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Como o sol do meio-dia...
By : Kadu
"Ponha a sua vida nas mãos do Senhor, confie nele, e ele o ajudará.
Ele fará com que sua honestidade seja como a luz e com que a justiça da sua casa brilhe como o sol do meio dia." - Salmos 37:5-6
Quando lemos esse texto e outros
como esse, logo vem a nossa mente as nossas necessidades. Como se O buscássemos
e necessitássemos dEle somente em nossas necessidades. Como se Ele fosse um
amuleto mágico pronto pra derramar seu feitiço do bem sobre nossas vidas.
Mas o que precisamos compreender
é que colocando nossas vidas em Deus, confiando cada detalhe, cada movimento,
cada pensamento, cada palavra nas mãos dEle, o resultado, certamente, será que
Ele brilhará em nós e nossa vida toda refletirá quem Ele é. Seremos testemunhas
da justiça e da bondade dEle, porque isso será manifesto pela realidade do
nosso viver. É isso que Davi quer dizer com esse trecho.
Ao colocar nossas vidas nas mãos
de Deus, Ele não ficará “devendo” mais uma pra nós, pra que possamos então
pedir o que quisermos e Ele seja obrigado a nos dar. Não é uma troca, é uma
constatação. Com certeza Davi estava aí simplesmente descrevendo algo que Ele
percebeu com o passar dos anos, algo que a maturidade trouxe como sabedoria a
ele.
Nossa vida entregue nas mãos
dEle, confiando totalmente nEle, ouvindo-O e obedecendo-O, caminhando em Seus
caminhos, segundo Seus conselhos, será uma vida que causará impacto nas pessoas
ao nosso redor. Seremos ajudados por Deus, mas, é claro, não se trata de nós,
mas Dele mesmo! Ele deve ser visto!! A nossa causa, como diz o texto, passa a
ser a causa dEle, e ela é que brilhará como o sol do meio-dia pra que todos
possam ver!
Isso também nos serve como
termômetro, como parâmetro de estarmos confiando nossa vida plenamente a Deus:
será que temos sido vistos como pessoas que tem uma “causa” diferente do padrão
desse mundo? Será que as pessoas olham pra nós e enxergam uma justiça que
excede muito a das pessoas ao redor, inclusive dos religiosos desse tempo? Será
que vivemos uma vida honesta, como resultado de confiarmos cada ação nossa a
Deus?
Pense: nossa vida só faz sentido conectada
a algo maior, a Cristo; sendo Ele o cabeça do corpo que fazemos parte, Ele é o
único digno de glória e de “aparecer” quando resplandecemos! Porque “Ele tem de
ficar cada vez mais importante, e eu, menos importante” (Jo. 3:30).
Obs: versão da Bíblia usada é NTLH.
É obedecendo que se aprende a obedecer
By : Kadu
por Valdir Steuernagel, publicado originalmente em Ultimato
Na hora em que Pedro chegou em casa naquele dia, sua esposa viu que algo extraordinário havia acontecido. Antes mesmo que ele dissesse uma palavra, seu olhar e a expressão do rosto já revelavam que se tratava de algo forte e inusitado. “Você não imagina o que aconteceu!” -- ele foi dizendo. E ela já sabia que isso significava muito mais do que uma boa pescaria. “A pescaria foi um desastre! Mas aí, sabe Jesus, aquele pregador novo sobre o qual andam falando? Quando íamos lavar as redes, todos de mau humor, ele apareceu e nos mandou ir pescar novamente.” “E você foi?” -- ela tentou entrar na conversa. Porém, ele já explicava que, sei lá por que, quando se deu conta, já estava embicando o barco novamente para o lago. “E deu nisso aí!” -- disse, apontando para o cesto cheio. Na verdade, ela nem lembrava quando foi a última vez que ele trouxera tanto peixe bonito para casa. Entretanto, hoje isso nem parecia muito importante.
O mais importante mesmo estava por acontecer. E Pedro continuou, empolgado: “O pregador começou a falar de um outro tipo de pescaria e nos desafiou a andar com ele. Fez até um trocadilho, dizendo que deixaríamos de ser pescadores de peixes para ser pescadores de gente. Depois disse que era importante buscar a grandeza, a realidade e a esperança do reino de Deus...”. E ele, Pedro, mesmo sem entender tudo o que tinha ouvido, ao olhar nos olhos de Jesus percebeu que sua vida estava mudando naquele instante. E agora, olhando nos olhos da mulher, percebia o quanto ela estava assustada. Antes que ele terminasse a história ela já intuía que a vida deles iria sofrer uma reviravolta radical, o que se confirmou quando ouviu o marido dizer: “... e eu já falei para pai arrumar outra pessoa para tocar o barco, pois eu vou me juntar ao grupo que vai andar com Jesus”. “O que foi que você fez?” -- ela ainda balbuciou, enxugando uma lágrima que insistia em molhar seu rosto, em um disfarçado esforço de mostrar aos dois pequenos, agarrados às suas pernas, que estava tudo bem.
A vocação precisa se materializar em ação!
Há nos Evangelhos diversos textos que relatam como Jesus chamou um grupo de discípulos para andar com ele. Nesta edição nos detemos em Marcos 3.13-19, onde se vê como o grupo é formado e a vocação delineada. Hoje lemos esses textos com uma naturalidade desconcertante e perdemos de vista não só a novidade do fato como as consequências do chamado de Jesus. Cada um dos que foram chamados tem uma teia de relações à qual precisam voltar e se explicar. Cada um deles tem uma forma de viver, inclusive de sustento familiar, que precisa ser equacionada e reorientada rumo a um futuro que é, ao mesmo tempo, uma promessa e uma incógnita. Pedro é um dos que “arrastaram seus barcos para a praia, deixaram tudo e o seguiram” (Lc 5.11). A vocação precisa ser colocada em prática. É assim que ela adquire contornos de obediência.
