
Repassa-se a idéia de que crente não deve chorar nem passar por qualquer tipo de sofrimento. Crente deve ser próspero. A verdade, por muita desconhecida, é que a fidelidade a Deus não nos garante uma vida livre de dores, aflições e sofrimento. Dizer que aos crentes e fiéis dizimistas está garantia uma vida de flores, sem lágrimas, sem luta espiritual, sem aperto financeiro, é conversa para boi dormir. Jesus disse que seus seguidores deveriam carregar sua própria cruz, caminhar por um caminho apertado e passar por uma porta estreita "No mundo tereis aflições; na verdade todos os que desejam viver piamente em Cristo padecerão perseguições" (Jo 16.33; 2 Tm 3.12). Era da vontade de Deus que Paulo pregasse o evangelho em Roma. Apesar de sua fidelidade a Deus, os caminhos lhe foram difíceis. Enfrentou provações várias, naufrágio, tempestade, prisões.
Não podemos fazer ouvidos moucos à zombaria e piadas em torno desse "outro evangelho". As pessoas tendem a nivelar todas as Igrejas Evangélicas pelo que vê na televisão, ou pelo que vê num ou outro culto. Eu pensaria da mesma forma se não fosse evangélico. É preciso esclarecer a opinião pública sobre o que diz a Bíblia a respeito de cada nova idéia extravagante. Que se façam ouvir as vozes e o protesto dos líderes que defendem a pregação de um evangelho livre de heresias e irracionalidade.
Sem conhecer a verdade bíblica se torna difícil detectar as heresias. Ouça este conselho: não coma pela mão dos outros, mas examine você mesmo se o que o seu pastor prega está de acordo com a Palavra. Se você não estiver devidamente preparado para esse exame, consulte outros irmãos.

Pr. Airton Evangelista da Costa

by Bereiano

Falando com Deus..., ou Ele falando comigo!!

By : Kadu



Bom, em primeiro lugar devo confessar que não estou muito bem no dia de hoje..., sabe aqueles dias que você passa com raiva, sem paciência, chutando pra longe o domínio próprio??? Pois é..., dias difíceis!!

Esses dias não são comuns comigo..., mas são gerados por situações extremas!!! E talvez esse seja mais um dos muitos tempos como esse que já tive e que ainda terei na minha vida.

Assim, estive passeando por alguns blogs, lendo alguns posts antigos, com um fone de ouvido e um som bem alto pra ninguém me perturbar enquanto isso, e..., bom, Deus é demais..., até assim, Ele fala comigo!!!!

Sabe aquele texto de Filipenses 4:12,13:

"Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece."

No post que estava lendo, do blog Papo de Teólogo, eles estavam expondo algumas possíveis interpretações de determinadas igrejas sobre esse texto, e colocando 2 interpretações: a interpretação histórica, e a pessoal, as corretas!!

Nelas Deus falou comigo..., decidi então transcrever aqui pra que você me acompanhe e me ajude em oração com isso..., e que Deus fale contigo também!!!

E como diz o Salmo que meditei hoje de manhã: Se você ouvir a voz do Senhor hoje não endureça o coração!!!

Segue a primeira interpretação:

“Queridos irmãos de Filipo, obrigado por estarem a me ajudar. Sei que nunca se esqueceram de mim, mas ainda não haviam tido oportunidade de me amparar como agora o fazem. Foram os únicos a me ajudar nos tempos em que saí da Macedônia e estive em Tessalônica. Não agradeço simplesmente por querer mais ajuda vossa. Ao contrário; falo isso por pedir ao Senhor que lhes dê muito mais do que ofertas. Muito mais do que esperar ofertas nas horas de dificuldades, eu aprendi a ser grato por qualquer situação que eu passe. Sei ser humilhado, sei ser honrado, sei passar pela abundância e sei passar pela escassez. Por todas essas situações eu passo sem me exaltar e sem reclamar; passo por elas louvando a Deus em tudo, pois na força que Cristo me dá, passo por todas as coisas. Recebi com alegria o que vocês me enviaram através de Epafrodito; que seja como sacrifício agradável a Deus pois Ele me ampara através de vossas vidas.”

E a segunda, Deus falando conosco:

“Filhos, quantas vezes vos amparei e vos sustentei? Quantas vezes, quando menos forças tínhas, levantei formas de te levantar? A bonança não é o único sinal de que estou convosco; estou ao vosso lado tanto na prosperidade quanto na dificuldade, tanto na alegria quanto na tristeza. Afinal, sou o Senhor teu Deus e eu lhes avisei que no mundo teríeis aflição, mas que Eu não os desampararia pois venci o mundo por vós! Derramaria Eu sangue por vossas vidas para depois os abandonar? Sou eu Deus para que engane aos seus? Olha; vinde a mim e renove suas forças, clame ao meu Nome e eu vos mostrarei minha presença, renovando vossas forças e ânimos mesmo em meio ao temporal. E vocês se levantarão e louvarão ao meu Nome enquanto todos choram e serão luz em meio às trevas, para que todos saibam que mesmo a dificuldade não é sinal que os abandonei e a bonança não é o único sinal que sou convosco; mas o vosso louvor, a vossa alegria são a maior prova do meu amor. Não desamparei Paulo em seu sofrimento, não vos desampararei também, pois sou o mesmo ontem, hoje e sempre.”

Que venha a perseguição!

By : Kadu

Por Ariovaldo Jr
extraído do blog Genizah


Bom mesmo é quando a igreja é perseguida a ponto de não poder alugar um prédio. Pra começar não ficamos preocupados durante todo o mês com a arrecadação de dízimos e ofertas. Não haveriam despesas fixas tão asfixiantes. Não seria preciso usar Malaquias fora de contexto para forçar as pessoas a ofertarem por medo do devorador.Não incomodaríamos nossos vizinhos com os ensaios do louvor. Não teríamos a “dona Maria” reclamando todos os sábados a noite do barulho bem na hora do Jornal Nacional. E o pior é que eles tem razão em reclamar. “Graças a Deus” eu não moro vizinho de minha própria igreja. Deve ser muito bom poder louvar a Deus apenas com sussurros. Não sei se a maioria das pessoas já parou para imaginar que isso é totalmente possível.Bom mesmo é quando não precisamos investir em decoração e multimídia valores exorbitantes e muitas vezes superiores ao que gastamos com pessoas. É muito bom quando precisamos que cada um traga uma cadeira de casa. É muito bom quando somos poucos e não é necessário ar-condicionado. Basta ligar um ventilador, ou mudar o culto para outro local mais fresco.Bom mesmo é quando não podemos pagar a ninguém para ficar por conta do “rebanho”. Todos compartilhariam da responsabilidade de cuidar de seus irmãos. E se algum irmão for “separado” para a dedicação exclusiva no ministério, poderíamos compartilhar com ele apenas suas necessidades básicas e na medida de nossas possibilidades. Cada prato de comida teria um sabor especial para quem o recebe. Seria muito diferente de poder comprar sua própria comida. Servir ao ministério seria de fato um ato de renúncia.Bom é quando não podemos usar microfones e, então, precisamos falar do evangelho no mesmo volume dos ouvintes. Então a pregação se torna viva e participativa. Acabam-se as circunstâncias em que ficamos horas e horas seguidas ouvindo alguém falar de cima de um palco. Se não conseguimos prestar atenção em quem berra num microfone, é por que o assunto deve ser realmente desinteressante. Mas por que será que preferimos culpar as pessoas ou o “espírito de distração” por nossa irrelevância?Bom é quando nossa casa não pode ser referência de reunião, sob risco de sermos presos. Bom é quando nossa vida não pode se tornar referência de conduta, sob risco de sermos mortos. Fica tão mais fácil discernir quem é ou não discípulo de Jesus. Poucos se arriscariam fingindo ser crente sob o risco constante de ser perseguido. Não seria necessário gastar palavras em pregações combatendo a religiosidade do povo.Bom mesmo é ser crente em países muçulmanos.Eu disse que estas coisas todas são boas. Não disse que eram fáceis!

