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Evidenciando o Reino de Deus através da pobreza de espírito(Contracultura)

By : Kadu
Por onde andarmos e pra onde olharmos veremos incitações veementes contra o Reino de Deus e, assim mesmo, nos omitimos dessa "guerra" e dançamos conforme a música.
Faça um exercício e por onde passar hoje observe os outdoors, as placas e anúncios das lojas ao redor, tente (sem ser inconveniente) escutar algumas conversas ao seu redor. Depois reflita pra onde, invariavelmente, tudo isso aponta. Facilmente observará que muito, mas muito mesmo, se é dedicado à promoção de si mesmo, ao enriquecimento vaidoso, ao narcisismo, ao culto do "meu".
Agora, infelizmente, faça outro exercício, caminhando próximo a igrejas e "crentes" pra ouvir e ver o que pensam, o que dizem e atrás do quê tem corrido. Travestido de "gospel" você encontrará o mesmo fim: o eu, o meu!
Afinal, é uma "derrota" muito grande ser encontrado fora dessa "roda" hoje em dia. Por isso até mesmo os "crentes" tem que se propor a entrar nessa. Afinal, "temos que estar sintonizados com o mundo ao nosso redor".
Desculpas são das mais variadas...
E é claro que dou um "desconto" praqueles que não se declaram cristãos, por que ao menos são coerentes com seus maus pensamentos, mas dedico essa reflexão aos que se dizem cristãos mas tem caminhado num caminho que não é o Caminho, entende? Esses, que deveriam evidenciar o Reino de Deus, pensam que o estão promovendo através dessa cultura do eu, da prosperidade material, cultura do "pedestal", do estar acima dos outros, da cabeça e não da cauda. Porque ainda não entenderam que não é demonstrando para o mundo uma riqueza que o mundo pode conquistar que de fato estarão demonstrando a riqueza do Reino de Deus, de se pertencer a esse Reino.
Como essa maneira de pensar tem adentrado os círculos e ambientes "cristãos", temos visto que a manipulação dos termos, e consequentemente da mentalidade, tem sido cada vez pior. Um exemplo simples é que, como já escrevi, dentro das igrejas ainda se busca o reino, mas o reino do eu, da riqueza, da prosperidade material (e a qualquer cu$to). "O importante é estarmos promovendo a igreja", dizem, sem perceberem que essa igreja é aquela com "i" minúsculo. Essa igreja com "i" minúsculo infelizmente não tem tido parte no Reino de Deus, mas num reinado só dela.
Se essa igreja lesse mais vezes e estudasse com profundidade o sermão do monte, proferido pelo próprio Cristo, talvez algumas dessas idéias absurdas seriam deixadas de lado. 
Talvez, a se deparar com um simples (mas poderoso) verso que diz que é dos "pobres (humildes)" de espírito o Reino, finalmente parariam e cantariam uma canção nada gospel (segundo a "roda" atual do movimento gospel): "Nada em minhas mãos eu trago, simplesmente à tua cruz me apego; nu, espero que me vistas; desamparado, aguardo a tua graça; mau, à tua fonte corro; lava-me, Salvador, ou morro."
Talvez passaríamos a olhar menos pra nós mesmos e mais para os outros. Ou, ainda olharíamos constantemente pra nós mesmos, mas com as lentes corretas de quem somos, como o publicano que clamava de cabeça baixa: "Deus, tem misericórdia de mim, pecador!"
Pensaríamos mais como Calvino: "Só aquele que, em si mesmo, foi reduzido a nada, e repousa na misericórdia de Deus, é pobre de espírito".
Devemos caminhar no oposto dessa cultura do eu, do meu, ainda que tenhamos que ser contra várias coisas dentro de nossos próprios círculos "cristãos", dentro de nossos cultos e nossas igrejas. Afinal, não é só fora desses círculos que vemos isso ocorrendo (a promoção do reino "meu"), mas bem mais perto de nós..., até mesmo dentro de nós!
Pra enriquecer essa breve reflexão, cito um trecho do livro que atualmente estou lendo, Contracultura Cristã, do John Stott: "... bem no começo do Sermão do Monte, Jesus contradisse todos os juízos humanos e todas as expectativas nacionalistas do reino de Deus. O reino é concedido ao pobre, não ao rico; ao frágil, não ao poderoso; às criancinhas bastante humildes para aceitá-lo, não aos soldados que se vangloriam de poder obtê-lo através de sua própria bravura. Nos tempos de nosso Senhor, quem entrou no reino não foram os fariseus, que se consideravam ricos, tão ricos em méritos que agradeciam a Deus por seus predicados: nem os zelotes, que sonhavam com o estabelecimento do reino com sangue e espada; mas foram os publicanos e as prostitutas, o refugo da sociedade humana, que sabiam que eram tão pobres que nada tinham para oferecer nem para receber. Tudo o que podiam fazer era clamar pela misericórdia de Deus; ele ouviu o seu clamor."
A grande consequência de se passar a pensar assim é a mudança completa de mentalidade em relação a nós mesmos (somos pobres, cegos e nus, dependentes totalmente de Cristo e da sua graça), às pessoas ao nosso redor (que são tão iguais a nós, nem mais, nem menos) e ao próprio Deus (que não é nosso "bichinho virtual" ou marionete manipulável, mas o grandioso e eterno Deus, que desceu com graça e compaixão e nos alcançou, por Ele mesmo!). 
Tudo estará no seu devido lugar..., isso é o Reino de Deus: tem um Rei, que reina, e tem aqueles que humildemente se rendem a esse governo porque entendem o amor com que esse Rei reina e trata seu povo, e sabem que recebem as benesses desse Rei de graça, sem merecer; e existem os que não se deixam governar porque ainda não compreenderam essa graça, esse amor e essa justiça do grande Rei, os quais devemos alcançar pelo testemunho evidenciado em nosso meio da melhora integral da vida daqueles que adentram esse reinado. E só evidenciamos isso quando não fazemos por merecer (pois é precisamente isso que afasta as pessoas do conhecimento do Rei e de seu reinado), mas vivendo a vida em humildade (pobreza) de espírito, conscientes de nós mesmos e debaixo de sua Graça!

O primeiro Amor que amou primeiro...

By : Kadu
reflexão baseada nos seguintes trechos: Apocalipse 2:1-7; Lucas 10; 1 João 4; Mateus 7:21-23; Lucas 2:41-50.