A vida de Pedro e sua família nunca mais foi a mesma depois do encontro com Jesus. Não se sabe exatamente o que aconteceu com eles, mas Paulo diz que Pedro levava a esposa em suas andanças missionárias (1Co 9.5) e a tradição nos conta que ele morreu crucificado em Roma. Segundo o filósofo cristão Orígenes (185-253 a.C.), ele pediu para ser crucificado de cabeça para baixo e foi atendido. Os Evangelhos dão informações significativas sobre ele e mostram como a sua vocação foi se traduzindo em obediência rumo à “plenitude de Cristo”.
Desde o dia em que foi chamado até a crucificação de Jesus, Pedro parece ter brigado com essa vocação e com a forma como Jesus entendia o seu próprio ministério. Mesmo tendo andado com Jesus, foi no contexto da crucificação que ele percebeu claramente o que o Mestre havia dito e proposto fazer, e para quê ele havia sido chamado. É diante da crucificação que ele se depara com a sua maior vulnerabilidade e fraqueza; e é diante do enigma da ressurreição que ele parece sucumbir à tentação de voltar ao seu antigo mundo. Durante todo esse tempo Pedro se revela, ora como um esfuziante seguidor de Jesus, ora como seu questionador. Chorando, vive na cruz a vergonha de havê-lo traído. E, ao olhar para ele, vemos a nós mesmos em nossas “bipolaridades espirituais”, nas quais nos enrolamos nas curvas da nossa obediência vocacional, ora querendo conquistar o mundo para Cristo, ora escondidos nos emaranhados das nossas prioridades, respostas e becos sem saída.
Mas a história de Pedro não acaba assim. Quando isso parece ter acontecido e ele, acabrunhado, encontra-se novamente com as redes vazias (Jo 21), é Jesus quem vem de novo ao seu encontro. Enche-lhe a rede de peixes, convoca-o novamente para segui-lo e lhe faz uma nova pergunta, que afinal é a pergunta fundamental: “Simão, filho de João, “tu me amas”?” E assim começa um novo capítulo em sua vida. Quando ele balbucia uma resposta e diz “Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo” (Jo 21.17, 18), sabe que nunca mais será o mesmo. Agora o seu vínculo de obediência a Jesus passa pela declaração de amor. Uma declaração de amor que se transforma em obediência pastoral e missionária quando Jesus lhe diz: “Cuida das minhas ovelhas” e “Vai e faze discípulos”. Agora Pedro está vocacionalmente diplomado, pois sabe que ama de fato aquele que o chamou para segui-lo e ser dele. Como diz Walter Wangerin, a obediência é a nossa expressão de amor a Deus. Você sabia disso?
• Valdir Steuernagel é teólogo sênior da Visão Mundial Internacional. Pastor luterano, é um dos coordenadores da Aliança Cristã Evangélica Brasileira e um dos diretores da Aliança Evangélica Mundial e do Movimento de Lausanne.
Perseguição
By : Kadu
Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim.
Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.
Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.
Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.
João 15:18-21
Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.
Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.
Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.
João 15:18-21
Trecho de uma pregação do pr. Paulo Junior, via Defesa do Evangelho.
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Transformação social - Verdade X Mentira
By : Kadu
"Paulo foi um evangelista porque pregou a salvação pela graça. E sua pregação era vista como uma boa notícia, porque libertou seus ouvintes da escravidão da lei. Quando os judeus convertidos procuraram trazer a lei de volta para dentro da igreja, Paulo lutou contra eles, argumentando que se isso acontecesse, a graça seria inútil e os cristãos estariam voltando à escravidão. Foi a luta determinada de Paulo que finalmente fez Pedro declarar, no concílio de Jerusalém, que o legalismo religioso foi um jugo sobre os discípulos gentios, que nem os judeus nem seus pais tinham sido capazes de suportar (Atos 15:10). A pregação de Paulo sobre a salvação foi, assim, uma mensagem de reforma social, de libertação de um jugo.
O falecido Dr. Bhimrao Ambedkar, o maior líder dos intocáveis na Índia, entendeu essa mesma técnia básica de reforma social que Paulo usou. Foi por isso que ele pregou "conversão" como a resposta para o mal social do sistema de castas. Infelizmente, é verdade que o budismo, para onde ele levou seus discípulos, transformou-se num beco sem saída, mas permanece a verdade que se pode tentar diferentes opções para uma reforma da sociedade:
- Pode-se aceitar a estrutura básica da sociedade (por exemplo, o sistema de castas hindu) e procurar minimizar as injustiças inerentes pela lei (como o governo da Índia tem tentado fazer nas últimas seis décadas). Mas Ambedkar, que escreveu grande parte da constituição da Índia, sabia que esta abordagem não poderia transformar fundamentalmente essa situação.
- Portanto, uma segunda opção é recusar a aceitação da estrutura base de uma sociedade injusta, e tentar mudar as pessoas no topo, que são as responsáveis pelas injustiças. Mas é quase impossível mudar essas pessoas apenas através da prefação, porque geralmente elas estão felizes com o status quo. Como Jesus disse, em essência, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um beneficiário do reino de Satanás entrar no reino de Deus. O sistema opressor de exploração é favorável para as pessoas de cima, portanto elas não querem mudar. Assim, alguém pode ser tentado a usar a força violenta ou não violenta, para derrubar os opressores. É possível derrubar o governo se apossando ou matando algumas centenas de pessoas, mas o que se pode fazer se o número de opressores é, literalmente, centenas de milhares, ou se são demasiado poderosos para serem derrubados a força? Em qualquer caso, [...] é preciso muito mais do que uma revolução para criar um governo justo.
- A terceira opção, então, é mudar os oprimidos. Pode-se recusar a aceitar a estrutura básica da sociedade injusta e reformar o sistema através da mudança dos oprimidos. Por exemplo, se os intocáveis não podem mudar os opressores de casta alta, sua única opção é mudar a si mesmos. Essa mudança tem que ser em dois níveis. Primeiro, eles têm que se libertar da escravidão mental ou ideológica. Eles têm que deixar de crer que nasceram "intocáveis" por causa do carma (ações) de suas vidas passadas, ou que as bençãos em vidas futuras dependem do cumprimento dos deveres de seu presente estado de escravidão. Eles são mantidos em escravidão pela fé em uma mentira, e só a verdade pode libertá-los dessa mentalidade da escravidão. Em segundo lugar, eles têm que optar por sair do sistema sócio-religioso (ou seja, deixar de ser hindus), a fim de deixar de ser intocáveis. Eles têm que rejeitar as mentiras desumanas, opressivas e exploradoras por um lado, e por outro, aceitar uma nova visão de que todos os seres humanos compartilham a dignidade de serem feitos à imagem de Deus. Eles precisam pertencer a uma comunidade que pratica essa verdade e ajuda a encontrar a sua dignidade intrínseca ao se tornarem filhos de Deus.