Pensando em Vocação a partir de William Wilberforce

By : Kadu
Pensando em Vocação a partir de William Wilberforce
por Hellen Santos da Guia – Junho de 2009 (hellen_guia@yahoo.com.br)


Escrever sobre Vocação e seus possíveis desdobramentos não é uma tarefa fácil e nem confortável porque definitivamente ela não dá palavra final sobre a sua vocação, não dá diagnóstico, pelo contrário, talvez suscite questões que você não teve até então. De qualquer forma me perdoe ... é parte da minha vocação relacionada a construção de conhecimento relacional e transformacional – “PROVOCAR” ..., mas por favor, conflite-se e divirta-se. Em alguns momentos talvez você vai usar a expressão: Eureca!!! Era isso, era essa palavra que eu precisava para encaixar no meu quebra-cabeça de mais de 1.000 peças chamado Destino. Em contrapartida, você terá surtos de ódio da minha pessoa, talvez deseje me matar na próxima vez em que me encontrar com expressões do tipo como argumento: “Por que ela tinha que acender essa luz nas minhas trevas?” ... risos. Tudo bem, você vai considerar melhor e desistir do desejo de me matar; tenho pouco tempo de casada para você se dar a um ato tão hediondo.

A introdução foi muito pessoal, mas minha intenção é ser o mais consistente que puder com você. Afinal, quanto mais conhecermos a verdade, mais livres seremos para viver a verdade sobre nossa existência. Aliás, para falar de vocação, nós não vamos evocar os testes feitos ou no final do 1º grau (essa era a nomenclatura da minha época) ou no final do 2º grau para descobrir qual seria a “facul” (essa é a nomenclatura atual) certa. Vou precisar que você me acompanhe numa viajem meio filosófica, mas necessária.

Todos nós, por mais centrados que sejamos, por mais funcionais e equilibradas que tenham sido nossas famílias, em algum momento da vida lidamos com questões do tipo: “Quem sou eu?” e “Para que existo?”, alguns reelaboram essa questão de tal maneira que ela fica assim: “Para que de fato eu existo?”, porque essas pessoas descobrem que podem fazer muitas coisas, poderiam até mesmo se dar bem em muitos cursos acadêmicos superiores, tem habilidades diversas, mas procuram algo tipo o carro-chefe que move sua existência. Portanto, não temos como mexer no nicho Vocação sem associá-lo a questão da identidade do indivíduo. Ah! Hellen, você está querendo que eu me livre do resultado do teste vocacional que fiz na minha escola amada e querida? Isso, mesmo, você acertou! Vamos falar de vocação considerando quem você É, sua identidade.

William Wilberforce pode nos ajudar bastante com a questão dos conflitos que envolvem descobrir, assumir e executar nossa vocação de fato. Talvez muitos não tenham esse querido em seu repertório bibliográfico, mas seria interessante considerá-lo. William Wilberforce nasceu em 24 de Agosto de 1759 em Hull, uma cidade portuária da Inglaterra. Como ele perdeu o pai muito cedo, sua mãe o enviou para ser criado por tios, onde esteve debaixo de forte influência cristã, como George Whitefield, um reformador de peso que trabalhou em prol de despertar a fé cristã em decadência na Inglaterra e também por John Newton um ex-traficante de escravos que se converteu ao Evangelho de Cristo, tornando-se um relevante pregador da Verdade, cujo a formação teve grande influência da Teologia de Lutero e dos reformadores. Este último se tornou uma espécie de herói, de ícone, de referência para Wilberforce. A mãe de William preocupada em ter o filho metido com “evangeliquismo” ... risos, isso ainda existe hoje; trouxe o filho de volta e o enviou para um internato. Depois disso William deu continuidade aos seus estudos na Universidade de Cambridge, para sua mãe o convívio com a ciência iria destruir qualquer subsídio de fé cristã que tenha sido plantada em sua mente e seu coração. Pobre mãe, os estudos foram profundamente úteis para aclarar as idéias, mas não destruíram sua fé completamente. Ele se tornou um parlamentar aos 21 anos de idade, e baixo a influência daqueles seus mentores lá da infância e início de adolescência se inclinou à luta contra a escravidão. Já engajado na carreira política, William viajou ao sul da França onde teve de fato a sua experiência pessoal de conversão, os historiadores datam sua conversão em 1784.

Você deve estar se perguntando: “Onde entra essa parada de vocação em toda essa história?”. Gente, pois aqui é o ponto. Deixe-me contar a continuação disso tudo, pois o que aconteceu com o mano William, acontece com muitos de nós. Quando ele voltou para a Inglaterra procurou seu velho amigo John Newton apresentando uma crise vocacional, agora que tinha se convertido de fato, queria ser um pastor, um pregador da Palavra da Verdade, queria servir com sua voz, e tinha habilidades, talentos e dons para isso, era um estudioso, um excelente orador, enfim, tinha tudo para descobrir quem era de fato em Cristo e o que podia fazer para o Reino. Tinha que deixar tudo e se dedicar exclusivamente a obra de Deus.

Normalmente, fazemos essa cisão quando convertemos, tem coisas que fazemos porque temos talento e tem coisas que fazemos porque Deus nos chamou, ... “é complicado lidar com essa duplicidade que a gente alimenta”. Por favor, confessa aí para eu não pensar que eu fui a única.

Bom, antes de voltarmos ao William, vamos considerar algumas coisas. A Identidade contém a Essência do Ser, você eu temos um tipo de dignidade que por si só nos valoriza mesmo que passemos a vida toda sendo negligenciados por outros – Ser imagem e Semelhança de Quem nos criou nos assegura senso de significado enquanto ser. E existir com sentido é tudo que muitos passam a vida toda buscando em religiões ou em terapias. Então, Identidade mexe com a questão da nossa origem. William Wilberforce descobriu sua matriz originária ao se converter, e isso foi legítimo. A gente também pode concluir então que a Identidade carrega a marca da existência.

Voltando ao William, ele como eu e você queria deixar tudo para servir a Deus, e entendeu que seria mais útil como pregador do que como político. O reverendo anglicano John Newton teve muitos e muitos diálogos do tipo “cabeça” com o jovem parlamentar, até que este entendeu que a causa da abolição da escravatura na Inglaterra que ele já tinha abraçado teria muito mais abrangência através de sua ação como político do que como pregador, ele acreditou que Deus o fez para esse propósito. E de fato, Wilberforce após entender seu caminho vocacional e do quase desvio do mesmo capturou a mensagem da vocação, que segundo Rubem Alves é como uma voz interior que nos aponta um caminho, e é melhor segui-lo.