Tenho visto a crise que vivemos em nosso cristianismo atual. É tanta vaidade, tanto "achismo", tanto despreparo, tanto "tiro no escuro" (pelos muitos trabalhos, obras, eventos e agendas lotadas), porém o resultado real e duradouro não surge.
E não digo isso de gente desinteressada, que não busca relevância, mas de gente que de certo modo busca fazer alguma coisa, algum tipo de diferença. O que acontece é que em algum momento aconteceu a grande queda que reverteu todo bom trabalho, toda boa motivação em algo estranho ao próprio Cristo, mesmo fazendo tudo "em seu nome".
Quando a igreja de Éfeso é alertada, em Apocalipse, sobre algo que deveria ouvir do Espírito, o fato é exatamente esse. Jesus diz praquela igreja que a conhece, que sabe do trabalho árduo dela, sabe de como ela sempre resistiu à mentira e aos mentirosos. Imagina só, isso é um elogio e tanto. Hoje tomamos por certo tudo o que fazemos quando recebemos elogios como esses. Se você, seu ministério ou sua igreja recebesse uma mensagem dessa do próprio Cristo, como ficaria seu coração?
Creio que muitas igrejas e ministérios hoje tem ouvido essa parte da mensagem do Espírito e tomado para si, porém ignorando o que o Espírito continuou dizendo para os efésios, com muita graça: "tenho, porém, contra ti..."!
A pergunta é se nós hoje estamos dispostos a ir um pouco além e ouvir o "porém" do Espírito. E não só ouvir, mas atentar pra isso.
Quando Cristo envia os setenta discípulos pra irem falar sobre as boas novas, Ele os enche de autoridade pra isso. E quando voltam, passam um relatório animador, cheio de vitórias, fruto de seus trabalhos árduos, em nome de Jesus. Eles dizem que até mesmo os demônios se submetem a eles no nome de Cristo..., isso é fantástico. Talvez uma marca da aprovação do ministério e trabalho deles. Porém, o que Cristo diz ali, soa como o que Ele diria mais tarde, para a igreja de Éfeso: "eu sei de tudo isso meus queridos, eu via satanás caindo do céu como um relâmpago..., eu mesmo dei essa autoridade pra vocês..., eu sei do que são capazes em meu nome..., PORÉM, não deve ser esse o motivo da alegria e do contentamento de vocês. Se alegrem porque o nome de vocês está escrito nos céus. Se alegrem não por algo que vocês estão fazendo, mas por algo que EU JÁ FIZ por vocês".
Creio que a raiz da grande maioria das crises que passamos atualmente tem a ver com esse fato que Cristo quer nos alertar: não se trata de nós, mas de Deus!
Não se trata de nossa autoridade, de nosso trabalho, de nossas grandes ou pequenas obras. Não se trata de nossas responsabilidades assumidas, de nossas renúncias, de nossas ofertas de amor. Não se trata de nosso jejum, de nossa oração, de nossa devoção, de nosso louvor, de nosso choro ou riso. Não se trata de nossas viagens missionárias, de nosso esforço, de nosso suor, de nosso trabalho árduo. Não se trata de nossa resistência aos homens maus e mentirosos. Não se trata de nós..., se trata de Deus!
À igreja de Éfeso, Jesus disse que apesar de todo o trabalho, de reconhecer o esforço daquela comunidade, eles haviam esquecido de algo essencial: o primeiro amor. O recado é claro: volta! Lembra de onde foi que caiu, de quando foi que o trabalho deixou de ser resultado do amor de Deus, que nos amou primeiro...
Até mesmo nosso amor por Cristo, não se trata de nós..., porque Ele nos amou primeiro! E nós só o amamos porque Ele nos amou primeiro!
Outro texto que me lembro aqui é de quando os pais de Jesus o esqueceram em Jerusalém. Pensa comigo, como é possível alguém esquecer o próprio Cristo numa viagem. Ainda mais ele sendo uma criança ainda..., ainda mais eles sendo seus pais! A resposta que mais se encaixa ali é que seus pais estava tão acostumados com sua presença, com caminhar com Jesus que acabaram por não dar a devida importância a sua presença com eles..., pelo costume, por aquilo que era normal, continuaram a caminhada e Jesus os acompanharia. Nem perceberam que Jesus havia ficado lá.
Assim somos nós com nossos trabalhos, nossas boas obras, nossos ministérios. Acabamos por "esquecer" o primeiro amor pelo costume, pela normalidade da vida na caminhada cristã. Quando deixamos de lado a novidade de vida, dia após dia, de se andar com Cristo, podemos estar fazendo o trabalho de Cristo sem Cristo. Quando deixamos de lado aquilo que tínhamos quando nos apaixonamos por Cristo, quando compreendemos sua paixão por nós e recebemos seu amor para depois o amarmos e assim ver as obras como resultado disso, acabamos por esquecer Jesus e continuar a "caminhada cristã".
Porém...
Temos que voltar...
E a crise está aí. A grande maioria ou não quer voltar, ou não reconheceu ainda estar caminhando sem o Caminho.
O problema da volta é que deve haver o reconhecimento, a confissão, o arrependimento. Os pais de Jesus tiveram que viajar de volta e procurar por 3 dias pra chegar até ele. Quando o encontraram ainda tomaram uma boa bronca, ali não do filho deles, mas do Filho do Pai que nele estava. Isso dói, ainda que seja amor, não é fácil.
Já o problema daqueles que ainda nem reconheceram caminhar com Cristo..., bom, pode ser que cheguem no momento de estarem diante de Cristo e ouvirem um "não os conheço", apesar de dizerem: "mas em teu nome expulsamos demônios e fizemos sinais e maravilhas". Que seus ouvidos sejam abertos antes, pra ouvirem o que o Espírito tem a dizer.
O bom é que quando reconhecemos isso, que não se trata de nós mas de Deus, muito dessa crise é superada. Já não vamos mais aos cultos por nós mesmos, por nossa vaidade, nosso egoísmo. Já não buscamos com toda nossa força recebermos bençãos e mais bençãos. Já não corremos atrás dos milagres. Já não desejamos tanto assim as mãos que cumprem as promessas feitas a "mim". Já não cantamos 80% das músicas gospel nacionais. Já não investimos nosso dinheiro em coisas que passam ou que tem tanta importância quanto um ar-condicionado ou um banco acolchoado. Já não ficamos em crise quando o pastor não nos visita 5 vezes por semana. Não culpamos Deus por não conseguirmos um emprego, uma cura ou qualquer coisa. Não manipulamos pessoas para nosso benefício pessoal. Não seremos tão paternalistas e ditadores em nossa liderança. As agendas ministeriais não tomarão conta de tudo, deixando em segundo plano o que é mais importante, como a família por exemplo. Não nos vangloriaremos de resultados numéricos. Não disputaremos membros com outros ministérios. Na verdade, nem mesmo fecharíamos paredes e portas pra delimitarmos nosso território ministerial ou eclesiástico.

