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Série: Reflexões Teológicas - Repensando o nosso local de atuação
By : KaduTexto confeccionado em resposta à uma aula da Faculdade de Teologia que curso atualmente, sobre missão integral e sobre o Pacto de Lausanne. Pra melhor compreensão, leia antes os pontos do Pacto de Lausanne, clicando aqui.
Entendendo a origem da missão e sua proposta de restauração de todas as coisas, o que mais me chama a atenção nessas aulas que venho tendo é o ponto que fala do local da missão. E isso, precedido do alcance da missão, que nos traz Ap 5:9 e Rm 8:18-23 como resposta fundamental.
É um fato que me chama a atenção porque tenho ouvido e lido muito sobre isso ultimamente. Me faz perceber o quão distantes, a grande maioria de nós, cristãos (no meio em que posso perceber), estamos do local da missão.
Afinal, dessa maneira, o pensamento parece “travar” no aspecto transcendente do evangelho do Reino, como foi possível estudar na aula. Não há ensinamentos corretos em relação a isso hoje, mas um simples repetir de fórmulas que tem “dado certo” no campo do transcendente, deixando o imanente de lado, esquecido, quase que secularizado. Não há como, concordando com Paul Tilich, não colocar o aspecto transcendente ligado com o imanente.
E o que melhor entendo disso é traduzido da seguinte forma: devemos ser e praticar, falar e fazer.
Num claro pensamento dualista, vemos aspectos ligados ao nosso momento de devoção íntima com Deus, como a oração, meditação, leitura bíblica, expressão de louvor, etc..., sendo exaltados acima, ou até exclusivamente, daquilo que é prático e nos faz “entrar” na história, atuando em meio aos problemas e aflições da sociedade ao nosso redor. Penso que um tem que andar junto com o outro. Um tem que ser reflexo do outro, até com o mesmo grau de importância. Porque, como vemos na bíblia, a fé sem obras se mostra morta. Essa forma de “escapismo” da realidade tem se tornado comum no que tenho visto da igreja brasileira. Em detrimento de um, faz-se o bastante do outro, como forma de compensação.
Creio que isso se dá, muito provavelmente, pela covardia frente aos problemas que podem ser (e fatalmente serão) enfrentados, decorrentes da escolha de atuar na história, no mundo atual. Essa é a essência do local da missão: esse mundo e essa história.
Ficamos distantes daquilo que o Pacto de Lausanne propõe, como um todo, quando olhamos pra nosso mundo e nossa história e decidimos por ali não atuar de maneira prática, como resultado de nossa fé.
Não poderemos entender, por exemplo, os pontos 5, 6 e 10 desse pacto, porque simplesmente estamos alheios ao mundo ao nosso redor.
“Demonizamos” todas as culturas e decidimo-nos por permanecer separados do mundo, que pode nos “demonizar” também. Não olhamos para questões sociais, pois cremos que nossa função exclusiva é pensar no “imanente” relacionado com a evangelização, como se fosse possível uma coisa ser excluída de outra. E aí vivemos essa confusão total em relação ao local de atuação.
Por isso que vejo as igrejas cada vez mais fechadas em si mesmas, também ignorando o ponto 7 e 8 do pacto de Lausanne. Daí surgem-se mais disputas por quem tem a melhor doutrina, quem tem a melhor teologia, quem tem mais “poder”..., o local de atuação passa a ser o gueto evangélico apenas, casos que o pacto de Lausanne já nos alertava e fazia um pedido de perdão de forma geral, desde os anos 70.
O local de atuação é, sim, o mundo, com suas mazelas, contratempos, dificuldades e situações de problemas e aflições. É sujeito a todo tipo de sofrimento e perseguição, no mundo e na história, onde Deus se faz presente de maneira a trazer redenção. Afinal, se for apenas para os “redimidos” que Deus enviou os cristãos, sua mensagem não seria de restauração e redenção... Ainda assim, podemos ficar numa confiante tranqüilidade na mensagem de Cristo: “eu JÁ venci o mundo”!
Façamos, portanto, uma reavaliação do nosso foco de atuação, no que diz respeito ao local pra onde temos direcionado nossos esforços de evangelização.
Que, também, possamos, entender que o ponto 11 do pacto de Lausanne, “Educação e Liderança”, é de extrema importância pra coerência no transmitir das realidades das boas novas do Reino de Deus. A falta de pessoas que possam trazer ensinamentos mais coerentes, treinando líderes e discipulando pessoas com essa mesma coerência, a meu ver tem trazido pessoas sem coragem pra enfrentar os verdadeiros desafios no que diz respeito à evangelização mundial.
Info Mensal - Out/10
By : KaduSe quiser, clique com o botão direito e em 'Salvar como...', pra gravar em seu computado, imprimir e colocar no mural de sua igreja local.
Ou então, clique no informativo que ele se abrirá em tamanho maior...
Abraços e não deixem de ler nossos outros artigos!!
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Infomativo Missionário,
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Servo ou Senhor: que papel você tem exercido na sociedade?
By : Kaduby Lily, minha linda esposa, postado originalmente em Que Post de Evangelho é Esse??
Desde que retornei pra minha cidade de origem, tenho questionado a mim mesma e, principalmente, Deus, até onde Ele deseja que eu chegue.
Tem sido um tempo de muita gratidão, mas também de muita tristeza. A obediência a Deus me fez aceitar uma proposta de emprego, com o objetivo de levantar recursos pro futuro. Tem sido um tempo de muita amizade e intimidade com o Pai, tudo isso tem me levado a ficar mais próximo Dele, e também de testificar os meu reais valores de vida.
Nessa caminhada muitas coisas tem me entristecido. Ver o quanto o ser humano não se contenta com aquilo que tem, querem sempre mais.
O tempo que passei na Europa foi essencial pra eu descobrir um pouco mais da minha identidade e do verdadeiro valor do ser humano. Entender que, qualquer que for a função que se exerça, ela tem o mesmo valor, desde que seja feita com amor, e excelência. O que me entristece é ver o quanto as pessoas se vendem, por status e dinheiro, e nunca se contentam com aquilo que recebem. A gratidão é um valor que realmente tem faltado na vida das pessoas, e a paixão em servir independentemente da função é primordial em qualquer circunstância.
Sei que pras pessoas que não conhecem verdadeiramente o cristianismo, na totalidade dele, não vão entender o que eu quero dizer, mas ver “cristãos“ querendo não entender e viver isso é o que mais me entristece e me revolta.