Enquanto Identidade carrega a marca da existência, a vocação carrega a marca do nosso destino. William capturou a idéia que Matinho Lutero desenvolveu sobre vocação enquanto caminhava com Deus nas suas próprias questões e crises vocacionais. Segundo Martinho Lutero, vocação não é tanto uma questão do que nós fazemos, mas sim uma questão do que Deus faz em nós e por nosso intermédio. Deus decidiu agir por intermédio dos seres humanos, que, com suas diferentes habilidades e de acordo com seus diferentes talentos, servem uns aos outros dentro das relações.

Poderia ainda arriscar minha definição de vocação que foi ratificada na minha leitura do livro “Venha o teu Reino”, livro organizado pelo Jim Stier, fundador de JOCUM Brasil, no capítulo escrito por . Uma vez que a Identidade determina a essência do ser, a vocação é a ação do ser, uma vez que pode ser entendida como a equação de dons, talentos, habilidades, potencialidades, competências e personalidade do ser, que dotado de tudo isso pode dentro de seus relacionamentos construir uma resposta real a uma necessidade real que vai servir além de si e além de seu próprio tempo a outros. Complicou ou ajudou?

Bom, talvez o final da história do mano William, nos ajude a dar aquela amarradinha final (não no diabo gente, nas idéias, por favor). Nosso mano conseguiu no cenário da política exercer a sua vocação, não era cumprir uma tarefa, um mandato e se dar bem, elaborar leis, planejar uma plataforma política, angariar votos, assinar dúzias e dúzias de papel, era além da tarefa, tinha a ver com a missão de vida do cara. Sendo pastor ele não iria poder elaborar uma Lei que iria por fim culminar na abolição da escravatura, o máximo que ele conseguiria como pastor seria exercer influência na formação da mentalidade de jovens que se engajariam na política e ..., ah, você já sabe o que iria acontecer, ele faria com outros jovens o que John Newton fez com ele e o processo da Abolição se estenderia talvez por mais umas boas décadas. Claro, o caminho não foi fácil, descobrir sua vocação e seguir seu próprio destino NUNCA é tarefa fácil, mas posso te afirmar uma coisa, todo esse processo constrói um tipo de estrutura interna, que faz você continuar insistindo mesmo quando outros vão desistindo no caminho, porque você tem aquela convicção interior de aquilo é seu destino, seu caminho, ou como queira chamar – missão de vida. William Wilberforce fez o seu primeiro discurso no Parlamento contra o mercado escravo no dia 12 de Maio de 1789 e apresentou a sua primeira declaração para a abolição em 1791, a qual foi derrotada por 163 votos contra 88. Continuou a sua campanha dentro do Parlamento e, juntamente com um grupo de amigos, ajudou a Sociedade Anti-Escravatura. Em 1792 conseguiu ver a sua declaração para a abolição gradual aprovada, mas sem data exata para entrar em vigor. Tentou novamente em 1804, e em 1805 fez de tudo para fazer passar uma declaração na Casa dos Comuns. Contudo não foi bem sucedido. Uma tentativa final, em 1807, saiu vitoriosa e saiu uma lei no dia 25 de Março de 1807 para abolir a escravatura. Wilberforce foi aplaudido pelos seus camaradas no Parlamento, mesmo os que eram contra a sua luta, por conta da sua perseverança.

Imaginem se ele resolvesse se desviar nobremente de sua vocação se tornando pastor? Por favor, nada pessoal contra a vocação pastoral, ela é tão louvável quanto a vocação política, mas se não for a sua seria um desastre segui-la mesmo em nome de Deus, e um desastre para ovelhas que deveriam ser cidadãos que votariam em você, mas não teriam que ir pro gabinete pastoral receber seus conselhos. Fiquei pensando no que seria das crianças, dos louquinhos e dos velhinhos se eu tivesse caminhado nos trilhos dos sonhos de menina de me tornar pediatra, psiquiatra ou geriatra. Meu Deus, melhor nem pensar.

Tem muito mais coisas que poderíamos conversar sobre vocação, mas se com a ajuda do mano William tiver conseguido tirar de sua cabecinha gospel a idéia de que vocação é a escolha da profissão certa, ou algo do tipo “profissionalização do dom”, vou ficar feliz e imagino que a nuvem de testemunhas segundo o escritor de Hebreus, da qual devem fazer parte agora o mano William e o reverendo John Newton também. Para mais detalhes veja o filme “Amazing Grace – Uma Jornada para a Liberdade”, você e eu temos o compromisso de conhecer a nossa Herança Protestante, pois sem isso, desculpe, não há condições de sermos relevantes em nosso próprio tempo sem considerar o exemplo da obediência de outros, e isso não significa responder exatamente como eles responderam, mas considerar os princípios, valores e verdades que lideraram suas vidas e suas decisões. Um povo que não conhece a sua História está fadado a repetir os mesmos erros do passado, e isso afeta profundamente o processo de desenvolvimento da humanidade e das futuras gerações. Algo sobre vocação que não poderia deixar citar diante dos exemplos desses manos: Vocação não é aquilo que faço para me realizar, mas sim para promover e realizar outros, a realização atrás da qual passamos a vida toda correndo para alcançar, ou desfrutar ... sei lá o verbo mais adequado para utilizar aqui; é justamente fruto de cumprir meu destino enquanto sirvo outros. Sem serviço ao próximo o resultado final da equação que envolve vocação e indivíduo não termina igual a realização. Projetos vocacionais mesmo em nome de Deus que essencialmente não servem ao outro pode ser avaliado como promoção pessoal e não algo que glorifique a Deus e some num universo de muitas inteligências.

Termino com uma citação de outro mano rico em suas contribuições, Francis Shaeffer: É algo para refletirmos não só na questão de nossa vocação e do lugar dela no mundo mas na qualidade do Cristianismo baseado no qual exercemos nossas vocações: Em um debate Schaeffer fez 2 perguntas as quais precisamos responder com nossa vida e com a obediência à nossa vocação: Você acha que nossos contemporâneos nos levarão à sério se não praticarmos a verdade? Em uma era em que não se acredita que a verdade exista, você realmente acredita que teremos credibilidade se não praticarmos a verdade? E eu acrescento: Mesmo que seja no âmbito da nossa vocação?

Galera do Bem, façamos de nossa vida, cumpramos nossa vocação de maneira que no final não se tenha a obrigação de muitos atos, mas se expresse muita obediência, pois até mesmo nas anônimas escolhas e decisões Deus pode dar desdobramento ao caminho de muitas pessoas além de nós.

Valeu por me lerem, espero que as idéias tenham provocado muitas questões, e que a vida de Wilberforce te inspire a responder a Deus com sua própria obediência, aquela que só você poderia construir caminhando com Ele.


Hellen Guia
Com a revisão do meu maridão Celso Braga.

Individualidade...