E aí, o resultado é o amor. O primeiro amor. O Amor que vem primeiro! O amor que resulta em trabalho. Um trabalho totalmente altruísta, em forma de serviço, em benefício do Reino do Rei de Amor. Porque, de fato, já não se trata de nós, mas única e exclusivamente de Deus!

Cruz, sofrimento e espiritualidade

By : Kadu
“...Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios.” (1Co 1.23).

Vivemos numa sociedade que abomina a realidade do sofrimento. Por todos os meios tenta negar a sua existência. Muitos são os meios empregados, desde a alienação das drogas lícitas e ilícitas, às técnicas psicológicas e às indústrias do cosmético e entretenimento. Também religiões tradicionais falam do absurdo do sofrimento como uma contradição da existência humana em face de seu propósito em ser feliz. 

A cultura contemporânea acusa o Cristianismo de ter glorificado o sofrimento, dizem que não faz bem para a alma ser confrontada, por meio da cruz, com os lados desagradáveis da vida. Por isso, infelizmente, no contexto cristão, ou pelo menos, que se faz passar por cristão, não poucas expressões eclesiásticas também anatematizam o sofrimento e a imagem da cruz. Reputam o sofrimento sempre como uma ação demoníaca, ou na maioria das vezes, oprimem os fieis reputando à falta de fé e de obediência à Deus o sofrimento experimentado. Claro, os demônios tem poder limitado e limitada liberdade para impingir certos tipos de sofrimentos. A incredulidade e a desobediência também trazem consigo os sofrimentos que lhes são próprios. Mas, o fato é que, o sofrimento faz parte da contingência humana. 

Todos seremos acometidos pelo “absurdo” do sofrimento, da contradição unilateral dos elementos desta existência que escapam à nossa vontade ou controle. Se o sofrimento fosse apenas uma simples questão de falta de fé ou desobediência, o que teríamos a dizer de Paulo, Estêvão, Pedro e todos os mártires que regaram o chão da Igreja com o seu sangue? 

Precisamos redescobrir a espiritualidade da cruz como linguagem para entender e integrar o sofrimento como parte essencial na formação de nosso caráter, mas também como marca de genuinidade de nossa fé vivida na contramão dos valores e das medidas deste mundo. Os cristãos antigos perguntavam menos pela razão do sofrimento. Para eles, fazia parte de sua existência no mundo. Mas eles viam na cruz uma ajuda para passar pelo sofrimento sem perecer. A cruz os fortalecia e lhes dava a esperança de que não haveria sofrimento definitivo. 

Ainda que a cruz termine na morte, ela aponta para a ressurreição, para a transformação do pior sofrimento possível em nova vida, em vida indestrutível. Assim entendemos que o sofrimento entendido na perspectiva da cruz de Cristo é a realidade que cruza e contraria diariamente nosso caminho e nossa vida para quebrar as ideias erradas que construímos em relação a nós mesmos, corroborando assim para a nossa maior identificação com Cristo. É aquela nova criação para a qual valem outras medidas, que não as de uma existência puramente mundana, que precisa se orientar pelas leis desumanas deste mundo caído. 

O mundo, com suas medidas e seus parâmetros de desempenho, reconhecimento e felicidade, já não tem poder sobre nós. O sofrimento recebido na sabedoria da cruz é um sinal da graça de Deus e um protesto contra as nossas tentativas de redimir-nos a nós mesmos e de comprar a nossa salvação com o desempenho próprio. O sofrimento nos coloca em nosso lugar: criaturas incapazes que dependem da Graça de Deus. Se não fossem as contradições da vida e se tudo fosse só sucesso, facilmente nos idolatraríamos a nós mesmos, como tantos fazem por aí, como “Narcisos” incensando a própria vaidade. 

Por mais absurdo que possa soar aos nossos ouvidos aburguesados, a espiritualidade da cruz é a chave para a verdadeira vida. Longe de nós desejarmos o sofrimento, ou atraí-lo, ou produzi-lo gratuitamente (isto seria uma blasfêmia e negaria a própria verdade e utilidade da cruz no gracioso plano redentor do Pai). Mas longe de nós também negar ou não acolher a realidade do sofrimento, categorizando-o como absurdo. 

Aprendamos dos antigos cristãos: 

“Teu Senhor não foi pregado no poste da cruz? Tu deves imitar o teu Senhor! Se amas teu Senhor, então morre a mesma morte que ele e faze o caminho do apóstolo: ‘O mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo.’ (Gl 6.4). Por mundo entenda: elogio humano, poder e sucesso exterior, fama, riqueza, luxúria, bebedices e glutonerias, fofocas e maledicências...Crucifica-te para estas coisas” (João Crisóstomo). 

“E, assim, quando sofrer, que seja por fazer o bem, ou, para te fazer bem” (Tertuliano). 

Não existe Cristo sem crucificação. Não existe cristão sem Cruz!

Nos laços da cruz gloriosa,

_______
Rev. Luiz Fernando dos Santos é pastor-mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP). 
Texto originalmente publicado no site da Ultimato (http://www.ultimato.com.br/conteudo/cruz-sofrimento-e-espiritualidade?__akacao=1540896&__akcnt=67e99683&__akvkey=8e4d&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter+%DAltimas+164+-+13%2F08%2F2013)

Informativo Tour of Hope Japão

By : Kadu
Olá povo!
Segue aí o primeiro vídeo informativo de nossa viagem.

Vou escrever rápido porque teremos mais vídeos informativos e temos muitas fotos e informações no facebook através da página Conexão Voluntários em Campo.
A viagem realmente foi cansativa porém chegamos bem, com segurança. Aliado ao fuso horário, nosso corpo e nossa mente pareciam não funcionar direito nos 2 primeiros dias, mas já estamos melhor, graças a Deus.
Temos trabalhado bastante utilizando o futebol como ferramenta, já que essa é realmente a proposta principal desse projeto. Além disso temos sido apoiados e temos apoiado uma equipe de 20 americanos aqui.
Estamos agora em Yamamoto e já fizemos algumas clínicas de futebol e alguns amistosos, e outra parte de nosso grupo está em outra cidade fazendo outros trabalhos com crianças e adolescentes e servindo a igreja local.
No final da viagem terei tempo de passar informações mais detalhadas e falar sobre tudo o que Deus está fazendo não apenas na vida dos japoneses e americanos, mas na nossa, sobretudo na minha..., tem sido impactante demais!
Continuem orando por mim, por nosso grupo e por nossa viagem. Se quiser receber o boletim de oração oficial me deixe uma mensagem aqui nos comentários com seu email.
Grande abraço!!
神の祝福がありますように!

Assuma sua responsabilidade pelo Brasil!!