Os sistemas opressivos sobrevivem propagando a mentira. O evangelismo liberta por propagar a verdade, ou seja, subjugando os fundamentos de um sistema de exploração e criando uma estrutura social alternativa que ajuda as pessoas a viver a verdade."
Obs. do blog: tire suas conclusões!! (só isso mesmo)
Trecho extraído do livro "Verdade e Transformação - um manifesto para curar as nações", Vishal Mangalwadi, ed. Publicações Transforma (págs. 141 - 143)
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Vishal Mangalwadi,
Deus está sempre comigo - Salmo 16
By : Kadu
Salmo 16, hino de Davi
Guarda-me ó, Deus,
pois em ti eu tenho segurança!
Eu disse a Deus, o Senhor:
"Tu és o meu Senhor;
tudo o que tenho de bom vem de ti."
Como são admiráveis as pessoas
que se dedicam a Deus!
O meu maior prazer é estar
na companhia delas.
Aqueles que correm atrás
de outros deuses
trazem muito sofrimento
para si mesmos.
Eu não tomarei parte
nas suas ofertas de sangue
nem adorarei os seus deuses.
Tu, ó Senhor Deus,
és tudo o que tenho.
O meu futuro está nas tuas mãos;
tu diriges a minha vida.
Como são boas as bençãos
que me dás!
Como são maravilhosas!
Eu louvo a Deus, o Senhor,
pois ele é o meu conselheiro,
e durante a noite
a minha consciência me avisa.
Estou certo de que o Senhor
está sempre comigo;
ele está ao meu lado direito,
e nada pode me abalar.
Por isso meu coração
está feliz
e alegre,
e eu, um ser mortal,
me sinto bem seguro,
porque tu, ó Deus,
me proteges
do poder da morte.
Eu tenho te servido fielmente,
e por isso não deixarás que eu desça
ao mundo dos mortos.
Tu me mostras o caminho
que leva à vida.
A tua presença me enche de alegria
e me traz felicidade para sempre.
Texto lindo, que me inspira a orar e meditar, buscando a mesma sinceridade, simplicidade, reverência e confiança de Davi, quando escreve esse salmo. Em especial o grifo que fiz, dos versos 5 e 6.
Que essa também seja sua oração...
Restauração
By : Kadu
Uma restauração atrás da outra é muito melhor do que um pecado atrás do outro
Hoje a vida continuamente sem pecado representa maus um alvo bonito do que uma história bonita. Amanhã, porém, quando trocarmos de corpo e de ambiente, seremos perfeitos assim como perfeito é o nosso Pai celestial. O apóstolo João sabia muito bem disso quando escreveu: "Estou lhes dizendo isso a fim de que vocês fiquem longe do pecado. Mas se vocês pecarem, existe alguém para interceder por vocês diante do Pai. O nome dele é Jesus Cristo, aquele que é tudo quanto é bom e que agrada completamente a Deus" (1 Jo 2.1, NBV). A história do povo de Israel e a história da Igreja corroboram essa verdade. É por isso que a porta da confissão de pecado é uma porta continuamente aberta: "Se afirmarmos que estamos livres do pecado, estaremos apenas enganando a nós mesmos. Uma declaração dessas é um erro absurdo. Mas, se admitirmos nossos pecados e os confessarmos, ele não vai deixar de nos atender: ele é fiel a si mesmo. Ele perdoará nossos pecados e nos purificará de todo erro" (1 Jo 1.8-9).
Tomemos o exemplo de Davi, aquele que disse honestamente ter mais pecados que cabelos na cabeça (Sl 40.12). No Salmo 26, ele proclama repetidas vezes a sua retidão. Diz que tem vivido com integridade, que continuamente segue a verdade e que tem lavados as mãos na inocência. Mas, no salmo anterior, ele se confessa pecador por várias vezes. Pede que Deus não se lembre dos pecados e das transgressões de sua juventude e suplica perdão pelos seus muitos pecados (Sl 25).
Na há de estranho na dupla experiência do salmista. Nós também somos assim. Acertamos e erramos. Erramos e acertamos. À semelhança de Pedro, um dia, confessamos com entusiasmo e convicção que Jesus é "o Cristo de Deus" (Lc 9.20) e, dias depois, declaramos sem inibição que nem sequer o conhecemos (Lc 22.57).
A vitória sobre o pecado é possível, mas não é fácil. Paulo fala sobre isso abertamente: "O que a nossa natureza humana quer é contra o que o Espírito quer, e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. Os dois são inimigos [...]" (Gl 5.17). São duas forças dentro de nós em conflito, em oposição, em briga, em guerra. Os dois modos de vida são diametralmente opostos entre si. Nenhum dos dois lados está disposto a ceder, a entregar os pontos, a fazer algum armistício. É uma luta civil sem tréguas, sem rendição e sem fim.
Não é a primeira vez que a ideia de um poder inimigo aparece na teologia bíblica. Na parábola do trigo e joio, Jesus conta que "certa noite, quando todos estavam dormindo, veio um inimigo, semeou no meio do trigo uma erva ruim, chamada joio, e depois foi embora" (Mt 13.25). Na explicação da parábola, Jesus é bem explícito: "O inimigo que semeia o joio é o próprio Diabo" (13.39).
Precisamos ser realistas, e não triunfalistas. Precisamos nos valer da Videira e do Espírito, e não só da boa intenção e dos bons propósitos. Ao mesmo tempo, devemos ter absoluta certeza de que a vitória final será de Jesus, a quem o Senhor Deus prometeu: "Sente-se do meu lado direito, até que eu ponha os seus inimigos debaixo dos seus pés" (Sl 110.1). Essa passagem messiânica é uma das mais transcritas no Novo Testamento. Jesus (Mt 22.44), Pedro (At 2:34-35), Paulo (1Co 15.25; Ef 1.20-22; Cl 3.1) e o escritor da epístola aos Hebreus fizeram uso dela.