Até aonde o ser humano deseja ir? Até que ponto ele se vende por dinheiro e status? Por que não conseguimos viver com pouco? Será que Deus não sabe o quanto realmente precisamos?? Será que Ele não tem noção do quê realmente precisamos? E se temos mais, por que temos tanta dificuldade de dividir com o próximo e ajudá-lo a ter o mesmo ou até mais que eu? E por que nos preocupamos tanto em ser mais que os outros, ou achar que minha função tem sempre que ser maior ou melhor que a do outro? Por que eu quero sempre crescer de acordo com o que a sociedade me impõe? Queremos provar algo aos outros, ou realmente entendemos aquilo que amamos fazer e queremos fazer o melhor, com o objetivo de abençoar a outros e não a nós mesmos, ou satisfazer meu próprio ego. Até onde o ser humano é capaz de ir pra realizar a si mesmo? Será que realmente temos vivido o verdadeiro cristianismo? Ou temos camuflado com muito profissionalismo?
Esse tem sido meu maior questionamento nesses dias. Minha oração é pra que Deus me capacite a viver com toda honestidade e excelência o meu chamado e serviço a Ele e, conseqüentemente, às pessoas a minha volta, desejando honrar a Ele e não a minha imagem. Afinal se nem Ele teve honra nessa terra, por que eu, como serva e seguidora Dele, deveria ter? Afinal o servo não é maior que o seu Senhor.
O que acredito sobre igreja...
By : KaduEsses dias ouvi de uma pessoa que não gosto de igreja...., que sequer frequento uma..., mas que agora que estou cursando Teologia vou ter que aprender a gostar na marra.
Não..., ledo engano. Essa igreja com "i" minúsculo, vai ser difícil eu gostar, assim, generalizando. Algumas poucas, servem para o propósito, e dessas eu gosto. A maioria porém, e infelizmente, só servem a si mesmas...
Por outro lado, não vou mesmo a nenhuma igreja, não frequento igreja..., eu SOU Igreja e VOU, como Igreja, nos templos denominados igrejas, sem "vestir a camisa" de "X" ou de "Y".
Segue então, abaixo, o vídeo de um pastor de igreja, que faz parte da Igreja, e que mostra perfeitamente o que penso sobre Igreja.
Entendeu agora? Quer se juntar comigo nessa? Afinal, onde estiverem 2 ou 3 em nome de Cristo, ali Ele está!
Não..., ledo engano. Essa igreja com "i" minúsculo, vai ser difícil eu gostar, assim, generalizando. Algumas poucas, servem para o propósito, e dessas eu gosto. A maioria porém, e infelizmente, só servem a si mesmas...
Por outro lado, não vou mesmo a nenhuma igreja, não frequento igreja..., eu SOU Igreja e VOU, como Igreja, nos templos denominados igrejas, sem "vestir a camisa" de "X" ou de "Y".
Segue então, abaixo, o vídeo de um pastor de igreja, que faz parte da Igreja, e que mostra perfeitamente o que penso sobre Igreja.
Entendeu agora? Quer se juntar comigo nessa? Afinal, onde estiverem 2 ou 3 em nome de Cristo, ali Ele está!
Matando Missionários
By : KaduAutor Joed Venturini, é médico e pastor batista, Mestre em Missiologia, Escritor e Orientador Estratégico-Pastoral para o Leste Europeu na JMM, trabalhou por 12 anos como missionário em Guiné-Bissau. É casado e pai de 2 filhos. Veja o blog dele clicando aqui.
A noticia triste chegou às igrejas provocando surpresa e alguma revolta. A familia missionária inteira tinha se perdido. Mortos sem apelação, em pleno campo de atividade. Depois de anos de trabalho árduo e dedicado, morriam para a obra sem deixar sucessores. Logo surgiram várias vozes reclamando de tal situação. Como aceitar a eliminação de uma família tão valiosa? Como substitui-los depois de tão grande perda? Como encontrar os culpados? As respostas eram poucas. Só o que se sabia e era fato consumado é que alguém tinha matado os missionários...
Este episódio não se refere a nenhuma familia missionária particular e ao mesmo tempo a várias. Não estou falando de nenhum atentado perpetrado por um fanático religioso. Tampouco falo da morte fisica de missionários no campo. Estou falando da perda de obreiros para a obra. De familias inteiras que seguiram um dia para o campo cheios de expectativas e por vários motivos foram na prática, mortos no trabalho. Falo de obreiros que voltam ao seu país de origem para desaparecer da história de missões e por vezes até da vidas das igrejas. Alguém está matando missionários...
Quem está matando os missionários? Os culpados são membros de igrejas, alguns são até líderes em suas denominações. São igrejas e crentes que matam missionários por suas atitudes, desinteresse e falta de amor cristão. Eis algumas das armas usadas em tais assassinatos:
1) Sustento Inadequado ou Atrasado
A Bíblia é clara, desde o Antigo Testamento, ao falar da honra devida aos obreiros e de seu salário correto. Os sacerdotes tinham sido protegidos com leis que lhes permitissem uma vida condigna já que se dedicavam á obra do Senhor. No Novo Testamento novamente há várias menções disso. A Igreja devia cuidar de seus pastores e missionários. Apesar disso ainda há hoje na igreja aqueles que desprezam o trabalho no ministério e que entendem que pastor e missionário tem mesmo é que ser pobre e passar necessidade.
Se um missionário chegar a uma igreja vestindo uma roupa melhor é escândalo. Onde já se viu um obreiro bem vestido? Como é que seus filhos têm tênis de marca? Obreiros têm que aparecer com roupa usada, gasta, remendada talvez, mas limpinha. Essa mentalidade mata missionários!
Muitos obreiros têm sofrido porque suas igrejas não levantam um sustento condigno. Gostam de dizer que o missionário deve viver pela fé. Mas o que a palavra diz é que o justo viverá da fé. Não é só o missionário. O estimado irmão que despreza o ministério também quer ser chamado de justo? Então também deve viver da fé.
O missionário pode viver com salário abaixo do minimo, pode se sustentar como der, pode criar os filhos em condições dificeis, pode receber o salário sempre atrasado. Essa atitude mata missionários porque lhes tira as condições de concentração no trabalho. Você conseguiria se dedicar ao seu trabalho se tivesse dúvida sobre se a familia vai ou não comer no fim de semana? Já ouvi muita gente criticar pastores e missionários por perderem os filhos para o mundo. Estou certo de que esses líderes terão suas responsabilidades. Mas não esqueçamos que em muitos desses casos esses filhos se perderam porque igrejas e crentes mesquinhos não deram sustento condigno aos obreiros levando a que seus filhos crescessem revoltados. Estão matando missionários...