By : Kadu
 

"Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou e dizia: Ah! Se conheceras por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos. Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco; e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação.
Depois, entrando no templo, expulsou os que ali vendiam, dizendo-lhes: Está escrito:
A minha casa será casa de oração.
Mas vós a transformastes em covil de salteadores.
Diariamente, Jesus ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas e os maiorais do povo procuravam eliminá-lo; contudo, não atinavam em como fazê-lo, porque todo o povo, ao ouvi-lo, ficava dominado por ele." Lucas 19:41-48

Creio que nosso país tem vivido a algum tempo cercado de trincheiras inimigas, com o cerco completamente apertado de todos os lados, arrasando conosco e com nossos filhos. Realmente, se pensarmos em termos de divisão de áreas (saúde, governo, economia, família,etc...) não tem ficado pedra sobre pedra em nossa nação. Estamos arrasados em quase todos os índices indicativos, mas estes são maquiados com uma linda máscara de belos estádios, belos eventos e espetáculos, belas paisagens em nossas praias passando nas novelas da Globo...
Como Jesus olhando para Jerusalém, quando olhamos para nosso Brasil dá vontade de chorar..., e devemos chorar mesmo! Creio que esse choro é o que estamos vendo acontecer Brasil afora! O choro, o grito, o lamento..., o protesto! Protestamos porque choramos quando olhamos para os tais índices..., choramos enquanto a saúde agoniza na maior parte do Brasil. Choramos enquanto nosso governo, que se diz "dos trabalhadores", do "povo", que anos atrás também chorou ao ver o Brasil e saiu a protestar, agora enche o bolso de dinheiro e celebra, com direito a champanhe e caviar, o fato de o "povo", os "companheiros trabalhadores", "os revolucionários", terem assumido o poder! Ah, que bom, o poder! Agora o poder é do "povo"! Ah...
Mas pra que é que queriam o poder mesmo? Pra tê-lo! E só! Agora é que se põe a prova o que se reivindicou nas ruas, de cara pintada, tomando borrachada. E qual o resultado da prova? "Ih, dá zero pra eles!!! "
Meus queridos, não adianta só chorar e lamentar sobre Jerusalém. Nem adianta somente expulsar os vendilhões do templo, o covil de salteadores em que o Brasil se transformou. Brasilzão, não adianta só fazer passeata, levantar bandeiras, pintar a cara, ter gritos de ordem, cantar no teto de Brasília, fechar a Paulista, interromper a grande Copa..., se depois de tudo isso apenas, como resultado, sobrar um monte de lixo nas ruas, fogo nos pneus, vidraças quebradas, ficha suja pelas detenções, olhos cegos pelas balas de borracha, marcas de cacetete nas pernas.
Temos que, depois de expulsar os vendilhões, assumir o templo, ensinando o povo como se deve fazer direito o que estamos vendo ser feito errado! Jesus viu Jerusalém e lamentou porque não quiseram  reconhecer a visitação dEle. Chorou porque não entenderam o que significava a Vida vindo até eles. E chorou..., mas Ele viu o que estava sendo feito de errado e batalhou na prática pra que isso fosse denunciado e essa galera fosse extirpada dali. Mas, muito além disso, Ele arregaçou as mangas e sofreu no seu próprio corpo as consequências de se trabalhar pela melhora. Ele ensinou o povo como é que deveria ser feito. Ele saiu depois pelas ruas e não deixou apenas um monte de lixo nas ruas, fogo nos pneus, vidraças quebradas, ficha suja pelas detenções, olhos cegos pelas balas de borracha, marcas de cacetete nas pernas, mas sim uma marca relevante de como é que deve ser feito pra que as coisas mudem.
E me preocupo, não com o que está sendo feito, mas com a responsabilidade que o povo tá ousando reivindicar sobre si. Temos realmente noção do que estamos reivindicando? Será que depois que a poeira baixar vamos arregaçar as mangas e fazer diferente? Será que essa geração que hoje se levanta, e que estava "adormecida" mas, como "gigantes pela própria natureza" acordaram, vai fazer alguma coisa na prática pra mudar tudo o que está errado? Ou vai expulsar todo mundo do templo e deixar o templo vazio?
Já mencionei isso no facebook, mas escrevo de novo: Ir pra rua, gritar, pegar bandeira na mão, pintar o rosto, colocar máscara e até enfrentar bala, bomba e cacetete é até fácil..., quero ver é doar seu dinheiro, seu tempo, seu trabalho pra que alguém realmente à margem da sociedade tenha alguma dignidade!! Quer protestar, faz direito..., vai pra rua sim, pra ajudar um mendigo, um viciado em crack, uma prostituta, um menino de rua..., aí é que quero ver!! Não se iludam, quem hoje tá no poder te explorando ontem tava na mesma rua que você, gritando mais que você, apanhando ainda mais que você..., agora que tem o poder de fazer alguma mudança só curte com nossa cara! Mudar as realidades não é questão de gritar mais alto ou estar aqui ou ali reivindicando alguma coisa..., se trata muito mais de ser a mudança! Ser resposta a esse protesto quem quer? Vai estudar, ralar, trabalhar, ser político, ser empresário e faz diferente!!!
Sou contra os protestos? Não! Sou contra ir pras ruas? Não! Sou contra o vandalismo? Claro que sim! Sou contra o partidarismo político por trás dos protestos? Totalmente sim! Sou contra parar tudo pra que todo mundo dê atenção ao que se está sendo reivindicado? Não!
Entendo que tem muita gente realmente despertando e que esses tempos vão marcar o restante da vida destes, que depois de tudo vão ralar pra fazer diferença, mas temo que sejam a grande minoria e que daqui algum tempo a poeira realmente baixe e a maioria esmague essa minoria de novo e tudo volta ao "(a)normal", apenas com líderes diferentes, partidos diferentes no poder.
