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Vida que segue - Meditando em Atos 3:1-13

By : Kadu

Certo dia Pedro e João estavam subindo ao templo na hora da oração, às três horas da tarde.
Estava sendo levado para a porta do templo chamada Formosa um aleijado de nascença, que ali era colocado todos os dias para pedir esmolas aos que entravam no templo.
Vendo que Pedro e João iam entrar no pátio do templo, pediu-lhes esmola.
Pedro e João olharam bem para ele e, então, Pedro disse: "Olhe para nós! "
O homem olhou para eles com atenção, esperando receber deles alguma coisa.
Disse Pedro: "Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isto lhe dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, ande".
Segurando-o pela mão direita, ajudou-o a levantar-se, e imediatamente os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes.
E de um salto pôs-se de pé e começou a andar. Depois entrou com eles no pátio do templo, andando, saltando e louvando a Deus.
Quando todo o povo o viu andando e louvando a Deus,
reconheceu que era ele o mesmo homem que costumava mendigar sentado à porta do templo chamada Formosa. Todos ficaram perplexos e muito admirados com o que lhe tinha acontecido.
Apegando-se o mendigo a Pedro e João, todo o povo ficou maravilhado e correu até eles, ao lugar chamado Pórtico de Salomão.
Vendo isso, Pedro lhes disse: "Israelitas, por que isto os surpreende? Por que vocês estão olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar por nosso próprio poder ou piedade?


Atos 3:1-13


Algo que devemos ter como importante nesse texto diz respeito ao olhar. Nos versículos 3, 4 e 5 temos uma troca de olhares que define as ações desses texto.
E essa troca de olhares é precisamente algo que falta a nós, cristãos, nos dias atuais. Aquele olhar atento, que não vê só o que pode ser visto, mas que olha além, com olhos da fé, não da crença simplesmente, mas da fé, do resultado do relacionamento com Deus.
Falta pra nós hoje olharmos com atenção os aleijados que são colocados todos os dias na nossa frente, no nosso caminho, por onde passamos. Falta enxergarmos quem estes são, porque estão ali, como chegaram onde estão, pra onde podem e devem ir. Falta olharmos para estes como Deus olharia, como Ele de fato olha!
O aleijado do texto deve ser aplicado a nós hoje pela figura dos desvalidos, dos rejeitados, dos mendigos, prostitutas, meninos de rua, dos marginalizados, daqueles que não tem como, por si só, chegarem a sair de onde estão..., precisam ser "levados" todos os dias até onde querem ou precisam estar. E muitos deles tem escolhido estar próximos de quem pode trazer algum refrigério, fazer alguma diferença, nós, os cristãos. Mas não os olhamos com olhares atentos, com os olhos da fé.
Por olharmos com olhos naturais, damos a eles o que pedem. Se nos pedem uma esmola, é esmola que terão. Se nos pedem água, é água que damos. Se nos pedem comida, é comida que damos. Se nos pedem pinga (sim, pinga!), é pinga que damos.
Esse ato de dar o que pedem, na maioria das vezes (infelizmente) não tem nada a ver com ato deliberado de dar ao próximo, pois dar é melhor que receber. Esse ato tem muito mais a ver com o fato de lavarmos nossas mãos, tirarmos de nossos ombros a responsabilidade, acariciar nosso individualismo, exaltar nosso egocentrismo gospel!
O resultado desse doar, sem parar pra olhar atentamente a real necessidade dos aleijados que estão no nosso caminho, é glória pra nós mesmos, pra instituição que representamos, pra mão esquerda que se levanta de alegria pra proclamar o que a mão direita acabou de fazer! Não é Deus reconhecido nesse ato, nem glorificado, nem é sinalizado o Reino de Deus. Simplesmente, vida que segue..., amanhã o aleijado, já acostumado com isso, pede pra alguém levá-lo lá de novo pra que receba de novo de uma água que não sacia. Vida que segue..., ninguém é tomado de "assombro", ou de "espanto", de admiração ou perplexidade, porque todos estamos acostumados com o menino de rua que pede esmola no semáforo..., abrimos o vidro (quando abrimos!) e damos uma moedinha. E vida que segue...
Mas, se é o Reino de Deus que queremos proclamar, se é a Glória devida a Ele que devemos demonstrar,
devemos rever nossa maneira de olhar para os "aleijados" em nossos caminhos. Repito, esse aleijado pode ser a situação que for, racismo, desavença, desemprego, imoralidade, deficiência, pobreza, injustiça, desigualdade, guerras, fome, problemas de saúde, etc. Seja o que for, se olharmos para essas situações com olhos "carnais" (não gosto dessa palavra mas não encontro outra pra descrever o que quero), com olhos naturais, daremos a estes o que estão pedindo e recebendo vez após vez, sem contudo alcaçarem aquilo que poderia saciar e resolver o real problema enfrentado. Muitas vezes, como aconteceu com os apóstolos, o fato que vemos nem será o fato verdadeiro a ser enfrentado. O aleijado pediu dinheiro, uma esmola, achando que aquilo resolveria seu problema atual, mas os Pedro e João, por olharem atentamente pra ele, viram que seu real problema era outro..., e ao resolverem o problema real, os outros também seriam resolvidos. Decidiram que, praquele momento, buscar o Reino de Deus e sua justiça em primeiro lugar naquela situação, é o que poderia acrescentar as outras coisas.
Sempre deve ser assim!
Mas, imagina qual seria o resultado se Pedro e João tivessem ignorado aquele aleijado jogando suas esmolas!? Se o aleijado fosse "legalzinho" ficaria grato e poderia honrar aquele ato dos dois e, vida que segue. Talvez se tornaria seguidor deles, indo onde os apóstolos fossem pra conseguir sempre uma "boquinha"..., é claro que alguém precisaria continuar levando ele até os apóstolos! E Deus? E o Deus dos apóstolos? O Deus dos oprimidos e injustiçados? 
Agora a pergunta, aquela que nos incomoda: qual a resposta que VOCÊ E EU, com nossas vidas, temos dado às questões que os "aleijados" dessa vida nos trazem todos os dias?
Como responderemos as situações de injustiça e desigualdade que enfrentamos e vemos diariamente? Infelizmente, temo que se esse aleijado vivesse hoje e estivesse na porta de nossos templos receberia prata e ouro!! Dia após dia..., numa promessa "infalível" de prosperidade se confessasse seus pecados e vivesse pela "fé"! E vida que segue...
O resultado de nossa péssima resposta, sem olhar atentamente para os reais problemas, é glória pra nós mesmos, pra nossas instituições, pra nossas religiões, pra nossas ONG´s e ações..., bem diferente do resultado promovido pela ação dos apóstolos com o aleijado. Leia o capítulo inteiro pra perceber isso.
Repito: como nós, cristãos que vivenciam tantos problemas nos tempos atuais, temos olhado para os problemas? Como temos respondido? Qual o resultado de nossa vida de fé, de nossas ações práticas?