By : Kadu
Acho muito legal a maneira como Deus lida com os seres humanos.
Tenho pedido a Deus ultimamente que me faça ver a individualidade de cada um. Isso porque sou muito crítico e muito rápido (e mortal!) pra fazer meus comentários.
Cada um vive muito além daquilo que eu vejo. E tenho percebido (tarde, eu sei!) que não tenho muito interesse em ver além, mas antes, criticar além.
Isso é fato em minha vida. Agradeço a Deus por ter os olhos abertos pra isso!!! Mas ainda falta muito pra mudar...
Hoje, durante nossa devocional da manhã aqui na base, fizemos um momento com músicas..., não tenho ficado muito a vontade com esse tal "momento de louvor". Talvez por muito do que tenho lido e ouvido sobre isso. Mas, voltando, nesse momento olhava para os rostos e fazia um esforço enorme pra desvendar os pensamentos. Não tenho esse dom!!! Hehehehe... Mas fiz o possível pra entender cada reação.
Os mais "apaixonados" se entregando rapidamente, facilmente, cantando com muita expressão facial, choro alegre e algumas palavrinhas sussurradas que creio que só Deus conseguia ouvir. Intimidade total!!! Outros mais "céticos", mas alegres, curtindo o momento, cantando e fazendo gestos, batendo o pé, dançando nas suas poltronas e cadeiras. Pareciam estar sintonizados com o ambiente e com as pessoas ao redor, mas pensando mais na comunhão do que na chamada "adoração vertical". E eu me encaixei nesse grupo.
Ainda tinham os mais quietinhos, talvez tristes, pensando nos problemas da vida, com cara de choro amargo. Cantavam baixinho. Sussurravam mais que os outros, orando e falando com Deus. Pareciam totalmente dessintonizados com as pessoas ao redor, mas completamente sintonizados com eles mesmos e com Deus.
O normal pra mim seria achar que o grupo que eu estava era o correto praquela manhã e achar uma maneira de criticar as outras reações. Talvez, sem perceber, eu sempre esperasse uma resposta uniforme ao momento que estivesse rolando. Pobre coitado de mim!!
Mas hoje foi diferente..., olhei pra todos buscando a diversidade. Tentando entender que cada um pudesse estar vivenciando um momento diferente da vida e reagindo também de maneira diferente. E imaginei Deus ali, sentado e olhando pra cada um, olho no olho, e agradecendo às reações mais diversas!! Mesmo os mais céticos, como eu, sintonizados muito mais nas pessoas do que no próprio Deus.
E Ele ali, se divertindo, chorando, conversando, respondendo aos sussurros, dançando, batendo o pé no ritmo da canção..., tudo ao mesmo tempo!!!
Maravilha!!!!
Soube me colocar no meu lugar. Soube respeitar os outros..., talvez há muito tempo não agia dessa maneira!
E minha oração de manhã, logo que acordei, ainda antes de sair da cama tão quentinha, foi: que hoje seja um dia de lembrança..., no sentido de lembrar que Deus está sempre aqui do lado.
Quando lembro que Deus está aqui do lado a humildade me agarra..., talvez você não ache humilde da minha parte escrever isso, mas é assim que me sinto e Deus me entendeu!! Hehehe... Definitivamente cada um vive da sua maneira, momentos diferentes, diversos, reações mil..., e eu, "juizão", não posso mais ficar pensando que todos devem viver segundo a minha lente de visão da vida. A vida perde o sabor vista sempre de uma só lente.
Ah, tá, você deve estar pensando aí: o missionário, com anos de cristianismo tá vendo isso só agora???
É..., me perdoa! Já devo ter visto isso milhares de vezes em minha vida, mas sempre volto atrás e busco meus óculos, velhos, tortos, empoeirados e desatualizados pra ver a vida e os outros, medindo segundo a minha medida. É mais fácil não?
Como diria Paulo (fala constante em minha vida!), graças a Deus por Cristo Jesus!!!!
Minha vida é assim...

Tentando "poetizar"...

By : Kadu
Escrevi isso depois de meditar em Lucas 7:36-50 há algum tempo..., já tentei ser compositor e poeta..., acho que não é muito minha praia, mas vai aí uma tentativa:


Preciso Voltar
Como eu consigo andar tanto tempo
sem reconhecer o quanto tenho
errado contigo.

Mesmo a tanto tempo sem te ver,
sem sonhar contigo, sem ouvir
claramente a tua voz.

Sinto saudade da vida
porque tenho vivido como morto,
sem você.

Falta paixão, falta cor, claridade,
transparência pra ser sincero contigo,
comigo e com todos ao meu redor.

Preciso voltar, sem ligar pra minha reputação,
no chão me jogar, com minhas lágrimas, meu cabelo e alabastro...
me humilhar.
Amo você, sei que te amo, e essa é a resposta pelo teu perdão.

Só em você tenho vida e vivo em paz, sim,
com paixão, cor, claridade,
transparência pra ser sincero contigo,
comigo e com todos ao meu redor.

Desabafo: compromisso, você tem???

By : Kadu
Tenho que escrever..., ainda não sei exatamente o quê, mas tenho que escrever.
Talvez seja só hoje, mas estou sentindo que vai aliviar dentro de mim..., a expressão daquilo que está dentro da gente joga fora o ruim do coração...
Pelo menos hoje penso assim.
Talvez amanhã já esteja bem diferente, sei lá, talvez não...
Talvez eu esteja choramingando que nem criança mimada mesmo!!!!
Mas sinceridade vai sempre andar comigo! Sempre!!
E na minha sinceridade estou muito triste! Talvez não devesse estar mesmo..., porque meu choramingar não é tão, TÃO importante quanto os pedófilos agindo no Brasil, a corrupção generalizada no congresso, as cheias e as secas de norte a sul, a violência gratuita, etc...
Mas de vez em qdo o "super-homem" dentro de mim tem direito de cair e se chatear, mesmo por coisa "pouca".
A coisa "pouca" é pouca, mas poderia não ter feito eu não me enrascar com minha grana nesse mês, por exemplo!!!
E a resolução também era pouca: me avisar na data certa!!
Compromisso é coisa séria né não??? Eu acho!!!! MUITO!!
Rapaz, sou missionário, escolhi ser assim, sabia dos riscos e tals..., mas estou triste ué!!! Não posso??
Te digo uma coisa, você que entende o que eu vivo e sustenta missionários, seja em oração, palavras ou financeiramente: se você assumiu um compromisso, cumpra!!!! Se não vai cumprir, não assuma, é simples!!!!
Garanto pra você que nós não vamos levar pro lado pessoal não..., sei lá, tem gente que até leva, mas a maioria não!! EU NÃO!!
Agora, vou levar pro lado pessoal quando você assumir e não cumprir..., aí, obviamente, vou ser pessoal, e lhe perguntar de maneira pessoal o que está acontecendo! E seja homem ou mulher de Deus de não fugir do compromisso pessoal de nos responder...
Por exemplo, eu assumo o compromisso de pagar meu aluguel..., eu assumi, eu tenho que cumprir!! Ah, mas fiquei com problemas financeiros nesse mês e está complicado..., beleza, não vou me trancar em casa e não sair mais..., ou ainda viajar, sumir por um tempo, sem avisar pro dono da casa e só voltar ou falar com ele quando tiver com o dinheiro!!!
Não..., como bom inquilino, boa pessoa, cristão, e bom caráter, exponho a situação pra ele e digo que vou atrasar e os motivos..., talvez ele até me libere da multa contratual, talvez não!! Mas mantive meu compromisso..., assim penso eu!!!
E olha que eu não cobro multa..., hehehehehehe..., talvez nós missionários tenhamos que fazer contratos com multa agora neh???? Não..., ainda confio nas pessoas...
Mas estou chateado..., muito!!!
E foi bom escrever!!! Mesmo que ninguém leia..., joguei pra fora...