Hoje há muita preocupação quanto à aposentadoria. Quem tem posssibilidade faz uma aposentadoria privada para segurar o futuro. Mas ainda existem obreiros, pastores e missionários que nem a aposentadoria normal tem. Conhecemos muitos casos de servos de Deus que, por culpa de suas igrejas, vivem hoje em grande aperto, numa velhice dificultada por falta de visão e amor cristão. Estão matando missionários!
Já vi com meus olhos a atitude de muitos na hora de dar um presente ao missionário. Roupa usada, sabonete de terceira qualidade e pasta de dente de marca desconhecida. E ainda acham que estão fazendo muito! E ainda acham que o missionário deveria ficar muito feliz!? Esse tipo de mentalidade está realmente matando missionários!
2) Exigência Inadequada de Resultados
Se há uma coisa que mata é a comparação injusta. Desde sempre que aprendemos a cobrar resultados humanos de um trabalho que é Divino, resultados materiais de um trabalho que é espiritual. Comparamos missionários pelos resultados em termos de batismo, convertidos, número de membros de suas igrejas, trabalhos novos implantados. Há relatórios que são exigidos e que se baseiam unicamente em números. Isso tem matado muitos missionários.
Precisamos entender que cada campo é uma realidade própria. Cada obreiro tem seu perfil e temperamento. Comparar um obreiro que trabalha com povos animistas já devidamente evangelizados com outro que faz trabalho pioneiro entre muçulmanos é forçar uma situação não apenas injusta mas irracional. Há campos que estão maduros em termos de evangelização e outros onde ainda se estão tirando pedras.
Durante décadas houve trabalho missionário na região leste da Guiné-Bissau, com resultado aparentemente nulo. Os povos muçulmanos ali não se convertiam. As missionárias que ali ministravam davam testemunho exemplar e choravam diante do trono de Deus por almas. Mas nada viram... Quando chegamos lá e pudemos ter a alegria de plantar uma igreja em apenas 5 anos, não foi porque fossemos melhores, mas porque um trabalho fundamental fora feito. Paulo plantou, Apolo regou e Deus deu o crescimento (I Corintios 3:6).
Boa parte do trabalho espiritual de um missionário e pastor passa por coisas que não têm medida, como a oração, o jejum, meditação na palavra, testemunho de vida e de familia. Devemos aprender a respeitar os servos fiéis que pagam o preço da perseverança para ver alguns resultados. Paulo plantou muitas igrejas, mas em Atenas a hora não era chegada e alí ele não deixou igreja e teve aparentemente pouco sucesso. Vamos deixar de lado as comparações, as exigências inadequadas. Há que avaliar os obreiros sim mas isso requer mais que números em um formulário. Pelo bem dos campos e da obra deixemos de comparações, deixemos de matar missionários.
3) Férias Exaustivas
Todo mundo gosta de férias. Durante as quais descansamos, nos distraimos, conhecemos outras realidades ou simplesmente fazemos aquilo que mais gostamos, além de dormir mais que o habitual. Todo mundo sonha com as férias. O missionário por outro lado sonha com o fim das férias!! Conheci mesmo missionários que ficavam em verdadeira crise de nervos quando as férias se aproximavam.
Férias para o missionário é sinônimo de trabalho dobrado, viagens desgastantes, noites mal dormidas, inquéritos intermináveis e separação familiar. Os missionários são, em regra, submetidos a um programa inclemente de promoção missionária em que viajam para lugares desconhecidos, ficam em casas de pessoas desconhecidas para falar em igrejas que muitas vezes nada sabem deles e onde alguns pastores nem estão muito interessados num missionário que poderá desviar as ofertas que ele precisa para a construção do novo templo.
Posso parecer um pouco cáustico nessa descrição, mas acredite, sei de primeira mão do que estou falando. Tive muitas férias assim... É verdade que encontramos famílias maravilhosas e casas que nos recebem como principes. É verdade que há igrejas interessadas e pastores que amam a obra. Mas é verdade também que nas férias o missionário fica longe da familia, dorme cada noite num lugar diferente e enfrenta auditórios diferentes seguidas vezes, para falar sempre a mesma coisa. No fim, está esgotado e aí é hora de voltar ao campo e trabalhar duro, pois afinal acabou de ter seu tempo de férias... Depois de alguns anos deste regime ainda se admiram com a afirmação que estão matando missionários.
Soluções:
Não quero terminar esta reflexão com nota negativa. Podemos e devemos salvar nossos missionáriuos dessas armas de exterminação de obreiros. Nem será assim tão dificil.
De que precisamos para mudar esta triste realidade?
»1º de salários dignos desse nome, que permita aos missionários se concentrarem na obra em vez de no sustento, que cheguem a tempo e horas e que se façam acompanhar de algum incentivo ocasional;
» 2º de avaliações mais condizentes com a missiologia, que deixem de lado comparações numéricas, respeitando a realidade de cada missionário e mais baseadas em vida e testemunho que em estatisticas;
» 3º de férias de verdade, onde o obreiro tem tempo com a familia para descansar, relaxar e recarregar as baterias. Que a promoção fique para outra época, dentro do tempo de trabalho do obreiro porque é na verdade trabalho e do pesado.
Que estas idéias possam auxiliar nossas igrejas, obreiros e líderes a rever certos conceitos porque na verdade está na hora de parar de matar missionários.
Série: Reflexões Teológicas: Meio Ambiente, parte 3
By : KaduAgora, com tudo o que já escrevi e postei aqui, assista a esse vídeo e dê uma olhada na postura de uma criança canadense, que discursou na conferência da ONU aqui no Rio de Janeiro, em junho de 1992, conferência que ficou conhecida com ECO 92, ou Conferência das Nacões Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD). Essa garota praticamente calou todo o auditório presente com seu discurso extremamente coerente.
Abaixo, texto extraído do Wikipédia sobre a conferência:
A Conferência do Rio consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. Reconheceu-se, ao mesmo tempo, a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem na direção do desenvolvimento sustentável. Naquele momento, a posição dos países em desenvolvimento tornou-se mais bem estruturada e o ambiente político internacional favoreceu a aceitação pelos países desenvolvidos de princípios como o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas. A mudança de percepção com relação à complexidade do tema deu-se de forma muito clara nas negociações diplomáticas, apesar de seu impacto ter sido menor do ponto de vista da opinião pública.
A ECO-92 frutificou a elaboração dos seguintes documentos oficiais:
Obs: vale a pena o debate sobre esse tema, mesmo datando do distante ano de 1992. A pergunta que fica: o que e quanto mudou de lá pra cá? Que diferença isso faz na sua vida em particular???