Quer ver as paredes tremerem?

By : Kadu
 Cuidado, contém imagens fortes abaixo!

Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente.
Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do teu santo servo Jesus".
Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.
Atos 4:29-31


Tem muita gente que gosta do versículo 31 de Atos capítulo 4. Muitos relatam maravilhas como essa em tempos que passaram orando, seja na igreja ou "no monte". Muitos citam isso com desejo ardente de que aconteça, colocando nisso um poder testificador de alguma coisa.Vai me dizer que você também nunca quis experimentar isso: enquanto ora, ou ao término de sua oração "poderosa", tremer tudo!?
Não sou cético ao ponto de duvidar que isso realmente ocorra ou já deve ter sido experimentado por você. Até algo diferente mas com o mesmo "poder" sobrenatural, de verdade, não duvido...

O que me deixa cético a ponto de duvidar da grande maioria dos casos relatados e daqueles que desejam que isso ocorra é o fato de não compreenderem algumas coisas relacionadas a esse texto.
Muito se tem dito que maravilhas e milagres não são rotineiros (senão obviamente não seriam milagres!) e que eles ocorrem apenas pra sinalizar algo maior, pra trazer glória ao Cordeiro, pra mostrar quem Ele é, pra atrair pessoas a Ele. Porém, não sei se é algo demoníaco (pode muito bem ser) ou bobeira nossa mesmo, que nos cega e faz com que esse discurso seja repetido, me parece, em vão.
Enfim, além de não entendermos isso, muitos de nós não estamos também dispostos a compreender onde nosso compromisso com Deus pode nos levar num mundo tão corrompido como o que vivemos. O compromisso dos apóstolos, no trecho que nos baseamos pra buscar os "tremores espirituais", trouxe a eles sofrimento! Verdade!! Sofrimento!! Não trouxe glória, carros novos, prosperidade material, salários maiores, promoções, saúde perfeita, etc. Trouxe a eles outra coisa que rejeitamos e temos como atestados de falta de fé, pecado ou possessão: perseguição! E perseguição pelos líderes das igrejas!! Impressionante não?
Pois é, se hoje você é perseguido pelos líderes das grandes e proeminentes igrejas, bye-bye tremor
depois que você ora! Isso porque você vai ser taxado de "rebeldão" e aí, como é que Deus vai sacudir alguma coisa? A não ser que ele trema tanto que as paredes caiam sobre você, pecador!!! (Brincadeira!)
Bom, infelizmente (ou felizmente!) não é bem assim. Nossa proximidade com Deus e com seus planos pode (deve?) muito bem acarretar consequências naturalmente desastrosas! Principalmente problemas relacionados a perseguição religiosa. E não por não- religiosos, mas pelos mais influentes e conhecidos religiosos ao seu redor, infelizmente!
Está disposto a isso? A consequência é tremer o lugar que você estiver orando!
Mas espera, não tão rápido!!!! Tem gente compreendendo essas situações mas deixando passar despercebido algo também muito importante revelado nesse texto. O que foi que Pedro, João e o povo ali orou a respeito disso que estavam passando (perseguição, enfrentamento, prisão, tortura)? Se talvez fosse antes, João ainda oraria pra descer fogo sobre esse povo!!! Talvez fosse você e EU, também pediríamos isso! Mas, numa plena compreensão da Nova Aliança, revelada naquEle que eles estavam pregando, Jesus Cristo, eles oram simplesmente pra que Deus considere (apenas considere!) as ameaças e os capacite a pregar mesmo assim! Eles pedem poder, não pra ficarem ricos, terem
influência na mídia e na política, serem prósperos e assim conquistarem mais público pra que vejam que eles não são tão ruins assim e os "perseguidores" caiam em descrédito..., eles pedem poder pra continuarem pregando, pra que tenham coragem de continuar fazendo o mesmo, ainda que nada ao redor mude..., o que de fato ainda não mudou, até os dias de hoje(em relação a persguição)! Imagina só se a ideia toda fosse pregarmos até onde desse, até quando tivéssemos liberdade, e, se não mais a tivéssemos, fugíssemos ou pedíssemos pra Deus acabar com tudo, tipo "Mi-mi-mi..., misericórdia!" e essas manhazinhas que ainda temos. Imagina só se eles tivessem deixado a prerrogativa de que tínhamos que orar é pra ficarmos, então, na nossa, dentro de nossas comunidades, quietinhos,
pregando só pra quem quer ouvir, ou praqueles de nossos "clubes" de final de semana? Não!!! A prerrogativa é ao contrário..., a ideia é não nos intimidarmos e termos ainda mais coragem, pregarmos mais, sairmos por aí realizando sinais e maravilhas ainda mais, com o objetivo claro de apontar pra Ele, somente Ele!
O que tiramos de tudo isso? Queremos experiências com Deus, mas tenho absoluta certeza que Ele não vai dar pra maioria de nós!! Porquê? Porque as queremos pra massagear nossos egos, pra parecermos maiores e melhores para os outros, pra que nosso ministério ganhe destaque, pra que a parede trema quando EU estiver orando, etc. Não! Porque queremos nos fechar ainda mais, ainda
com a "coragem" (ou seria a falta dela?) de agradecer porque temos liberdade de culto onde estamos vivendo! Não! Porque não queremos nos comprometer com Cristo e promover seu Reino, sua Glória e seu Poder, mas somente nós mesmos, nossa denominação, nosso nome, nosso ministério! Não! Porque quando "sofremos" algum ataquezinho, por menor que seja, logo nos enchemos de "mi-mi-mi" e síndrome de coitados, nos acovardando ou pedindo pra Deus descer a porrada nesses que nos "perseguem", muito mais do que apenas considerar os ataques dos "perseguidores".
No final de tudo, ainda oramos, e choramos, e cantamos, numa "lovação" sem noção, esperando que as paredes tremam pra podermos celebrar o quanto somos bons! Esse é o resultado!!
Mas esse é o resultado da oração da época, do tremor das paredes praqueles  seguidores de Cristo? Absolutamente não! Eles se encheram do Espírito Santo, cheios de coragem pra pregar as boas novas por aí, e até mesmo pra aguentar a dispersão! E não só isso, se você seguir lendo esse texto, vai ver mais resultados pra vida cotidiana e prática da comunidade.
Te deixo a pergunta: quer ter "experiências sobrenaturais e espirituais"? Quer ver as paredes tremerem? Sim? Então aproveita e queira também coragem pra enfrentar perseguição, prisão, xingamento, porrada, espada, morte e tudo mais, até mesmo dos seus ídolos e líderes religiosos e gospel da atualidade. Aproveita e pede também pra renunciar a si mesmo, aos seus bens. Pede pra Deus te dar coragem de vender tudo o que tem pra compartilhar com quem precisa. Pede coragem pra
pregar o evangelho até mesmo se alguém te colocar uma arma na cara! Pede força pra aguentar uma dispersão se for necessário pra que Cristo seja glorificado na sua história!
Quer fazer as paredes tremerem?? Certeza?
Lembre-se, não se trata de você, mas dEle!!
Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente.
Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do teu santo servo Jesus".
Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.