Depois de qualquer comportamento duvidoso, a graça de Deus alcança-nos mais uma vez e somos colocados de volta na posição em que estávamos, desde que admitamos o erro e o confessemos com humildade. Isso não é outra coisa senão restauração. A benção da restauração não é só para grandes e longos pecados e, ou, escândalos. É para pequenos desvios, cometidos, como costumamos dizer, por pensamentos, palavra e obras. Uma restauração atrás da outra é muito melhor do que um pecado atrás do outro!
Texto extraído da revista Ultimato nº348 (maio-junho), págs. 25 e 26.
Loren Cunningham - Um chamado para VOCÊ!
By : KaduPrimeiro de uma série de vídeos da entrevista com Loren Cunningham, fundador de Jovens Com Uma Missão, durante o Jocum em Família de 2013 em Caldas Novas/GO.
Produção: Central Mídia Jocum
Entrevista: Hiago Angelucci
Tradução: Felipe Delfim
Edição e legendas: Eduardo Serrati
Site: http://www.centralmidiajocum.com.br/
Facebook: http://www.facebook.com/CMJocum
Twitter: http://twitter.com/centralmidia
Meditação - Coração doador, corpo saudável!
By : Kadu
Baseado em Neemias 13:10-13
Precisamos de líderes, pastores e
dirigentes de igrejas hoje com o mesmo coração que Neemias. No anseio de
obedecer a Deus em tudo, realizando as coisas exatamente conforme os
mandamentos de Deus, ele toma essa atitude descrita no texto, que deveria
inspirar as igrejas de hoje.
Quantas são as pessoas hoje que
poderiam estar exercendo melhor seu chamado se nossas igrejas compreendessem o
valor de doar. Quantos são os ministros, sejam eles missionários, evangelistas,
pastores ou outros, que estão tendo que deixar o trabalho em tempo integral
pra, no mínimo, meio período trabalharem em áreas distintas do chamado e
vocação, simplesmente porque a igreja não doa, não oferta, não sustenta.
E aí vem o pensamento cristão
pós-moderno que diz que esse é um novo tempo, que devemos compreender que hoje
é assim que funciona, que devemos entender que Deus está guiando os chamados ao
trabalho como ministros em tempo integral pra mudarem seus focos e não
dependerem mais dos irmãos e das igrejas pra seu sustento. Pra mim soa muito
mais como uma ideia que surgiu pra corroborar meu desejo de não ofertar!
Outro pensamento é aquele
simplista, determinista, mais parecido com seguidores de Alá do que do Deus que
se tornou carne em Jesus Cristo: “se Deus te chamou e designou pra algo o
sustento virá com certeza! Se não chegar, ou se o que receber não for
suficiente é porque não era de Deus, ou não era tempo de Deus”. Outro
pensamento escapista, também pra corroborar a mesma coisa: não gosto de doar,
não gosto que outros também o façam, por isso encontrei uma “verdade” que me
serve nesse sentido.
Na real, o que tenho visto é que
Deus tem chamado sim, tem vocacionado, tem equipado com dons e talentos, tem
aberto portas e tem dado as finanças necessárias sim. Porém, como Corpo de Cristo,
e no desejo real de Deus nos fazer um em Cristo, pra que Ele seja conhecido por
nossa unidade, cada parte desse corpo coopera com uma parte. Existem aqueles
que nesse processo cooperam com uma palavra que desperta a pessoa a pensar
diferente. Tem os que discipulam essa mesma pessoa, que já foi despertada por
outra, a olhar pra Deus de forma diferente, a perceber seu chamado, a história
que Deus escreveu com ela até então. Outros são aqueles que ensinam mais sobre
determinadas coisas que agregam valor exatamente para o chamado em questão.
Outros cuidam quando essa mesma pessoa, no processo, falha, erra, desvia do
foco. Outros criam conexões e contatos pra que portas sejam abertas. Alguns
ainda são pilares de oração e intercessão. E tem também aqueles que ofertam e
sustentam financeiramente pra que, com tudo o resto caminhando, essa pessoa
seja capaz de entrar pelas portas abertas e possa caminhar com seu foco voltado
unicamente praquilo que ela foi chamada. Afinal, alguém que se alista num exército
não se deixa levar por preocupações que não sejam agradar o seu general!
Mas, apesar de ver que algumas
outras áreas também tem falhado, a que mais falha hoje em dia, ao meu ver, tem
sido essa área dos sustentadores. Junto a estes, tem falhado aqueles que
deveriam, com o mesmo coração de Neemias, chamar a atenção para esse fato e
investir tempo discipulando e repreendendo as pessoas que tem falhado nessa
área.
Não, eu não estou voltando a um
tempo legalista, como alguns podem pensar. Não me venha com essa que não somos
mais levitas, que se formos seguir a lei devemos então também não aparar a
barba e esses blá-blá-blás todos porque não tem nada a ver com o que estou
falando.
Se você é daqueles que precisa de
um texto no Novo Testamento pra entender tudo o que te falam, vai lá em Lucas
12:41-48 e se “espante” com um Jesus que fala (até no Novo Testamento) sobre
aqueles que retém o que deveriam doar, que não cuidam com mantimentos na hora
certa daqueles que o Senhor confiou a eles. E, sim, o contexto tem a ver também
com dinheiro, leia o capítulo todo desse trecho pra perceber isso.
Tenho visto uma parte do
Corpo tendo que fazer papel de duas partes. Como se o pé tivesse que ser mão
também, ao mesmo tempo. Isso só mostra a realidade de um Corpo mutilado, ou
então com algum tipo de paralisia, sinal de uma patologia que necessita ser
tratada com atenção, precisa de cura. Como seremos encontrado quando Cristo
voltar? Que tipo de noiva seremos, se estivermos mutilados, paralisados,
quebrados? É assim que queremos estar?