Abaixo, texto extraído do Wikipédia sobre a conferência:
A Conferência do Rio consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. Reconheceu-se, ao mesmo tempo, a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem na direção do desenvolvimento sustentável. Naquele momento, a posição dos países em desenvolvimento tornou-se mais bem estruturada e o ambiente político internacional favoreceu a aceitação pelos países desenvolvidos de princípios como o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas. A mudança de percepção com relação à complexidade do tema deu-se de forma muito clara nas negociações diplomáticas, apesar de seu impacto ter sido menor do ponto de vista da opinião pública.
A ECO-92 frutificou a elaboração dos seguintes documentos oficiais:
- A Carta da Terra;
- três convenções
- uma declaração de princípios sobre florestas;
- a Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento; e
- a Agenda 21 (base para que cada país elabore seu plano de preservação do meio ambiente).
Obs: vale a pena o debate sobre esse tema, mesmo datando do distante ano de 1992. A pergunta que fica: o que e quanto mudou de lá pra cá? Que diferença isso faz na sua vida em particular???
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Série: Reflexões Teológicas - Meio Ambiente, parte 2
By : KaduSempre gostei de artesanato manual, e sempre o fiz. Me ajudou muito, e ainda ajuda, em minha vida missionária, já que me traz um reforço orçamentário pra caminhada.
Também a muito tempo me vejo olhando para o céu e sendo amplamente ministrado por Deus. Contemplando sua beleza, as cores, as estrelas..., amo olhar a lua, por vezes escondida entre as nuvens. Essas contemplações me fizeram sempre olhar mais para o horizonte e ver as paisagens por onde passei, já que já viajei muito e morei em diferentes lugares, por conta do que mencionei sobre minha vida em missões. Passei a buscar cada vez mais “ver” Deus em todas as coisas criadas e admirar a beleza do Criador na criação. Com isso me aproximei mais do pensamento ecológico e ambiental. Passei a ver mais valor nas coisas criadas, ver traços intensos da criatividade e amor de Deus, que não se limitaram a mim e ao ser humano em geral.
Com isso acabo por perceber também as mazelas que nós, seres humanos “dominantes” temos causado com a natureza criada. Passei a me irar com desmatamentos e queimadas, com papéis diversos (chicletes, balas, anúncios, cigarros) jogados ao chão. Passei a perceber o problema do desperdício de água... E onde entra o artesanato? Hoje faço meus artesanatos com jornais velhos, revistas, papelão, listas telefônicas, anúncios políticos, folders de comércio em geral, filtros de pó de café..., recicláveis! É muito pouco, eu sei, e não tem tanto caráter ministerial, mas faz parte já da minha vida, do meu cotidiano. Consigo tirar inclusive lucro disso, em se pensando no desenvolvimento sustentável aplicado na sociedade capitalista que vivo..., sei bem entender o consumismo que me rodeia e me manter afastado desse tipo de pensamento.
Eu creio que dessas pequenas atitudes é que podem surgir ações maiores, com ministérios do tipo do Instituto Genesis 1:28, que inclusive editou e publicou a Eco Bíblia, totalmente com materiais recicláveis. Essa ONG é coordenada pelo pastor Valter Ravara e já tem grande impacto social em questões ligadas ao meio-ambiente, tendo tido contato e apoio, inclusive, da candidata à presidência Marina Silva, ligada ao PV. É uma ONG que educa e promove apoio a projetos ligados ao meio ambiente e sua preservação, tanto dentro das igrejas como fora delas.
Eu creio que dessas pequenas atitudes é que podem surgir ações maiores, com ministérios do tipo do Instituto Genesis 1:28, que inclusive editou e publicou a Eco Bíblia, totalmente com materiais recicláveis. Essa ONG é coordenada pelo pastor Valter Ravara e já tem grande impacto social em questões ligadas ao meio-ambiente, tendo tido contato e apoio, inclusive, da candidata à presidência Marina Silva, ligada ao PV. É uma ONG que educa e promove apoio a projetos ligados ao meio ambiente e sua preservação, tanto dentro das igrejas como fora delas.
Vejo algo muito interessante quando as pessoas param para ver meus produtos e acabam não acreditando serem moldados a partir de matéria prima que seria lixo, que produziria poluição, e não só a visual, na cidade em que vivem. E assim, tenho a oportunidade de testemunhar um pouco daquilo que acredito, mesmo que seja sem palavras, apenas pelas atitudes.Creio, porém, como aconteceu comigo, que algo deve estar ligado ao “antes”, a essência. Nossa cosmovisão deve ser moldada de maneira a entender o meio ambiente ao nosso redor debaixo, principalmente, dos mandamentos de amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. Assim, aquilo que virá de frutos daí gerará as atitudes como essas acima descritas, assim como tem gerado esses frutos em mim mesmo e naqueles que se envolvem de maneira ativa e específica nessas causas ambientais. Senão temos a tendência de nos associarmos à preservação de maneira à pensar nos frutos apenas (para o nosso tempo), não mudando realidades à longo prazo, assim demonstrando que nossa tendência egoísta ainda permanece.
Somente ligados ao amor àquele que é o criador de todas as coisas e entendendo os limites comunitários e sociais saudáveis e pautados no princípio do amor ao próximo, poderemos vencer a barreira do egoísmo, transformando nossa cosmovisão, deixando de lado a visão egoísta e antropocêntrica, utilitária, do capitalismo. Assim, os movimentos de transformação social, a partir de uma visão ecológica e ambiental coerentes, não serão apenas mais uma moda, um momento de compensação pelo “peso” da responsabilidade ou apenas mais um utilitarismo egoísta que visa a melhoria de “minha” vida no agora (porque desde o “agora” precisamos de mudanças no nosso comportamento em relação ao meio ambiente e ecologia).
Também excluiremos as tendências naturais da sociedade que não conhece Deus, de preservar a natureza por acreditar ser ela o próprio “Deus”. Alguns grupos ambientais tem sido extremistas por que tem essa cosmovisão da deusa-mãe, a natureza, e nós cristãos, sem entendimento, nos aliamos a causas cuja finalidade não é preservação do meio-ambiente, mas preservação da deusa-natureza.
Não que devamos nos excluir, mas até mesmo aproveitar as brechas trazidas por esses grupos extremistas, atuando junto à eles, e influenciando de maneira a moldar princípios básicos e corretos nos corações de cada um destes, com relação ao amor ao verdadeiro e único Deus, criador da natureza, e o amor ao próximo, pra viver de maneira que o interesse seja o de Deus pra comunidade, não o do homem para a “mãe-natureza” ou vice-versa.