Atos 4:29-31

Pensamos o suficiente quando lemos a Bíblia?

By : Kadu
Texto extraído do site da Ultimato, pra ler no seu lugar de origem clique aqui!

“Todos nós temos uma tendência a pensar que o mundo deve estar de acordo com os nossos preconceitos. A visão oposta envolve algum esforço de pensamento, e a maioria das pessoas iria morrer antes de pensar - na verdade, é o que fazem.”1 A frase é do matemático e filósofo ateu Bertrand Russell (1872-1970). É cutucão oportuno para que cristãos e não cristãos se perguntem se pensam – o suficiente, talvez – quando leem a Bíblia.

Arthur L. Schawlow, prêmio Nobel de Física de 1981, considerou que “somos afortunados em termos a Bíblia, e especialmente o Novo Testamento que nos fala sobre Deus em termos humanos muito acessíveis, embora também nos deixe algumas coisas difíceis de entender.”2 Schawlow via na Bíblia valiosa fonte de conhecimento, da qual não se usufrui sem significativo envolvimento da mente, visto que ela também nos deixa “algumas coisas difíceis de entender.”

Obviamente há os que preferem não ler a Bíblia; desses, muitos se julgam capazes, mesmo assim, de opinar sobre o cristianismo. No meio acadêmico a situação é particularmente curiosa. O Prof. John Suppe, da Universidade de Princeton, membro da Academia Nacional de Ciências dos EUA, parafraseou o que lhe caiu como raio em certa ocasião na capela universitária de Princeton, ainda antes de se tornar cristão convicto: “Vocês [professores e estudantes] conhecem muito bem o seu negócio acadêmico. Mas seu conhecimento do cristianismo é de jardim da infância.”3 Pois para conhecer a proposta cristã é preciso ler e entender – ao menos até certo ponto – o relato bíblico.

Quando lemos a Bíblia, a reflexão cuidadosa – como acontece também em ciência – precisa proceder em estrita conformidade com a natureza objetiva do que está sendo lido e estudado. Assim, por exemplo, é preciso dar aos evangelhos (a parte da Bíblia que trata da história de Jesus) a oportunidade de comunicar sua mensagem; e Jesus precisa ser entendido de acordo com seu próprio discurso. Por isso não “vale” ler passagens bíblicas desconsiderando o contexto, inclusive as intenções nele expressas, ou ainda munido de preconceitos ou premissas especulativas. O evangelho de Lucas, por exemplo, precisa ser lido como um texto escrito pelo motivo exposto logo no seu início. Ali, Lucas informa a Teófilo, seu primeiro leitor, que lhe “pareceu conveniente, após acurada investigação de tudo desde o princípio, escrever de modo ordenado... para que verifiques a solidez dos ensinamentos que recebeste.” (Lucas 1.1-4) Semelhantemente, o evangelho de João precisa ser lido considerando que foi escrito “para que vocês creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, crendo, tenham vida por meio dele” (João 20.31). Da mesma forma, é imprescindível lembrar que o Novo Testamento é portador de informação de “testemunhas oculares” (2 Pedro 1.16). E assim por diante.

Com relação ao discurso de Jesus, principal veículo da mensagem do Cristianismo, percebe-se que ele:

- É desafiador: “Eu lhes mostrarei a que se compara aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica. É como um homem que ao construir uma casa, cavou fundo e colocou os alicerces na rocha. Quando veio a inundação, a torrente deu contra aquela casa, mas não a conseguiu abalar, porque estava bem construída. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as pratica, é como um homem que construiu uma casa sobre o chão, sem alicerces. No momento em que a torrente deu contra aquela casa, ela caiu, e a sua destruição foi completa” (Lucas 6.47-49).