Testemunho - Contagem: 7, 1 , 4, 3...

By : Kadu
O que é isso??? Tá loco minino??
Hehehehe..., mais ou menos!
Então..., isso aconteceu a mais ou menos 1 mês atrás, mas, por pura preguiça, não escrevi antes.
Todo semestre é a mesma coisa aqui: equipes das nossas escolas correndo atrás, se virando e se "matando" pra conseguir o sustento suficiente pra fazerem a viagem de prático das escolas.
Ah, o que é viagem de prático?? Nossas escolas são sempre dividas em 2 períodos, o teórico e o prático. Numa parte do tempo os alunos permanecem conosco na base estudando, tendo aulas, ministrações, etc..., e após isso dividimos equipes pra percorrerem lugares em algum lugar do mundo pra praticarem aquilo que aprenderam.
Esses alunos, missionários em formação, são enviados por suas igrejas e famílias, algumas vezes não com todo o apoio necessário, mas quase sempre sim.
Quando chega o momento do prático é impressionante ver o tanto que eles precisam "correr" atrás de contatos e amigos, igrejas e parceiros..., inclusive aqueles que os enviaram e cortaram o sustento ou se esqueceram deles.
E pra mim é impressionante porque enquanto isso estão sendo feitos acampamentos, campanhas de arrecadação pra esses acampamentos, reformas "necessárias" nas igrejas, pic-nics, reuniões diversas que precisam de uma comidinha depois, reuniões de campanhas de vitória, "congressos de missões", "evangelismos" (é, eu gosto das aspas!!), etc...
Tudo isso sendo feito e dízimos e ofertas sendo levantados em todos os cultos, pra coisas que não sabemos o que são e o indivíduo se matando aqui pra levantar uma grana que ele não vai gastar com ele mesmo, mas pra terminar um curso que os outros ditos cujos o enviaram. Dá pra entender???? Desculpa, eu não consigo!!!!
Sem dizer que na hora dos testemunhos lá na igreja do coitado do aluno a igreja que o "enviou" quer o crédito pra ela..., aiaiaiaiaiaiai!!!! Isso não é envio..., é (desculpem o termo!) chute no traseiro!!!
Mas é claro que existem as desculpas: "nossa igreja não tem esse dinheiro em caixa", "nossa igreja tem outras prioridades" (reino de Deus???), "estamos passando por uma crise", dentre outras que todos nós missionários já ouvimos e não entendemos!
Não entendemos pelo dinheiro??? Não..., não amamos isso..., não dependemos da esmola de ninguém pra sobrevivermos no campo!!
Bom, pra você entender melhor, vamos continuar a história do começo e vocês entenderão que isso é realmente verdade pra nós: um dia antes de uma das equipes (que foi pra África do Sul, trabalhar na comunidade Masiphumelele, acho que é assim que escreve) pagar as passagens, ainda faltavam 7 mil reais pra que isso se concretizasse. E nesse mesmo dia, de noite, fizemos nosso costumeiro culto de envio das equipes. Nesse culto também temos o costume de levantar ofertas entre nós pra completarmos com o que falta.
Fui pra lá meio cético..., até eu!! Afinal, dessa vez não haveria tanta gente de fora, quase ninguém mesmo, só nós, os missionários da Vila do Louvor. Tinha pouco mais de 5 pessoas de fora.
No total éramos cerca de 60 pessoas ali. E, após um momento de adoração com músicas, fizemos o momento de levantamento das ofertas...
Depois tivemos uma palavra e no fim anunciamos o total: incríveis 6 mil reais e qualquer coisa!!!!!!!!!! Isso nas mãos de missionários, que são sustentados por outros que às vezes falham, esquecem ou desistem de enviar o sustento por "forças maiores"!!!!!!!!!!!!!
Esses mesmos missionários que vivem enviando cartas informativas pra que outros participem do momento que estão passando, muitas vezes com a falta de sustento financeiro!!!!
Mas peraí..., faltavam 7 mil, não 6..., e aí, Deus falhou então???? Hehehehehe..., não!!
Pois é..., nós falhamos, mas Ele NUNCA falha!!!!! Continuamos nosso momento de levantamento, com o desafio de só sairmos dali quando tivéssemos levantado tudo..., as ofertas continuaram..., e chegamos em menos de 20 minutos a mais mil reais, alcançando R$7.143,00 no total!!! Além do que precisávamos!!! Nem me pergunte de onde saiu tudo isso..., só o que sei é que estava tudo no bolso do povo ali presente!!
"Ai, Kadu, você só fala de dinheiro!!"
Não, a questão não é o dinheiro!!!! Como diz John Piper, eu odeio a teologia da prosperidade!!! Estou falando de coração..., de necessidade..., de alvo correto..., de Reino de Deus..., de amor sacrificial..., de entendimento correto/mentalidade trasformada!!!!!
Você pensa que eu acho isso certo???? Eu acho lindo esse levantamento, mas tinha que ser assim??? Não sei não..., Deus fez coisas muito legais aqui conosco com esse momento, e isso nós levamos muito em consideração! Afinal, não é o dinheiro a questão, mas como nos relacionamos com Deus nessa situação. Mas precisava disso?
Eu creio que o mais correto seria que as igrejas enviadoras mantivessem o cuidado com quem foi enviado..., ou então nem enviem!!!!
Correto seria que as igrejas instituições se apressassem em antever necessidades das instituições missionárias e antecipassem essas situações!! Que as igrejas Corpo de Cristo (pessoas!) se antecipassem também e não esperassem o informativo missionário, o pedido (humilhante às vezes!) de ofertas para sustento ou mesmo os resultados (números!!) pra que fossem enviados o sustento necessário! Aí tudo funcionaria melhor, cada um na sua determinada função..., corpo de Cristo bem ajustado!!!
A instituição igreja na função dela, de envio e cuidado(pastoreio e discipulado dos cristãos) e a instituição missionária na função dela, de linha de frente na propagação do evangelho ao não crente!!!
Será que um dia poderá funcionar assim?? Sem crise de identidade da instituição igreja querendo ser instituição missionária e da instituição missionária querendo (ou tendo que) ser instituição igreja?
Minha visão hoje é de membro da instituição missionária..., e eu digo: não me venha dar as mesmas desculpas de sempre..., principalmente em relação à sustento financeiro..., não me venha com "churumelas"!!!! Hehehehehehehehehe...
Missionários, ditos por aí como "quebrados", num total de 60 pessoas, sendo que 24 dessas estavam precisando ou já usando dinheiro para o prático, conseguiram, numa só noite, levantar mais de 7 mil reais..., como que uma igreja com mais de 100 membros em sua maioria assalariados, não consegue enviar míseros 100 reais por mês pra um missionário????????
Qual a desculpa????????????
Minha pergunta tem muito mais a ver com a motivação por trás disso, a intenção no coração em relação a isso do que com a quantia em dinheiro!!!!!
Afinal, já vimos muita motivação correta numa viúva pobre dando apenas 2 moedinhas, sendo tudo o que tinha...
Sentimento de corpo, de família, correto????
Com a motivação, a intenção, a mentalidade alinhadas com o Reino de Deus, não será preciso mais falar em números..., as coisas vão estar certas!!! Os desafios vão voltar a ser o que realmente deveriam ser desde o princípio!!! Não mais haverá a luta dos missionários em relação ao dinheiro e a luta dos membros das instituições igrejas em relação aos não-alcançados e discipulados das nações!!!
Obs: é mesmo um testemunho em forma de desabafo..., ao menos sou honesto pra falar exatamente como me sinto!!!!
E graças a Deus por Jesus Cristo!!!! Ele tem me sustentado e feito meus olhos se preocuparem com as coisas certas...