Esse é o testemunho daquilo que eu penso e vivo, não tanto como ministérios, mas como estilo de vida. E agradeço a Deus por me firmar em princípios e crenças que geram frutos coerentes com o meio-ambiente, no sentido de preservá-lo, influenciando outras pessoas no mesmo sentido. Sim, ainda tenho muito a crescer e conhecer sobre este assunto, e ainda me vejo, por várias vezes, agindo de forma contrária..., confesso! Porém, meu maior interesse está em brigar contra isso, a partir de mim, pra garantir a beleza da criação, por amor ao Criador, por amar Suas criaturas...
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Série: Reflexões Teológicas - Meio Ambiente, parte 1
By : KaduA cada dia que passo penso mais nessas questões de vocação e relação com o meio ambiente, na crise que vivemos em relação à natureza.
Creio que, principalmente pela proximidade das eleições, e por ter uma candidata com uma certa evidência no tratar dessas questões, também são muitos os brasileiros que estão pensando e debatendo sobre tudo isso. Soma-se a esse momento o que ocorre no mundo todo, com tanta tragédia natural como terremotos, furacões, secas extremas de um lado, enchentes e inundações de outro, tsunamis, aquecimento global, etc...
Costumo pensar que estes momentos de crise são, na verdade, momentos de grande oportunidade para propagação do Reino de Deus e da boa nova, que envolve também questões ambientais; o evangelho integral, para o homem todo, para todos os homens.
Infelizmente, ainda estamos apenas no campo dos debates, que também são poucos, e os debates tem girado em torno do mesmo tema: consumismo. O próprio consumismo sem princípios trouxe toda essa crise. Ao invés de se discutir o domínio responsável, ou, melhor definindo, a mordomia do mundo e de toda sua fonte de riquezas naturais, continua-se discutindo apenas o que diz respeito ao consumismo. Estuda-se novas formas de continuar consumindo muito, num domínio sem princípios, com um pouco menos de impacto ambiental. Mas não porque queremos ser mordomos, administradores daquilo que temos como nosso, e sim pra que as fontes de consumo não cessem, trazendo crises econômicas, etc...
Mas como tratar desses temas de maneira a não tratar apenas no quesito superficial do consumismo? Apenas o cristianismo, através do entendimento integral e bíblico daquilo que realmente é o mundo, a natureza, o meio ambiente e o quem é o ser humano em suas relações com esse mesmo mundo, natureza e meio ambiente, podem proporcionar um debate na direção certa, de se encontrar motivos verdadeiros pra crise ecológica que vivemos.
Temos respostas para as questões de quem nós somos e pra quê nós somos, o que é a natureza e pra quê ela foi criada. E essas respostas estão fundamentadas nos princípios que envolvem o ser criado a imagem e semelhança de Deus, a Imago Dei. Discutir esse termo tanto vai trazer resposta sobre o uso responsável, a dominação consciente, a mordomia altruísta do mundo criado ao nosso redor, como também respostas para nosso ser e nossa função no projeto de Deus em relação ao mundo e às pessoas que vivem nele.
Numa sociedade individualista, que diz que o ser humano vale o que possui, que entende a natureza como serva/escrava daquilo que a sociedade dita como correto, e que nunca se satisfaz, crendo que cada vez mais tem que possuir e/ou consumir, pelo simples fato de possuir/consumir, imagine o impacto de se descobrir: que somos criados por um Deus que nos fez, por graça, do nada, que preparou um ambiente perfeito pra vivermos, onde cada um de nós teria responsabilidades e deveres, além dos favores que dali viriam e seriam plenamente suficientes, que teríamos pessoas a nossa volta para não vivermos sós, de maneira individualista, mas em sociedade, sempre respeitando e obedecendo, em constante gratidão, ao Criador e doador disso tudo.
Não há nenhuma filosofia, religião, conceito, ciência que possa trazer tamanho impacto. Não há força maior do que o relacionamento com Deus, que ecoa no relacionamento com o próximo, com a natureza criada e consigo mesmo, percebendo e compreendendo quem somos, pra quê somos, o que fazer, etc...
Penso que também precisamos compreender mais sobre a queda e o que ocasionou o rompimento desse relacionamento integral com Deus. Saber que o que vivemos em relação à natureza é fruto desse rompimento, que hoje nos faz olhar para o mundo como nosso servo, fonte inesgotável daquilo que desejamos, fonte de consumo. Saber que nosso relacionamento impessoal, cada vez mais egoísta e afastado de outros seres humanos, num utilitarismo insaciável, também reflete na maneira como olhamos a natureza, até mesmo as terras que são posse dos outros, de outros países, comunidades e culturas. Saber que a crise de identidade pela qual o mundo atual passa, não sabendo se são hetero, homo, ou qualquer coisa que envolva o “amor livre”, vivendo a crise de trabalhar pra ganhar dinheiro e consumir ou trabalhar onde se pode “viver” mais, tendo mais prazer, fazendo diferença, distinguir família e seu papel nela, etc., tudo isso está relacionado ao rompimento com Deus, que impede de nos enxergarmos como realmente somos, mas faz com que sempre queiramos (desde Adão e Eva que queriam ser como Deus e não quem Deus os fez pra ser!) ser outro alguém, um ídolo criado em nosso coração, e assim nunca vivamos plenamente o que fomos criados pra viver, causando conseqüências na crise ambiental; saber que todas essas coisas influenciam diretamente no caos que o mundo vive e na falta de respostas plausíveis, não pra “tapar o sol com a peneira”, mas pra resolver de maneira permanente e integral problemas como a questão da crise ambiental e ecológica.
Após o debate consciente devemos tomar ciência das atitudes que devem proceder daí. E juntarmos forças pra agir de maneira responsável, ainda que a grande maioria não pense assim, e buscar, senão resolver, mas ao menos mostrar ao mundo que é possível viver de outra maneira, minimizando os danos causados ao nosso planeta.
Creio que possam ser reforçadas as organizações que trabalham de maneira missionária nessa área, além da criação de muitas outras, que possam trabalhar de maneira intencional e específica nessa questão. O movimento missionário, embora trabalhe com pioneirismo em muitas frentes, pode ser maior nessa questão ambiental.
Exemplo de vida: Faraó Egípcio também busca a Deus!!
By : KaduEngraçado na leitura das pragas no Egito é ver Faraó buscando a Deus! Isso mesmo..., aquele faraó, que dominou debaixo de escravidão o povo israelita, após um tempo de paz com José, e não os deixou ir ao deserto prestar culto ao Senhor. Esse mesmo faraó, mal, terrível, sem escrúpulos, buscou a Deus, e devemos tomá-lo como exemplo!