Pense comigo: não podemos transferir os problemas e a culpa aos partidos políticos, ou aos líderes, como se nós fôssemos os coitadinhos sofredores da exploração. Quando você joga seu chiclete ou sua bituca de cigarro no chão (deve ter um monte disso no final dos protestos), quando você depreda ou picha estabelecimentos públicos ou privados, quando você estaciona em fila dupla ou na vaga de deficientes e idosos, quando você fura fila no banco, quando você se "beneficia" pelo troco errado na padaria ou no mercado, quando você não recicla seu lixo, quando você dá um "cafezinho" pro policial não te multar (ou quando aceita o "cafezinho"), quando você manipula informações pra vender mais, quando você mente pra conseguir seu emprego, quando você sonega seu imposto comprando ou vendendo sem nota fiscal, quando aceita uma "ajudinha" em troca de voto, quando não doa seu dinheiro pra quem tem necessidade, quando passa a perna no seu amigo pra conseguir a vaga dele, quando dirige embriagado depois de "celebrar" o melhor protesto que já foi na vida, sua desonestidade e desconfiança, sua inveja com o seu colega ou vizinho, enfim( poderia ficar o dia todo descrevendo ações simples que você e eu temos o costume de fazer) quando é conivente ou realiza qualquer uma dessas ações você está sendo exatamente o alvo do seu próprio protesto. Assuma suas culpas, mude suas próprias atitudes e sim, proteste nas ruas, tire quem tá no poder!!
Mas depois, assuma você o poder, com atitudes diferentes! Como já escrevi acima, expulsar os vendilhões pra deixar o templo vazio não adianta nada! Porque, como bem "profetizou" o filme tropa de elite, quando cai um corrupto, logo tem outro pra assumir o lugar. Saturemos pois o Brasil de não-corruptos pra que quando o último corrupto cair não haja mais nenhum pra assumir o poder..., e isso começa de mim e de você!
Por fim, uma história real contada por uma pessoa que com certeza estaria aí nas ruas protestando (se fosse daqui!) mas que trabalhou e ainda trabalha não só pra conscientizar e ensinar as pessoas que é possível ter uma nação melhor, transformada, mas pra que ele mesmo seja essa transformação, o indiano Vishal Mangalwadi, reformador social, colunista político, escritor e palestrante. Ele nos faz pensar em nosso Brasil atual e nossas reivindicações, nossas responsabilidades perante elas.
Ele conta essa história depois de ouvir de um indiano, que mal falava inglês, que era possível ser empresário de sucesso na Inglaterra. Quando Vishal pergunta como isso é possível, este indiano, sr. Singh, lhe responde: "Porque lá todos confiam em você." E segue-se a história:
"Poucos meses depois, Ruth e eu estávamos na Holanda falando em uma conferência anual de uma das maiores instituições de caridade daquele país. Em uma das tardes, nosso anfitrião, o Dr. Jan van Barneveld, disse-me: "Venha, vamos buscar leite." Nós dois fomos até a fazenda de gado leiteiro cruzando a bela paisagem holandesa, com lindas árvores. Eu nunca tinha visto tanto leite! Havia uma centena de vacas, porém não havia funcionários no local, e tudo parecia incrivelmente limpo e organizado. Na Índia nós tínhamos uma pequena fábrica de laticínios, mas contávamos com dois funcionários e o local era sujo e malcheiroso.
O contraste chamou minha atenção, porque na região onde eu morava, pelo menos 75% das mulheres gastavam por volta de uma a duas horas recolhendo esterco com suas próprias mãos, depois colocavam tudo em cestos, que então carregavam sobre suas cabeças até seus quintais onde, mais tarde, transformariam o esterco em combustível para cozinhar.
A fábrica de laticínios holandesa, que visitei, me surpreendeu porque ninguém estava lá para ordenhar as vacas. Eu nunca tinha ouvido falar de máquina que ordenhassem vacas e despejassem o leite em um enorme tanque. Entramos na sala do leite e ninguém estava lá para vender o leite. Eu esperava que Jan tocasse um sino, mas ele apenas entrou, abriu a torneira, colocou sua jarra e a encheu. Então ele foi até um peitoril, baixou um pote cheio de dinheiro, tirou sua carteira, colocou vinte moedas de florim holandês, pegou o troco, guardou em seu bolso, devolveu o pote ao seu lugar, pegou a jarra e começou a andar. Eu estava atordoado!
"Cara", eu lhe disse: "se você fosse um indiano, você pegaria o leite e o dinheiro." Jan riu.
(...)
De volta à Holanda, naquele momento de riso, eu então compreendi o que o sr. Singh estava tentando me explicar no avião para Londres. Se eu saísse com o leite e o dinheiro, o proprietário do leite teria que contratar uma vendedora. Quem pagaria por ela? Eu, o consumidor!
No entanto, se os consumidores são desonestos, porque o fornecedor seria honesto? Ele provavelmente acrescentaria água ao leite para aumentar o volume. Sendo um ativista, eu protestaria que o leite foi adulterado, e o governo teria de contratar inspetores de leite. Mas quem pagaria pelos inspetores? Eu, o contribuinte!
Se o consumidor e o fornecedor são desonestos, porque é que os inspetores seriam honestos? Eles seria subornados pelos fornecedores. Se não recebessem suborno, eles usariam uma lei ou outra para se certificar de que a venda ficaria atrasada o suficiente para fazer coalhar o leite não refrigerado. Quem pagaria pelo suborno? Inicialmente, o fornecedor, mas eventualmente o consumidor.
Até então, eu teria pagado o leite, a vendedora, a água, o inspetor e o suborno, e não teria dinheiro suficiente para comprar chocolate para adicionar ao leite. E sem chocolate, meus filhos não gostam de leite. Consequentemente eles não seriam tão fortes como as crianças holandesas!
Depois de pagar por todas essas coisas, a chance de sobrar algum dinheiro para levar meus filhos ao cinema sábado à noite e comprar sorvete pra eles, se resumiria a zero. A pessoa que faz e vende sorvete aumenta muito o valor do leite, enquanto a vendedora, a água, os fiscais e o suborno não aumentam em nada seu valor. Ao pagar por tudo isso simplesmente contribuo com o meu pecado: a minha propensão em cobiçar e roubar o dinheiro e o leite do meu vizinho. O alto preço do pecado impede que sobre dinheiro para o sorvete. Minha cultura de desconfiança e desonestidade rouba-me o dinheiro que poderia ser usado para proporcionar uma vida melhor para os meus filhos e emprego produtivo para os meus vizinhos.
A visita àquela fazenda me ajudou a entender porque um pequeno país como a Holanda é capaz de doar dinheiro a uma nação muito maior, como a Índia. Também me ajudou a entender o que meu colega passageiro, um empresário semi analfabeto, estava me explicando. Ele poderia dizer o que os especialistas econômicos evitam discutir: que a integridade moral é um grande fator por trás do sucesso sócio-econômico/sócio-político do Ocidente." (Verdade e Transformação, Publicações Transforma, Vishal Mangalwadi, págs. 25-27) Compre o livro!!