Pense: Um coração doador resulta num corpo saudável!
Enfim, apesar de tudo isso, e não usando como
mais uma desculpa escapista, como Paulo, dou graças a Deus por Cristo Jesus,
porque ainda é por Ele, pelo seu sangue, por lavarmos nossas vestes nesse
sangue..., é por Ele, não se trata de nós..., porque se fosse por nós...
"Quando tiver sessenta" - refletindo, orando...
By : Kadu
Compositor: Guilherme de Sá
Quando tiver sessenta
Que os meus olhos funcionem bem
E eu, estando só, busque os meus netos na escola
Que seus sorrisos me lembrem
que eles são a fortuna que acumulei
Nossas visitas ao asilo
sejam apenas para ver os quadros dos que lá moraram
Porque os meus amigos estarão comigo
Jogando suas redes no rio
Proseando sobre como a nostalgia sempre esteve em alta
Com anos de atraso
Mas aí me lembro: Rapaz, você ainda tem trinta e três
E seu mundo ainda é aquele
Onde as filas por um rim dão as suas voltas no continente
Que anda quente demais
exceto dentro do carro com vidros fechados
Porque, se abertos, tudo pode acabar ali num assalto
Se eu chegar até lá
Que possamos ser mais médicos e menos juízes
E, ao estarmos num semáforo
Que não seja pra pedir dinheiro, mas para dar abraços
Distribuir adesivos dizendo
"É Natal, o Rei nasceu e um cobertor também salva! "
Entenderemos que Deus é Pai e Filho ao mesmo tempo
E bastará
Perceberemos que são os nossos irmãos
que estão ali com frio na rua
Enquanto permanecemos aqui salvos e aquecidos
Com nossas lareiras
Mas aí me lembro: Rapaz você está nos trinta
E grito: "tempo, pare um pouco para eu respirar!
Ainda não consegui ser a metade do que deveria ser! "
Então ele me diz: "você continua um sonhador
Que ainda sonha que tudo mude
Quando tiver sessenta"
Cafetões da Prosperidade
By : Kadu
Recebi esse vídeo no Facebook e confesso que não parei pra ler nada sobre o pregador. Sei que o nome dele é Donnie Swaggart e mais nada. O vídeo parece também ser antigo, mas a mensagem, que é o que realmente interessa, é atualíssima! Apenas 6 minutos, intensos e cheio de emoções..., confesso que muitas vezes tenho os mesmos sentimentos de ira e dá vontade de gritar como ele contra essa imitação do evangelho ganhando terreno mundo afora, em especial em nosso país.
E você, engole essa porcaria toda?
Nós somos responsáveis! - meditando em Oséias 4
By : Kadu
Oséias 4
Deus acusa Israel
1O Senhor Deus
tem uma acusação a fazer contra o povo que vive neste país. Escutem,
israelitas, o que Deus está dizendo:
—
Não há sinceridade, não há bondade, e ninguém neste país quer saber de Deus. 2Juram falso, mentem, matam, roubam e cometem
adultério. Os crimes e os assassinatos aumentam. 3Por isso, a terra ficará seca, e tudo o que vive
nela morrerá. Morrerão os animais, as aves e até os peixes.
Deus acusa os sacerdotes
4O Senhor Deus
diz:
—
Não acusem nem repreendam o meu povo. A minha acusação é contra vocês,
sacerdotes. 5Dia e noite, vocês andam sem rumo, e os
profetas fazem o mesmo. Vou acabar com Israel, a mãe de vocês. 6O meu povo não quer saber de mim e por isso está
sendo destruído. E vocês, sacerdotes, também não querem saber de mim e
esqueceram as minhas leis; portanto, eu não os aceito mais como meus
sacerdotes, nem aceitarei os seus filhos como meus sacerdotes.
7— Quanto maior é o número de sacerdotes, maior
também é o número de pecados que cometem; por isso vou fazer a glória deles
virar desgraça. 8Eles ganham a vida à custa dos pecados
do povo e por causa disso querem que o povo peque. 9Portanto, os sacerdotes sofrerão o mesmo castigo
que vou fazer cair sobre o meu povo. Vou castigá-los, e eles terão de pagar
pelo mal que fizeram. 10Os sacerdotes estão me abandonando e
adorando outros deuses. Por isso comerão dos sacrifícios que o povo me oferece,
mas não ficarão satisfeitos; adorarão os deuses da fertilidade, mas não terão
filhos.
Muito se tem falado dos erros, das tramas, dos pecados, da
violência, dos desmandos, e tudo o mais nesse nosso Brasil. E há completa razão
em se falar nisso..., basta abrir um jornal qualquer, assistir um noticiário de
qualquer que seja a emissora.
Mas tenho ouvido e lido muitos crentes falando nisso de
maneira bem alheia, como se não fôssemos participantes de tudo isso. Ora, somos
a nação do avivamento mundial certo??
Nosso país parece muito mais falido espiritualmente do que
berço de um avivamento como alguns pregam por aí.
É fato que, como diz o capítulo 4 de Oséias, perecemos por
falta de sabedoria, de conhecimento de Deus. Mas é fato também que o povo é tal
qual seus sacerdotes. E mais, como diz 1 Pedro 2:9, somos todos sacerdotes
hoje...
Faço a fatal conclusão: nosso povo hoje é assim porque assim
somos nós, os sacerdotes!
Nossos protestos, nossas passeatas e as participações dos
crentes nessas “revoluções” são simplesmente assumir nossa culpa! Afinal, se
somos hoje, como dizem as estatísticas, quase (ou mais de) 30% de evangélicos
no Brasil, totalizando quase 90% de cristãos (junto com os católicos), somos
nós mesmos que fazemos do nosso país esse caos. (Dados de pesquisa Datafolha de julho de 2013)
O texto de Oséias nos traz algo muito sério: não acusemos o
povo, mas sim os sacerdotes. Se hoje “não há sinceridade, não há bondade e
ninguém neste país quer saber de Deus”..., se hoje o que vemos de maneira
generalizada e até institucionalizada é um povo que “juram falso, mentem,
matam, roubam e cometem adultério”..., se vemos pelas notícias e estatísticas
que “os crimes e os assassinatos aumentam”, a culpa também é nossa! Nós, como
sacerdotes, deveríamos trabalhar no meio da sociedade pra que isso tudo fosse
diferente. O grande problema é que estamos envolvidos “até o pescoço” (ou até
as cuecas!) com essas práticas, algumas vezes pregando contra e agindo a favor,
outras vezes até mesmo pregando e fazendo as ditas práticas! Lamentável...