Como hoje, ele buscava a Deus por um intermediário, pedindo a Moisés e Arão que orassem a Deus em favor dele. Talvez não tivesse coragem suficiente de dirigir palavra a Javé. Talvez pudesse pensar na vergonha e humilhação, de ser o grande faraó e ter que clamar ao Deus dos seus escravos. Podia ser também que olhasse pra sua reputação, que poderia ser perdida, algumas alianças políticas e econômicas importantes serem quebradas, o apoio da população cair totalmente, por se achegar ao Deus dos escravos, coisa que era um sacrilégio para o povo na época.
Será possível olharmos pra nós e tomarmos esse exemplo? Quantos hoje também só buscam a Deus por um intermediário? Pedem ao pastor, ao bispo, ao padre, ao profeta, que busque a Deus e faça uma oração "forte". Numa clara alusão ao poder que o "sacerdote" tem, mas ele, pobre mortal, não tem. Talvez por vergonha, ou porque podem perder apoio dos familiares e amigos, perder alianças "políticas" que fazem conchavo pra que possam permanecer na posição em que estão. Você sabe do que tô falando, não é? Talvez, no círculo em que estão, buscar esse Deus é um fracasso, quase como o sacrilégio da época de Moisés.
Esse faraó, não bastando a falta de coragem de não se achegar diretamente a Javé, também buscava a Deus como forma de barganha. Cada vez que precisava de algo pra "facilitar" sua vida, ele pedia pra que Moisés e Arão orassem a Javé. Quando conseguia o que queria, deixava de lado o Deus dos escravos, que tinha ouvido a súplica em seu favor, feita pelos líderes dos escravos.
Mais um exemplo pra nós: quantos crentes que hoje também estão nessa busca, através de intermediários, pela satisfação pessoal, rápida e egoísta? Quantos não estão fazendo promessas, indo para os montes, indo para os templos, jejuando "como loucos", repetindo toda forma de reza, supostamente em direção "humilde" a Jeová, mas somente pra satisfazer seus próprios desejos, momentâneos e egoístas, pra depois nem lembrar quem é Javé? Ah, com certeza você sabe do que estou falando, mas isso não acontece com você ou perto de você, certo?
O tal faraó, que não sei o nome, tinha suas alternativas: seus magos e suas ciências ocultas. E eles até davam uns jeitinhos aqui e ali. É claro, não conseguiam todas as coisas, mas estavam sempre ali, pior do que as moscas da quarta praga, rodeando pra fazer um "milagrezinho", usando sua ciência oculta. E faraó, primeiro duvidava de Javé, buscando seus próprios "profetas" pra depois correr pra pedir misericórdia para o Deus dos escravos.
Mais uma vez, qualquer semelhança é mera coincidência. Quase não vemos isso hoje em dia, afinal..., por isso é que tomamos como exemplo! Javé, o Deus dos escravos israelitas, é, quase que sempre, a última alternativa, onde corremos pra pedir misericórdia, porque todo o resto falhou. Nossos magos e profetas pessoais, que falam daquilo que gostamos de ouvir, que nos agradam, "de vez em quando" falham, e falham feio! Aí, "graças a Deus" que temos o Deus dos escravos pra correr e pedir misericórdia! Afinal, Ele é Deus misericordioso, cheio de graça e de amor..., justiça, só um pouco, de vez em quando.
O grande problema é que, faraó só tomos consciência de "com quem" ele estava "mexendo" quando se confrontou com a morte de seu primogênito. Aquilo que era mais importante pra ele, que ele mais dava valor. Aquilo que mexia com todos seus sentimentos, sua razão. Aquele que, talvez, perpetuaria seu nome, levando adiante o que seu pai, o faraó, pensava e realizava. Parte de si mesmo, seu próprio filho. Seu primeiro filho, que trazia uma grande importância na época.
Tomemos este fato como exemplo também! Com o coração obstinado, sem entender os planos do grande Javé de Israel, Deus dos escravos, e seguindo adiante com nossa vida de correr pra esse Deus quando nos é conveniente, sempre clamando por misericórdia porque tudo o que fizemos antes deu errado, deixando-O sempre por último, sempre insconscientes da intimidade que podemos ter com Ele, sem intermediários, ainda que nos prive de alguns privilégios e segurança no meio em que vivemos, fatalmente pode-nos ser pedido nosso "primogênito", algo que nós damos muito valor, pra que possamos perceber nossas falhas e erros. Não estou falando somente da morte física de alguém (tem coisas que não entendo muito bem ainda na soberania de Deus), mas principalmente na morte de um plano de vida, na morte das finanças, da saúde, do emprego, da estabilidade familiar, das nossas posses, etc, etc, etc.
Costumo pensar que Deus tem um enorme interesse em nós, em nossas vidas por completo. Não que Ele dependa de nós, seja carente de nós ou qualquer coisa assim. Mas tem interesse sim, por seu amor insondável. E sabe que vida plena teremos lá no céu. Mas sabe que a vida eterna começa aqui, agora, conhecendo seu Filho. E tem trabalhado com paciência pra que todos possamos nos achegar até Ele, reconhecendo o Deus dos escravos como nosso Deus, parando de percebê-lo somente quando precisamos de alguma coisa, ou percebê-lo somente no pastor, no bispo, no padre, no líder. Parando de buscá-lo por interesse, sem que Ele seja o senhor de nossas vidas. Não mais correndo pra Ele por último, quando todo o resto que buscamos der errado.
E Ele tem usado de várias "formas" pra que entendamos isso.
O texto que me baseio pra escrever tudo isso está entre os capítulos 6 e 13 do livro de Êxodo. O versículo 5, do capítulo 7 diz: "E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu estender a minha mão contra o Egito e tirar de lá os israelitas".
Era para que os egípcios, não os israelitas, soubessem que Ele era o Senhor. Javé, como primeiro missionário, está querendo levar os egípcios a reconhecê-lo como Senhor!! E usa de seus meios, suas maneiras, pra que isso ocorra.
Se os egípcios vieram a reconhecer, isso é história pra outros capítulos, porém aqui, vemos o exemplo (negativo) de um faraó obstinado perante Deus, que mesmo depois de seu filho primogênito ter morrido, ainda continuou a perseguição aos escravos israelitas, até que muitos viessem a morrer, no episódio do Mar Vermelho.
Pense nos princípios contidos aqui. Muito provável que Deus não vá mandar uma praga pra matar seus parentes, mas pense nos princípios que podem ser retirados daqui, ok? Os princípios podem muito bem ser aplicados na morte de seus sonhos, de seus planos, como já escrevi acima...