Uma palavrinha para servos e conservos

By : Kadu

"Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Verdadeiramente, vos digo que lhe confiará todos os seus bens."
Lucas 12:42-44


Quem é, pois, esse tal mordomo fiel?? Quem? Onde ele está, ou onde eles estão?
Não é que não existam, mas onde estão?
É óbvio que muitos estão por aí, sem serem vistos e/ou reconhecidos, sempre fiéis, sempre mordomos de todos os bens que Deus tem confiado a eles. Esses movimentam diversas frentes que tem feito a diferença mundo afora. Muitos desses tem alimentado o faminto, que busca mais do que um "Deus te abençoe, Jesus te ama", mais que línguas estranhas, profecias, mais do que literaturas e panfletos ou coisas parecidas. Outros tem servido de calor praqueles que estão com frio nesse começo de inverno..., e como tem feito frio! Outros mantém diversos projetos sociais que alimentam, abençoam, educam, tratam, dão carinho, direcionam profissionalmente tantas e tantas pessoas que talvez não teriam tanta opção se dependessem do governo, por exemplo. Projetos sociais que estão cheios de outros mordomos fiéis, estes do seu precioso tempo, se doando de maneira voluntária pra que outros possam, sorrir..., ou como diria a canção: "pra que outros possam viver, vale a pena morrer" - muitos tem "morrido" para seus próprios sonhos individuais, vendo o orgulho e o egoísmo sendo enterrados, pra que um sorriso apareça no rosto de um outro alguém. Alguns desses mordomos fiéis tem feito isso e recebido em troca xingamentos, processos, dúvidas, tapas na cara, desencorajamento..., mas sustento financeiro não!
E é nesse ponto que o texto de Lucas mais me faz pensar. Alguns mordomos, servos de Deus, talvez não sejam encontrados fiéis diante de Deus, e isso faz com que outros mordomos, os conservos ali do texto, não consigam trabalhar com 100% do que podem. Esses conservos estão (ou deveriam estar!) debaixo do cuidado dos servos bons e fiéis, mordomos prudentes..., será?
Muitos bons e grandes projetos e trabalhos sociais e de missões tem sido enterrados, porque não se consegue mais achar servos bons, fiéis e prudentes, mordomos de tudo o que Deus tem dado pra eles. Continuam se enchendo de riquezas, crendo que a vida de um homem consiste na abundância de bens que possui..., mas de tão enganados que estão, já se tornaram cegos e insensíveis! (conf. Lucas 12:15) E os conservos, lutam e lutam pra se manterem vivos, e além de tudo, manter outros também vivos através de sua atuação, seus projetos de vida, seus trabalhos sociais e/ou atuação missionária. E fazem isso quase sempre com a pergunta:" onde estarão os servos de Deus que, como mordomos, nos darão sustento no tempo certo? Onde???"
Aqueles que foram encontrados fiéis podem testemunhar aqui o quanto Deus tem confiado ainda mais em suas mãos. Mas, é claro, não vão fazer isso! Porque preferem o anonimato, já que sabem que não se trata deles, mas do Deus que os confiou Seus bens e Seus conservos.
Ainda continuo com a pergunta: onde estão os mordomos fiéis e prudentes?
Fato é que existem muitos projetos e sonhos que ainda nem saíram do papel por conta da falta de entendimento de muitos que são chamados para serem estes mordomos. Fato é que muitos projetos e sonhos que já saíram do papel estão quase voltando para esse mesmo papel, porque até acharam mordomos, mas que não se mantiveram fiéis, porque não foram prudentes e se deixaram enganar pelas vaidades da vida, pela ansiedade do que comer e beber e vestir amanhã. E assim, enchemos nossos potes de ouro, que sutilmente eu vou passar a chamar as igrejas a partir de hoje, e mantemos nosso ouro ali, nossa fidelidade ali, dentro das nossas denominações, liturgias, doutrinas, placas, quatro paredes, etc., enriquecendo "pastores", "bispos", "apóstolos", "missionários televisivos" e "ungidos do senhor", enquanto os conservos se viram lá fora, ou morrem junto com seus projetos de vida.
Pior, hoje se acumulam as funções de mordomos e conservos na mesma pessoa. Excesso? Claro que sim! Mas estes tem se mantido fiéis e se desdobrado nesse excesso pra manter a "coisa" toda funcionando. Glória a Deus por esses!! Sem nome, sem rosto, sem status, sem ouro..., mas sendo encontrados assim, tem ao menos tido a honra de permanecerem felizes, bem aventurados que são! A estes digo que, quando o Senhor voltar e os encontrar fazendo assim, "verdadeiramente, vos digo que lhe confiará todos os seus bens". (Lucas 12:44)
Ainda continua a questão: quem são estes mordomos fiéis, os quais Deus quer confiar conservos, que serão sustentados no tempo certo por estes mordomos daquilo que Deus tem dado? Você sequer pensou alguma vez que Deus pode ter te chamado exclusivamente pra isso? Será que não é por isso que você prospera onde está, recebe acima da média, está em alta em sua profissão e as coisas parecem dar muito certo pra você? Ao invés de pensar que é por seu próprio esforço, sua inteligência, seu charme e beleza, que tem conseguido o que conseguiu, você não deveria pensar como mordomo, como alguém que tem recebido isso das mãos do Senhor pra ser sustentador, repartidor, mordomo mesmo, de outros, dos conservos?
Outra coisa que tenho pra dizer, se você se encaixa nisso: "...àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido, e àquele a que muito se confia, muito mais lhe pedirão." (Lucas 12:48b)

Pense nisso mordomo: Deus confia em você, por isso você tem em abundância. Procure agora saber quem são os conservos que Deus confiou a você pra dar o sustento necessário, no tempo devido. Seja assim participante do que Deus tem feito no mundo pra transformar, resgatar e reconciliar consigo mesmo todas as coisas! (conf. Colossenses 1:20)

Loucuras da vida real...

By : Kadu

"...porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui."