Não adianta protestarmos não! Não adianta a arruaça e a
baderna em prol de uma suposta revolução! Não adianta porque estamos culpando
as pessoas erradas! Sempre nos abstendo de culpa, sempre achando alguém pra
pagar por nós..., parece que faz parte de nossa natureza.
O texto ainda adverte que quanto maior o número de
sacerdotes, mais se multiplicam os pecados. Que comparação interessante! Será
que o número de pecados da nossa nação, que parece que só aumentam, está ligado
também com esse aumento gradativo de nossos “sacerdotes evangélicos”? Será que
o mesmo que acontecia com os sacerdotes na época de Oséias (“...e vocês,
sacerdotes, também não querem saber de mim e esqueceram minhas leis”, “ganham a
vida à custa dos pecados do povo e por causa disso querem que o povo peque”, “estão
me abandonando e adorando outros deuses”) acontece hoje?
Convido você a refletir nesse texto e compreender onde se
encaixa nos problemas que a sociedade ao seu redor tem vivido. Que culpa você
tem? Que solução pode vir da sua vida? Convido você a parar de culpar os outros
e descobrir sua parcela, a parcela da sua família, da sua comunidade, da sua
igreja nisso tudo. Descobrir se seus cultos estão servindo apenas pra que vocês
comam, mas nunca se fartem!
Será que a sociedade ao nosso redor não deveria ser mudada
com o avanço do número de cristãos, de pessoas que se dizem portadores das boas
novas, do poder de Deus pra transformação de todo aquele que nEle crer, de
pessoas capazes de mudar realidades pra que tudo se volte pra Deus e com
capacidade de cooperar pra que tudo seja reconciliado com Ele? Será que somos
todos cristãos? Será que eu e você somos?
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Mude o mundo: Ouça a palavra profética de Deus para hoje
By : Kadu| Trecho extraído do livro "Desafiando os limites da fé", Irmão André, ed. Mundo Cristão, págs. 25 a 29 |
Se pretendemos mudar o mundo para Deus, precisamos começar a atentar nas palavras que ele nos transmite pelas Escrituras.
Muitas vezes lemos no Antigo Testamento que "a palavra do Senhor veio a" determinado profeta. A tarefa dos profetas era ouvir o que Deus dizia e então anunciá-lo, em palavras e atos, onde quer que Deus os mandasse ir. A maior parte dos profetas da Bíblia não eram homens especialmente treinados ou altamente instruídos, que recebiam um chamado no seu último ano de seminário. Eram na sua maioria gente simples - como eu e você -, que obedeciam a Deus no dia-a-dia. E no entanto, quando anunciavam a mensagem de Deus, eram capazes de erguer e derrubar reinos inteiros. Seu ministério exerceu assim grande impacto.
Ser profético hoje não implica ter audiência com líderes mundiais. Significa simplesmente cumprir a Grande Comissão de Jesus: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28:19). Fazemos isso em resposta ao chamado do Espírito Santo por meio das Escrituras. Traduzindo, somos proféticos quando satisfazemos três condições:
1. Conhecemos a Deus e seu caráter segundo o que é ensinado na Bíblia.
2. Temos uma mensagem que afetará a vida das pessoas.
3. Temos um lugar onde anunciá-la.
Como os profetas do Antigo Testamento não possuíam a Bíblia, tinham de ouvir a mensagem diretamente de Deus. Hoje podemos consultar sua Palavra para conhecê-lo e saber o que ele quer de nós. À medida que nos embebemos das Escrituras e de orações, aprofunda-se nossa relação com Cristo. E por meio da Bíblia, ele começa a gravar em nós como e onde ele quer que anunciemos sua mensagem.
Deus falou-me na minha primeira viagem ao mundo comunista por meio de dois versículos de Apocalipse 3. No versículo 2, ele disse o seguinte à igreja que lutava contra grandes dificuldades em Sardes: "Consolida o resto que estava para morrer". E no versículo 8, falou à igreja de Filadélfia: "Eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar". Nenhuma dessas passagens diz: André, eu o estou nomeando contrabandista de Bíblias para a Rússia". Mas como eu já vinha estudando a Bíblia, orando e partilhando minha fé com aqueles à minha volta, e tinha disposição de ir aonde Deus quisesse que eu fosse, esses versículos me despertaram para a grande necessidade dos cristãos que viviam por trás da Cortina de Ferro. Foi assim que nasceu o ministério do Portas Abertas.
Quando nos dedicamos às Escrituras e à oração, é importante que não nos desviemos na tentativa de definir se recebemos um chamado oficial de Deus ou se temos uma clara indicação de que estamos fazendo a vontade de Deus. É muito fácil se enredar na paralisia da análise a ponto de deixar de agir.
A maioria das pessoas muitas vezes acalenta a ideia de que Deus deve ter um chamado especial para nós, deve ter determinado para nós um propósito específico, e assim precisamos descobrir que propósito é esse. Se não ouvimos tal chamado de Deus, então ele não nos selecionou para um serviço especial, e podemos então somente levar nossas vidas como parasitas do reino, vivendo um dia monótono e insignificante atrás do outro. Mas precisamos entender que essa ideia é nossa, e não de Deus.
Jamais devemos considerar nossos sonhos de sucesso e realização como o propósito de Deus para nós; ser propósito pode muito bem ser exatamente o contrário. O desígnio de Deus, seu propósito para nós, é o processo. Ele quer que nos concentremos no agora. Oswald Chambers o expressou muito bem ao dizer: "A instrução de Deus é para já, e não para daqui a pouco. Seu propósito é para este minuto, não para algum momento futuro. Nada temos que ver com o porvir da obediência; entendemos mal quando pensamos no porvir. O que os homens chamam de instrução e preparação, Deus chama de propósito... Se percebermos que a obediência é o propósito, então cada momento é prévio".