O mais importante é que a vontade de Deus sempre prevalecerá! Sempre!! Você quer ser participante dessa vontade ou quer continuar obstinado em seus próprios desejos, olhando somente para seu próprio umbigo, sempre correndo para a misericórdia de Deus quando tudo falhar em sua vida?
Corra primeiro pra ele!!! "Larga a mão" de ser faraó!!
Crescendo em humildade
By : KaduEstêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais. Atos 6.8
Eu era um adolescente e estava me preparando para a primeira experiência missionária. No último dia de treinamento, lembro-me de ter me afastado para um lugar solitário e chorado por sentir-me completamente incapaz para tal situação. Uma ordem bíblica veio à minha mente: “Humilhai-vos diante do Senhor para que em tempo oportuno ele vos exalte”. Decidi, então, viver aquele momento em humildade e dependência, e Deus não me desapontou.
Estêvão e Filipe haviam sido eleitos pela comunidade de Jerusalém para servir as mesas das viúvas helenistas. Logo, a primeira tarefa que estes homens tiveram diante deles foi caracterizada pela pequenez (aos olhos humanos) e pelo anonimato. Essa tarefa certamente exigia, entre outras coisas, humildade.
Quando lemos acerca da continuidade do ministério destes homens vemos Deus levando-os das pequenas tarefas para obras muito maiores. Estêvão se tornaria o primeiro mártir cristão e Filipe, o primeiro evangelista a romper as barreiras culturais e levar o evangelho a outros lugares. A estes homens foi concedida a primazia de exercerem papéis que os próprios apóstolos exerceriam posteriormente. Porém tudo começou com a humildade em servir nas pequenas e anônimas tarefas.
Dediquemo-nos às tarefas que Deus tem colocado diante de nós e deixemos que ele nos conduza, por meio delas, conforme o seu querer, a obras ainda maiores.
Retirada de Devocionais Para Todas as Estações (Editora Ultimato, 2009).
Obs: esta meditação tem muito sentido com aquilo que eu e Lily temos passado nesses últimos tempos, por isso decidi postá-la aqui.
Frases e Vídeos de líderes Konkombas no Brasil
By : KaduRecebemos o informativo de Ronaldo Lidório e família, sobre a visita de dois líderes Konkombas, Labuer e Makandá, ministrando pelas igrejas, seminários, universidades, etc., aqui pelo Brasil.
Dentre muitas coisas que ele relata no informativo, e que você pode saber mais no site deles www.ronaldo.lidorio.com.br, as frases que ele anotou entre as palestras e pregações dos dois líderes, nos chamaram muita atenção e decidi postar aqui pra que pensemos um pouco mais.
Dá pra gastar um bom tempo lendo, orando e meditando nessas frases:
FRASES - LABUER & MAKANDÁ (BRASIL)
"Deus não gosta de usar os grandes. Se aqui no seminário você se acha maior que seu professor, em pouco tempo se achará maior que Deus". (Labuer)
"Mesmo nós Konkombas, que temos tão pouco da Palavra em comparação a vocês, já sabemos o suficiente para obedecer. A obediência não vem do quanto se conhece, mas de uma disposição”. (Labuer)
"Mesmo nós Konkombas, que temos tão pouco da Palavra em comparação a vocês, já sabemos o suficiente para obedecer. A obediência não vem do quanto se conhece, mas de uma disposição”. (Labuer)
"Acho que Deus gosta muito de fortalecer aqueles que desejam obedecer. É algo que Ele gosta de fazer". (Labuer)
"Deus usa médicos e remédios, mas as vezes não deixa que eles nos ajudem para nos lembrarmos que não devemos colocar nossa confiança em outro senão no Senhor". (Labuer)
"Acho que a Igreja no Brasil é missionária, pois por onde passamos ouvimos sobre missões e vimos fotos de missionários nas paredes”. (Labuer)
"Deus usa médicos e remédios, mas as vezes não deixa que eles nos ajudem para nos lembrarmos que não devemos colocar nossa confiança em outro senão no Senhor". (Labuer)
"Acho que a Igreja no Brasil é missionária, pois por onde passamos ouvimos sobre missões e vimos fotos de missionários nas paredes”. (Labuer)
“A Igreja no Brasil é tão grande que, se enviar um pouquinho dos seus membros para missões, em breve não teremos mais gente que desconhece Jesus no mundo”. (Labuer)
"Já conversamos muito tentando encontrar o principal motivo para o povo de Deus não evangelizar, e concluímos que o principal é mesmo a preguiça”. (Labuer)
"Já conversamos muito tentando encontrar o principal motivo para o povo de Deus não evangelizar, e concluímos que o principal é mesmo a preguiça”. (Labuer)
"A história de Davi e Golias não é sobre guerra ou vitória, mas sim sobre confiança. O pequeno Davi tinha tanta confiança no Senhor que tinha paz em guerrear". (Makandá)
"Paulo e Silas louvavam a Deus na prisão. Deus deseja que confiemos ao ponto de termos a Sua paz, mesmo antes dEle abrir as cadeias". (Makandá)
"Agradecemos à Igreja no Brasil por nos enviar o evangelho. E agradecemos também porque o evangelho não chegou só, mas acompanhado por cuidado de saúde, escolas e ajuda aos pobres". (Makandá)
"A clínica em Koni trata hoje mais de 4.000 pessoas por ano, e evangelizamos a cada uma delas. Somos uma clínica missionária”. (Makandá)
"Dos que passaram pelas escolas Konkombas de Koni, 4 já chegaram à universidade". (Makandá)
“Este problema (poligamia) e muitos outros são problemas desta primeira geração de convertidos em Koni. Ensinamos nossos filhos sobre o ideal de Deus e na geração deles já não enfrentarão este mesmo fardo”. (Makandá)
"Santidade é como lavar nossa roupa com um sabão bem forte. O sabão é a Palavra de Deus e precisamos usá-lo todos os dias". (Labuer)
"Agradecemos à Igreja no Brasil por nos enviar o evangelho. E agradecemos também porque o evangelho não chegou só, mas acompanhado por cuidado de saúde, escolas e ajuda aos pobres". (Makandá)
"A clínica em Koni trata hoje mais de 4.000 pessoas por ano, e evangelizamos a cada uma delas. Somos uma clínica missionária”. (Makandá)
"Dos que passaram pelas escolas Konkombas de Koni, 4 já chegaram à universidade". (Makandá)
“Este problema (poligamia) e muitos outros são problemas desta primeira geração de convertidos em Koni. Ensinamos nossos filhos sobre o ideal de Deus e na geração deles já não enfrentarão este mesmo fardo”. (Makandá)
"Santidade é como lavar nossa roupa com um sabão bem forte. O sabão é a Palavra de Deus e precisamos usá-lo todos os dias". (Labuer)
“Temos muitos problemas na Igreja Konkomba que precisamos resolver. Orem conosco para termos coragem de mexer nos mais difíceis. E também sabedoria para achar soluções para os complicados”. (Labuer)
“O crente Konkomba, quando é disciplinado, não pode entregar sua oferta à Igreja. Entendemos que ofertar é um privilégio, e isto o ajuda a desejar se reconciliar mais rapidamente com o Senhor”. (Labuer)
"Antes ouvíamos a Palavra pelos missionários Ronaldo e Rossana, e a repetíamos. Hoje a lemos em nossa língua, Limonkpeln, e a ensinamos. É muito melhor”. (Labuer)
"Antes ouvíamos a Palavra pelos missionários Ronaldo e Rossana, e a repetíamos. Hoje a lemos em nossa língua, Limonkpeln, e a ensinamos. É muito melhor”. (Labuer)
Tem também esses vídeos de alguns momentos de Labuer e Makandá ministrando aqui no Brasil:
Nosso Informativo Mensal
By : Kadu Olá meus queridos amigos e leitores deste blog. Há algum tempo que não posto aqui nosso informativo, principalmente nesse formato mais bem ajustado, mas, aí está.