A retórica do discurso evangélico - by Pavablog

By : Kadu
Os líderes evangélicos dizem que igreja não salva ninguém.
Mas não acreditam realmente que alguém que não frequenta igreja alguma possa ser salvo.
Os líderes evangélicos dizem que Deus ama quem dá $ com alegria.
Mas não acreditam que um irmão pode estar precisando exatamente do contrário: receber
Os líderes evangélicos dizem que não existe representante de Deus na Terra.
Exceto quando se trata do dízimo, pois, ao não entregá-lo para a instituição religiosa, o crente está roubando a Deus.
Os líderes evangélicos dizem que o exame das escrituras é livre.
Mas não aceitam a exposição de opiniões e interpretações diferentes na Escola Dominical.
Os líderes evangélicos dizem que o sacerdócio é universal.
Mas não acreditam que ovelhas possam viver sem se submeter às autoridades eclesiásticas.
Os líderes evangélicos dizem que Deus odeia o pecado e ama o pecador.
Mas não acreditam que Deus possa amar aos “gentios” tanto quanto aos crentes.
Os líderes evangélicos dizem que não existe “pecadinho” e nem “pecadão”.
Mas disciplinam irmãos por causa de alguns pecados considerados mais graves e ignoram outros pecados tidos como menos graves.
Os líderes evangélicos dizem que é preciso amar ao próximo como a ti mesmo.
Mas pensam que o “próximo” se refere somente aos seus irmãos de fé e não aos que confessam outra (ou nenhuma) fé.
Os líderes evangélicos pregam que é preciso dar a outra face ao inimigo.
Mas não fazem desta maneira com grupos pró-aborto, macumbeiros, homossexuais e ateus.
Os líderes evangélicos dizem que Deus é soberano e sua vontade é o melhor.
Mas não tem temor ao aconselhar ao rebanho a exigir que Deus “olhe para eles” para poder tomar posse das benção$.
Os líderes evangélicos pregam que Jesus foi pobre, andou com pecadores, venceu o diabo no deserto e sofreu morte de cruz.
Mas te fazem acreditar que você está pobre (ou no leito da morte) porque não tem fé. Provavelmente está endemoniado e anda com pecadores.
Viver e liderar um evangelho assim é fácil, não?

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É um post antigo, mas achei agora e..., é muuuiitaa verdade!!!
Lê aí..., comenta!!

Pelo que decido: ESTRUTURA ou PROPÓSITO?

By : Kadu
O povo de Israel viveu por 430 anos no Egito, no meio de uma das civilizações mais antigas da História da Humanidade, segundo Êxodo 12:40. E consideremos um fato: 4 séculos não é pouco tempo, não é verdade?! Em 4 séculos muitas coisas acontecem, descobertas se realizam, avanços são acionados, gerações mudam dando espaço a outras, enfim, é tempo grande, é tempo longo que nossa finita vida humana não consegue acompanhar. Nosso máximo é conseguir viver uns 70 a 80 anos, e isso dependendo da qualidade de vida pela qual optamos.

A civilização egípcia é referência na História como berço de desenvolvimento de tecnologias, como um protótipo de muitas invenções que mudariam o curso da humanidade mais tarde, desde técnicas de irrigação até a descoberta de propriedades medicinais de plantas e ervas, assim como o difundir do uso de essências que provocavam bons odores tanto em corpos vivos como mortos começou nessa época, e muito mais tarde a França veio ocupar a cadeira de melhor fabricante de perfumes. Em pensar que tudo começou tão bem antes dos franceses e do inverno europeu. Mas enfim, muitas descobertas que foram patenteadas séculos mais tarde e se tornaram patrimônio de alguns países chamados desenvolvidos tiveram seu laboratório inicial lá nessa terrinha ao norte do continente africano.

Tanto desenvolvimento e possibilidades, todavia o povo de Israel passou a maior parte do tempo vivido ali numa condição impossível de se associar a desenvolvimento. Por séculos eles foram escravos, e tinham por função amassar barro com os próprios pés. Talvez a imagem que podemos resgatar para ter uma idéia do que de fato eles faziam é a de um homem que caminha exatamente em cima do próprio passo dado anteriormente. Isso nos provoca a sensação de “nunca sair do lugar”. Milhares de milhares de passos foram dados que nunca levaram os israelitas a lugar nenhum durante séculos de História. Não era um grupo que dava um passo após o outro, mas sim, um passo sobre o outro. A cada dia, passo sobre passo, e muito barro foi amassado no Egito, muitos tijolos que deram forma a templos luxuosos estiveram debaixo dos pés dos israelitas, e provavelmente muitos de seus corpos se misturaram ao material que de maneira tão imponente ganhou a forma das conhecidas pirâmides do Egito.

O Egito oferecia ESTRUTURA, para um tempo tão distante do nosso, essa Nação já era referência em termos de Medicina, Astronomia, Tecnologia, Agricultura, Matemática, etc. E foi nesse tipo de cenário que os nossos conterrâneos de fé viveram tempos longos que chamamos de séculos, e seria consistente pontuar que eles viveram lá como ESCRAVOS. Mas com Moisés isso mudou, o menino salvo das águas agora fora enviado pelo grande EU SOU para libertar seu povo da escravidão do Egito. Que maravilha, depois de séculos de correntes, mesmo quando elas se mostram na forma de trabalho forçado, os pés, as mãos, os corpos poderiam ser livres. É, o corpo poderia ser livre do Egito, mas e a mente?

Desde que atravessaram o Mar Vermelho os israelitas deixaram muito claro que além de escravos por conta do trabalho forçado no Egito eles também haviam desenvolvido um outro tipo de escravidão muito mais nociva. Os israelitas se tornaram escravos da ESTRUTURA, e você pode pensar como estrutura todo sistema desenvolvido que forneça tudo aquilo que acreditamos ser necessário para “sobreviver”, mesmo que isso impossibilite qualquer nuance de desenvolvimento. Ocorreram 2 momentos durante o êxodo que deixam clara a falta de perspectiva do povo, mesmo depois de uma onda de milagres que invadiu a terra do Egito. Em Êxodo 14 temos a narrativa da travessia do Mar Vermelho. Faraó e seu exército atrás com todo equipamento de última geração, na frente um Mar que para uma multidão de milhões de pessoas incluindo crianças e velhos parecia mais um oceano, e no meio um pessoal, que não era nem uma Nação ainda, por consequência não tinha nem exército organizado, e mesmo que tivesse, quem seriam eles diante da potência militar do momento? E por estarem no meio, entre o exército egípcio e o mar, o que havia em seus corações veio à tona. É sempre assim não é verdade?! Episódios de pressão e de tensão são elementos evidenciadores do que está abaixo do subsolo de nossas artérias coronárias, e não foi diferente com Israel. Tanto no capítulo 14:10-12 como no capítulo 16:2 e 3 de Êxodo o povo deixa clara a sua preferência pela escravidão originada pela estrutura (trabalho forçado, panelas de carne, pão) do que pela oportunidade gerada pela liberdade de crescerem e desenvolverem como Nação, empreendendo em seus próprios recursos.