- É relacional: “Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneçam no meu amor... O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei” (João 15.9 e 12).

- Não é endereçado aos autossuficientes: “Respondeu-lhes Jesus: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos; eu não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento” (Lucas 5.31-32).

- É voltado à satisfação e segurança do homem: “O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.” (João 10.10). Disso pode resultar em nós a “confiança em que Deus me será fiel em qualquer situação da vida, e em que Ele é o garantidor e o fundamento da minha vida, de forma que minha vida não mais poderá perder seu sentido.” Esse foi o testemunho do Prof. Helmut Thielicke (1908-1986), ex-reitor da Universidade de Hamburgo.

O chamado de Jesus na passagem de Lucas 5 mencionada anteriormente, e suas consequências são explicadas com maior detalhe por Paulo de Tarso:

- “... deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês.” (Romanos 12.2)

- “É preciso que o coração e a mente de vocês sejam completamente renovados.” (Efésios 4.23)

É por isso que a leitura da Bíblia nos leva a “ler” nossa mente de forma crítica, e a reconheceremos nela não o instrumento soberano ao qual tudo se deve submeter, mas o grande instrumento que precisa da “completa renovação” operada por Deus, o soberano. A Bíblia e a mente: precisamos de uma para ler a outra.

Notas
1. Bertrand Russell – The ABC of Relativity, 1a edição, 1925.
2. Em H. Margenau e R.A. Varghese (editores) – Cosmos, bios, theos, Open Court, Chicago, 1992. ISBN 0812691865.
3. John Suppe – “Odinary memoir,” em P. M. Anderson (editor), Professors Who Believe, InterVarsity Press, 1998.

Por uma vida mais subversiva...

By : Kadu
Mas eles insistiam: "Ele está subvertendo o povo em toda a Judéia com os seus ensinamentos. Começou na Galiléia e chegou até aqui"Lucas 23:5 NVI

Perdemos a força, perdemos os modos. Nos alinhamos a uma roda que gira conforme o que domina este mundo ao nosso redor. E os dominadores deste mundo tenebroso nada tem a ver com o Cristo, aquele que tinha a força e os modos que causavam esse espanto todo, inclusive naqueles que se diziam detentores das coisas de Deus, da palavra e dos modos do próprio Deus.
Hoje, ao invés de subersivos, temos sido compassivos (no pior sentido da palavra), submissos a um modo de vida que não choca, não se rebela, não reforma, não é subversivo em nada!
Pra que se entenda um pouco melhor a palavra subversão:

A palavra "subversão", é um adjetivo que se originou do latim a partir da palavra subversu, que significa desestabilizar. O dicionário descreve como: 


Subversivo (que discursa de forma dúbia);
Pessoa revolucionária, que faz rebelião;
É uma ação de subverter, criar uma anarquia;
Quem arruina, faz com que se confunda a forma de pensar mudando os rumos dos objetivos propostos inicialmente num projeto, com a intenção de criar um caos.
Fonte: http://www.dicionarioinformal.com.br/subversão/


Não temos sido assim, embora deveríamos. E isso soa estranho aos olhares e ouvidos conservadores. Soa ainda mais estranho no mundo atual de "paz e amor gospel", daquele famoso jargão "não julgueis" ou do pensamento fatalista de que o mundo vai de mal a pior e é assim mesmo!
Não! Me recuso a pensar assim, embora ainda esteja longe de agir completamente assim.
Meus pensamentos se voltam ao texto de Atos 16, quando Paulo e Silas provocam um "girar invertido da roda", quebrando a "banca" ao tirar o lucro de algumas pessoas em Filipos. O que se diz a respeito desses crentes bonzinhos é: "Estes homens são judeus e estão provocando desordem na nossa cidade". (Atos 6:20 NTLH)
Como cristãos, temos que subverter nosso modo de economia atual, de lucros injustos e indevidos, um sinal desse texto de atos.
Como cristãos, temos que subverter nosso modo de religião atual, de impôr fardos pesados sobre os outros, fardos estes que nem os que os impõem conseguem carregar.
Como cristãos, temos que subverter nossos modos culturais, de privilégios, de desigualdades, de bobeiras e besteiras que são tidas como artes.
Como cristãos, deveríamos causar mais impacto na sociedade atual, impacto real e verdadeiro, sinalizando a Cristo e seu Reino, e não a nós como "povo gospel" de cultura absurda, exclusivista e de gueto; de economia "próspera" onde supostamente quem tem mais fé (entenda-se: dá mais dinheiro para os líderes) tem 7 vezes mais que os outros, onde o luxo dos "templos de Salomão" contrastam com a pobreza e miséria da maioria do mundo ao redor; de religião papal, com figuras de líderes proeminentes, que valem mais que os outros, que tem mais poderes que outros, que tem mais privilégios que os outros, que não servem ninguém mas querem ser plenamente servidos, que em nada lembram aquele que na última ceia não quis ser servido, mas serviu até mesmo seu delator, essa atual religião de dogmas e doutrinas sem sentido que aprisionam a mente daqueles que deveriam ser também sacerdotes.
Enfim...
Fico a pensar nessas coisas pois tenho ouvido muitas vezes sobre o suposto privilégio que temos ao vivermos num país livre de perseguições ao nosso culto e profissão pública de fé. Desculpem-me os que pensam assim, mas ouvir isso me causa calafrios e meus nervos saltam sob a minha pele. Fico louco ao pensar nisso!! 
Afinal, é óbvio, mas pra muitos nem tanto, que não sofremos coisa alguma porque não vivemos coisa alguma parecida com o que o próprio Cristo viveu, com o que Paulo viveu, com que os apóstolos viveram, com o que os grandes reformadores viveram, com o que os missionários viveram e ainda vivem mundo afora e Brasil afora também. Isso mesmo, Brasil afora!
Sim, no Brasil, quem vive o verdadeiro evangelho de Cristo, sinalizando o Reino de Deus, também sofre por ser subversivo. E te convido a fazer uma análise de si mesmo, se você tem de alguma forma sido subversivo, ou se tem "medinho" do que os outros vão falar.
Pra quem acha um "privilégio" viver num país que não persegue, convido você a travar uma batalha como a que travou e ainda trava a ATINI. Fale isso praqueles que trabalham no meio político, como sinalizadores do Reino. Te convido a pensar nos que estão nas favelas dominadas pelo tráfico tentando tirar os "aviõezinhos" dos senhores do crime. Te convido a adentrar as lideranças políticas da sua própria denominação e tentar fazer com que as verbas dela sejam destinadas mais pra fora do que pra dentro dos templos. Se for um dia convidado a pregar na sua igreja ou num acampamento de carnaval, fale mais sobre a realidade dos abusos cometidos, abusos físicos, sexuais, etc. Também te convido a chegar em seus familiares e demonstrar um outro estilo de vida, bem mais simples, bem menos preocupado com coisas, com profissões, com contas a pagar. Te convido a escrever algum texto desse, porque até você que está lendo já deve estar aí pensando em alternativas para um modo de vida subersivo. Eu escrevo e também fico a pensar...
Mas, a verdade é que temos que "causar", muitas vezes ser espada e não paz, muitas vezes ser "entregue às autoridades" até pelos próprios familiares, ser excluídos de nossa denominação, ser exilados políticos, presos, escarnecidos, intimados, julgados, sentenciados..., se isso tudo é necessário para que Jesus seja visto, seja manifesto, e o caminho possa ser aplainado para que seu reino venha! E não sei se é novidade pra você, mas tem algo que foi dito a Timóteo que serve perfeitamente para todas as épocas, inclusive pra nós hoje: "De fato, TODOS os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos." (2 Timóteo 3:12 - grifo meu)
Infelizmente não é algo que temos visto e ouvido. Subersão dá trabalho, causa mais perdas do que ganhos (no que a roda atual define ser ganhos e perdas).
Alguns me dirão aquele papo de não julgueis (de novo!) e podem até dar mais "trabalho" a esse pensamento falando sobre a necessidade de ser pacificadores. Não sei se entendem o que realmente estão dizendo, ou se estão querendo repetir uma história como a da Pax Romana..., talvez desconheçam esse fato, mas o argumento mais simples é que a paz que eu busco não é a de Pão e Circo, mas a paz que excede todo entendimento, aquela do estabelecimento do Reino, o qual muitas vezes é conquistado a força, na força da subversão, por Amor, pelo Amor...