Nesse informativo estamos falando um pouco sobre o que temos vivido, que, pra quem acompanha sempre o blog deve estar um pouco mais inteirado.
Temos novidades, várias coisas que estamos enfrentando e encarando, nossos planos, o que temos feito, etc...
Nesse mês que passou também celebramos os 26 anos da minha esposa: a pessoa mais especial-linda-carinhosa-valente-linda-amiga-virtuosa-linda-meiga-inteligente-sensível-linda-interessante-gente boa-simpática-linda-cuidadosa-organizada-linda-responsável-criativa-linda-linda-linda-linda que existe!!!! Ore pra Deus continuar fazendo dela um instrumento em Suas mãos..., Ele sabe que pode contar com ela!!
No informativo falamos um pouco mais sobre o seminário que estamos organizando e participando, em formato de acampamento..., temos vagas ainda e você pode conferir mais sobre no site do Seminário Meta Noia Morphose, clicando aqui.
O blog
Este blog está comemorando seus 2500 acessos e mais de 4200 page views em apenas 100 postagens. Ficamos imensamente gratos por nos acompanhar, comentar, mandar email, divulgar, etc... Ainda temos muito a escrever, porém temos nos empenhado em várias coisas ao mesmo tempo, por isso fica corrido pra postar todos os dias algo novo.
Nestas correrias, temos outro blog que contribuímos escrevendo: Que Post de Evangelho é Esse? - clica aí e entra lá!
Além disso queria deixar nossos contatos eletrônicos:
email: ka_du2@yahoo.com.br
twitter: @ka_du2
orkut e facebook: Kadu Oliveira
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Algumas pistas pra saber o que verdadeiramente te alimenta
By : KaduAbra a Bíblia: João 4:31-38
A afirmação de que Jesus tinha algo pra comer que os discípulos não conheciam é o que creio ser o que o Espírito Santo quer revelar pra nesses dias pra você. Creio que, durante a leitura desse livro você tem entendido que há algo pra se buscar em Deus, algo que te alimente de verdade. Creio que a esta altura você já deve estar faminto à procura de conhecer essa comida que realmente pode te alimentar.
E esse “conhecer” de que Jesus fala, é conhecer com mais detalhes, mais plenamente, afinal, você já O conhece, certo? Talvez, por isso, seja até somente relembrar.
Se você não é daqueles que anotam suas experiências com Deus, suas meditações, as palavras que Ele já te deu, peça ajuda agora ao Espírito Santo pra te ajudar a lembrar daquilo que Ele já te falou sobre o “alimento” que você ainda não conhece plenamente.
Se você costuma anotar o que Ele te fala, busque em suas antigas anotações as pistas pra isso, também pedindo auxílio ao Espírito Santo.
Pra te ajudar, esse texto traz como pista que essa “comida”, que te alimenta verdadeiramente, é fazer a vontade daquEle que te enviou e concluir a Sua obra. A chave aqui é a obediência àquilo que Ele já te falou ou quer te falar pra fazer. Essa realmente é a única comida que pode te satisfazer.
Você já se percebeu plenamente satisfeito realizando algumas coisas específicas? E já percebeu que em algumas outras, por mais que possam te trazer o que toda a sociedade ao redor diz ser o “melhor”, não te satisfazem por completo? Algumas delas te trazem mais dinheiro, outras mais reconhecimento e gratidão da parte de amigos e conhecidos..., mas só há uma que te satisfaz! E se você parar pra relembrar e analisar, são as coisas que você faz em obediência e submissão à vontade de Deus. Essa é mais uma indicação sobre o alimento que você desconhece; a vontade de Deus pra você.
Outra pista que o texto traz pra que você medite é que a procura ideal, na busca por esse alimento, é nos “campos maduros para colheita”.
Talvez você seja dos que semeiam. Porém, se for dos que colhem, procure esses campos maduros.
Sua satisfação plena pode estar somente descobrindo os lugares onde você pode colher o que não cultivou; onde outros realizaram o trabalho árduo da semeadura e você virá a usufruir do trabalho deles. Medite nisso! Se assim for, os campos estão maduros. O próprio Pai te está dando a colheita e seu trabalho é colher. Simples assim!
As coisas mais simples que fazemos normalmente são as que mais satisfazem, que alimentam plenamente, e esse é um dos maiores segredos para se encontrar o alimento “desconhecido” de Deus pra você.
Obs: esse devocional faz parte do livro que estou escrevendo sobre o assunto, com 100 meditações minhas transformadas em devocional pra quem for ler..., ore por esse projeto, apóie, comente!!
Abraço!!!!
Obs: esse devocional faz parte do livro que estou escrevendo sobre o assunto, com 100 meditações minhas transformadas em devocional pra quem for ler..., ore por esse projeto, apóie, comente!!
Abraço!!!!
Algo que não fazemos com frequência..., mas deveríamos.
By : KaduVi esse vídeo como indicaçãodo meu grande amigo-irmão Leo Foregatto.
Quando vejo essas coisas sempre me pergunto: porque os cristão não estão fazendo isso??
Simplesmente sem palavras...
Quando vejo essas coisas sempre me pergunto: porque os cristão não estão fazendo isso??
Simplesmente sem palavras...
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