Não, isso não é verdade!
A vida consiste sim naquilo que possuímos, nos bens que guardamos, que por tanto tempo lutamos por conquistar. São tantos anos de estudo, imagina só..., no mínimo uns 15 anos. Tantas coisas que abdicamos nesse tempo, tantas saídas com os amigos que deixamos de fazer, tantos presentes que deixamos de comprar, tantas vezes que negamos a nós mesmos..., pra chegar nesse tempo em que conquistamos e prosseguimos em conquistar tantas boas coisas, pra termos boa vida, necessidades supridas, etc...
Afinal a posição que ocupo hoje foi conquistada com luta, e muito tem a ver com o que possuo. O que possuo me deu condição de lutar, estudar, crescer na vida.
Eu diria que não, isso que está escrito em Lucas não está certo. Tenho certeza que Jesus não tava falando sério nesse momento. Ou então o autor, Lucas, quis incluir alguma coisa de si mesmo e escreveu isso. Ou ainda, o que Jesus falou foi praquele momento específico, praquela época, não se aplicando mais a nós hoje.
Pensa comigo: o que aprendemos nas escolas desde pequeninos? Somos ensinados a sermos o quê? Os estudos estão direcionados pra formarem os melhores trabalhadores em cada área, pra que possam ter mais condições financeiras e assim possam consumir mais e melhor pra si mesmos, fazendo com que a roda da economia gire e todo o país possa crescer. Olha só, contribuímos para que o país cresça dessa maneira..., desenvolvimento integral das nações, isso é missão integral, não é?
O que nossos pais, tios, avôs, pastores e líderes mais nos falam desde pequenos? "Você quer ser alguém na vida? Vai estudar, vai trabalhar!", "Você quer ser pedreiro quando crescer? É isso que você pensa da vida?". Isso e muitas outras coisas semelhantes não é mesmo?
Quando crescemos um pouco mais, o que nossas faculdades ensinam? E o que nossos primeiros trabalhos nos mostram? Será que devemos ficar contentes em sermos apenas estagiários? Naquelas entrevistas de emprego, quando perguntam sobre se é isso que gostamos de fazer o que respondemos?
Nessa fase é onde inventamos uma e outra história, aumentamos um pouquinho, omitimos outro tanto, mas tudo por uma boa causa, pra sermos "alguém na vida". Assim, nosso senso de competitividade nos diz que devemos passar sempre na frente dos outros, afinal, só um ganha a vaga, só um chega lá..., as estatísticas daqueles que se "dão bem" na vida, que "são alguém" (medidos, é óbvio, por aquilo que possuem e demonstram possuir!) são tão contrárias a nós quanto jogar na loteria. Bom, jogar na loteria é pecado, porque afinal, só um ganha e outros tantos perdem. Vixe, mas não é isso que acontece nas disputas por cargos e salários? Bom, falamos disso em outra hora...
O que importa mesmo é lá na igreja, naquele programa que o pastor "benção" fala lá na TV. Poxa, lá eles tem me dito que eu vou crescer, que vou prosperar, que aquele emprego que tanto sonhei eu vou conquistar, que aquela casa e aquele carro vão ser meus. Até mesmo coisas supérfluas como aquela viagem dos meus sonhos eu vou conquistar. E eu tenho feito o mesmo que faço na minha vida toda: batalhado por isso, corrido atrás do meu milagre com afinco. Sou extremamente zeloso, vou em todas os cultos, todos os acampamentos, todas as vigílias que posso (porque tem algumas que atrapalham meu precioso sono que preciso pra produzir melhor na empresa, afinal, tá cheio de gente querendo puxar meu tapete lá!). Eu sou dizimista fiel, participo das campanhas, dou ofertas para a igreja e para os ungidos de Deus, oro e jejuo, leio a bíblia quando dá (apesar de não entender um monte de coisas lá!). E se vejo um irmão que vai no culto mais que eu, logo vou ainda mais, faço mais força, porque ninguém pode ser melhor que eu ali, mais crente que eu. É isso que aprendi desde pequenino, na escolinha. Lembro até das minhas escolas dominicais e das EBF´s (escolas bíblicas de férias) que participei..., tantas gincanas e aquelas estrelinhas que ganhávamos por cada versículo decorado, cada vez que trazia a bíblia, cada resposta certa, cada vez que levantava a mão antes de todo mundo pra orar..., eu era o melhor, graças a Deus! Todo final de ano tava lá, como o cantor principal da cantata de natal, porque sempre me destaquei nas classinhas, orgulho da mamãe e do papai!
Agora, cheguei na idade adulta e possuo bastante coisa, graças a Deus. Minha família vive bem, temos nossa casinha aqui, nossa casinha na praia. Conseguimos um carrinho pra cada um daqui.Por necessidade, é claro, afinal, cada um trabalha em um lugar diferente e não dá pra todo mundo ir num carro só! Ônibus? Isso é para os perdedores, pra quem não tem fé em Deus, praqueles que não lutaram o bastante como eu, porque carro e moto tá tão barato hoje em dia que só quem não se esforça que não consegue um! Todas as nossas contas são pagas em dia, porque não podemos perder nossa reputação como devedores..., isso seria um mau testemunho! Posso me aposentar cedo e curtir a vida..., fazer a tão sonhada viagem que o pastor falava na TV e lá na igreja também. Poxa, meus filhos só puderam conhecer a Disney, mas ainda não viram nada do que é cultura ali na Europa por exemplo! Esse ano, logo que me aposentar vou começar as viagens por lá, pra mostrar um pouco de cultura pra eles, afinal, isso enriquece o currículo e eles saltam na frente dos outros mais uma vez na busca por uma boa posição nos empregos.
Ah, quanto àquele versículo de Lucas, a prova de que ele não foi escrito inspirado por Deus, ou mesmo não é para nossos dias, só serviu praquele tempo, é minha vida: sou crente, tenho cargo na igreja, dizimista fiel, faço o bem, toda minha família frequenta a igreja, e por isso tenho muitos bens, possuo tudo aquilo que é necessário pra viver bem e tranquilo, e assim tenho total condição e também moral pra falar de qualquer coisa, pra dar qualquer testemunho e mostrar o quanto Deus é fiel! Além disso, como já mencionei, contribuí para a missão integral ao fazer a economia crescer e colocar meus filho nesse mesmo bom caminho!

Só não entendo porque essa noite tive um sonho onde um anjo vinha da parte de Deus e falava pra mim: Lucas 12:20 e 21, LUCAS 12:20 e 21..., evangelho de Lucas , capítulo 12, versículos 20 e 21..., devo estar ficando louco ouvindo vozes, hehehehehehe!!!




História baseada em vários fatos e histórias que vi e ouvi nesses últimos anos, de diversas pessoas em culturas diferentes. Infelizmente, é bem real!

Importância do ensino nas igrejas

By : Kadu

II Timóteo 3:16-17
16 - Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;
17 - Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