Um homem certa vez abordou o grande pregador Charles Spurgeon com um pergunta:
- Li um versículo da Bíblia que me tem incomodado, pois não consegui compreendê-lo.
- Você deve se considerar feliz por ter tal problema - respondeu Spurgeon. - Pois são todos os versículos bíblicos que compreendi que me incomodam!
Deus nos dá nas Escrituras uma revelação plena da sua natureza e do seu caráter. E nos deu também uma ordem inequivocamente clara de anunciar tanto ele quanto sua Palavra àqueles que não a ouviram. De que mais precisamos? Se nos concentrarmos em obedecer-lhe diariamente - onde quer que estejamos - , ele nos levará aonde deseja que vamos, e às pessoas que deseja que alcancemos.
Ora, quando analisamos um pouco mais detidamente os lugares onde Deus mandou os profetas bíblicos anunciar sua mensagem, aprendemos algo mais sobre o que significa ser profético. Na maioria dos casos, eles foram enviados a lugares onde sua mensagem não seria bem recebida. Onde eles tinham de remar contra a índole da cultura popular. Onde muitas vezes tinham de sofrer graves consequências por proclamar a mensagem de Deus. Onde eram frequentemente ridicularizados como loucos.
Todos podemos nos perguntar: Será que estou disposto a anunciar a mensagem de Deus nesse tipo de lugar? E mais: Será que tenho consciência de que minha escola ou local de trabalho, quem sabe minha própria casa, poderia ser esse lugar?
Em Londres vi o que chamam de homem-sanduíche - um cara que pendura grandes placas na frente e atrás de si, pintadas com um versículo bíblico. Não é exatamente meu método preferido de evangelização, mas certamente capta a atenção das pessoas. Ouvi falar de um desses homens que anunciava o versículo "Sou bobo de Cristo (cf. 1 Co 4:10: "Nós somos loucos por causa de Cristo") na parte da frente. As pessoas que olhavam provavelmente concordavam com a afirmação. Mas quando passavam por ele e se viravam para ver o que estava escrito atrás, liam: "Você é bobo de quem?"
Todo mundo é bobo de alguém - seja Marx, Mao, Maomé, ou simplesmente de si mesmo. Então porque não ser bobo de Cristo?
Onde há fé e onde não há? - pensando em missões...
By : Kadu
Sempre que penso em missões me vem a mente aquilo que eu creio que todos nós, cristãos brasileiros, temos sido formatados a pensar.
Qual a primeira coisa que você pensa (imagem mental ou palavra) quando ouve algo sobre missões, ou quando ouve a palavra missionário? Posso fazer essa pergunta de leste a oeste, de norte a sul aqui no Brasil e a resposta invariavelmente será a mesma, salvo raras e boas exceções. Faça esse exercício aí, você que está lendo..., o que pensou?
Se você pensou em alguma das palavras a seguir, você é um cristão normal dentro do contexto brasileiro: África, China, muçulmanos, pobres, criancinhas famintas, local isolado e distante, fome, perseguição, índios, entrega de folhetos, teatro, impacto, favela, cadeia...
Tenho algo pra te dizer sobre isso: se você pensou alguma dessas coisas, você está certo, mas pode estar completamente errado também! Incrível? Não..., normal!
Mas porquê? Porque estamos constantemente com uma imagem trazida de uma experiência apenas, e encerramos todo o tema "missões" nisso.
Pensamos assim: "Na minha igreja fazemos impactos de rua, entregamos folheto, pregamos na praça e damos comidas aos pobres..., isso é missões!". A resposta é sim, isso é, mas não, pois se dissermos que isso que é missão, e o resto? Se dissermos que ser missionário é ir pra China, e os outros países? Se dissermos que missões é pregar para os pobres, isso quer dizer que quem tem dinheiro não precisa ouvir as boas novas?
Uma coisa que aprendi estudando sobre missões é que ao encerrarmos a nossa definição de missões invariavelmente iremos deixar algo de fora, como bem diria David Bosch.
Mas isso não quer dizer que não devemos buscar definições sobre missões. E uma das melhores que já ouvi até hoje, que praticamente não se encerra em uma definição excludente, é de que "missões" é a proclamação exaustiva do evangelho nas fronteiras onde não há fé (conf. René Padilha).
Essa definição é importante pois não exclui ações específicas (palestra, folheto, impacto, teatro, conversa, esportes, mídia, etc.) nem localidades específicas, já que a fronteira não é mais geográfica nem social, mas simplesmente onde há fé e onde não há fé (isto é, crença e relacionamento correto com o único Deus e tudo o que diz respeito a ele). Isso pode se dar seja aqui, no meu vizinho, ou lá longe, no Sudão do Sul, no Curdistão. Isso pode ser através de teatros (onde seja realmente relevante!) ou através de estratégias mais sutis como o caso dos relacionamentos informais. Também pode ser entre os mais pobres somalis ou entre os ricos europeus e asiáticos.
Digo isso porque tenho passado por diversas comunidades, igrejas e pessoas diferentes, com doutrinas e costumes distintos, mas, quase que sempre, a definição sobre missões é sempre a mesma, e gira em torno da exclusividade dos termos que citei lá em cima. O que não for aquilo, não é missões!
ainda que Deus é o dono de missões e que, em primeiro lugar, ELE tem uma missão. Nós estamos debaixo da missão dEle, como coadjuvantes, que auxiliam no cumprimento da Sua missão no mundo! Isso quer dizer que, ainda que não façamos nossa parte, Ele continua sendo missionário e cumprindo Sua missão através dos Seus próprios meios! Isso também quer dizer que Ele não depende de nós pra cumprir a Sua missão! Isso quer dizer, ainda, que devemos dar graças ao Pai pelo enorme privilégio que Ele nos deu de sermos participantes disso!