Deus não estava apenas promovendo um translado geográfico para o povo hebreu, estava lhes propondo um PROPÓSITO que daria sentido a existência deles como indivíduos, como povo, como Nação. Um PROPÓSITO que não se encerraria com a libertação deles apenas, ou com a existência deles. Esse PROPÓSITO era maior do que eles, era mais alto que eles, mas, era vivível. Muitas vezes Deus nos propõe caminhos que não conseguimos entender inicialmente, mas que são perfeitamente transitáveis, mesmo quando as placas aparecem de forma escassa na trajetória. Assumir um propósito pelo qual se viver requer quebrar pactos de escravidão que estabelecemos com as estruturas que nos protegem, é verdade, mas nos protegem tanto que nos escravizam. A percepção de caminhos novos só se torna possível se tiramos de debaixo de nossos pés as estruturas que nos asseguram a rotina como o cumprimento de tarefas rotineiras que nos impedem de inovar (trabalho forçado aos egípcios), nos asseguram os recursos básicos já elaborados (a panela de carne e o pão) que muitas vezes nos impede de cultivar o trigo e produzir além do pão e criar o gado que nos fornece muito mais do que a carne apenas. Mas se a estrutura não existir para nos servir, nós passaremos toda nossa vida servindo a ela.

A liberdade tem um preço, e um alto preço, o AUTO-DESENVOLVIMENTO, o AUTO-CRESCIMENTO. Não mais a estrutura dita até onde posso crescer e desenvolver, mas o entendimento que temos do propósito de Deus para nossa vida associado ao acionar do nosso potencial. A Lei do Deus que FALA e SE RELACIONA precisaria ser internalizada por aquele povo, e não ditada por um Tirano. O texto de Êxodo 19:3-7 clarifica o propósito de Deus em relação ao povo de Israel, o porquê eles estavam sendo dirigidos a uma terra que mana leite e mel, terra trabalhável, mas que precisaria de mãos que arregaçassem as mangas e ordenhariam esse leite e cultivariam esse mel. Eles continuariam trabalhando, e teriam até mais trabalho, mas não seriam escravos de uma estrutura. Esse texto esclarece que eles não seriam escravos, em Deus eles tinham IDENTIDADE e um DESTINO (um propósito para existir).

A 1ª geração que saiu do Egito fez a sua decisão, morreram no deserto, o saudosismo da estrutura escrava os engessou de tal maneira que não conseguiram nem mesmo reconhecer que o livramento recebido viera do grande EU SOU, morreram no pecado, morreram na ingratidão, morreram na estrutura sem dar resposta concreta ao legado de desenvolvimento para o qual estavam sendo convocados. Morreram sem entender que as estruturas servem aos propósitos, mas a estrutura não é capaz de dar identidade e nem um propósito pelo qual viver. Estruturas despendem recursos, propósito implica em coração e mente em concordância sobre os projetos e planos que em Sua soberania Deus desejou que eu fosse e que eu fizesse. Isso basta! O restante, inclusive a estrutura, é conseqüência.

E eu e você, pelo que decidimos: Pela estrutura ou pelo propósito?


por Hellen Santos da Guia - hellen_guia@yahoo.com.br

"Frustrações" e "Êxitos" - Rm. 8:28

By : Kadu
Na vida temos muitos momentos de “frustração”. Nesses momentos repensamos, “pulamos fora” de onde estamos, mudamos o rumo, ou simplesmente ferimos a nós mesmos, os outros e a Deus. Também temos muitos momentos de “êxito” e isso parece ser o que nos impulsiona pra continuar caminhando, indo em frente na direção que já estávamos, afinal, “em time que está ganhando não se mexe”. Também, inevitavelmente ferimos alguém nesse “êxito”.
Até aí, tudo normal. O problema é que mesmo nestes dois momentos o centro de tudo, o ponto de partida e a chegada, têm a ver estritamente conosco. A vida hoje é super corrida. O tempo passa depressa. O amanhã já foi, o agora já passou também. E na nossa visão estamos sempre perdendo tempo.
O que não sabemos é que esse conceito, esse julgamento é só nosso. Muitas vezes nos apoiamos em conceitos e julgamentos doutrinários, teologicamente corretos, afinal existem doutrinas e teologias pra todos os gostos e aplicamos em nós aquela que julgamos ser melhor pra nós. Novamente: NÓS julgamos! Ainda que esses conceitos e julgamentos estejam biblicamente alicerçados, o julgamento final é sempre nosso.
E assim seguimos em frente. De “frustração” em “frustração”, de “êxito” em “êxito”. Chega um momento que cansamos!! Desanimamos! Aí sim, nos sentimos realmente frustrados!! Aí a minha conotação de frustração perde as aspas, porque essa sim é real..., não está baseada em suposições ou julgamentos que EU criei.
Com certeza, esse é o ponto onde há também o verdadeiro êxito, aqui também já sem aspas. O êxito de Deus sobre nós.
Só que nesse real momento de frustração e êxito não dá pra simplesmente ir levando. É tempo de parar..., de, como no livro, ir pra Cabana trocar uma idéia com Papai, Sarayu e Jesus Cristo. Aí vamos descobrir que o nosso maior problema somos nós mesmos. Nossa (falsa)segurança em antecipar o futuro, fazer os julgamentos do que é bom ou mal no presente e viver o possível pra não haver “frustração” e sim “êxito”. Inclusive como se isso fosse o ponto final de nossas pobres vidas.
Olha pra sua vida..., vê aí se não é exatamente isso que você também faz!! Levando em consideração somente o que você mesmo julga ser correto. Criando toda a sua história, seu próprio futuro, através do antecipar das situações, sejam elas de risco ou comuns, e ir se preparando, com todas as suas “seguras” ferramentas pra chegar ao seu “seguro” ponto final.
A minha pergunta é: onde está Deus?? O bom Deus? O que julga corretamente todas as coisas? O que faz com que todas as coisas, TODAS, cooperem para o bem daqueles que amam a Deus? Que sabe todos os processos que devemos passar no presente pra chegarmos no futuro que Ele sabe que é melhor pra nós? O que tem o tempo a seu favor? Em quem temos confiado?
Sabe, eu e a Lily temos nos deparado com essa situação nesses dias. São dias que rapidamente declaramos como os mais inúteis de nossas vidas porque estávamos olhando para o “muito” que não estávamos fazendo e poderíamos fazer. Porque se tivéssemos o controle dessas situações nesse momento, saberíamos como agir e já tínhamos planejado onde chegar com tudo isso. Mas a pergunta quando paramos na real frustração(sem aspas) era: onde está o bom Deus?
Porque se estamos agindo assim, só podemos ver o mal Deus. Afinal, não é possível que Ele tenha desejado isso pra minha vida..., que isso esteja realmente acontecendo!!! Isso não está exatamente me fazendo bem!
Esse mesmo tempo que julgamos ser inútil é o tempo que o julgamento de Deus diz ser o mais útil. Mas preferimos ficar com nosso julgamento. E aí nossas escolhas têm realmente definido nosso destino. E nessa caminhada (sem sentido) rumo ao nosso destino, vamos ver, no final, que não valeu à pena..., mais frustração. Cíclico, não?
Temos aprendido a colocar todas essas perguntas em discussão com os três grandes camaradas, amigão que é um..., seja lá o nome que você, sua doutrina, sua teologia ou sua religião quiser dar pra eles.
E nessa discussão temos visto as duas enormes palavras: simplicidade e dificuldade. Tão simples: entregar pra Ele. Tão difícil: entregar pra Ele.
Nessa “corrida teológica pós-moderna” (se é que esse termo é correto de se usar!) vemos muitas, enormes e velozes mudanças na maneira de se pensar pra se explicar o mais simples: entregar pra Ele.
É lógico que isso é recheado de significados práticos, mas nada muda o fato de ser simples..., e difícil!
O que, na prática, eu e a Lily temos tentado fazer? Confiar nEle em todas as situações, não usando mais o nosso senso de julgamento sobre o que é bom ou mal..., afinal, a dor, a dificuldade, o sofrimento, as situações inesperadas de falta de grana, de não conseguir fazer aquilo que realmente desejamos, de ter pessoas da sua própria família sofrendo “injustiças”, doenças, morte, etc..., podem até soar como mal pra nós, mas o julgamento de Deus pode ser que isso é exatamente o bom, o melhor de Deus!! E temos preferido o julgamento de Deus..., ou pelo menos tentado viver assim!
Nossas escolhas vão passar a ser baseada no senso de justiça de Deus, não nosso, da nossa teologia, das “doutrinas” dos tele-evangelistas (que em sua maioria odiamos!!), ou no momento que estamos passando.
Assim, “frustração” vai passar a ser frustração real..., ou talvez ela mesma (a frustração com aspas), o êxito real. E o “êxito” passará a ser êxito real..., ou ainda ele mesmo (o êxito com aspas), a frustração real. E tudo isso vai estar dentro do processo que temos vivido com Deus, e todas as coisas, TODAS, vão realmente cooperar para o nosso bem!!!
Se tudo isso não tem a ver com o amor dos três camaradas, o Grande Amigo, por nós, não sei dizer mais nada...