Canção da Redenção

By : Danilo Ladentim
Acordei definitivamente pronto a escrever um texto aqui no blog, mas  passando pela internet, me lembrei dessa música, do grande Bob Marley. Acredito que não precisarei escrever nada, além de trazer a tradução da mesma para vocês pensarem. Deixem suas percepções para construirmos juntos nossa reflexão acerca dela. Abraço a todos!!!


Canção da Redenção 

Velhos piratas, é, eles me roubaram
Me venderam para os navios mercantes
Minutos depois deles
me tirarem do porão sem fundo
Mas minha mão foi feita forte
pela mão do Todo-Poderoso
Seguimos nessa geração
Triunfantemente

Você não vai ajudar a cantar
Essas canções de liberdade?
Pois tudo que já tive
Canções de redenção
Canções de redenção

Emancipem-se da escravidão mental
Ninguém além de nós mesmos pode libertar nossa mente
Não tenha medo da energia atômica
Porque nenhum deles pode parar o tempo
Por quanto tempo vão matar nossos profetas
enquanto ficamos parados olhando? uh!
É, alguns dizem que é só uma parte disso
Temos que completar o livro

Você não vai ajudar a cantar
Essas canções de liberdade?
Pois tudo que já tive
Canções de redenção
Canções de redenção
Canções de redenção

Dias de Luta, Dias de Glória

By : Danilo Ladentim
É certo que tempos difíceis estão sempre prontos a aparecer. Falo isso por experiência própria. Falo isso por sentir nas últimas semanas, que o mundo de qualquer pessoa pode desabar sobre os ombros de uma hora para outra e com ele toda a angústia e insegurança existente no mundo. Talvez soe como exagero, mas as tristezas estão a tona e prontas para nos devorar, assim como as alegrias voltam a ativa num simples piscar de olhos.

Então como agir? Lembro-me sempre de uma certa frase, conhecida de alguns: "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus"

Fácil de ler, difícil de entender!!! Todas as coisas? Inclusive as más?

Nos bons e prazerosos momentos da vida, essa frase soa extremamente entendível. Tudo faz sentido. mas nos maus momentos ela não se encaixa, não conforta.

Contudo, como em todas as situações, encontramos exceções. Por exemplo: momentos complicados financeiramente falando acabam sendo uma espécie de trampolim para aprendizados eternos. A pessoa que não conseguia se conter e gastava rios de dinheiro, comprometendo suas entradas mensais e deixando dividas atrasadas, aprenderá, após tudo isso, que a economia e a boa gestão, faz parte da administração financeira coerente nos dias de hoje.

Mas na minha mente, como agir em situações mais graves? Em situações de doença, possibilidades de morte, abusos, agressões, como lidar com esse emaranhado de problemas e ainda tirar proveito e ensinamentos disso? Como esse tipo de sofrimento trará bem ao homem?

A primeira lição que tiro é que meu cérebro, por melhor que seja, não é capaz de entender tais questões, apenas questioná-las mesmo. Sou restrito demais para poder tentar entender como isso pode funcionar, e em se tratando de Deus, muito menos conseguirei ter as respostas cabíveis nesse tal momento. Minha mente, raciocínio e lógica, não atuam no mesmo grau de inteligência Dele e correr atrás de tais respostas é nadas no seco.

O segundo ponto que reflito é que o "bem" escrito na frase citada no início do texto, não diz respeito somente as "sentir-se bem", pois com toda certeza não no sentiríamos bem ao perder um ente querido ou passando por alguma das situações citadas acima. Mas creio que essas situações nos atraiam para o "bem", nos fazem "caminhar para o bem".