Mas, enfim, ainda cremos na "missão da minha igreja", na "missão da minha organização", na "missão da minha denominação". E colocamos isso fora e até acima do Reino de Deus, por exemplo. Queremos muito mais um reino nosso, da nossa denominação, do que propriamente o Reino que dizemos proclamar.
Vamos pensar isso de maneira mais prática..., se hoje se levantar certo crente, compromissado com Deus, que estuda e medita na Palavra dia e noite, que trabalha e dá bons frutos onde está, dizendo que ouviu Deus o chamar pra ser missionário de carreira, como respondemos? Com questões coerentes sobre o onde, como, porque, certo? Digamos então que sua resposta seja: quero trabalhar com artes na Itália. "Ah tá..., tá bom!"
Agora vem outro, crente, que ora em línguas, dá o dízimo, anda de bíblia debaixo do braço é é super simpático com todos os velhinhos e crianças da igreja, além de chamar respeitosamente o pastor da igreja de reverendo (com isso quero formar aquela imagem de crente "externamente perfeito"). Esse crente, apesar de cantar no louvor, não participa de nenhum projeto social, de nenhuma viagem missionária, de nenhum impacto, a não ser que vá cantar e ministrar lá no palco, porque, diz ele, que esse é seu dom. Seus frutos não são aparentes, não tem nenhum discípulo, ao contrário, tem vários desafetos no grupo de louvor que faz parte, porque acham ele meio "estrela demais". Porém, seu "testemunho" perante os que não o conhecem mais intimamente (não fazem parte do grupo de louvor) é muito bom. Ele fala lá suas besteiras teológicas de vez em quando lá no púlpito, mas vá lá, tá aprendendo. Agora, como num passe de mágica, ele também se diz chamado para missões..., e o melhor, vai pra África, trabalhar com as criancinhas "remelentas" das fotos que ele colocou no seu powerpoint!!
Qual dos dois tem maior probabilidade de levantar parcerias e compreensão para seu chamado?
Infelizmente temos que ver o "despreparado-mas-irrepreensível-gospel" ir para o campo, causar mais estrago do que gerar frutos que permanecem, e ver o rapazinho compromissado com Deus ficar penando pra talvez fazer um trabalho de curto prazo com o que foi chamado a fazer.
Com isso não quero dizer que a África não precisa de missionários, que as crianças famintas não precisam de pessoas trabalhando com elas, de maneira alguma. Conheço pessoas sérias, compromissadas com Deus, com trabalhos extremamente relevantes nesses contextos. Mas até eles não escolheram esse "campo" por conta da visibilidade que terão ao trabalhar nesses contextos..., sequer escolheram esses contextos, mas oraram, ouviram o chamado específico de Deus e simplesmente tem obedecido.
Tem agência fechando as portas pra quem não foi chamado pra ir pra campos como por exemplo da antiga Janela 10-40. Será que Deus está errando ao chamar pessoas pra outras localidades então?? "Poxa Deus, sacanagem, você tá querendo estragar missões, atrasar nossa vida? Você não entendeu ainda que o foco é a Janela 10-40 Deus?"
Com pensamento e atitudes como essas, temos mais afastado as pessoas de pensar em missões do que aproximado-as de algo que é essencial a vida cristã. Infelizmente!
Conheço muitas pessoas que não foram chamadas pra serem missionárias em países financeiramente pobres, pessoas que talvez nunca pisarão nos países da Janela 10-40 pra fazer missões, mas que através de seu ministério, sua dedicação, seu trabalho árduo, sua obediência a Deus, tem gerado frutos bons e que permanecem, incluindo alguns frutos que acabam por entender seu chamado pra essas localidades e geram muitos outros frutos ali. Talvez, muitos desses missionários que hoje trabalham no continente africano, ou com os pobres e famintos mundo afora, ou nos países fechados, no meio dos muçulmanos, entre os índios, nas favelas e prisões, etc., não estariam aí, dando muito fruto, se não fosse algum missionário (des)obediente que os discipulou, treinou, encorajou, ensinou e despertou pra esses trabalhos, e que nunca pisou ou pisará nesses países!
Devemos compreender que até mesmo Paulo, aquele que chamamos de pai das missões estrangeiras (apesar de que nosso Deus, através do tempo tem sido o verdadeiro Pai das missões estrangeiras desde a eternidade) não olhava para missões dessa nossa maneira de hoje. Em seu ministério ele foi muito mais
estratégico ao ir e trabalhar em cidades com características cosmopolitas, ricas ou proeminentes, cidades a partir de onde poderia fazer com que o ministério frutificasse muito mais, do que simplesmente ir pra alguém pobre ou diferente socialmente dele mesmo...
Devemos compreender que as fronteiras geográficas e sociais que devemos ultrapassar na proclamação do evangelho são onde há fé e onde não há fé. Sendo assim, num tempo globalizado, em que podemos ir daqui para o Japão em um segundo (através da internet) ou em algumas horas (de avião), onde as fronteiras geográficas são facilmente ultrapassadas, onde podemos encontrar um pobre morando do nosso lado direito, e um rico morando como vizinho esquerdo, devemos fazer a pergunta correta ao se pensar em missões: onde Deus ainda não é Rei? É aí que vou investir! E se, por acaso, Deus te trouxer algum chamado específico, se você estiver pensando em ser ou adotar um missionário, avalie o desafio de trabalho e ministério através dessa pergunta, e não daquilo que está sendo "moda" cristã hoje em dia ou daquilo que minhas experiências (ou da minha denominação/hagência/doutrina) colocam como expectativa missionária.
Porque se seu vizinho crente está indo pra África levar comida para as criancinhas famintas(porque ouviu e quer obedecer o chamado do Pai) mas você ouviu de Deus que é pra ir para o Havaí discipular outros crentes a compreender os desafios das fronteiras onde não há fé, vocês não são concorrentes, mas co-participantes do avanço do evangelho e da implantação do Reino de Deus nessa terra!
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Paulo,
pensamento,
reino de Deus,
Deus não está morto!!!
By : KaduVi esse vídeo postado e sugerido pelo grande amigo, pr. Thiago Jachetto de Campos (IPB Novo Campos Elísios em Campinas-SP) e vale muito a pena ser visto e compartilhado!




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