Deserto? Férias coletivas?

By : Kadu
O que acontece quando Ele fica quieto sobre determinados assuntos?
Sabe aqueles momentos em que você está super bem com Ele, num relacionamento legal, "trocando altas idéias", mas aí você entra no assunto: "E amanhã?? O que vai rolar semestre que vem?", e aí Ele continua "trocando idéias" gentilmente, mas não responde nada em relação à esse assunto...
Porque será que acontece isso?
Será que não dá pra continuarmos nesse prazeroso momento e falarmos sobre tudo, inclusive sobre os anseios do meu coração a respeito do dia de amanhã? Afinal, só estou perguntando porque quero me planejar pra trabalhar pra Ele!! Não estou perguntando por causa de grana, dos meus desejos ou qualquer outra coisa, mas sobre o que "vamos" fazer semestre que vem.
Tá, você pode não estar acreditando que na verdade essa é minha preocupação..., tudo bem, você não é o primeiro..., não ligo!!
Bom, a maioria não deve saber, mas esse semestre está muito parado pra mim. Me sinto muito inútil!! Gostaria de estar fazendo tantas coisas pra Ele!! Estar em tantos outros lugares, nações, desafiando pessoas, levando outras pra entender a realidade das necessidades no mundo, dando palestras, ministrando, discipulando, ensinando..., afinal, Ele me colocou isso como identidade!! Foi pra isso que entrei de cabeça em missões!!
Mas mesmo assim Ele parece querer um tempo só pra Ele...
Se Ele nos pára muitas vezes pra repensarmos a vida só pelo prazer de descobrirmos nossa atual independência e voltarmos a depender dEle - e isso digo, quando fazemos de tudo, menos nos relacionar com Ele -, hoje também aprendo que até quando temos um relacionamento legal com Ele, de dependência e temos como foco agradar seu coração, Ele pode nos parar também!!
Com sinceridade, sei que Ele me parou, mas não sei ainda muito bem o porquê! Não que não tenha um motivo, mas nesse exato momento, só Ele sabe..., e não parece muito entusiasmado com a idéia de que eu também saiba.
Não te soa estranho?? Pois é, pra mim soa...
E qual seria sua reação a um momento como esses?
Muitos o chamam de deserto..., solitude, fome e sede (da coisa certa!), tentação, relacionamento profundo..., talvez essas características desse tempo de deserto caibam nesse meu momento, então posso chamá-lo sim de deserto.
Mas qual a minha reação?
Confesso, tentei desistir várias vezes. Bolei muitos planos em minha cabeça sobre como sair dessa vida e do atual deserto e voltar atrás. Ainda mais que tenho minha esposa, pra cuidar e sustentar, vindo então a pressão na minha mente (que não era ela quem estava fazendo!) de como poderia ser um bom marido se não sei nem como vai ser o amanhã..., ou hoje a tarde mesmo!
As seduções que minha mente criativa traziam pra mim eram imensas, intensas, inúmeras...
Mas sempre tinha algo que me fazia voltar a realidade e esquecer tudo. Havia um ideal colocado dentro de mim, em algum lugar, lá, bem no fundo do meu coração. E ele sempre voltava à minha mente. E ainda agora está fresquinho!!
Essa bandeira, esse ideal que Deus colocou em mim no começo da minha caminhada, é forte demais..., não consigo lutar contra ele. E, como diz o ditado, no fim sempre decido juntar-me a ele.
Não vou dizer aqui a maneira pessoal como Deus tem levado isso comigo, ou como Ele colocou esse ideal alguns anos atrás, ou que ideal é esse, mas faço a pergunta à quem lê e a quem eu vejo pessoalmente: você tem um ideal? Ele é forte? Vale a pena?
É por isso que, mesmo passando por um momento que não entendo, de muita dificuldade, e, repito, não é daqueles momentos em que você se desvia do Caminho ou do relacionamento com Ele, eu ainda consigo permanecer..., permanecer...
Nesse "permanecer", passo o tempo curtindo os momentos com Ele.
É como num roteiro onde o rapaz trabalha demais, porque ama isso, ainda assim tem tempo pra sua família e curte esse tempo, e aí vem um período forçado de férias coletivas e, por mais que ele goste e queira continuar trabalhando ele se vê parado, sem fazer nada, curtindo sua família, cada momento, por mais que pareça um inútil nesse tempo..., nada mudou na sua vida pessoal e relacional, exceto que ele foi forçado a parar de trabalhar..., o trabalho para o qual nasceu e ama fazer..., e ele ainda vai voltar a esse trabalho, mas agora tem que parar...
Sei o que nasci pra fazer, gosto do que faço. Sei também que não preciso fazer pra ser aceito por Ele, e não aprendi isso agora..., faço por gratidão, não pra ser aceito..., mas se é tempo de ficar parado, ainda que nem eu, nem ninguém entenda porquê, vou ficar, me relacionando normalmente com Ele, curtindo cada momento, tentando não ficar ansioso para as "férias coletivas" acabarem...
Mas vou terminar esse post sendo bem sincero..., preciso de ajuda..., de muita oração, muita paciência, palavras de exortação e consolo, com muito amor, porque não é um tempo tão fácil de passar, como parece escrevendo.
Bom, Ele tá aqui do meu lado, totalmente acessível pra isso..., vou falar com Ele mais um pouquinho sobre isso...

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