Na minha cabeça sempre ficou a pergunta: "Porque o povo não se envolve?", e essa pergunta sempre relacionada com coisas "pra fora", trabalhos de evangelismo, de ação social, missões, etc. É claro, porque se envolver com ministério de destaque dentro da igreja, que aparecem em todos os cultos, que trazem certo status tem até fila pra participação.
Outra questão também sempre foi o porque de tanta gente querer um "auê", um show, uma música assim, uma dança "assado", mas quando o culto parte para o lado do ensino, da valorização de princípios e valores que levam diretamente a uma prática coerente, aí o povo acha um argumento, uma crítica, uma desvalorização de tudo..., é assim, infelizmente é assim.
Nessa, são poucos os líderes de igreja que buscam focar na questão do ensino. Afinal, o número de seguidores pode diminuir consideravelmente se não houver "alimento" pra quem não gosta de ensino. 
Tenho que aplaudir um culto como esse último que participei, e uma liderança corajosa e compromissada com Deus e com Seu ensino. Isso porque utilizar do momento de culto, ou dos momentos de reunião, formais ou informais, pra ensinar, pra passar e repassar princípios bíblicos, é a única forma de se fazer com que as pessoas "se envolvam", olhem "pra fora". 
Veja só o texto..., diz da inspiração das escrituras e do seu proveito, valorizando-a para ensinar, redarguir(responder com argumentos, replicar), corrigir e instruir. Tá difícil de ver um momento proveitoso dentro dos círculos e reuniões com quem se diz cristão que leva em conta esses princípios através das escrituras. E por isso que falta conhecimento a esse povo, e porque falta conhecimento, como bem diria o livro de Oséias, vemos o cristianismo verdadeiro, prático e coerente sumindo do mapa, decaindo, perecendo. Realmente, minhas perguntas tem fundamento...
Não temos envolvimento prático e coerente, não estamos habilitados, instruídos para fazer boas obras, porque não damos atenção ao ensino. Não temos o costume de olhar para as escrituras com esse foco, não temos costume de fazer de nossos cultos, nossas reuniões, nossas vidas diárias, momentos de reflexão séria naquilo que a bíblia diz, nos instruindo, nos ensinando.
Pensa bem, um culto didático não é atrativo. Propor coerência e continuidade, fluidez durante o culto, com todos os momentos tendo uma ordem, levando ao mesmo ponto, à mesma reflexão, não é bem visto e nem praticado por aí. O importante é "tocar o coração, tocar a alma". Diminuir a luz, tocar músicas melódicas, colocar vídeos e slides, falar num tom tenebroso ao microfone, ou mesclar choro, riso e gritos..., isso sim é importante!!! O povo gosta!!! Esse mesmo povo, que pula, corre, fala "trocentas" línguas distintas, sobe as paredes, chora e ri, cai no chão, na hora de receberem o desafio de trabalharem em prol de alguma atividade social ou evangelística da igreja vai arrumar também "trocentas" desculpas, cair fora, subir as paredes pra ir embora logo, etc...
Quando penso em alguns cultos que já participei, me lembro de ter outra pergunta em minha cabeça: "será que esse povo sabe o que tá cantando? Será que eles estão lendo essa letra?". Isso porque, em função da música ser popular, ter uma boa harmonia, ser tocada em sol maior, joga-se fora a reflexão na letra, no que a música está ensinando. Já vi cultos que conseguem colocar uma música que fala de renúncia, entrega, e logo depois cantam com todo fervor: "restitui, eu quero de volta o que é meu"!!!! Fala sério, né?!?!
Enfim, prefiro permanecer com exemplos como William Carey, o sr. Wilberforce, Calvino, Martin Luther King, John Wesley e tantos outros que preferiram ser coerentes, priorizaram o ensino, a valorização dos prinícipios e valores cristãos em detrimento do "mover" e assim realizaram transformações significativas e permanentes mundo afora. Prefiros isso, ainda que seja mal visto por não pular, correr, chorar e rir, falar mil línguas, escalar as paredes, cair na unção, etc...
Porque pra mim, palavras bonitas sem prática coerente acabam como lindas flores em solo rochoso: morrem tão rápido quanto florecem! E posso dizer o mesmo da beleza estética dos moveres e cultos que não priorizam o ensino bíblico...

Quando morre Moisés...

By : Kadu
Algumas coisas estão morrendo. E não são poucas ou sem importância. O que está morrendo nos tutoreou até hoje, nos guiou, ensinou, discipulou, deu respaldo, coragem e direção. Trouxe suprimento pra nossas necessidades..., mas está morrendo. 
Na verdade, está morto já, porém como todo aquele que fica de luto, relutamos em enterrar, em se despedir de vez.
Mas morreu. E agora?
Quando morre alguém muito importante, que tem todas as características que citei acima, ficamos desnorteados. Primeiro profundamente tristes, depois se perguntando: e agora? O que fazer a partir de agora?
Quando o que morre te lidera, te mentorea, te discipula naquilo que você vive, a pergunta ganha em profundidade: como viver?
Pareço trágico não? Mas o momento é meio "novela mexicana" mesmo..., estamos assim, quase saindo da fase da tristeza para a fase das perguntas: e agora? Como? O que fazer? 
Enfim, assim como foi com Josué, chegou o tempo de nossa vida que Moisés morreu. Agora as respostas que temos é que temos que ser fortes e corajosos pra continuarmos a corrida que começamos com Moisés. Seremos agora tutores de nós mesmos nessa caminhada. Isso não significa falta de cobertura, longe disso, mas sim um assumir de responsabilidades a respeito de nossa missão de vida. Até aqui fomos tutoreados, porém, quem tem que "passar o Jordão" somos nós mesmos, sem nosso tutor.
Se pensarmos como Isaías, um alento nos vem que esse pode ser o momento onde melhor enxergaremos o Senhor...., talvez os primeiros momentos que veremos BEM o Senhor. Porque foi assim que aconteceu no ano que seu rei morreu, ele VIU o Senhor, e aí pôde dizer: envia-me a mim!
O momento do envio derradeiro chegou, e nós estamos nos colocando como Isaías: envia-nos Senhor.
Creio que seja o momento de maior maturidade de nosso ministério até agora. Muitas coisas surgiram em nosso caminho nesses últimos meses que nos fazem perceber isso, mas o ponto chave é: morreu "Moisés", morreu quem reinava até agora!
Bom, pensemos agora pelo lado de que, afinal, Josué e os israelitas finalmente entraram na terra prometida, e Isaías finalmente VIU o Senhor e pôde ser enviado ao seu complicado ministério.
Finalmente Deus nos está levando ao cumprimento de Suas promessas pra nós..., promessas essas que lembramos, Ele nos falou ainda em 2006-2007. 
É claro que nesse momento decisivo precisamos ainda mais de suas orações, apoio, palavras e sustento.
Tem muito mais pra falar, então, se tiver ouvidos e paciência, nos escreva..., entra no nosso SITE e nos escreva...
Abraço!!

Missões transculturais - Janela 10 40

By : Kadu

Apesar de defender o conceito de Missão Integral, isso não me exclui de pensar em missões transculturais que, afinal, são um aspecto de extrema importância dentro da Missão Integral.
Por isso deixo esse vídeo pra pensarmos melhor, sempre pra fora, no que temos feito sendo Igreja, sendo cristãos, estando debaixo da Missio Dei...
Preste atenção principalmente nas estatísticas que o vídeo passa.
Tem muito mais pra nos preocuparmos do que com nossos templos, bancos, acampamentos, encontros de casais, casas, carros, roupas, sapatos, etc...

O Circo Borboleta

By : Kadu

Uma parábola moderna, mostrando que o apresentador deste grande circo da vida vê as pessoas pelo que elas realmente são, enxergando inclusive potencialidades, dons e talentos que muitas vezes as marcas da vida manipulam as pessoas para que não enxerguem.
Assista, reflita, ore!

O bom samaritano

By : Kadu
E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.
Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;
E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira. 
Lucas 10:30-37


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