Em momentos da vida, somos extremamente atraídos para perto de Deus e essa aproximação é genuína, real, sem máscaras. Estamos quebrados, doloridos e sabemos que o "Bem" é o único lugar que pode nos acolher e somente esse lugar, nos braços Dele, que a vida toma real sentido.

Nos momentos mais alegres e despreocupados da vida, dividimos nossa atenção. Nossa aproximação acontece, mas o foco é distorcido as vezes e não damos o real valor para aquele momento, adicionando elementos e com certeza, foco dividido não nos dá direção alguma.

Os dias maus nos levam para o Bem!!! me faz encontrar com aquilo que realmente sou. Me faz ver e compreender de fato quem Ele é. Nos dias maus me achego sem pedir nada para mim, sem trocas, sem barganhas, sem negócios, sem interesse. Não me "sinto bem", mas me sinto no lugar certo, me aproximando daquilo que é o "bem".

Depois de muitas confusões mentais escritas aqui, muitas delas não compreendias pelos leitores desse blog, começo a compreender  que tudo mesmo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, as alegres e as tristes, e das mais diversas formas tenho a chance de me aproximar Dele.


E a montanha russa da vida continua operando, mas...

"a vida me ensinou a nunca desistir, nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir...histórias, nossas histórias, dias de luta, dias de glória.

"Super-homem" ou "santo-pecador"?

By : Kadu


Fico pensando na nossa mediocridade em relação a nós mesmos e nosso relacionamento com Deus e com os outros...
O pensamento de super-homem que nos acomete, principalmente quando temos realizações o "suficiente" pra isso, faz de nós menos amantes do Pai, menos relacionáveis com outros e menos reconhecedores de quem nós somos. Batemos no peito e achamos que, desse ponto em diante, se trata de nós mesmos e podemos caminhar com nossos títulos, nossas forças, nossa inteligência, nossas realizações..., Deus vira um acessório pra corroborar e assinar embaixo apenas, no tocante as minhas "gloriosas virtudes". 
Estou me lembrando demais do meu falecido pastor Brennan Manning nesse momento...
Conversando com uma pessoa sobre relacionamento com Deus, percebi a necessidade que temos de cura de traumas que passamos em nossa vida e relacionamento com Deus. Porque? Porque isso nos bloqueia de nos relacionarmos com Ele, nos fazendo negar tudo o que diz respeito a Ele..., colocamos tudo num pacote
só e rejeitamos tudo. O que antes nos fazia bem, nos desafiava a viver plenamente a vida e trazia paz, contentamento e felicidade real, independentemente de qualquer circunstância, agora some e dá lugar a uma vida onde EU controlo tudo. Mais uma vez, nos tornamos super-heróis de nós mesmos e colocamos Deus de lado, nos relacionamos com os outro pela troca, pelo benefício que eles vão nos trazer e acabamos por não reconhecer mais exatamente quem nós somos.


Essas duas descrições acima, de situações reais, que acontecem todos os dias, me fazem pensar no texto de Lucas 7:36 - 50. Ali vemos uma pessoa, o fariseu, que parece ter vivido alguma dessas situações descritas acima, a quem nós podemos chamar de super-herói, e do outro lado alguém que também pode ter vivido
uma dessas situações descritas acima, mas com uma reação totalmente diferente em relação a presença de Jesus.
A única diferença entre os dois "tipos" descritos aí é que um deles conseguiu se curar de si mesmo, do seu senso de heroísmo e independência, do seu orgulho besta e egoísta. O que o texto parece passar, e já ouvi algumas pessoas dizendo sobre ele, é que existem os que pecam mais e os que pecam menos..., creio que a ênfase de Jesus nessa passagem não tem nada a ver com isso. Nossa condição de pecadores nos torna iguais diante de Deus e do seu perdão. Ele não perdoa alguns pecados apenas, ele perdoa todos! Ele não trouxe perdão para um pecado específico, uma ação errada que cometemos, mas para uma condição que nos afetava desde o Éden. Por isso, a ênfase aqui está no olhar que temos acerca de nós mesmos, e a consequente resposta que damos a esse fato.
O fato de olharmos pra nós mesmos com os filtros de nossas realizações, nossos feitos, sejam eles de super-heróis, sejam eles de frustração, nos fazem amar pouco, ou seja, refletir pouco quem Deus é, porque Ele é amor! E isso é crucial para uma sociedade ser afetada positiva ou negativamente, expandindo o Reino de Deus, ou expandindo os reinos do nosso próprio eu. Isso porque sem amor, sem amar, não compreendemos que Deus é, que nós somos, quem os outros são.
Agora, o fato de olharmos pra nós mesmos com o filtro do amor e perdão de Deus, demonstrados no sacrifício na Cruz, na renúncia do próprio Deus em se tornar homem como nós, nos fará reconhecer nossa incompletude (como diria o mestre Brennan), nossa fraqueza, nossas debilidades, nossas atitudes e pensamentos maus, nossas reações exageradas, nossa intolerância, nossa mentira, nossa falsidade, nossa
maneira de manipular os outros, nosso egoísmo, e por aí vai, numa lista interminável de frutos da nossa condição de pecadores, desde o Éden!
E ao que muito é perdoado, muito ama! Ao que compreende sua situação perante Deus, consequentemente compreendendo sua situação perante a sociedade e diante de si mesmo, muitos pecados como que "surgem" diante de nossa mente, nos mostrando a realidade do "sangue assassino" que corre em nossas veias..., mas também surge a necessidade de alguém que possa trocar esse sangue por algo novo, diferente, que traga vida, que traga a Vida! 
O fato aqui não é que seu pecado é maior ou menor que o do seu vizinho. O fato aqui é que todos pecamos e carecemos da graça de Deus, sendo assim, todos estamos em igual condição diante desse fato. A resposta que temos dado e as consequências que trazemos ao mundo ao nosso redor e a nós mesmos é que difere nesse caso. 
Alguns de nós tem reconhecido que não são super-heróis, não podem caminhar sozinhos. Alguns tem reconhecido diariamente a condição a que estão expostos e os pecados que são fruto disso. Estes percebem que somente um ato de total entrega, daquilo que lhe é valioso, como no caso da mulher do texto,
com humildade e verdadeiro reconhecimento de quem se é, nos trará a consciência real do perdão de Deus, de quem Ele realmente é, de onde Ele nos tirou, do que Ele nos livrou, e assim o resultado natural disso será o amor. Amaremos a Deus sobre todas as coisas, e ao nosso próximo como a nós mesmos. O grande problema de identidade que nos aflige nesse mundo afora, e que interfere em todas as relações entre todas as pessoas, acaba por ser "resolvido". Resolvido entre aspas pra que não dê a falsa sensação simplista da coisa toda.
Como bem disse Paulo, nossa luta vai continuar, porque nossa carne continuará militando contra o espírito, mas, enfim, nosso "estado" de humildade em relação a quem nós somos, a quem Deus é, e ao nosso próximo, nos fará ter sempre essa consciência de que somos apenas pecadores carentes da graça de Deus, nada mais..., se somos santos, como alguns se intitulam, o somos porque Deus vive em nós e nos santificou..., nossa santidade nesse caso não se trata de nós, de nossas realizações na luta contra o pecado, mas da realização de Cristo na cruz, na luta dEle contra o pecado!
Uma última observação disso tudo é que nosso pecado não diminui ou altera o amor de Deus por nós, mas diminui ou altera nossa reação de amor por Ele, por nosso próximo e por nós mesmos!
Pense nisso, seu "santo-pecador"!

"... Mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado..."

Pastor se suicida momentos antes do culto

By : Kadu

Originalmente postado no site ExtremoGospel.com

Um pastor da Geórgia e pai de dois filhos, que uma vez confessou que às vezes “não sinto que Deus esteja me ouvindo“, suicidou-se em frente de sua casa, enquanto sua esposa e filhos e 800 membros da congregação o esperavam para o culto na igreja no domingo.

De acordo com o Canal 13 WMAZ, Rev. Teddy Parker Jr., 42 anos, de Bibb Mount Zion Baptist Church, em Macon, Geórgia, foi encontrado por sua esposa, Larrinecia Parker, de 38 anos, na garagem de sua casa com um tiro disparado por ele mesmo.

Lakesia Toomer, um oficial da igreja, disse ao WMAZ, “Consideramos este um assunto privado entre a família e a família da igreja BMZ. Pedimos que o público respeite a nossa privacidade neste momento”.

Russell Rowland, um membro da igreja que empregou o irmão do pastor em sua empresa de jardinagem, disse ao The Christian Post em uma entrevista por telefone de que o pastor havia mandado sua esposa e suas duas filhas para a igreja antes dele na manhã de domingo e todos o estavam esperando para pregar a mensagem da manhã.

“Como ele não apareceu, foram procura-lo”, disse Rowland. “Estou muito surpreso porque não pregava isso. Pregava totalmente contra. É algo que a congregação não entende muito bem.”

Rowland explicou que os membros da igreja se reuniram na segunda-feira à noite e a atmosfera era “solene”.

“Todo mundo está chocado agora. Acredito que muitas pessoas estão tentando entender por que isso aconteceu. Estamos orando ao Senhor para obtermos orientação sobre isso”, disse ele.

A família do pastor encontra-se devastada sem entender o porquê isso aconteceu. O relatório do incidente do escritório do Xerife do Condado de Houston mostra que o suicídio foi relatado às 13:30 domingo.

Rowland descreve o seu pastor como um “homem muito feliz, carinhoso que se preocupava com as pessoas, especialmente com as crianças. Era um bom homem“, que o inspirou e não mostrava sinais de problemas financeiros ou de outro tipo. A igreja estava indo bem e estavam no processo de construção de uma nova igreja.

No entanto, um vídeo publicado em 2010 no You Tube, tem chamado à atenção de que talvez o religioso estivesse mostrando algum sinal.

No vídeo em seu sermão intitulado de “Enfrentando sua tempestade com confiança“, Parker mostrou suas lutas com a sua caminhada na fé.

“Sabe que um monte de vezes, nos sentimos que quando estamos passando por coisas e é tanto que não há ninguém ali conosco. E Adivinhem? Deus quer que você se sinta desta maneira. Sei que vocês foram salvos a muito tempo. Sei que são super espirituais e são verdadeiros santos, mas há momentos em sua vida, não sei quanto a vocês, mas há momentos em minha vida em que estou passando por algumas coisas que não posso sentir que Deus está lá”, confessou.

“Tento orar, mas não sinto que Deus está me ouvindo. Procuro servir, mas não me sinto que Deus está me usando. E há momentos em tua vida quando Deus se retira intencionalmente, ele não se retira para deixar-te, mas se retira para que possas crescer e amadurecer”, acrescentou, em uma mostra de respiração.

Rowland continuou: “Ninguém pode saber o que estava em sua mente quando ele fez isso”

Quando perguntado como se sentia a respeito de Deus e de sua fé, agora que seu pastor tinha tomado sua vida, Rowland disse que não vai parar de acreditar.

“Eu ainda acredito na minha fé. Eu ainda acredito em Deus. Eu ainda acredito em todos os seus ensinamentos (pastor). Acredito no que o pastor Parker foi me ensinando. Como eu disse, essa é uma das razões pelas quais eu sou um membro do que a igreja, por causa dele e nada mudou. estou no temor agora e eu estou querendo saber o que aconteceu com ele. Eu não posso dizer, você sabe. acho que é entre ele e o Senhor. Tudo o que eu puder fazer é orar “, disse ele.

Fonte: Christian post

Sua opinião: Você acredita que um cristão, que comete suicídio vai para o céu ou inferno?

Desconforto vs Sustentabilidade

By : Danilo Ladentim
Relembrando uma ideia de 2010, mas que a cada dia se torna mais real no contexto brasileiro.

Recebi um jornal esses dias atrás. Que novidade não é? Mas não era um mero jornal. Era aquele da igreja do "Macedinho, o grande homem de Deus da nossa geração". Parei, sentei e resolvi lê-lo como sempre faço. Procurei ao longo de minha leitura alguma notícia dentro desse "abençoado veículo de comunicação", e pior que achei...e não eram boas notícias, eram ótimas.
Uma mulher dizendo que teve sua vida transformada desde quando pisou dentro da igreja do tal pastor. Realmente algo tinha sido transformado, mas com certeza não era a vida daquela mulher. Dívidas de milhões que se transformaram em grandes empresas, fuscas que se transformaram em grandes carros importados. Grandes negócios, megas produções, dinheiro, dinheiro e muito dinheiro...pessoas que estavam em apuros se transformando em pessoas cheias do poder. Poder de Deus? Claro que não!!! Deus passa longe desse tipo de pessoa, ou melhor, essas pessoas é que passam bem longe de Deus.

Interessante pensar como o homem tem o grande talento de transformar crenças, inventar culturas não é? Somos capazes de atos grotescos e ainda por cima queremos colocar Deus no meio de toda essa bagunça. Quanta enganação! Quanta hipocrisia! Quanta cegueira! Quanta capacidade de querer se virar sozinho!

Em tempos de discussão mundial sobre meio ambiente, uma palavra resume todo o meu sentimento hoje: SUSTENTABILIDADE. Pelo dicionário, essa palavra significa capacidade de se sustentar. Parece bobagem, mas qualquer semelhança com o momento da igreja hoje, é mera coincidência. Como gostamos de proteger o que é nosso, de aumentar nosso ganhos mensais, de ter mais do que precisamos, de sermos independentes a qualquer custo. Como adoramos usar o evangelho a nosso favor.

Rapidamente, um texto da bíblia me vem a mente, Lc 12:13-33. Dois irmãos brigando por uma herança, talvez por uma grande quantidade de dinheiro, querendo ver como melhorar de vida às custas dessa situação. Jesus não hesita e diz: "Cuidado...a vida de um homem não consiste na quantidade de seus bens".

Quanta diferença existe entre a parábola desses dois irmãos e nossa vida hoje? Absolutamente nenhuma! Brigamos dentro de nossas igrejas para adquirirmos um nome de verdade, uma reputação maravilhosa para ver quem manda mais na instituição, e ainda queremos dizer que tivemos nossa vida transformada. Balela!!!

Alguns versículos mais tarde Jesus nos dá uma característica do evangelho que precisamos aplicar em nossa vida sempre.
Desconforto...acredito que o evangelho de Jesus tem tudo a ver com isso. Preciso me sentir desconfortável neste mundo, me sentir desconfortável enquanto olho meus irmãos vivendo uma vida diferente, quando vejo o adquirir de coisas ao meu lado e nada acontece comigo.

Desconfortável quer dizer que sei que o evangelho não é isso. O verdadeiro evangelho não precisa e não propõe vida fácil, com o bolso cheio de dinheiro ou meu ministério bombando à todo momento. É entender que ter uma vida transformada não tem nada a ver com dinheiro. Desconfortável porque sei o que é pagar o preço do real evangelho.
Jesus está propondo uma vida sem pensar no que vestir, ou preocupado com o que vai comer. Ele diz que os pagãos é que correm atrás de conforto, facilidade, nós não precisamos disso. Não preciso gastar mnhas energias brigando pela minha conta bancária, pelo nosso sustento financeiro, somando coisas para o dia de amanhã.

Nosso dever como aqueles que se dizem cristãos é buscar o Reino de Deus, pagar o preço do desconforto material, viver o evangelho onde nós não somos auto-sustentáveis. Aí sim, poderemos ver nossa vida transformada realmente.

E termino com a própria promessa de Jesus: " Busquem, pois o Reino de Deus, e essas coisas lhe serão acrescentadas".

Deus quer nos presentear, Ele sabe o que nós precisamos para o dia de hoje, o que precisamos para vestir e comer e Ele é bondoso o suficiente para que nada falte.

Apenas palavras

By : Danilo Ladentim
 Sou assim, restrito, pequeno, móvel,
 ansioso, duvidoso do amanhã,
 pois nele não enxergo a certeza.
 Credor do amor que sou, busco nas manhãs,
 as formas estranhas de me contentar com a vida,
 de encontrar o Caminho, alimentando o errado, esperando que se torne o certo.
 Mas Ele está aqui, em todo lugar,
 em todo canto, nos detalhes que penso ser inúteis,
 nos cantos inesperados desse mundo.
 Ele está aqui,
 nas incertezas, nas dúvidas,
 na minha constante briga interior,
 na minha intensa fome de justiça própria.
 Ele está,  Ele é, Ele sempre será.
 Nos destruídos e inóspitos becos encontro a paz,
 me deparando com a forma simples e viva de ser.
 Mas como estará lá?
 Como entender tal poder?
 O Senhor dos pobres, o Senhor do tempo,
 o Senhor da vida que torna a vida mais bela e perfumada,
 se acomoda nas periferias e, intensamente derrama sua majestade.
 Nos pequeninos, nos abusados,
 nos excluídos, nos abandonados,
 nos doentes, nas viúvas, nos barracos,
 nas favelas e comunidades, ali Ele é, e nisso tento ser.
 Me entendendo nos questionamentos, 
 sem ao certo saber as repostas, 
 E na minha incerteza
 encontro a certeza de ser quem eu sou.
 Na minha insegurança me deparo com Ele
 e assim me entrego a Vida,
 errando mais que acertando,
 mas buscando em meio a minha guerra,

 ser Tudo o que fui chamado pra Ser. 


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